quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A receita da vitória



INTRODUÇÃO
1. A vida é um cenário de grandes perigos. Viver é lutar. O poeta disse que a vida é luta reihida que os fracos abate e os fortes só sabe exaltar.
2. Você que entrou hoje aqui está enfrentando lutas. Algumas delas são maiores que suas forças. Você já não sabe mais o que fazer. As circunstâncias são desesperadoras. A lógica está contra você. As pessoas não acreditam numa vitória.
3. O texto que lemos nos fala que Josafá está enfrentando um problema superior às suas forças. Ele está encurralado por uma confederação de inimigos. Era uma conspiração. O ameaça era real, iminente e mortal. O ataque era certeiro. A derrota inevitável. Uma causa perdida. Não havia nenhum sinal de esperança.
4. Qual é a receita da vitória? Como reverter uma situação tão desesperadora?
I. A ORAÇÃO – V. 3-12
• Oramos com mais frequência e mais fervor quando estamos passando por tribulações. As provas não vêm para nos destruir, mas nos fazer dobrar os joelhos.
1. Quando devemos orar?
a) Quando o inimigo nos ataca (v. 2-4) – Josafá convocou a nação para orar na hora do perigo, do cerco, da ameaça. Estamos sendo atacados também. Há uma orquestração do mal atingindo nossas famílias, a igreja. Forças extra-terrena têm agido. O mundo está invandindo as famílias. Há um cerco perigoso. Precisamos orar. Precisamos clamar ao Senhor. Exemplo: Quando a Inglaterra caiu de joelhos e a ameaça da segunda guerra passou.
b) Quando estamos com medo (v. 3) – Josafé teve medo e buscou o Senhor. O medo não o afastou de Deus, mas o levou para Deus. Quando os nossos recursos acabam precisamos buscar aquele que está no Trono.
c) Quando não sabemos o que fazer (v. 12) – Josafá fez uma confissão sincera: 1) Sentimento de fraqueza – “Em nós não há força”; 2) Sentimento de incapacidade gerencial – “Não sabemos o que fazer”; 3) Sentimento de confiança em Deus – “Porém, os nossos olhos estão postos em ti”.
2. Como orar
a) Devemos orar com jejuns (v. 3) – Quem jejua tem pressa. Quem jejua está dizendo que tem algo mais urgente e mais apetitoso que o alimento. Quem jejua tem fome de Deus. Quem jejua prova que precisa desesperadamente de socorro, de poder. Precisamos jejuar pela nossa vida, família, igreja, nação.
b) Devemos orar em conjunto (v. 4) – A nação toda se ajuntou. O rei não ora sozinho. Ele convocou o povo. As pessoas vinham de outras cidades para buscar a face de Deus. Precisamos nos reunir para buscar a Deus. Reunimo-nos para muitas coisas, mas oramos pouco.
c) Devemos orar agarrados nas promessas de Deus (v. 5-11) – Josafá orou com base na soberania de Deus (v. 6) e nas fiéis promessas de Deus (v. 7-11). Deus tem zelo pela sua Palavra em a cumprir.
II. A PALAVRA DE DEUS – V. 13-17,20
1. O povo de Deus precisa se reunir para ouvir a Palavra de Deus – v. 13-15
• Quando a igreja está reunida e unida, ali ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre. O nosso Deus é o Deus que fala. E ele fala através da sua Palavra. Homens, mulheres e crianças estão em pé diante do Senhor. Eles estavam atentos, abertos, sedentos e Deus falou com eles.
• A Palavra de Deus é a espada do Espírito. Por ela cremos. Por ela vivemos. Por ela nos sustentados. Ela é alimento. Ela é riqueza. Ela é a espada do Espírito.
• Deus fala, mas precisamos dar ouvidos à Palavra de Deus. Tememos, porque duvidamos. O medo é produto da incredulidade.
• Quando andamos pela Palavra, não ficamos contando os inimigos. Não olhamos para as circunstâncias, mas para o Senhor.

2. O povo de Deus precisa compreender pela Palavra que se Deus está do nosso lado, somos mais que vencedores – v. 17

• A nossa peleja é a peleja de Deus. Quem toca em você toca na menina dos olhos de Deus. Ele tem zelo da sua vida. “SE Deus é por nós, quem será contra nós?”.
• Deus é a nossa bandeira. Ele toma a nossa causa em suas mãos. Dele vem a vitória. Não precisamos temer.
3. O povo de Deus precisa compreender que a nossa vitória vem do Senhor e não do nosso esforço – v. 17
• A vitória vem do Senhor. Ele é vencedor invicto em todas as batalhas. Precisamos confiar e descansar.
a) Deus tratou do sentimento deles, curando-os do medo (v. 15b) – “Não temereis, nem vos assusteis por causa dessa grande multidão… pois a peleja não é vossa, mas de Deus”.
b) Deus tomou a causa deles em suas mãos (v.15c,17) – “A peleja não é vossa, mas de Deus… Vede o salvamento que o Senhor vos dará”.
c) Deus prometeu estar com eles (v. 17c) – “Porque o Senhor é convosco”.
4. O povo de Deus precisa compreender que a nossa segurança não está em nossa força, mas no Senhor – v. 20
• Estamos seguros quando cremos. Estamos seguros quando confiamos na Palavra. Somos prósperos quando tomamos posse da Palavra.
• A vitória está em buscarmos a Deus e ouvirmos e obedecermos sua Palavra.
III. O LOUVOR – V. 18-30
1. O louvor é arma de guerra – v. 18-21
• Josafá não enfrenta o inimigo com um exército, mas com um coral. O louvor foi a arma que Dseus pôs nas mãos do povo para vencer aquela guerra. O louvor foi a arma que desbaratou o inimigo. O louvor é arma de guerra.
• O povo não tinha de pelejar. Tinha de louvar. Deus guerreia as nossas guerras, quando nos prostramos para adorar e nos levantamos para louvar.
• Em vez de soldados, cantores. Em vez de exército, um coral.
2. O louvor nos põe acima das circunstâncias adversas – v. 20-21
• O louvor é um ato de fé. É confiança inabalável no Deus que age.
• O louvor não é apenas para a hora da alegria. Ele não é consequência da vitória, mas a causa da vitória.
• Talvez até aqui você tem se queixado, chorado e murmurado pelos seus problemas, casamento, família, saúde, finanças, emprego, escola. Comece a louvar a Deus. Louve a Deus pelas provações. Louve Deus pela sua família, pelo seu cônjuge, filhos, emprego. A Bíblia nos ensina: “Em tudo dai graças”. É sempre primavera no coração daquele que louva.
• Ilustração: Dia 02 de dezembro de 1982. O nevoeiro em São Paulo. O avião decolou e cinco minutos depois o sol estava brilhando lá em cima.
• O louvor arranca o noveiro do caminho. O louvor tira os nossos olhos da crise, das circunstâncias e os coloca no Senhor.
• Ilustração: Jó diz: “O Senhor Deus deu, o Senhor tomou, bendito seja o nome do Senhor”.
3. O louvor muda as circunstâncias humanamente impossíveis – v. 22
a) O louvor aciona a mão do Deus todo-poderoso – No verso 22 fala: 1) Que o louvor aciona a mão do Deus onipotente. Foi Deus quem pôs emboscada contra o inimigo; 2) O louvor trás vitória ao acampamento de Deus e confusão e derrota ao acampamento do inimigo (v. 22-23).
b) O louvor confunde o inimigo – O louvor produziu terror no acampamento do inimigo e paz no arraial do povo de Deus (v. 29-30).
c) O louvor muda o cenário da vida – O louvor transformou o vale da ameaça em vale de bênção (v. 26). Ilustração: Paulo e Silas na prisão cantam. A prisão se abre, as cadeias se rompem e a igreja nasce.
4. O louvor é causa da vitória e não apenas resultado da vitória – v. 22
• O louvor não é apenas para a hora de alegria, ele não é consequência da vitória, ele é a causa da vitória.
• Não espere brotar no céu o arco-iris para louvar a Deus, louve-o na tempestade. Não espere o vendaval da sua família se acalmar para você louvar a Deus, louve-o e Deus o converterá em bonança. Não espere sair do vale para louvar a Deus, louve-o no vale e pelo vale e Deus o converterá em um manancial. Não espere os muros de Jericó cair para você tocar as trombetas do louvor, toque-as para as muralhas caírem.
• O nosso Deus inspira canções de louvor nas noites escuras: “Se paz a mais doce, me deres gozar” Spaford.
• O louvor nos eleva para mais perto de Deus. Ele nos deixa em sintonia com o céu. Ele nos mostra que Deus está no trono. Ele tira o temor do nosso coração e coloca os nossos olhos em Deus.
• O louvor é o caminho da vitória. A oração é a batalha, o louvor é o brado de triunfo. A vitória não é resultado da luta, mas do louvor. O louvor tira os olhos da nossa fraqueza e os coloca na onipotência de Deus. “Ficai quietos e vede o livramento do Senhor.”
5. O louvor trás a vitória de forma rápida – v. 22
• “Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o Senhor emboscada e foram desbaratados” (v. 22).
• Nada move tão depressa a mão de Deus como o louvor. Quando começamos a louvar, os exércitos de Deus começam a agir e a guerrear por nós. Deus habita no meio dos louvores.
• Portanto, não louve a Deus apenas depois que o inimigo fugiu, mas louve para fazê-lo fugir. Não convide os cantores para louvar só depois da retirada dos amonitas, mas louve para afugentá-los.
CONCLUSÃO
• Porque o povo louvou: 1) Deus pôs emboscada contra o inimigo; 2) Deus transformou o vale da ameaça em vale da bênção, o lugar do perigo, em lugar de celebração, o lugar do choro em lugar de música; 3) Deus transformou a guerra em paz; 4) Deus transformou o medo em alegria; 5) Deus transformou o perigo da espoliação em despojo e riqueza.
• O povo louvou a Deus antes da batalha (v. 21). O povo louvou a Deus durante a batalha, enquanto Deus desbaratava o inimigo (v. 22). O povo louvou a Deus depois da vitória na batalha (v. 28).
• Retire sua harpa dos salgueiros. Comece a louvar Deus. E prepare-se para retumbantes vitórias do Senhor!
Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Perdido dentro da igreja

Referência: Lucas 15.25-32
INTRODUÇÃO
1. Jesus contou três parábolas sobre a alegria do encontro
a) A ovelha perdida que foi encontrada – O pastor chama a todos para se alegrarem.
b) A moeda perdida que foi encontrada – A mulher chama seus vizinhos para se alegrarem.
c) O filho perdido que voltou para casa – O pai oferece uma festa e se alegra. Nessas três parábolas a única pessoa que não está alegria e feliz é o irmão mais velho do pródigo.
2. No meio dessa festa do encontro, do resgate, da salvação há uma voz que destoa
O filho mais velho está triste, porque o Pai recebeu o filho pródigo com alegria.
O filho mais velho está irado, porque o Pai é misericordioso.
O filho mais velho está do lado de fora, enquanto o filho pródigo está dentro da Casa do Pai.
3. O perigo de se estar na Casa do Pai, dentro da Igreja e ainda estar perdido
Esse filho representou os escribas e fariseus que se consideravam santos e desprezavam os outros.
Esse filho representa aqueles que estão dentro da igreja, obedecendo a leis, cumprindo deveres, sem se enveredar pelos antros do pecado, pelos corredores escuros do mundo e ainda assim, estão perdidos.
Ilustração: O jovem rico – criado na sinagoga, cumpria os mandamentos, mas estava perdido.
I. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS DESOBEDECE OS DOIS PRINCIPAIS MANDAMENTOS
Jesus ensinou que os dois principais mandamentos da lei são amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. Esse filho quebrou esses dois mandamentos: ele nem amou Deus, representado pelo Pai e nem o seu irmão.
Ele não perdoou o Pai por haver recebido o filho pródigo, nem perdoou o irmão pelos seus erros.
Há pessoas que estão na igreja, mas não têm amor por Deus nem pelos perdidos. Estão na igreja, mas não amam os irmãos.
II. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS ESTÁ CONFIADO NA SUA PRÓPRIA JUSTIÇA
Ele era veloz para ver o pecado do seu irmão, mas não enxergava os seus próprios pecados. Ele era cáustico para condenar o irmão, enquanto via-se a si mesmo como o padrão da obediência.
Os fariseus definiam pecado em termos de ações exteriores e não atitudes íntimas. Eles eram orgulhosos de si mesmos. Como o profeta Jonas, esse filho mais velho obedecia ao Pai, mas não de coração. Ele trabalhava com intensidade, mas não por amor.
III. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS NÃO É LIVRE
Ele não vive como livre, mas como escravo. Sua religião é rígida. Ele obedece por medo ou para receber elogios. Faz as coisas certas com a motivação errada. Sua obediência não provém do coração.
Ele anda como um escravo (v. 29). O verbo é douleo = servir como escravo. Ele nunca entendeu o que é ser filho. Nunca usufruiu nem se deleitou no amor do Pai.
Ser crente para ele é um peso, um fardo, uma obrigação pesada. Ele vive sufocado, gemendo como um escravo.
Está na igreja, mas não tem prazer. Obedece, mas não com alegria. Está na Casa do Pai, mas vive como escravo.
IV. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS ESTÁ COM O CORAÇÃO CHEIO DE AMARGURA
1. Complexo de santidade X Rejeita os marginalizados – v. 29,30
Ele estava escorado orgulhosamente em sua religiosidade, arrotando uma santarronice discriminatória. Só ele presta; o pai e o irmão estão debaixo de suas acusações mais veementes.
Sua mágoa começa a vazar. Para ele quem erra não tem chance de se recuperar. No seu vocabulário não tem a palavra perdão. Na sua religião não existe a oportunidade de restauração.
2. Sente-se injustiçado pelo pai
Acusa o pai de ser injusto com ele, só porque perdoou o irmão. Na religião dele não havia espaço para a misericórdia, perdão e restauração.
Ele se achava mais merecedor que o outro. Sua religião estava fundamentada no mérito pessoal e não na graça. É a religião da lei, do legalismo e não graça nem da fé que opera pelo amor.
3. Ele não perdoa nem restaura o relacionamento com o irmão – v. 30
Ele não se refere ao pródigo como irmão, mas diz: “Esse teu filho”.
A Bíblia diz que “quem não ama a seu irmão até agora está nas trevas”.
Ele desconhece o amor. Ele vive mergulhado no ressentimento. Ele vê seu irmão como um rival.
4. O ódio que ele sente pelo irmão não é menos grave que o pecado de dissolução que o pródigo cometeu fora da igreja – Gl 5.19-21
A bíblia fala sobre três pecados na área da imoralidade e usa nove na área de mágoa, ressentimentos, ira.
A falta de amor é um pecado tão grave como o pecado da vida imoral e dissoluta.
5. O ressentimento o isolou do Pai e do irmão
Quando uma pessoa guarda ressentimento no coração pelo irmão que falhou, perde também a comunhão com o Pai.
Ele se recusa a entrar, fica fora da celebração. Mergulha-se num caudal de amargura.
Ele diz para o Pai: “Esse teu filho”. Mas o Pai o corrige e diz-lhe: “Esse teu irmão” (v. 30,31).
V. VIVE DENTRO DA IGREJA, NA PRESENÇA DO PAI, MAS ANDA COMO SOLITÁRIO – V. 31
Ele anda sem alegria, sem amor, sem prazer. Vive na Casa do Pai, mas sente-se escravo. Está na Casa do Pai, mas não tem comunhão com ele.
Quantos estão na igreja, mas nunca sentem o amor de Deus, a alegria da salvação, o prazer de pertencer a Jesus, a doçura do Espírito Santo. Vivem como órfãos: sozinhos, curtindo uma grande solidão e insatisfação dentro da Casa do Pai.
VI. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS NÃO SE SENTE DONO DO QUE É DO PAI – V. 31
1) Ele era rico, mas estava vivendo na miséria. Muitos hoje estão vivendo um cristianismo pobre. Vivem sem alegria, sem banquete, sem festa na alma, trabalhando, servindo, mas sem alegria;
2) Deus tem uma vida abundante – Jo 10.10;
3) Deus tem rios de água viva – Jo 7.38;
4) Deus tem as riquezas insondáveis do evangelho – Ef 3.14
5) Deus tem a suprema grandeza do seu poder – Ef 1.19
6) Deus tem a paz que excede todo o entendimento – Fp 4.7
7) Deus tem alegria indizível e cheia de glória – 1 Pe 1.8
8) Deus tem vida de delícias para a sua alma.
Esse filho não tem nenhum proveito na herança do Pai. Ele nunca fez uma festa. Nunca celebrou com seus amigos. Nem sequer um cabrito, ele comeu. Ele nunca saboreou as riquezas do Pai.
Ele não tem comunhão com o Pai: É como Absalão, está em Jerusalém, mas não pode fazer a face do Rei.
Ele está na igreja por obrigação. Ele não toma posse do que é seu.
Ilustração: o homem que fez um cruzeiro de Navio e levou o seu lanche. Vendo as pessoas comendo os pratos mais deliciosos, guardou dinheiro para comer uma boa refeição no último dia. Só então ficou sabendo que todos aqueles banquetes já estavam incluídos.
CONCLUSÃO
O mesmo Pai que saiu ao encontro do filho pródigo para abraça-lo, sai para conciliar este filho (v. 31).
O remédio para esse filho era o mesmo para o outro: confessar o seu pecado.
Mas ele ficou do lado de fora. Agora perdido dentro da Casa do Pai.
Não fique do lado de fora. Venha e desfrute da festa que Deus preparou!!!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

As ofertas de Abel e Caim

O fato de Deus aceitar a oferta comprova que Abel havia ganho nova vida, pois Deus é Deus de vivos e não de mortos ( Mc 12:27 ). Deus deu testemunho da justiça de Abel porque o justo vive da fé, ou seja, de toda palavra que sai da boca de Deus. A justificação de Deus é de vida, pois Ele cria o justo, e o declara justo "Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida" ( Rm 5:18 ).
“E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta” ( Gn 4:3 -4)
Deus nada exigiu de Caim, porém, voluntariamente ele trouxe do fruto da terra uma oferta e ofereceu ao Senhor. Abel, por sua vez, também trouxe voluntariamente dos primogênitos das ovelhas que lhe pertencia uma oferta ao Senhor.
Destacamos que Deus não exigiu, nem de Caim nem de Abel, qualquer tipo de oferta. Do mesmo modo, Ele não exigiu do povo de Israel que viessem oferecer ofertas e sacrifícios em seus átrios "Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios?" ( Is 1:12 ).
De que serviria a Deus as ofertas de Caim e Abel? Ao falar por intermédio de Isaias, Deus demonstra que estava enfadado da voluntariedade dos homens em ofertar e sacrificar “De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o SENHOR? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; nem me agrado de sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes” ( Is 1:11 ).
O salmista Davi compreendeu que Deus não exigia dos homens ofertas e sacrifícios. Se Deus se agradasse de ofertas e sacrifícios, com certeza Davi haveria de trazer voluntariamente, a exemplo de Caim e Abel, ofertas e sacrifícios ao Senhor “Não te comprazes em sacrifícios, senão eu os traria; não te deleitas em holocaustos” ( Sl 51:16 ).
Deus é enfático com relação a ofertas e sacrifícios: “Ouve, povo meu, e eu falarei; ó Israel, e eu protestarei contra ti: Sou Deus, sou o teu Deus. Não te repreenderei pelos teus sacrifícios, ou holocaustos, que estão continuamente perante mim. Da tua casa não tirarei bezerro, nem bodes dos teus currais. Porque meu é todo animal da selva, e o gado sobre milhares de montanhas. Conheço todas as aves dos montes; e minhas são todas as feras do campo. Se eu tivesse fome, não to diria, pois meu é o mundo e toda a sua plenitude. Comerei eu carne de touros? ou beberei sangue de bodes?” ( Sl 50:7 -13 ; Hb 10:8 ).
Embora Caim e Abel voluntariamente tenham ofertado ao Senhor, Caim foi rejeitado e Abel aceito. O que diferenciou Caim e Abel diante de Deus? A rejeição de Caim deu-se por causa do tipo de oferta que ele escolheu oferecer?
Vale salientar que tudo que o homem propuser oferecer a Deus já lhe pertence ( Sl 50:10 -11). Destacamos também que Deus aceitava ofertas voluntárias de gado, ovelhas e cereais ( Lv 1:1 e Lv 2:1 ), ou seja, não havia nenhum problema Caim ofertar do fruto da terra.
O problema da rejeição de Caim não estava na voluntariedade e nem na sua oferta. O problema estava em Caim, pois primeiro ele foi rejeitado, para depois a oferta ser rejeitada ( Gn 4:5 ).
Mas, que tipo de problema envolvia Caim? A falta de confiança em Deus! Como?
A bíblia demonstra que pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim. Ao ofertar Abel alcançou testemunho de Deus que era justo, ou seja, foi justificado por Deus. Deus justificou (alcançou testemunho) Abel, e então, ele foi aceito por Deus, e conseqüentemente também a sua oferta ( Hb 11:4 ).
De posse da certeza das coisas que se esperam, abalizado por aquilo que não se vê, Abel alcançou a justificação (testemunho) ( Hb 11:1 -2). Abel sabia da existência de Deus por intermédio de seus pais, e ao aproximar-se para ofertar, tinha plena certeza que Deus é galardoador daqueles que O buscam.
Deus é galardoador dos que O buscam, e não daqueles que ofertam ou sacrificam, quer animais ou cereais ( Hb 11:6 ).

terça-feira, 23 de julho de 2013

Maravilhoso assistam esse video e reflitam sobre o que voce tem escondido de DEUS

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Não deis brecha ao diabo

(Ef 4.27)

Introdução:
Na natureza existem alguns bichinhos que aparentemente são inofensivos, no entanto, se dermos qualquer tipo de brechas, esses supostos bichinhos se proliferam tornando-se pragas monstruosas e devastadoras capazes de provocar danos irreparáveis e irreversíveis.
Precisamos dedetizar as pragas por questão de sobrevivência, caso contrário, as mesmas exterminarão a nossas vidas. Vejamos:
• Se dermos brecha às traças elas arruinarão nossas vestimentas;
• Se dermos brecha aos gafanhotos eles devastarão o nossos jardins;
• Se dermos brecha aos cupins eles destruirão nossas casas.
O diabo age semelhante a tais bichinhos e por meio de sua sagaz sutileza ele procura espaços em nossas vidas e a partir de pequenas e imperceptíveis brechas encontrada, ele torna-se capaz de nos destruir completamente. Portanto, não podemos desconsiderar o fato de que pequenas brechas podem acarretar em apavorantes problemas. Vejamos:
• Pequenas brechas nas represas provocam horríveis enchentes;
• Pequenas brechas nas encostas provocam terríveis desmoronamentos;
• Pequenas brechas nas embarcações provocam trágicos naufrágios.
Tema:
NÃO DEIS BRECHA AO DIABO
O que devemos fazer para não darmos brecha ao diabo?
I. Nunca ignore a sua existência:
a. Devemos ser sóbrios e vigilantes. (I Pe 5.8).
b. Não devemos ignorar os seus ardis. (II Co 2.11).
II. Nunca subestime a sua influencia:
a. Ele é capaz de se transformar em anjo de luz (II Co 11.14);
b. Ele é o deus deste século e o dominador deste mundo tenebroso (II Co 4.4; Ef 6.12).
III. Nunca ceda legalidade as suas tentações:
a. Resistir ao Diabo até que ele fuja de nossa presença: (Tg 4.7);
b. Reviste-se sempre da armadura de Deus: (Ef 6.10,11).
Conclusão:
Infelizmente o diabo vem arruinando algumas vidas por conta de tais legalidades, ou seja, brechas abertas que precisam urgentemente ser reparadas, antes que sejam tarde demais, por essa mesma razão devemos nos posicionar como verdadeiros reparadores de brechas.
“…E será chamado reparador de brechas…”. (Is. 58.12).

Sidney Osvaldo ferreira

terça-feira, 28 de maio de 2013

Neemias, um Líder Otimista!

“E enviei-lhes mensageiros a dizer: Faço uma grande obra, de modo que não poderei descer;
por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse, e fosse ter convosco? (Neemias. 6:3)”.

Neste estudo o Senhor nos ensinará a lidar com comentários que tentam destruir os nossos sonhos. Mas, Quando nós sonhamos Deus se alegra conosco. Essa determinação em alegrar o coração de Deus é que não nos deixa desistir de continuar vivendo, construindo e conduzindo as nossas vidas em vitória por Cristo Jesus.
Nessa construção de vida, precisamos de fé. A fé que vence o mundo, que vence barreiras, que vence os inimigos de sonhos. Quanto mais fé, mais perseverança e menos pessimismo. Essa é uma força que vem de dentro de nós. Sem ela não sonharíamos mais. Sem a fé não seríamos nem filhos de Deus. Não sonharíamos com o reino de Deus na terra, nem sonharíamos com o céu.
Mas, nossos sonhos são alimentados pela nossa fé. E é assim que agradamos a Deus.
Ora, sem fé é impossível agradar a Deus. Sem fé ninguém nada realiza. Nós poderemos ter uma excelente equipe, uma grande igreja, os melhores músicos e instrumentistas, um grande ministério, a maior reunião da cidade, etc… Contudo se não tivermos fé como agradaremos a Deus? O que realizaremos com tudo isso?
Os nobres da Escócia, antes de sua independência, não sonhavam mais com a sua liberdade. Havia um povo vilipendiado pelos ingleses durante 10 décadas de invasão, mas era só um aglomerado de gente que não sonhava, não ousava, não realizava. Não apostavam sua fé em nada. Nem em Deus.
A Escócia viveu refém da Inglaterra por nada mais que 100 anos! durante muito tempo a esperança não havia mais ali.
A esperança adiada desfalece o coração,
mas o desejo atendido é árvore de vida. (Pv. 13:12)
Alguns cristãos costumam ser assim ao abandonar seus sonhos, planos e projetos, tão logo recebem as primeiras resistências e a falta de apoio seja material, emocional ou até mesmo espiritual, passando a viver como desistentes e frustradas pelo resto da vida.
Quantas pessoas abandonam suas faculdades, pós-graduação, mestrados, cursinhos de inglês, informática, música etc?
Quantos livros nós começamos a ler e nunca mais terminaremos de lê-lo?
Muitas pessoas nem sonham em construir algo. Outras começam a construir com os primeiros tijolos e nunca mais os embuçam e suas casas nem chegam a ser pintadas. Sabe qual é o problema? Desistência. Falta de fé. Acham que não dá mais. Chega. Não preciso mais! (Que pena)!!!!
Já pensaram se Noé tivesse desistido de construir a arca?
Se Davi tivesse desistido de confrontar Golias?
Se Jesus tivesse desistido de morrer por nós na cruz?
E, se Neemias tivesse desistido de reconstruir o muro assim que recebeu a primeira carta de intimidação?
No início do capítulo de Neemias podemos perceber que Tobias e Sambalá apenas tinham ouvido falar que Neemias estava construindo o muro de Jerusalém e por cinco vezes se revoltaram tentando convencê-lo a desistir daquela construção.
Neemias, porém concentrado naquela obra, respondia sempre da mesma forma: Diga-lhes que não tenho tempo para as suas fofocas e ameças.
Disse Neemias:images (23)
“Estou fazendo uma grande obra de modo que não poderei descer!!” (Neemias. 6:3)
Devemos ficar atentos para as estratégias do inimigo que lança mão de subversões e outros métodos para acabar com os nossos sonhos.
Na quinta vez que Sambalá enviou mensageiros a Neemias, havia um desespero apelativo: a carta continha boatos de que Neemias estava querendo “aparecer” reconstruindo o muro de Jerusalém e convocando profetas para auxilia-lo, etc…
Ora a carta continha subversão, calúnia, e ignorância desde o princípio. Os falsos boatos tinham o intuito de voltar o povo contra Neemias, afim de desmotivá-lo de uma vez por todas.
Neemias, porém, não desistiu daquela obra! Ele estava determinado a obedecer ao comando de Deus até o fim. Ainda que os gentios e os nobres houvessem realizado campanhas “do contra”, o Senhor foi fiel a Neemias.
Finalmente o muro foi concluído! Não havia nenhuma brecha
No verso 16, desse capítulo, lemos que todos os inimigos temeram, todos decaíram nos seus próprios conceitos; porque reconheceram que por intervenção de nosso Deus é que fizemos esta obra!
Se você está pensando que os sonhos de Neemias acabaram por aqui, sinto muito, mas você deverá ler o capítulo 7,8,9, 10, etc.. muitas realizações ainda virão: organização da cidade, do templo, dos cultos, dos louvores, escola de líderes, festas dos tabernáculos, adoração etc. Faça uma boa leitura…
Temos muita coisa a aprender com Neemias.
Parabéns por terem chegado até o final deste pequeno estudo. Foram determinados!
 “Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração.” (Salmos 37:4)

Claudio Santos

domingo, 26 de maio de 2013

O toque da fé

Referência: Marcos 5.24-34
INTRODUÇÃO
Jesus foi expulso de Gadara, mas foi calorosamente recebido por uma multidão do outro lado do mar, em Cafarnaum. A multidão o comprimia, mas apenas duas pessoas de destacam nesse relato entrelaçado: Jairo e a mulher hemorrágica. Warren Wiersbe diz que esses dois personagens ensinam-nos alguns contrastes:
1) Jairo era um líder da sinagoga; ela uma mulher anônima;
2) Jairo era um líder religioso; ela era excluída da comunidade religiosa;
3) Jairo era rico; ela perdera todos os seus bens em vão buscando saúde;
4) Jairo teve a alegria de conviver 12 anos com sua filhinha que agora está à morte; ela sofre há 12 anos uma doença que a impede de ser mãe;
5) Jairo faz um pedido público a Jesus; ela aproxima-se de Jesus com um toque silencioso e anônimo;
6) Jesus atende a ambos, mas a atende primeiro.
A mulher hemorrágica ensina-nos sobre as marcas de uma fé salvadora: 1) Uma fé nascida do desengano (v. 26); 2) uma fé reflexiva (v. 28); 3) uma fé resoluta (v. 27); 4) uma fé que estabelece contato com Cristo (v. 27); 5) uma fé sincera (v. 33); 6) uma fé confessada em público (v. 33) e 7) uma fé recompensada (v. 34).
William Hendriksen comentando esse episódio, fala sobre três características da fé dessa mulher: fé escondida, fé recompensada e fé revelada.
I. O TOQUE DA FÉ COMEÇA COM A CONSCIENCIA DE UMA GRANDE NECESSIDADE – v. 25
1. Um sofrimento prolongado – v. 25
Aquela mulher hemorrágica buscou a cura durante doze anos. Foi um tempo de busca e de esperança frustrada. Foram doze anos de enfraquecimento constante; anos de sombras espessas da alma, de lágrimas copiosas, de noites indormidas, de madrugadas insones, de sofrimento sem trégua. Talvez você também esteja sofrendo há muito tempo apesar de ter buscado solução em todos os caminhos. A Bíblia diz que a esperança que adia adoece o coração (Pv 13.12).
2. Um sofrimento que gera desesperança – v. 26
O Talmud dava onze formas de cura para a hemorragia. Ela buscou todas. Ela procurou todos os médicos. Aquela mulher gastou tudo que tinha com vários médicos. Era uma mulher batalhadora e incansável na busca da solução para sua vida. Ela não era passiva nem omissa. Ela não ficou amuada num canto reclamando da vida, antes correu atrás da solução. Ela bateu em várias portas, buscando uma saída para o seu problema. Mas, apesar de todos os seus esforços, perdeu não só o seu dinheiro, mas também progressivamente a sua saúde. Ela ficava cada vez pior.
A sua doença era crônica e grave. A medicina não tinha resposta para o seu caso. Os médicos não puderam ajudá-la.
3. Um sofrimento que destruía os seus sonhos – v. 25
Aquela mulher perdia sangue diariamente. Ela tinha uma anemia profunda e uma fraqueza constante. O sangue é símbolo da vida. Seu diagnóstico era sombrio; ela parecia morrer pouco a pouco; a vida parecia esvair-se aos borbotões do seu corpo. Ela não apenas estava perdendo a vida, como não podia gerar vida. Seu ventre em vez de ser um canteiro de vida, tinha se tornado o deserto da morte. Essa mulher havia chegado à “estação desesperança”. Foi então que ouviu falar de Jesus.
4. Um sofrimento que produzia terríveis segregações – v. 25
A mulher hemorrágica enfrentou pelo menos três tipos de segregação, por causa da sua enfermidade:
Em primeiro lugar, a segregação conjugal. Segundo a lei judaica, a mulher com fluxo de sangue não podia relacionar-se com o marido. Se ela era solteira não podia casar-se; se era casada, não podia relacionar-se com o marido e possivelmente seu casamento já estava abalado. A mulher menstruada era niddah (impura) e proibida de ter relações sexuais. Os rabinos ensinavam que se os maridos teimassem em relacionar-se com elas nesse período, a maldição viria sobre os filhos. O rabino Yoshaayah ensinou que um homem devia se afastar de sua mulher já quando ela estivesse próxima da menstruação. O rabino Shimeon bar Yohai, ao comentar Levítico 15.31, afirmou que “ao homem que não se separa da sua mulher perto da menstruação dela, mesmo que tenha filhos como os filhos de Arão, estes morrerão”. Mulheres menstruadas transferiam sua impureza a tudo que tocavam inclusive utensílios domésticos e seus conteúdos. Toda cama sobre que se deitar durante os dias do seu fluxo e toda coisa sobre que se assentar será imunda. Os rabinos decretavam que até o cadáver de uma mulher que morreu durante sua menstruação devia passar por uma purificação especial com água.
Em segundo lugar, a segregação social. Uma mulher com hemorragia não podia relacionar-se com as pessoas; antes, devia viver confinada, na caverna da solidão, no isolamento, sob a triste realidade do ostracismo social. Essa mulher era tratada quase como se estivesse com lepra. Por doze anos ela não pudera abraçar nenhum familiar sem causar-lhe dano. Doze anos sem ir ao culto. Ela vivia possuída de vergonha, com a auto-estima amassada. Por isso, chegou anonimamente para tocar em Jesus, como medo de ser rejeitada, pois quem a tocasse ficaria cerimonialmente impuro.
Em terceiro lugar, a segregação religiosa. Uma mulher com fluxo de sangue não podia entrar no templo nem na sinagoga para adorar. Ela estava proibida de participar do culto público, visto que estava em constante condição de impureza ritual (Lv 15.25-33). Era considerada impura, portanto, impedida de participar das festas e dos cultos.
II. O TOQUE DA FÉ ACONTECE QUANDO VOLTAMO-NOS DA NOSSA DESILUSÃO E BUSCAMOS A JESUS – v. 27
1. Os nossos problemas não apenas nos afligem, eles também nos arrastam aos pés de Jesus – v. 27
A mulher hemorrágica depois de procurar vários médicos, sem encontrar solução para o seu problema, buscou a Jesus. Ela ouvira falar de Jesus e das maravilhas que ele fazia (5.27). A fé vem pelo ouvir (Rm 10.17). O que ela ouviu produziu tal espírito de fé que dizia para si: “Se tocar tão somente em seu manto ficarei curada” (5.28). Ele não somente disse que seria curada se tocasse nas vestes de Jesus, mas de fato ela tocou e foi curada. Por providência divina, às vezes, somos levados a Cristo por causa de um sofrimento, de uma enfermidade, de um casamento rompido, de uma dor que nos aflige. Essa mulher rompeu todas as barreiras e foi tocar nas vestes de Jesus.
2. Quando os nossos problemas parecem insolúveis, ainda podemos ter esperança – v. 27, 28
A mulher ouviu sobre a fama de Jesus (5.27). Quando tudo parece estar perdido, ainda há uma saída, com Cristo. Ela ouviu sobre a fama de Jesus: que ele dava vista aos cegos e purificava os leprosos; que libertava os cativos e levantava os coxos; que ressuscitava os mortos e devolvia o sentido da vida aos pecadores que se arrependiam. Então, ela foi a Jesus e foi curada.
Jesus estava atendendo a uma urgente necessidade: indo à casa de Jairo, um homem importante, para curar a sua filha que estava à morte; mas Jesus pára para cuidar dessa mulher. Ela pode não ter valor nem prioridade para a multidão, mas para Jesus ela tem todo o valor do mundo.
O jornal The American em abril de 1912 comentou o naufrágio do Titanic e noticiou em uma página a morte de John Jacob Astor e mais de 1.800 pessoas. Só esse homem tinha valor para o articulista do jornal. Para Jesus não é assim.
3. Quando nós tocamos as vestes de Jesus com fé, podemos ter a certeza da cura – v. 28, 29
No meio da multidão que comprimia a Jesus, a mulher tocou em suas vestes e ele perguntou: “Quem me tocou nas vestes?” (5.30). O que houve de tão especial no toque dessa mulher? Larry Richards destaca quatro características do toque dessa mulher nas vestes de Jesus:
Em primeiro lugar, foi um toque intencional. Ela não tocou em Jesus acidentalmente; ela pretendia tocá-lo.
Em segundo lugar, foi um toque proposital. Ela deseja ser curada do seu mal que a atormentava há doze anos.
Em terceiro lugar, foi um toque confiante. Ela foi movida pela fé, pois acreditava que Jesus tinha poder para restaurar sua saúde.
Em quarto lugar, foi um toque eficaz. Quando ela tocou em Jesus, ficou imediatamente livre do seu mal. Sua cura com completa e cabal. Ela recebeu três curas distintas: A primeira cura foi física. O fluxo de sangue foi estancado. A segunda cura foi emocional. Jesus não a desprezou, mas a chamou de filha (5.34) e lhe disse: “Tem bom ânimo” (Mt 9.22). A terceira cura foi espiritual. Jesus lhe disse: “A tua fé te salvou” (5.34).
III. O TOQUE DA FÉ ACONTECE QUANDO O CONTATO PESSOAL COM JESUS É O NOSSO MAIOR OBJETIVO DE VIDA – v. 27-34
1. Muitos comprimem a Cristo, mas poucos o tocam pela fé – v. 27, 34
Jesus frequentemente estava no meio da multidão. Ele sempre a atraiu, não obstante a maioria das pessoas que o buscava não tinha um contato pessoal com ele. Muitos seguem a Jesus por curiosidade, mas não auferem nenhum benefício dele. Jesus conhece aqueles que o tocam com fé no meio da multidão.
Agostinho comentando essa passagem disse que uma multidão o aperta, mas só essa mulher o toca. Williams Lane disse corretamente: “foi o alcance de sua fé, e não o toque de sua mão, que lhe assegurou a cura que buscava”. Não foi o toque da superstição, mas da fé. Pela fé nós cremos, vivemos, permanecemos firmes, andamos e vencemos. Pela fé nós temos paz e entramos no descanso de Deus. A multidão vem e a multidão vai, mas só essa mulher o toca e só ela recebe a cura. Aos domingos, a multidão vem à igreja. Aqui e ali alguém é encontrado chorando por seus pecados, regozijando-se em Cristo pela salvação e então Jesus pergunta: quem me tocou?
Muitas pessoas vêm à igreja porque estão acostumadas a vir. Acham errado deixar de vir. Mas estar em contato real com Jesus não é o que esperam acontecer no culto. Elas continuam vindo e vindo até Jesus voltar, mas só despertarão tarde demais, quando já estiverem diante do tribunal de Deus para darem contas da sua vida.
Alguns vêm para orar, mas não tocam em Jesus pela fé. Outros se assentam ao redor da mesa do Senhor, mas não têm comunhão com Cristo. São batizados, mas não com o batismo do Espírito Santo. Comem o pão e bebem o vinho, mas não se alimentam de Cristo. Cantam, oram, ajoelham, ouvem, mas isso é tudo; eles não tocam o Senhor nem vão para casa em paz.
Oh, possivelmente esse seja o maior número na igreja: é como a multidão que comprime Jesus, mas não o toca pela fé. Vêm à igreja, mas não se encontram com Jesus. Não abra mão de tocar hoje nas vestes de Jesus. Não se contente apenas em orar mecanicamente, toque em Jesus pela fé. Não se contente em apenas ouvir um sermão, toque hoje nas vestes de Jesus. A mulher hemorrágica não estava apenas no meio da multidão que apertava Jesus, ela tocou em Jesus pela fé e foi curada! Seu toque pode ser descrito de quatro formas:
Em primeiro lugar, ela tocou em Jesus sob grandes dificuldades. Havia uma grande multidão embaraçando seu caminho. Ela estava no meio da multidão apesar de estar doente, fraca, impura e rejeitada.
Em segundo lugar, ela tocou em Jesus secretamente. Vá a Jesus, mesmo que a multidão não o perceba ou que sua família não saiba, pois ele pode libertar você do seu mal.
Em terceiro lugar, ela tocou em Jesus sob um senso de indignidade. Por ser cerimonialmente impura, estava coberta de vergonha e medo. Conforme o ensinamento judaico, o toque dessa mulher deveria ter tornado Jesus impuro, mas foi Jesus quem a purificou.
Em quarto lugar, ela tocou em Jesus humildemente. Ela o tocou por trás, silenciosamente. Ela prostrou-se trêmula aos seus pés. Quando nos humilhamos, Deus nos exalta. Ela não tocou Pedro, João ou Tiago, mas Jesus e foi liberta do seu mal.
2. Aqueles que tocam a Jesus pela fé são totalmente curados – 34
Dois fatos podem ser destacados sobre a cura dessa mulher:
Em primeiro lugar, sua cura foi imediata. A cura que ela procurou em vão durante doze anos foi realizada num momento. A cura que os médicos não puderam lhe dar, foi lhe concedida instantaneamente. Muitas pessoas por vários anos correm de lugar em lugar, andam de igreja em igreja, buscando paz com Deus, mas ficam ainda mais desesperadas. Porém, em Cristo há cura imediata para todas as nossas enfermidades físicas, emocionais e espirituais. Foi assim que Jesus curou aquela mulher.
Em segundo lugar, sua cura foi completa. Embora seu caso fosse crônico, ela foi completamente curada. Há cura completa para o maior pecador. Ainda que uma pessoa seja rejeitada ou esteja afundada no pântano do pecado, há perdão e cura para ela. Ainda que uma pessoa esteja possessa de demônios, há cura para ela. Ainda que sua mente esteja cheia de dúvidas, elas poderão ser dissipadas quando você tocar em Jesus. Ainda que você tenha caído depois da cura, há restauração para você se você tocar em Jesus. A fonte ainda está aberta.
Larry Richards diz que o toque de Jesus salvou essa mulher fisicamente ao restaurar sua saúde; salvou-a socialmente ao restaurar sua convivência com outras pessoas na comunidade; e salvou-a espiritualmente, capacitando-a a participar novamente da adoração a Deus no templo e das festas religiosas de Israel.
Hoje você pode tocar nas vestes de Jesus e ver estancada sua hemorragia existencial. Toque nas vestes de Jesus, pois ele pode pôr um fim na sua angústia. Você pode cantar:
Hoje eu vou tocar nas vestes de Jesus,
Hoje eu vou tocar nas vestes de Jesus,
Eu sei que ele vai me curar,
Eu sei que ele vai me libertar,
Eu sei, eu sei que ele pode me curar.
3. Aqueles que tocam em Jesus são conhecidos por ele – v. 32, 33
Jesus perguntou: “Quem me tocou nas vestes?” (5.30). Você pode ser uma pessoa estranha para a multidão, mas não para Jesus. Seu nome pode ser apenas “alguém” e Jesus saberá quem é você. Se você o tocar haverá duas pessoas que saberão: você e Jesus. Se você tocar em Jesus agora, talvez seus vizinhos possam não ouvir isto, mas isto será registrado nas cortes do céu. Todos os sinos da Nova Jerusalém irão tocar e todos os anjos irão se regozijar (Lc 15.10) tão logo eles souberem que você nasceu de novo.
O evangelista Lucas registra: “Alguém me tocou, porque senti que de mim saiu poder” (Lc 8.46). Talvez muitos não saberão o seu nome, mas ele estará registrado no Livro da Vida. O sangue de Cristo estará sobre você. O Espírito de Deus estará em você. A Bíblia diz que Deus conhece os que são seus (2 Tm 2.19). Se você tocar em Jesus, o poder da cura tocará em você e você será conhecido no céu.
4. Aqueles que tocam em Jesus devem fazer isto conhecido aos outros – v. 33
Você precisa contar aos outros tudo o que Cristo fez por você. Jesus quer que você torne conhecido aos outros o que ele fez em você e por você. Não se esgueire no meio da multidão secretamente. Não cale a sua voz. Não se acovarde depois de ter sido curado. Talvez você já conheça o Senhor há anos e ainda não o fez conhecido aos outros. Rompa o silêncio e testemunhe! Vá e conte ao mundo o que Jesus fez por você. Saia do anonimato! William Hendriksen diz que quando as bênçãos descem dos céus, elas devem retornar em forma de ações de graça por parte dos que foram abençoados.
CONCLUSÃO
Jesus disse para mulher: “Vai-te em paz, e fica livre do teu mal” (5.34). A bênção com que Jesus despediu a mulher é uma promessa para você agora. Talvez, você iniciou essa leitura com medo, angústia e uma hemorragia existencial. Mas, agora, você pode voltar para casa livre, curado, perdoado, salvo. Vai em paz e fica livre do seu mal!
Rev. Hernandes Dias Lopes.