Este Blog vem dizer exatamente o que aconteçe, ou melhor aconteceu com a minha vida, entreguei minha vida ao SENHOR e por isso hoje CRISTO está na minha vida.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
A receita da vitória
INTRODUÇÃO
1. A vida é um cenário de grandes perigos. Viver é lutar. O poeta disse que a vida é luta reihida que os fracos abate e os fortes só sabe exaltar.
2. Você que entrou hoje aqui está enfrentando lutas. Algumas delas são maiores que suas forças. Você já não sabe mais o que fazer. As circunstâncias são desesperadoras. A lógica está contra você. As pessoas não acreditam numa vitória.
3. O texto que lemos nos fala que Josafá está enfrentando um problema superior às suas forças. Ele está encurralado por uma confederação de inimigos. Era uma conspiração. O ameaça era real, iminente e mortal. O ataque era certeiro. A derrota inevitável. Uma causa perdida. Não havia nenhum sinal de esperança.
4. Qual é a receita da vitória? Como reverter uma situação tão desesperadora?
I. A ORAÇÃO – V. 3-12
• Oramos com mais frequência e mais fervor quando estamos passando por tribulações. As provas não vêm para nos destruir, mas nos fazer dobrar os joelhos.
1. Quando devemos orar?
a) Quando o inimigo nos ataca (v. 2-4) – Josafá convocou a nação para orar na hora do perigo, do cerco, da ameaça. Estamos sendo atacados também. Há uma orquestração do mal atingindo nossas famílias, a igreja. Forças extra-terrena têm agido. O mundo está invandindo as famílias. Há um cerco perigoso. Precisamos orar. Precisamos clamar ao Senhor. Exemplo: Quando a Inglaterra caiu de joelhos e a ameaça da segunda guerra passou.
b) Quando estamos com medo (v. 3) – Josafé teve medo e buscou o Senhor. O medo não o afastou de Deus, mas o levou para Deus. Quando os nossos recursos acabam precisamos buscar aquele que está no Trono.
c) Quando não sabemos o que fazer (v. 12) – Josafá fez uma confissão sincera: 1) Sentimento de fraqueza – “Em nós não há força”; 2) Sentimento de incapacidade gerencial – “Não sabemos o que fazer”; 3) Sentimento de confiança em Deus – “Porém, os nossos olhos estão postos em ti”.
2. Como orar
a) Devemos orar com jejuns (v. 3) – Quem jejua tem pressa. Quem jejua está dizendo que tem algo mais urgente e mais apetitoso que o alimento. Quem jejua tem fome de Deus. Quem jejua prova que precisa desesperadamente de socorro, de poder. Precisamos jejuar pela nossa vida, família, igreja, nação.
b) Devemos orar em conjunto (v. 4) – A nação toda se ajuntou. O rei não ora sozinho. Ele convocou o povo. As pessoas vinham de outras cidades para buscar a face de Deus. Precisamos nos reunir para buscar a Deus. Reunimo-nos para muitas coisas, mas oramos pouco.
c) Devemos orar agarrados nas promessas de Deus (v. 5-11) – Josafá orou com base na soberania de Deus (v. 6) e nas fiéis promessas de Deus (v. 7-11). Deus tem zelo pela sua Palavra em a cumprir.
II. A PALAVRA DE DEUS – V. 13-17,20
1. O povo de Deus precisa se reunir para ouvir a Palavra de Deus – v. 13-15
• Quando a igreja está reunida e unida, ali ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre. O nosso Deus é o Deus que fala. E ele fala através da sua Palavra. Homens, mulheres e crianças estão em pé diante do Senhor. Eles estavam atentos, abertos, sedentos e Deus falou com eles.
• A Palavra de Deus é a espada do Espírito. Por ela cremos. Por ela vivemos. Por ela nos sustentados. Ela é alimento. Ela é riqueza. Ela é a espada do Espírito.
• Deus fala, mas precisamos dar ouvidos à Palavra de Deus. Tememos, porque duvidamos. O medo é produto da incredulidade.
• Quando andamos pela Palavra, não ficamos contando os inimigos. Não olhamos para as circunstâncias, mas para o Senhor.
2. O povo de Deus precisa compreender pela Palavra que se Deus está do nosso lado, somos mais que vencedores – v. 17
• A nossa peleja é a peleja de Deus. Quem toca em você toca na menina dos olhos de Deus. Ele tem zelo da sua vida. “SE Deus é por nós, quem será contra nós?”.
• Deus é a nossa bandeira. Ele toma a nossa causa em suas mãos. Dele vem a vitória. Não precisamos temer.
3. O povo de Deus precisa compreender que a nossa vitória vem do Senhor e não do nosso esforço – v. 17
• A vitória vem do Senhor. Ele é vencedor invicto em todas as batalhas. Precisamos confiar e descansar.
a) Deus tratou do sentimento deles, curando-os do medo (v. 15b) – “Não temereis, nem vos assusteis por causa dessa grande multidão… pois a peleja não é vossa, mas de Deus”.
b) Deus tomou a causa deles em suas mãos (v.15c,17) – “A peleja não é vossa, mas de Deus… Vede o salvamento que o Senhor vos dará”.
c) Deus prometeu estar com eles (v. 17c) – “Porque o Senhor é convosco”.
4. O povo de Deus precisa compreender que a nossa segurança não está em nossa força, mas no Senhor – v. 20
• Estamos seguros quando cremos. Estamos seguros quando confiamos na Palavra. Somos prósperos quando tomamos posse da Palavra.
• A vitória está em buscarmos a Deus e ouvirmos e obedecermos sua Palavra.
III. O LOUVOR – V. 18-30
1. O louvor é arma de guerra – v. 18-21
• Josafá não enfrenta o inimigo com um exército, mas com um coral. O louvor foi a arma que Dseus pôs nas mãos do povo para vencer aquela guerra. O louvor foi a arma que desbaratou o inimigo. O louvor é arma de guerra.
• O povo não tinha de pelejar. Tinha de louvar. Deus guerreia as nossas guerras, quando nos prostramos para adorar e nos levantamos para louvar.
• Em vez de soldados, cantores. Em vez de exército, um coral.
2. O louvor nos põe acima das circunstâncias adversas – v. 20-21
• O louvor é um ato de fé. É confiança inabalável no Deus que age.
• O louvor não é apenas para a hora da alegria. Ele não é consequência da vitória, mas a causa da vitória.
• Talvez até aqui você tem se queixado, chorado e murmurado pelos seus problemas, casamento, família, saúde, finanças, emprego, escola. Comece a louvar a Deus. Louve a Deus pelas provações. Louve Deus pela sua família, pelo seu cônjuge, filhos, emprego. A Bíblia nos ensina: “Em tudo dai graças”. É sempre primavera no coração daquele que louva.
• Ilustração: Dia 02 de dezembro de 1982. O nevoeiro em São Paulo. O avião decolou e cinco minutos depois o sol estava brilhando lá em cima.
• O louvor arranca o noveiro do caminho. O louvor tira os nossos olhos da crise, das circunstâncias e os coloca no Senhor.
• Ilustração: Jó diz: “O Senhor Deus deu, o Senhor tomou, bendito seja o nome do Senhor”.
3. O louvor muda as circunstâncias humanamente impossíveis – v. 22
a) O louvor aciona a mão do Deus todo-poderoso – No verso 22 fala: 1) Que o louvor aciona a mão do Deus onipotente. Foi Deus quem pôs emboscada contra o inimigo; 2) O louvor trás vitória ao acampamento de Deus e confusão e derrota ao acampamento do inimigo (v. 22-23).
b) O louvor confunde o inimigo – O louvor produziu terror no acampamento do inimigo e paz no arraial do povo de Deus (v. 29-30).
c) O louvor muda o cenário da vida – O louvor transformou o vale da ameaça em vale de bênção (v. 26). Ilustração: Paulo e Silas na prisão cantam. A prisão se abre, as cadeias se rompem e a igreja nasce.
4. O louvor é causa da vitória e não apenas resultado da vitória – v. 22
• O louvor não é apenas para a hora de alegria, ele não é consequência da vitória, ele é a causa da vitória.
• Não espere brotar no céu o arco-iris para louvar a Deus, louve-o na tempestade. Não espere o vendaval da sua família se acalmar para você louvar a Deus, louve-o e Deus o converterá em bonança. Não espere sair do vale para louvar a Deus, louve-o no vale e pelo vale e Deus o converterá em um manancial. Não espere os muros de Jericó cair para você tocar as trombetas do louvor, toque-as para as muralhas caírem.
• O nosso Deus inspira canções de louvor nas noites escuras: “Se paz a mais doce, me deres gozar” Spaford.
• O louvor nos eleva para mais perto de Deus. Ele nos deixa em sintonia com o céu. Ele nos mostra que Deus está no trono. Ele tira o temor do nosso coração e coloca os nossos olhos em Deus.
• O louvor é o caminho da vitória. A oração é a batalha, o louvor é o brado de triunfo. A vitória não é resultado da luta, mas do louvor. O louvor tira os olhos da nossa fraqueza e os coloca na onipotência de Deus. “Ficai quietos e vede o livramento do Senhor.”
5. O louvor trás a vitória de forma rápida – v. 22
• “Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o Senhor emboscada e foram desbaratados” (v. 22).
• Nada move tão depressa a mão de Deus como o louvor. Quando começamos a louvar, os exércitos de Deus começam a agir e a guerrear por nós. Deus habita no meio dos louvores.
• Portanto, não louve a Deus apenas depois que o inimigo fugiu, mas louve para fazê-lo fugir. Não convide os cantores para louvar só depois da retirada dos amonitas, mas louve para afugentá-los.
CONCLUSÃO
• Porque o povo louvou: 1) Deus pôs emboscada contra o inimigo; 2) Deus transformou o vale da ameaça em vale da bênção, o lugar do perigo, em lugar de celebração, o lugar do choro em lugar de música; 3) Deus transformou a guerra em paz; 4) Deus transformou o medo em alegria; 5) Deus transformou o perigo da espoliação em despojo e riqueza.
• O povo louvou a Deus antes da batalha (v. 21). O povo louvou a Deus durante a batalha, enquanto Deus desbaratava o inimigo (v. 22). O povo louvou a Deus depois da vitória na batalha (v. 28).
• Retire sua harpa dos salgueiros. Comece a louvar Deus. E prepare-se para retumbantes vitórias do Senhor!
Rev. Hernandes Dias Lopes
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Perdido dentro da igreja
Referência: Lucas 15.25-32
INTRODUÇÃO
1. Jesus contou três parábolas sobre a alegria do encontro
a) A ovelha perdida que foi encontrada – O pastor chama a todos para se alegrarem.
b) A moeda perdida que foi encontrada – A mulher chama seus vizinhos para se alegrarem.
c) O filho perdido que voltou para casa – O pai oferece uma festa e se alegra. Nessas três parábolas a única pessoa que não está alegria e feliz é o irmão mais velho do pródigo.
2. No meio dessa festa do encontro, do resgate, da salvação há uma voz que destoa
O filho mais velho está triste, porque o Pai recebeu o filho pródigo com alegria.
O filho mais velho está irado, porque o Pai é misericordioso.
O filho mais velho está do lado de fora, enquanto o filho pródigo está dentro da Casa do Pai.
3. O perigo de se estar na Casa do Pai, dentro da Igreja e ainda estar perdido
Esse filho representou os escribas e fariseus que se consideravam santos e desprezavam os outros.
Esse filho representa aqueles que estão dentro da igreja, obedecendo a leis, cumprindo deveres, sem se enveredar pelos antros do pecado, pelos corredores escuros do mundo e ainda assim, estão perdidos.
Ilustração: O jovem rico – criado na sinagoga, cumpria os mandamentos, mas estava perdido.
I. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS DESOBEDECE OS DOIS PRINCIPAIS MANDAMENTOS
Jesus ensinou que os dois principais mandamentos da lei são amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. Esse filho quebrou esses dois mandamentos: ele nem amou Deus, representado pelo Pai e nem o seu irmão.
Ele não perdoou o Pai por haver recebido o filho pródigo, nem perdoou o irmão pelos seus erros.
Há pessoas que estão na igreja, mas não têm amor por Deus nem pelos perdidos. Estão na igreja, mas não amam os irmãos.
II. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS ESTÁ CONFIADO NA SUA PRÓPRIA JUSTIÇA
Ele era veloz para ver o pecado do seu irmão, mas não enxergava os seus próprios pecados. Ele era cáustico para condenar o irmão, enquanto via-se a si mesmo como o padrão da obediência.
Os fariseus definiam pecado em termos de ações exteriores e não atitudes íntimas. Eles eram orgulhosos de si mesmos. Como o profeta Jonas, esse filho mais velho obedecia ao Pai, mas não de coração. Ele trabalhava com intensidade, mas não por amor.
III. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS NÃO É LIVRE
Ele não vive como livre, mas como escravo. Sua religião é rígida. Ele obedece por medo ou para receber elogios. Faz as coisas certas com a motivação errada. Sua obediência não provém do coração.
Ele anda como um escravo (v. 29). O verbo é douleo = servir como escravo. Ele nunca entendeu o que é ser filho. Nunca usufruiu nem se deleitou no amor do Pai.
Ser crente para ele é um peso, um fardo, uma obrigação pesada. Ele vive sufocado, gemendo como um escravo.
Está na igreja, mas não tem prazer. Obedece, mas não com alegria. Está na Casa do Pai, mas vive como escravo.
IV. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS ESTÁ COM O CORAÇÃO CHEIO DE AMARGURA
1. Complexo de santidade X Rejeita os marginalizados – v. 29,30
Ele estava escorado orgulhosamente em sua religiosidade, arrotando uma santarronice discriminatória. Só ele presta; o pai e o irmão estão debaixo de suas acusações mais veementes.
Sua mágoa começa a vazar. Para ele quem erra não tem chance de se recuperar. No seu vocabulário não tem a palavra perdão. Na sua religião não existe a oportunidade de restauração.
2. Sente-se injustiçado pelo pai
Acusa o pai de ser injusto com ele, só porque perdoou o irmão. Na religião dele não havia espaço para a misericórdia, perdão e restauração.
Ele se achava mais merecedor que o outro. Sua religião estava fundamentada no mérito pessoal e não na graça. É a religião da lei, do legalismo e não graça nem da fé que opera pelo amor.
3. Ele não perdoa nem restaura o relacionamento com o irmão – v. 30
Ele não se refere ao pródigo como irmão, mas diz: “Esse teu filho”.
A Bíblia diz que “quem não ama a seu irmão até agora está nas trevas”.
Ele desconhece o amor. Ele vive mergulhado no ressentimento. Ele vê seu irmão como um rival.
4. O ódio que ele sente pelo irmão não é menos grave que o pecado de dissolução que o pródigo cometeu fora da igreja – Gl 5.19-21
A bíblia fala sobre três pecados na área da imoralidade e usa nove na área de mágoa, ressentimentos, ira.
A falta de amor é um pecado tão grave como o pecado da vida imoral e dissoluta.
5. O ressentimento o isolou do Pai e do irmão
Quando uma pessoa guarda ressentimento no coração pelo irmão que falhou, perde também a comunhão com o Pai.
Ele se recusa a entrar, fica fora da celebração. Mergulha-se num caudal de amargura.
Ele diz para o Pai: “Esse teu filho”. Mas o Pai o corrige e diz-lhe: “Esse teu irmão” (v. 30,31).
V. VIVE DENTRO DA IGREJA, NA PRESENÇA DO PAI, MAS ANDA COMO SOLITÁRIO – V. 31
Ele anda sem alegria, sem amor, sem prazer. Vive na Casa do Pai, mas sente-se escravo. Está na Casa do Pai, mas não tem comunhão com ele.
Quantos estão na igreja, mas nunca sentem o amor de Deus, a alegria da salvação, o prazer de pertencer a Jesus, a doçura do Espírito Santo. Vivem como órfãos: sozinhos, curtindo uma grande solidão e insatisfação dentro da Casa do Pai.
VI. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS NÃO SE SENTE DONO DO QUE É DO PAI – V. 31
1) Ele era rico, mas estava vivendo na miséria. Muitos hoje estão vivendo um cristianismo pobre. Vivem sem alegria, sem banquete, sem festa na alma, trabalhando, servindo, mas sem alegria;
2) Deus tem uma vida abundante – Jo 10.10;
3) Deus tem rios de água viva – Jo 7.38;
4) Deus tem as riquezas insondáveis do evangelho – Ef 3.14
5) Deus tem a suprema grandeza do seu poder – Ef 1.19
6) Deus tem a paz que excede todo o entendimento – Fp 4.7
7) Deus tem alegria indizível e cheia de glória – 1 Pe 1.8
8) Deus tem vida de delícias para a sua alma.
Esse filho não tem nenhum proveito na herança do Pai. Ele nunca fez uma festa. Nunca celebrou com seus amigos. Nem sequer um cabrito, ele comeu. Ele nunca saboreou as riquezas do Pai.
Ele não tem comunhão com o Pai: É como Absalão, está em Jerusalém, mas não pode fazer a face do Rei.
Ele está na igreja por obrigação. Ele não toma posse do que é seu.
Ilustração: o homem que fez um cruzeiro de Navio e levou o seu lanche. Vendo as pessoas comendo os pratos mais deliciosos, guardou dinheiro para comer uma boa refeição no último dia. Só então ficou sabendo que todos aqueles banquetes já estavam incluídos.
CONCLUSÃO
O mesmo Pai que saiu ao encontro do filho pródigo para abraça-lo, sai para conciliar este filho (v. 31).
O remédio para esse filho era o mesmo para o outro: confessar o seu pecado.
Mas ele ficou do lado de fora. Agora perdido dentro da Casa do Pai.
Não fique do lado de fora. Venha e desfrute da festa que Deus preparou!!!
INTRODUÇÃO
1. Jesus contou três parábolas sobre a alegria do encontro
a) A ovelha perdida que foi encontrada – O pastor chama a todos para se alegrarem.
b) A moeda perdida que foi encontrada – A mulher chama seus vizinhos para se alegrarem.
c) O filho perdido que voltou para casa – O pai oferece uma festa e se alegra. Nessas três parábolas a única pessoa que não está alegria e feliz é o irmão mais velho do pródigo.
2. No meio dessa festa do encontro, do resgate, da salvação há uma voz que destoa
O filho mais velho está triste, porque o Pai recebeu o filho pródigo com alegria.
O filho mais velho está irado, porque o Pai é misericordioso.
O filho mais velho está do lado de fora, enquanto o filho pródigo está dentro da Casa do Pai.
3. O perigo de se estar na Casa do Pai, dentro da Igreja e ainda estar perdido
Esse filho representou os escribas e fariseus que se consideravam santos e desprezavam os outros.
Esse filho representa aqueles que estão dentro da igreja, obedecendo a leis, cumprindo deveres, sem se enveredar pelos antros do pecado, pelos corredores escuros do mundo e ainda assim, estão perdidos.
Ilustração: O jovem rico – criado na sinagoga, cumpria os mandamentos, mas estava perdido.
I. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS DESOBEDECE OS DOIS PRINCIPAIS MANDAMENTOS
Jesus ensinou que os dois principais mandamentos da lei são amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. Esse filho quebrou esses dois mandamentos: ele nem amou Deus, representado pelo Pai e nem o seu irmão.
Ele não perdoou o Pai por haver recebido o filho pródigo, nem perdoou o irmão pelos seus erros.
Há pessoas que estão na igreja, mas não têm amor por Deus nem pelos perdidos. Estão na igreja, mas não amam os irmãos.
II. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS ESTÁ CONFIADO NA SUA PRÓPRIA JUSTIÇA
Ele era veloz para ver o pecado do seu irmão, mas não enxergava os seus próprios pecados. Ele era cáustico para condenar o irmão, enquanto via-se a si mesmo como o padrão da obediência.
Os fariseus definiam pecado em termos de ações exteriores e não atitudes íntimas. Eles eram orgulhosos de si mesmos. Como o profeta Jonas, esse filho mais velho obedecia ao Pai, mas não de coração. Ele trabalhava com intensidade, mas não por amor.
III. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS NÃO É LIVRE
Ele não vive como livre, mas como escravo. Sua religião é rígida. Ele obedece por medo ou para receber elogios. Faz as coisas certas com a motivação errada. Sua obediência não provém do coração.
Ele anda como um escravo (v. 29). O verbo é douleo = servir como escravo. Ele nunca entendeu o que é ser filho. Nunca usufruiu nem se deleitou no amor do Pai.
Ser crente para ele é um peso, um fardo, uma obrigação pesada. Ele vive sufocado, gemendo como um escravo.
Está na igreja, mas não tem prazer. Obedece, mas não com alegria. Está na Casa do Pai, mas vive como escravo.
IV. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS ESTÁ COM O CORAÇÃO CHEIO DE AMARGURA
1. Complexo de santidade X Rejeita os marginalizados – v. 29,30
Ele estava escorado orgulhosamente em sua religiosidade, arrotando uma santarronice discriminatória. Só ele presta; o pai e o irmão estão debaixo de suas acusações mais veementes.
Sua mágoa começa a vazar. Para ele quem erra não tem chance de se recuperar. No seu vocabulário não tem a palavra perdão. Na sua religião não existe a oportunidade de restauração.
2. Sente-se injustiçado pelo pai
Acusa o pai de ser injusto com ele, só porque perdoou o irmão. Na religião dele não havia espaço para a misericórdia, perdão e restauração.
Ele se achava mais merecedor que o outro. Sua religião estava fundamentada no mérito pessoal e não na graça. É a religião da lei, do legalismo e não graça nem da fé que opera pelo amor.
3. Ele não perdoa nem restaura o relacionamento com o irmão – v. 30
Ele não se refere ao pródigo como irmão, mas diz: “Esse teu filho”.
A Bíblia diz que “quem não ama a seu irmão até agora está nas trevas”.
Ele desconhece o amor. Ele vive mergulhado no ressentimento. Ele vê seu irmão como um rival.
4. O ódio que ele sente pelo irmão não é menos grave que o pecado de dissolução que o pródigo cometeu fora da igreja – Gl 5.19-21
A bíblia fala sobre três pecados na área da imoralidade e usa nove na área de mágoa, ressentimentos, ira.
A falta de amor é um pecado tão grave como o pecado da vida imoral e dissoluta.
5. O ressentimento o isolou do Pai e do irmão
Quando uma pessoa guarda ressentimento no coração pelo irmão que falhou, perde também a comunhão com o Pai.
Ele se recusa a entrar, fica fora da celebração. Mergulha-se num caudal de amargura.
Ele diz para o Pai: “Esse teu filho”. Mas o Pai o corrige e diz-lhe: “Esse teu irmão” (v. 30,31).
V. VIVE DENTRO DA IGREJA, NA PRESENÇA DO PAI, MAS ANDA COMO SOLITÁRIO – V. 31
Ele anda sem alegria, sem amor, sem prazer. Vive na Casa do Pai, mas sente-se escravo. Está na Casa do Pai, mas não tem comunhão com ele.
Quantos estão na igreja, mas nunca sentem o amor de Deus, a alegria da salvação, o prazer de pertencer a Jesus, a doçura do Espírito Santo. Vivem como órfãos: sozinhos, curtindo uma grande solidão e insatisfação dentro da Casa do Pai.
VI. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS NÃO SE SENTE DONO DO QUE É DO PAI – V. 31
1) Ele era rico, mas estava vivendo na miséria. Muitos hoje estão vivendo um cristianismo pobre. Vivem sem alegria, sem banquete, sem festa na alma, trabalhando, servindo, mas sem alegria;
2) Deus tem uma vida abundante – Jo 10.10;
3) Deus tem rios de água viva – Jo 7.38;
4) Deus tem as riquezas insondáveis do evangelho – Ef 3.14
5) Deus tem a suprema grandeza do seu poder – Ef 1.19
6) Deus tem a paz que excede todo o entendimento – Fp 4.7
7) Deus tem alegria indizível e cheia de glória – 1 Pe 1.8
8) Deus tem vida de delícias para a sua alma.
Esse filho não tem nenhum proveito na herança do Pai. Ele nunca fez uma festa. Nunca celebrou com seus amigos. Nem sequer um cabrito, ele comeu. Ele nunca saboreou as riquezas do Pai.
Ele não tem comunhão com o Pai: É como Absalão, está em Jerusalém, mas não pode fazer a face do Rei.
Ele está na igreja por obrigação. Ele não toma posse do que é seu.
Ilustração: o homem que fez um cruzeiro de Navio e levou o seu lanche. Vendo as pessoas comendo os pratos mais deliciosos, guardou dinheiro para comer uma boa refeição no último dia. Só então ficou sabendo que todos aqueles banquetes já estavam incluídos.
CONCLUSÃO
O mesmo Pai que saiu ao encontro do filho pródigo para abraça-lo, sai para conciliar este filho (v. 31).
O remédio para esse filho era o mesmo para o outro: confessar o seu pecado.
Mas ele ficou do lado de fora. Agora perdido dentro da Casa do Pai.
Não fique do lado de fora. Venha e desfrute da festa que Deus preparou!!!
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
As ofertas de Abel e Caim
O fato de Deus aceitar a oferta comprova que Abel havia ganho nova
vida, pois Deus é Deus de vivos e não de mortos ( Mc 12:27 ). Deus deu
testemunho da justiça de Abel porque o justo vive da fé, ou seja, de
toda palavra que sai da boca de Deus. A justificação de Deus é de vida,
pois Ele cria o justo, e o declara justo "Pois
assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para
condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre
todos os homens para justificação de vida" ( Rm 5:18 ).
Destacamos que Deus não exigiu, nem de Caim nem de Abel, qualquer tipo de oferta. Do mesmo modo, Ele não exigiu do povo de Israel que viessem oferecer ofertas e sacrifícios em seus átrios "Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios?" ( Is 1:12 ).
De que serviria a Deus as ofertas de Caim e Abel? Ao falar por intermédio de Isaias, Deus demonstra que estava enfadado da voluntariedade dos homens em ofertar e sacrificar “De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o SENHOR? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; nem me agrado de sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes” ( Is 1:11 ).
O salmista Davi compreendeu que Deus não exigia dos homens ofertas e sacrifícios. Se Deus se agradasse de ofertas e sacrifícios, com certeza Davi haveria de trazer voluntariamente, a exemplo de Caim e Abel, ofertas e sacrifícios ao Senhor “Não te comprazes em sacrifícios, senão eu os traria; não te deleitas em holocaustos” ( Sl 51:16 ).
Deus é enfático com relação a ofertas e sacrifícios: “Ouve, povo meu, e eu falarei; ó Israel, e eu protestarei contra ti: Sou Deus, sou o teu Deus. Não te repreenderei pelos teus sacrifícios, ou holocaustos, que estão continuamente perante mim. Da tua casa não tirarei bezerro, nem bodes dos teus currais. Porque meu é todo animal da selva, e o gado sobre milhares de montanhas. Conheço todas as aves dos montes; e minhas são todas as feras do campo. Se eu tivesse fome, não to diria, pois meu é o mundo e toda a sua plenitude. Comerei eu carne de touros? ou beberei sangue de bodes?” ( Sl 50:7 -13 ; Hb 10:8 ).
Embora Caim e Abel voluntariamente tenham ofertado ao Senhor, Caim foi rejeitado e Abel aceito. O que diferenciou Caim e Abel diante de Deus? A rejeição de Caim deu-se por causa do tipo de oferta que ele escolheu oferecer?
Vale salientar que tudo que o homem propuser oferecer a Deus já lhe pertence ( Sl 50:10 -11). Destacamos também que Deus aceitava ofertas voluntárias de gado, ovelhas e cereais ( Lv 1:1 e Lv 2:1 ), ou seja, não havia nenhum problema Caim ofertar do fruto da terra.
O problema da rejeição de Caim não estava na voluntariedade e nem na sua oferta. O problema estava em Caim, pois primeiro ele foi rejeitado, para depois a oferta ser rejeitada ( Gn 4:5 ).
Mas, que tipo de problema envolvia Caim? A falta de confiança em Deus! Como?
A bíblia demonstra que pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim. Ao ofertar Abel alcançou testemunho de Deus que era justo, ou seja, foi justificado por Deus. Deus justificou (alcançou testemunho) Abel, e então, ele foi aceito por Deus, e conseqüentemente também a sua oferta ( Hb 11:4 ).
De posse da certeza das coisas que se esperam, abalizado por aquilo que não se vê, Abel alcançou a justificação (testemunho) ( Hb 11:1 -2). Abel sabia da existência de Deus por intermédio de seus pais, e ao aproximar-se para ofertar, tinha plena certeza que Deus é galardoador daqueles que O buscam.
Deus é galardoador dos que O buscam, e não daqueles que ofertam ou sacrificam, quer animais ou cereais ( Hb 11:6 ).
“E
aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta
ao SENHOR. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da
sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta” ( Gn 4:3 -4)
Deus nada exigiu de Caim, porém,
voluntariamente ele trouxe do fruto da terra uma oferta e ofereceu ao
Senhor. Abel, por sua vez, também trouxe voluntariamente dos
primogênitos das ovelhas que lhe pertencia uma oferta ao Senhor.Destacamos que Deus não exigiu, nem de Caim nem de Abel, qualquer tipo de oferta. Do mesmo modo, Ele não exigiu do povo de Israel que viessem oferecer ofertas e sacrifícios em seus átrios "Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios?" ( Is 1:12 ).
De que serviria a Deus as ofertas de Caim e Abel? Ao falar por intermédio de Isaias, Deus demonstra que estava enfadado da voluntariedade dos homens em ofertar e sacrificar “De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o SENHOR? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; nem me agrado de sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes” ( Is 1:11 ).
O salmista Davi compreendeu que Deus não exigia dos homens ofertas e sacrifícios. Se Deus se agradasse de ofertas e sacrifícios, com certeza Davi haveria de trazer voluntariamente, a exemplo de Caim e Abel, ofertas e sacrifícios ao Senhor “Não te comprazes em sacrifícios, senão eu os traria; não te deleitas em holocaustos” ( Sl 51:16 ).
Deus é enfático com relação a ofertas e sacrifícios: “Ouve, povo meu, e eu falarei; ó Israel, e eu protestarei contra ti: Sou Deus, sou o teu Deus. Não te repreenderei pelos teus sacrifícios, ou holocaustos, que estão continuamente perante mim. Da tua casa não tirarei bezerro, nem bodes dos teus currais. Porque meu é todo animal da selva, e o gado sobre milhares de montanhas. Conheço todas as aves dos montes; e minhas são todas as feras do campo. Se eu tivesse fome, não to diria, pois meu é o mundo e toda a sua plenitude. Comerei eu carne de touros? ou beberei sangue de bodes?” ( Sl 50:7 -13 ; Hb 10:8 ).
Embora Caim e Abel voluntariamente tenham ofertado ao Senhor, Caim foi rejeitado e Abel aceito. O que diferenciou Caim e Abel diante de Deus? A rejeição de Caim deu-se por causa do tipo de oferta que ele escolheu oferecer?
Vale salientar que tudo que o homem propuser oferecer a Deus já lhe pertence ( Sl 50:10 -11). Destacamos também que Deus aceitava ofertas voluntárias de gado, ovelhas e cereais ( Lv 1:1 e Lv 2:1 ), ou seja, não havia nenhum problema Caim ofertar do fruto da terra.
O problema da rejeição de Caim não estava na voluntariedade e nem na sua oferta. O problema estava em Caim, pois primeiro ele foi rejeitado, para depois a oferta ser rejeitada ( Gn 4:5 ).
Mas, que tipo de problema envolvia Caim? A falta de confiança em Deus! Como?
A bíblia demonstra que pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim. Ao ofertar Abel alcançou testemunho de Deus que era justo, ou seja, foi justificado por Deus. Deus justificou (alcançou testemunho) Abel, e então, ele foi aceito por Deus, e conseqüentemente também a sua oferta ( Hb 11:4 ).
De posse da certeza das coisas que se esperam, abalizado por aquilo que não se vê, Abel alcançou a justificação (testemunho) ( Hb 11:1 -2). Abel sabia da existência de Deus por intermédio de seus pais, e ao aproximar-se para ofertar, tinha plena certeza que Deus é galardoador daqueles que O buscam.
Deus é galardoador dos que O buscam, e não daqueles que ofertam ou sacrificam, quer animais ou cereais ( Hb 11:6 ).
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