Referência: 1 SAMUEL 30:1-20
INTRODUÇÃO
1. A vida familiar é um campo de guerra mais do que um parque de
diversões. Há uma orquestração do mal contra a família. Torpedos
mortíferos são lançados sobre a família. A família é o campo das
batalhas mais rehidas que travamos.
2. Muitos casais têm sido espoliados, roubados e saqueados: 1) Do
primeiro amor; 2) Diálogo – comunicação; 3) Romantismo; 4) Harmonia.
3. O inimigo sempre que ataca a família procura atingir cinco áreas vitais:
a) Dinheiro – As maiores crises na família hoje são por causa de
dinheiro. Há batalhas dentro do lar por causa de dinheiro. Gastamos hoje
cinco vezes mais do que na década de 1950. O luxo de ontem é a
necessidade do hoje. Compramos o que não precisamos, com o dinheiro que
não temos, para impressionar as pessoas que não conhecemos.
b) Filhos – Os filhos estavam nas mãos do inimigo. Um pai e um mãe não
podem estar bem quando os filhos estão cativos nas mãos do inimigo.
c) Saúde – Davi estava angustiado. Doenças emocionais, psicossomáticas: depressão.
d) Casamento – As mulheres estavam cativas. Famílias arrebentadas.
e) Amizade – Os homens de Davi se voltaram contra ele e queriam apedrejá-lo.
4. Por que a família de Davi é atacada?
a) Cônjuges que não vigiam o casamento – caminham na direção do perigo,
vivem flertando o pecado, dedicam muito tempo às coisas e quase nenhum a
relacionamentos. Exemplo: o homem que estava se separando depois de 14
anos de vida conjugal, porque ele trabalhava das 6 às 17 e ela das 18 às
23h.
b) Pais que não vigiam os filhos – Eli, Davi, Águia.
c) Pessoas que não vigiam sua comunhão com Deus – vão ficando secos, áridos, sem alegria.
I.O ATAQUE DO INIMIGO À FAMÍLIA
1. Foi um ataque feroz – v. 1
· O diabo não brinca. Ele não tira férias, não descansa. Ele é maligno, assassino, ladrão, mentiroso, maligno.
· O inimigo tem feito estragos na família: muitos casais vivem juntos,
mas sem amor; outros vivem juntos por causa dos filhos; outros vivem se
espetando; filhos que são rebeldes.
· Um pastor: “Pastor, o diabo jogou lama na minha cara”.
· A mulher de vitória: “Pastor eu levei toda a minha família para o cemitério”.
2. O inimigo feriu a cidade – v. 1
· Há pessoas feridas dentro da família, da igreja.
· Há pessoas com mágoas: falta de perdão.
· A enfermeira: “Eu carrego uma alma ferida”
· Gente que não se perdoa. Que não supera os traumas do passado, os abusos.
3. O inimigo atingiu a família – v. 3,4
· Mulheres cativas
· Jovens cativos (Ex 8:25; 8:28; 10:10,11; 10:24,26).
· O lenço branco.
4. O inimigo jogou uns contra os outros – 6
· A transferência
· A murmuração
· A necessidade de jogar a culpa em alguém.
5. O inimigo celebra suas vitórias contra nós – v. 16
· Sansão: a) quebrou seus votos de Nazireado; b) enganado, impotente, injuriado.
II. O QUE FAZER PARA RESTAURAR A FAMÍLIA
1. Deve haver uma reação de inconformação com o caos – v. 4
· Há pessoas que não reagem – Eli
· Gente que não crê em mudança – Gabriela: “Eu nasci assim, eu cresci assim, vou morrer assim”.
2. Deve haver um choro profundo – v. 4
· Nós perdemos a capacidade de chorar.
· Estamos perdendo de goleada e não choramos.
· Jesus: Filhas de Jerusalém, chorai por vós mesmas e por vossos filhos.
· Davi chorou em público – Quem chora está dizendo que algo está errado.
· Neemias chorou – ao saber do opróbrio de Jerusalém.
· Jesus chorou – sobre Jerusalém.
· William Both – Experimente chorar!
· Tim Cimbala
3. Devemos nos reanimar em Deus – v. 6
· Não porque a situação é fácil, porque o inimigo é fraco, porque somos fortes, mas em Deus.
· Davi não ficou magoado com Deus. Ele não fugiu de Deus, Ele correu para Deus.
· A história de Sara.
· 4. ória de Sara.
4. Devemos buscar a Deus em oração – v. 8
· Deus o que eu vou fazer? Me conformar? Aceitar passivamente a decretação da derrota?
· Você precisa restaurar o altar da oração que está em ruínas na sua vida, no seu lar.
5. Devemos agir com base nas promessas de Deus – v. 9
· Quem vive pela fé pisa no terreno dos milagres.
· Deus não promete ausência de luta, mas vitória certa.
· Davi saiu, lutou, venceu.
· Ilustração: O jogo não acabou.
6. Devemos tomar de volta tudo o que o inimigo levou – v. 17-20
· Não deixe nada nas mãos do inimigo.
· Êxodo 10:26 – Nem uma unha ficará no Egito.
· Você não foi criado e salvo para ser um derrotado, um fracassado. Você
foi chamado por Deus para ser um vencedor. Você é filho, herdeiro, a
menina dos olhos de Deus. Você é filho do Rei.
· Não abra mão do seu casamento.
· Não abra mão dos seus filhos. Você não gerou filhos para o cativeiro. Seus filhos são filhos da promessa.
· Toma de volta o que Deus lhe deu!
Rev. Hernandes Dias Lopes.
www.cristoestanaminhavida.blogspot.com
Este Blog vem dizer exatamente o que aconteçe, ou melhor aconteceu com a minha vida, entreguei minha vida ao SENHOR e por isso hoje CRISTO está na minha vida.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Como enfrentar o sofrimento vitoriosamente
Referência: 1 PEDRO 4:1-19
INTRODUÇÃO
1. “Se existe sofrimento, Deus pode existir?” “Se Deus é bom e também onipotente, por que, então, existe o mal no mundo?”
2. O sofrimento entrou no mundo pelo pecado. Hoje a natureza geme por causa do pecado. Os filhos de Deus gemem por causa do pecado. E o próprio Espírito geme intercedendo por nós. O sofrimento atinge a todos. O sofrimento é variado: Há sofrimento físico. Há dor amortecida e dor aguda. A dor causa sofrimento. Mas há muitas formas de sofrimento que não se irradiam da dor física.
3. O medo e a ansiedade podem produzir grande sofrimento. A humilhação, o desprezo, a solidão, a perda de um ente querido, o remorso, a destruição do casamento podem causar grande sofrimento. O sofrimento emocional pode ser tão profundo como a dor física.
4. O sofrimento é complexo: abrange a mente, as emoções, o físico e o espírito. A depressão profunda é uma terrível realidade para muitos. Há a dor do faminto, do desamparado, do órfão, da vítima, do enlutado, do perdido.
5. a) Deus não nos poupa do sofrimento, mas caminha conosco pelo sofrimento – Is 43:1-3; Sl 23:4; b) Deus trabalha as circunstâncias dolorosas da nossa vida e as canaliza para o nosso bem (Gn 50:20; Rm 8:28); c) Deus transforma as circunstâncias adversas em benefício para nós (Sl 84:5-7); d) Mesmo que as circunstâncias não mudem, Deus mesmo é a razão da nossa alegria – Hc 3:17-18); e) Podemos nos alegrar nas próprias tribulações (Rm 5:3-5; Tg 1:2).
6. O apóstolo Pedro tem algumas lições a nos ensinar sobre a questão do sofrimento:
I. O PROPÓSITO DO SOFRIMENTO NA VIDA DO CRENTE – V. 1-11
1. O sofrimento nos ajuda a vencer o pecado – v. 1-3
· O sofrimento faz com que o pecado perca o seu poder em nossa vida. Enquanto o sofrimento endurece o ímpio, amolece o coração do crente. O exemplo do sofrimento de Cristo ajuda o crente a enfrentar o sofrimento com a mesma disposição. O crente não é melhor do que o seu Senhor. Se mundo perseguiu a Cristo, vai infligir sofrimento a nós também. O sofrimento nos leva a entender que os prazeres do mundo e as paixões da carne não compensam. O sofrimento leva-nos a desmamarmos do mundo.
2. O sofrimento nos ajuda a testemunhar de Cristo – v. 4-6
· Os amigos não salvos se maravilham quando o crente não deseja participar das coisas que eles participam. Mesmo sofrendo o crente canta, louva, adora e agradece a Deus. Ilustração: Jó nas cinzas glorica a Deus e diz: O Senhor Deus deu e o Senhor tomou, bendito seja o nome do Senhor. Isso é um testemunho poderoso. Paulo e Silas na prisão cantam. Isso impactou os prisioneiros. Estêvão mesmo apedrejado, tem um brilho no rosto. Cristo mesmo pregado na cruz tem palavras de amor nos lábios.
3. O sofrimento nos ajuda a manifestar um terno amor pelos irmãos – v. 7-9
· O sofrimento produz em nós uma sensibilidade mais aguçada. Passamos a ver a vida e os outros com outros olhos. Tornamo-nos mais amáveis e generosos. O sofrimento nos ajuda a abrir o bolso, o coração e a casa para ajudar os irmãos. O sofrimento nos torna mais solidários. Grandes campanhas humanitárias são promovidas por pessoas que passaram por grande dor e sofrimento.
4. O sofrimento nos ajuda a colocar os dons que Deus nos deu a serviço do seu povo – v. 10-11
· Precisamos servir uns aos outros, de acordo com o dom que recebemos. Nossa vida deixa de ser egoísta. Nosso propósito é abençoar os outros e edificar o povo de Deus. Nosso alvo é a glória de Deus e a exaltação de Cristo.
II. AS ATITUDES DO CRENTE EM RELAÇÀO AO SOFRIMENTO – v. 12-19
1. O crente precisa entender que o sofrimento não é incompatível com a vida cristã – v. 12
· O crente não pode estranhar o sofrimento como se fosse algo incompatível com a vida cristã. O crente até mesmo tem que esperar as provações. Vivemos num mundo caído e hostil. Vivemos cercados de uma hoste de inimigos infernais que nos espreitam. Vivemos oprimidos pelo pecado que tenazmente nos assedia.
· Se o mundo perseguiu a Cristo, não perseguiria a nós também? “Quando a igreja for mais fiel ela será mais perseguida”. “Todo aquele que quiser viver neste mundo piedosamente, será perseguido” (2 Tm 3:12). “Irmãos não vos maravilheis se o mundo vos odeia” (1 Jo 3:13).
2. O crente precisa entender que o sofrimento é para nos provar e não para nos destruir – v. 12
· O fogo ardente é o fogo da fornalha. É o cadinho onde o metal é purificado. O fogo só destrói a escória, enquanto purifica mais o metal. No Antigo Testamento, este vocábulo se aplica a um forno para fundição de minérios, no qual o metal era derretido para ser purgado dos elementos estranhos. O Salmo 66:10 diz: “Pois tu, ó Deus, nos provaste; tu nos afinaste como se afina a prata”.
· Satanás queria destruir a Jó com o sofrimento, mas Deus queria revelar-lhe sua soberania.
· Satanás queria esbofetear Paulo com o espinho na carne, mas Deus queria quebrantá-lo para que não se ensoberbecesse.
3. O crente precisa entender que é possível enfrentar o sofrimento com exultante alegria – v. 13
· Jesus ensinou: “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus, porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” (Mt 5:11-12).
· O apóstolo Paulo demonstrou alegria apenas dos problemas (Fp 1:12). Ele cantou na prisão (At 16:22-33). Paulo demonstrou alegria apesar dos difamadores (Fp 1:15-17). Paulo demonstrou alegria apesar da morte (2 Tm 4:6-8). Paulo se alegrava no sofrimento porque entendia que: as coisas espirituais estão acima das materiais; o futuro tem mais valor que o presente e o eterno mais do que o temporal (2 Co 4:16-18). Ele sabia que Deus está no controle de cada situação (Rm 8:28).
· Tiago diz que devemos ter motivo de toda a alegria o passarmos por diversas provações (Tg 1:2-4). Veja 1 Pedro 1:6-7.
5. O crente precisa entender que o sofrimento nos une profundamente a Cristo – v. 13
a) O sofrimento para o crente significa partilhar das suas aflições passadas – Não somos co-participantes do sofrimento vicário de Cristo. Este foi único, cabal. Mas quando sofremos hoje, sofremos da forma que Cristo sofreu, com o mesmo propósito com que Cristo sofreu. Os apóstolos consideram um privilégio sofrer por amor a Cristo (At 5:40,41). Paulo diz: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele” (Fp 1:29).
b) O sofrimento para o crente significa partilhar da sua glória futura – Precisamos olhar para o sofriemento presente pela ótica da glória futura. O caminho para a glória é estreito. Há espinhos. Há cruz. Há dor. Mas “os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com as glórias por vir a serem reveladas em nós” (Rm 8:18). “A nossa leve e momentânea tribulação, produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação (2 Co 4:17). No céu, nossas lágrimas serão enxugadas, nossa dor passará. Não haverá nem luto, nem pranto, nem dor (Ap 21:4). Esta é a grande esperança cristã. O céu explicará para nós todo o mistério do sofrimento.
6. O crente precisa entender que o sofrimento nos leva a glorificar a Deus – v. 14,16
· Quando enfrentamos o sofrimento sem amargura, sem murmuração e revolta, mas nos submetemos a Deus, o Espírito da glória repousa em nós e isso promove a glória de Deus. Quando o povo de Deus canta no sofrimento a glória de Deus se manifesta. O povo de Judá enfrentou os exércitos confederados de Edom, Amon e Moabe cantando. Os apóstolos enfrentaram a fúria do sinédrio, os açoites e as prisões se alegrando. Paulo enfrentou as prisões romanas cantando. Os mártires do Cristianismo enfrentaram as fogueiras cantando. William Cowper escreveu: “Por trás de uma providência carrancura, ele esconde uma face sorridente” (José do Egito, Davi, as prisões de Paulo, a morte dos mártires).
· Os cisnes cantam mais docemente quando sofrem. As aflições de John Bunyan nos deram O PEREGRINO. As aflições de William Cowper nos deram os belos hinos. As aflições de David Brainerd nos deram O DIÁRIO publicado que mais tem despertado missionários no mundo inteiro.
7. O crente precisa aprender a avaliar o sofrimento – v. 15
· Nem todo sofrimento é da vontade de Deus (v. 19) e nem todo sofrimento glorifica a Deus (v. 16). Há sofrimentos provocados pelo próprio homem (v. 15). O crente não pode ser um provocador de problemas. Ele respeita a vida alheia, os bens alheios, a honra alheia e a privacidade alheia (v. 15; 2 Ts 3:11).
8. O crente precisa entender que o juízo começa primeiro dentro da igreja – v. 17-18
· O projeto de Deus é nos transformar à imagem do seu Filho. Jesus aprendeu pelas coisas que sofreu. Ele nos disciplina porque nos ama. Ele nos corrige para nos educar. A igreja precisa dar exemplo na forma de se arrepender. Não podemos chamar o mundo ao arrpendimento, se estamos vivendo em pecado. Não podemos exortar os outros, se nós mesmos não estamos andando com Deus. Antes de tratar com o mundo, primeiro Deus trata com a igreja. Aqueles que hoje vivem sem disciplina perecerão eternamente. Eles vão sofrer por toda a eternidade.
III. A PACIÊNCIA DO CRENTE EM RELAÇÃO AO SOFRIMENTO – v. 19
1. Devemos entregar-nos a Deus – v. 19
· A palavra “encomendar” é um termo bancário que significa “depositar em confiança”. Pedro está exortando a todos os crentes que sofrem a entregar suas almas (vidas) aos cuidados de Deus. Deus nos criou e ele é totalmente capaz de cuidar de nós. Pedro nos mostra neste texto que Deus não é apenas fiel, mas também soberano. Por isso, digno de toda confiança. Confie em Deus no sofrimento! Alegre-se nele apesar das circunstâncias como Jó e Habacuque.
· O sofrimento de John Bunyan (Piper p. 64). A morte da mãe e da irmã. A morte da esposa deixando com quatro filhos pequenos. O nascimento da primogênita cega. A prisão de doze anos. A doença final e sua morte longe daqueles que ele mais amava na terra, além das pressões e temores. Seu livro O PEREGRINO contudo é o mais vendido no mundo depois da Bíblia, traduzido em mais de 200 idiomas. Os ministros pregam melhor quando estão debaixo da cruz.
2. Devemos continuar praticando o bem – v. 19b
· O sofrimento não deve nos endurecer nem nos deixar apáticos. Ao contrário, nossa entrega a Deus leva-nos à ação. Devemos semear ainda que com lágrimas. Devemos amar, ainda que rejeitados. Devemos abençoar ainda que amaldiçoados. Devemos orar, ainda que perseguidos.
CONCLUSÃO
· Como crentes em Cristo, precisamos crer que o sofrimento é uma prova de um Pai amoroso, e não um ardil para nos destruir. O sofrimento não é anormal nem estranho. O sofrimento é o caminho da glória, uma oportunidade para ser bem-aventurado e para glorificar a Deus. O sofrimento é uma oportunidade para nos entregarmos a Deus e fazermos o bem aos outros, dando testemunho da nossa fé.
· Algumas vezes vemos mais através de uma lágrima do que através de um telescópio. A alma não teria arco-íris se os olhos não tivessem lágrimas.
· Deus sussura conosco na hora da alegria e grita conosco na hora da dor.
· O Calvário é a grande prova que Deus dá de que o sofrimento segundo a vontade divina sempre conduz à glória.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
www.cristoestanaminhavida.blogspot.com
INTRODUÇÃO
1. “Se existe sofrimento, Deus pode existir?” “Se Deus é bom e também onipotente, por que, então, existe o mal no mundo?”
2. O sofrimento entrou no mundo pelo pecado. Hoje a natureza geme por causa do pecado. Os filhos de Deus gemem por causa do pecado. E o próprio Espírito geme intercedendo por nós. O sofrimento atinge a todos. O sofrimento é variado: Há sofrimento físico. Há dor amortecida e dor aguda. A dor causa sofrimento. Mas há muitas formas de sofrimento que não se irradiam da dor física.
3. O medo e a ansiedade podem produzir grande sofrimento. A humilhação, o desprezo, a solidão, a perda de um ente querido, o remorso, a destruição do casamento podem causar grande sofrimento. O sofrimento emocional pode ser tão profundo como a dor física.
4. O sofrimento é complexo: abrange a mente, as emoções, o físico e o espírito. A depressão profunda é uma terrível realidade para muitos. Há a dor do faminto, do desamparado, do órfão, da vítima, do enlutado, do perdido.
5. a) Deus não nos poupa do sofrimento, mas caminha conosco pelo sofrimento – Is 43:1-3; Sl 23:4; b) Deus trabalha as circunstâncias dolorosas da nossa vida e as canaliza para o nosso bem (Gn 50:20; Rm 8:28); c) Deus transforma as circunstâncias adversas em benefício para nós (Sl 84:5-7); d) Mesmo que as circunstâncias não mudem, Deus mesmo é a razão da nossa alegria – Hc 3:17-18); e) Podemos nos alegrar nas próprias tribulações (Rm 5:3-5; Tg 1:2).
6. O apóstolo Pedro tem algumas lições a nos ensinar sobre a questão do sofrimento:
I. O PROPÓSITO DO SOFRIMENTO NA VIDA DO CRENTE – V. 1-11
1. O sofrimento nos ajuda a vencer o pecado – v. 1-3
· O sofrimento faz com que o pecado perca o seu poder em nossa vida. Enquanto o sofrimento endurece o ímpio, amolece o coração do crente. O exemplo do sofrimento de Cristo ajuda o crente a enfrentar o sofrimento com a mesma disposição. O crente não é melhor do que o seu Senhor. Se mundo perseguiu a Cristo, vai infligir sofrimento a nós também. O sofrimento nos leva a entender que os prazeres do mundo e as paixões da carne não compensam. O sofrimento leva-nos a desmamarmos do mundo.
2. O sofrimento nos ajuda a testemunhar de Cristo – v. 4-6
· Os amigos não salvos se maravilham quando o crente não deseja participar das coisas que eles participam. Mesmo sofrendo o crente canta, louva, adora e agradece a Deus. Ilustração: Jó nas cinzas glorica a Deus e diz: O Senhor Deus deu e o Senhor tomou, bendito seja o nome do Senhor. Isso é um testemunho poderoso. Paulo e Silas na prisão cantam. Isso impactou os prisioneiros. Estêvão mesmo apedrejado, tem um brilho no rosto. Cristo mesmo pregado na cruz tem palavras de amor nos lábios.
3. O sofrimento nos ajuda a manifestar um terno amor pelos irmãos – v. 7-9
· O sofrimento produz em nós uma sensibilidade mais aguçada. Passamos a ver a vida e os outros com outros olhos. Tornamo-nos mais amáveis e generosos. O sofrimento nos ajuda a abrir o bolso, o coração e a casa para ajudar os irmãos. O sofrimento nos torna mais solidários. Grandes campanhas humanitárias são promovidas por pessoas que passaram por grande dor e sofrimento.
4. O sofrimento nos ajuda a colocar os dons que Deus nos deu a serviço do seu povo – v. 10-11
· Precisamos servir uns aos outros, de acordo com o dom que recebemos. Nossa vida deixa de ser egoísta. Nosso propósito é abençoar os outros e edificar o povo de Deus. Nosso alvo é a glória de Deus e a exaltação de Cristo.
II. AS ATITUDES DO CRENTE EM RELAÇÀO AO SOFRIMENTO – v. 12-19
1. O crente precisa entender que o sofrimento não é incompatível com a vida cristã – v. 12
· O crente não pode estranhar o sofrimento como se fosse algo incompatível com a vida cristã. O crente até mesmo tem que esperar as provações. Vivemos num mundo caído e hostil. Vivemos cercados de uma hoste de inimigos infernais que nos espreitam. Vivemos oprimidos pelo pecado que tenazmente nos assedia.
· Se o mundo perseguiu a Cristo, não perseguiria a nós também? “Quando a igreja for mais fiel ela será mais perseguida”. “Todo aquele que quiser viver neste mundo piedosamente, será perseguido” (2 Tm 3:12). “Irmãos não vos maravilheis se o mundo vos odeia” (1 Jo 3:13).
2. O crente precisa entender que o sofrimento é para nos provar e não para nos destruir – v. 12
· O fogo ardente é o fogo da fornalha. É o cadinho onde o metal é purificado. O fogo só destrói a escória, enquanto purifica mais o metal. No Antigo Testamento, este vocábulo se aplica a um forno para fundição de minérios, no qual o metal era derretido para ser purgado dos elementos estranhos. O Salmo 66:10 diz: “Pois tu, ó Deus, nos provaste; tu nos afinaste como se afina a prata”.
· Satanás queria destruir a Jó com o sofrimento, mas Deus queria revelar-lhe sua soberania.
· Satanás queria esbofetear Paulo com o espinho na carne, mas Deus queria quebrantá-lo para que não se ensoberbecesse.
3. O crente precisa entender que é possível enfrentar o sofrimento com exultante alegria – v. 13
· Jesus ensinou: “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus, porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” (Mt 5:11-12).
· O apóstolo Paulo demonstrou alegria apenas dos problemas (Fp 1:12). Ele cantou na prisão (At 16:22-33). Paulo demonstrou alegria apesar dos difamadores (Fp 1:15-17). Paulo demonstrou alegria apesar da morte (2 Tm 4:6-8). Paulo se alegrava no sofrimento porque entendia que: as coisas espirituais estão acima das materiais; o futuro tem mais valor que o presente e o eterno mais do que o temporal (2 Co 4:16-18). Ele sabia que Deus está no controle de cada situação (Rm 8:28).
· Tiago diz que devemos ter motivo de toda a alegria o passarmos por diversas provações (Tg 1:2-4). Veja 1 Pedro 1:6-7.
5. O crente precisa entender que o sofrimento nos une profundamente a Cristo – v. 13
a) O sofrimento para o crente significa partilhar das suas aflições passadas – Não somos co-participantes do sofrimento vicário de Cristo. Este foi único, cabal. Mas quando sofremos hoje, sofremos da forma que Cristo sofreu, com o mesmo propósito com que Cristo sofreu. Os apóstolos consideram um privilégio sofrer por amor a Cristo (At 5:40,41). Paulo diz: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele” (Fp 1:29).
b) O sofrimento para o crente significa partilhar da sua glória futura – Precisamos olhar para o sofriemento presente pela ótica da glória futura. O caminho para a glória é estreito. Há espinhos. Há cruz. Há dor. Mas “os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com as glórias por vir a serem reveladas em nós” (Rm 8:18). “A nossa leve e momentânea tribulação, produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação (2 Co 4:17). No céu, nossas lágrimas serão enxugadas, nossa dor passará. Não haverá nem luto, nem pranto, nem dor (Ap 21:4). Esta é a grande esperança cristã. O céu explicará para nós todo o mistério do sofrimento.
6. O crente precisa entender que o sofrimento nos leva a glorificar a Deus – v. 14,16
· Quando enfrentamos o sofrimento sem amargura, sem murmuração e revolta, mas nos submetemos a Deus, o Espírito da glória repousa em nós e isso promove a glória de Deus. Quando o povo de Deus canta no sofrimento a glória de Deus se manifesta. O povo de Judá enfrentou os exércitos confederados de Edom, Amon e Moabe cantando. Os apóstolos enfrentaram a fúria do sinédrio, os açoites e as prisões se alegrando. Paulo enfrentou as prisões romanas cantando. Os mártires do Cristianismo enfrentaram as fogueiras cantando. William Cowper escreveu: “Por trás de uma providência carrancura, ele esconde uma face sorridente” (José do Egito, Davi, as prisões de Paulo, a morte dos mártires).
· Os cisnes cantam mais docemente quando sofrem. As aflições de John Bunyan nos deram O PEREGRINO. As aflições de William Cowper nos deram os belos hinos. As aflições de David Brainerd nos deram O DIÁRIO publicado que mais tem despertado missionários no mundo inteiro.
7. O crente precisa aprender a avaliar o sofrimento – v. 15
· Nem todo sofrimento é da vontade de Deus (v. 19) e nem todo sofrimento glorifica a Deus (v. 16). Há sofrimentos provocados pelo próprio homem (v. 15). O crente não pode ser um provocador de problemas. Ele respeita a vida alheia, os bens alheios, a honra alheia e a privacidade alheia (v. 15; 2 Ts 3:11).
8. O crente precisa entender que o juízo começa primeiro dentro da igreja – v. 17-18
· O projeto de Deus é nos transformar à imagem do seu Filho. Jesus aprendeu pelas coisas que sofreu. Ele nos disciplina porque nos ama. Ele nos corrige para nos educar. A igreja precisa dar exemplo na forma de se arrepender. Não podemos chamar o mundo ao arrpendimento, se estamos vivendo em pecado. Não podemos exortar os outros, se nós mesmos não estamos andando com Deus. Antes de tratar com o mundo, primeiro Deus trata com a igreja. Aqueles que hoje vivem sem disciplina perecerão eternamente. Eles vão sofrer por toda a eternidade.
III. A PACIÊNCIA DO CRENTE EM RELAÇÃO AO SOFRIMENTO – v. 19
1. Devemos entregar-nos a Deus – v. 19
· A palavra “encomendar” é um termo bancário que significa “depositar em confiança”. Pedro está exortando a todos os crentes que sofrem a entregar suas almas (vidas) aos cuidados de Deus. Deus nos criou e ele é totalmente capaz de cuidar de nós. Pedro nos mostra neste texto que Deus não é apenas fiel, mas também soberano. Por isso, digno de toda confiança. Confie em Deus no sofrimento! Alegre-se nele apesar das circunstâncias como Jó e Habacuque.
· O sofrimento de John Bunyan (Piper p. 64). A morte da mãe e da irmã. A morte da esposa deixando com quatro filhos pequenos. O nascimento da primogênita cega. A prisão de doze anos. A doença final e sua morte longe daqueles que ele mais amava na terra, além das pressões e temores. Seu livro O PEREGRINO contudo é o mais vendido no mundo depois da Bíblia, traduzido em mais de 200 idiomas. Os ministros pregam melhor quando estão debaixo da cruz.
2. Devemos continuar praticando o bem – v. 19b
· O sofrimento não deve nos endurecer nem nos deixar apáticos. Ao contrário, nossa entrega a Deus leva-nos à ação. Devemos semear ainda que com lágrimas. Devemos amar, ainda que rejeitados. Devemos abençoar ainda que amaldiçoados. Devemos orar, ainda que perseguidos.
CONCLUSÃO
· Como crentes em Cristo, precisamos crer que o sofrimento é uma prova de um Pai amoroso, e não um ardil para nos destruir. O sofrimento não é anormal nem estranho. O sofrimento é o caminho da glória, uma oportunidade para ser bem-aventurado e para glorificar a Deus. O sofrimento é uma oportunidade para nos entregarmos a Deus e fazermos o bem aos outros, dando testemunho da nossa fé.
· Algumas vezes vemos mais através de uma lágrima do que através de um telescópio. A alma não teria arco-íris se os olhos não tivessem lágrimas.
· Deus sussura conosco na hora da alegria e grita conosco na hora da dor.
· O Calvário é a grande prova que Deus dá de que o sofrimento segundo a vontade divina sempre conduz à glória.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
www.cristoestanaminhavida.blogspot.com
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
O que significa ser um mordomo de Deus?
Referência: 1 Coríntios 4:1-2
INTRODUÇÃO
1. “Se você quer saber por que você está aqui neste planeta, você tem que começar com Deus. Você nasceu por seu propósito e para seu propósito” (Rick Warren). João Calvino começa as suas Institutas mostrando que o conhecimento do homem, sua origem e propósito só pó ser compreendido quando conhecemos primeiro a Deus.
2. Você não descobre o significado da vida, como muitos livros de auto-ajuda dizem, olhando para dentro, mas olhando para o alto. Ilustração: Um homem perdido na floresta. Você não sairá daqui olhando para onde você está, você se dirigir olhando para o outro lado da montanha.
3. O propósito da vida não está na especulação dos milhares de filósofos, mas na revelação divina. Você não é um acidente. Seu nascimento não foi um engano. Seus pais podem não ter planejado você, mas Deus planejou. Deus não ficou surpreso por nascimento, antes o esperou. Antes de ser concebido por seus pais, você foi concebido na mente de Deus.
a) Deus planejou cada detalhe do seu corpo (Salmo 139).
b) Deus determinou os talentos naturais que você possuiria e também sua personalidade única.
c) Deus determinou o tempo da sua vida sobre a terra.
d) Deus determinou onde você nasceria: sua nacionalidade, filiação, temperamento, cultura. Sua nacionalidade não é arbitrária.
e) Deus determinou como você iria nascer. Enquanto há pais ilegítimos, não há filhos ilegítimos. Muitos filhos não foram planejados por seus pais, mas foram planejados por Deus.
f) Deus pensou em você antes de criar o mundo.
g) Deus planejou você para um propósito específico: ser seu mordomo!
I. O QUE É SER UM MORDOMO DE DEUS?
1. Definição:
· É aquele que é incumbido da direção da casa, o administrador. Ele não é dono, mas o dono da casa lhe confia tudo o que tem para ser cuidado e desenvolvido: terras, dinheiro, jóias, esposa, filhos, alimentação da família e administração de suas riquezas.
· Quando o mordomo se sente dono dos bens do seu senhor, ele trai o seu senhor.
· Quando o mordomo deixa de cuidar com zelo e fidelidade dos bens do seu senhor, ele torna-se infiel.
2. Exemplos bíblicos de mordomia
a) Eliezer – Gn 24:2 “Disse Abraão ao seu mais antigo servo da casa, que governava tudo o que possuia…”. Eliezer não apenas cuidava dos bens de Abraão, mas também da família de Abraão. É incumbido de procurar uma esposa para Isaque. Eliezer obedece prontamente e fielmente. Ele depende de Deus para obedecer ao seu Senhor e ora, pedindo a direção de Deus (Gn 24:12-14).
b) José – Gn 39:4,6: “logrou José mercê perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha… Potifar tudo o que tinha confiou às mãos de José, de maneira que, tendo-o por mordomo, de nada sabia, além do pão com que se alimentava”.
c) Paulo – Ele compreendeu que sua vida tinha um propósito definido (At 20:24). Alertou para o fato de que devemos manter sempre viva a verdade de que somos mordomos dos mistérios de Dseus (1 Co 4:1-2).
d) Jesus – Jesus veio ao mundo cumprir o propósito do Pai. Tudo o que o Pai lhe confiou ele executou fielmente. A agenda do Pai era a sua agenda. A vontade do Pai era a sua vontade. Mesmo sofrendo por sua fidelidade ao propósito do Pai, permaneceu firme, deixando-nos o exemplo. “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixnado-vos exemplo para seguirdes os seus passos” (1 Pe 2:21).
II. POR QUE DEVEMOS SER MORDOMOS DE DEUS?
1. Porque Deus como o dono e sustentador do universo nos delegou essa função
a) A função do homem é de mordomo e não de proprietário
· Gn 2:15-17: “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o Senhor lhe deu esta ordem: De toda esta ordem: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. O homem tinha ordens de coisas que permitidas, ordenadas e proibidas.
· Gn 1:28: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céus e sobre todo animal que rasteja pela terra”. Ao homem cabe não apenas encher a terra, mas também sujeitá-la. O crescimento populacional precisa ser responsável. O homem é mordomo!
· Salmo 8:3-9: “… deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste: ovelhas e bois, tudos, e também os animais do campo; as aves do céu, e os peixes do mar, e tudo o que percorre as sendas dos mares”.
· Como mordomo da criação o homem tem cometido dois erros: VENERAÇÃO E DEPREDAÇÃO.
b) Deus é o dono de tudo e não nos passou escritura do que lhe pertence
· Gn 14:22 – Abraão disse para o rei de Sodoma que o “Deus altíssimo possui o céus e a terra”.
· Dt 10:14 – “Eis que os céus e os céus dos céus são do Senhor, teu Deus, a terra e tudo o que nela há”.
· Salmo 24:1 – “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam”. Os animais são de Deus (Sl 50:10-12), a terra é de Deus (Lv 25:23), a prata e o ouro são de Deus (Ag 2:8), o que a terra produz é de Deus (Os 2:8); até mesmo os bens que administramos e empregamos na obra de Deus é de Deus (1 Cr 29:13-16).
· Sempre que granjeamos, adminstramos e gastamos os recursos como se eles fossem nossos, não observando que pertencem a Deus, tornamo-nos mordomos infiéis.
2. Porque nós mesmos não nos pertencemos, mas somos propriedade exclusiva de Deus
a) Por direito de criação (Gn 1:27; 2:7; Is 42:5; 43:1-7)
· O homem não é produto do acaso, de evolução. Deus nos criou, nos formou, nos entreteceu. Ilustração: Marshall Nirenberg – 60 trilhões de célutas com 1,70 cm de fita DNA e a perseguição do período da revolução Francesa.
b) Por direito de preservação (At 14:15-17; 17:22-28)
a. A doutrina da providência é maravilhosa. Ela alcança ímpios e remidos. Deus dá a chuva e o sol ao pai de santo e ao pastor. Ele dá saúde ao salvo e incrédulo. As bênçãos da graça comum, ele as distribui a todos.
b. Nos dá vida, respiração, saúde, proteção, alimento, paladar, livramento. Ilustração: A diferença entre DEISMO E TEISMO.
c) Por direito de redenção (1 Co 6:19-20; 1 Pe 2:9; Ap 5:9)
· Deus nos criou para a sua glória (Is 43:7). O pecado nos afastou de Deus (Is 59:2). Então, Deus nos comprou pelo preço do sangue do seu Filho (At 20:28; 1 Co 6:20).
· Somos de Deus porque ele nos criou, porque ele nos preserva e porque ele nos remiu.
· Ilustração: O menino que fez um barquinho e ao brincar com ele, este escapou de suas mãos, levado pela correnteza. Viu dias depois o seu barquinho na vitrine de uma loja. Insistiu que o barquinho lhe pertencia. Mas o dono disse-lhe que ele precisava comprar. O pai lhe deu o dinheiro e ele foi e comprou o seu próprio barquinho. Com alegria, disse: “Agora você é meu duas vezes. Primeiro, porque o fiz; e segundo, porque eu o comprei.”
III. QUAIS AS IMPLICAÇÕES DE SERMOS MORDOMOS DE DEUS?
1. Passamos a ter um profundo senso do sagrado
· Acaba-se a distinção entre sagrado e prafano, ou atividades seculares e religiosas. Tudo passa ser sagrado e litúrgico. Exemplo: Isaque levanta um altar e cava um poço no mesmo lugar.
· O trabalho é sagrado. Você é um mordomo no comércio e no templo.
· O lar, a escola, o trabalho, a igreja participa da mesma esfera sagrada, porque Deus se importa com tudo o que é dele.
2. Passamos a ter um profundo senso de responsabilidade
· Vamos prestar conta da nossa mordomia (Lc 16:1). Como usamos nossa vida, família, bens, recursos, talentos, oportunidades, tempo, dinheiro.
· O que se requer dos mordomos é que eles sejam encontrados fiéis (1 Co 4:1-2).
3. Passamos a ter um profundo senso de dependência
· 1 Pedro 4:10 “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”.
· 2 Timóteo 2:21 “Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santicado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra”.
· Nenhum mordomo poderá desempenhar o seu sublime papel sem total dependência de Deus, sem o poder do Espírito Santo.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
www.cristoestanaminhavida.blogspot.com
INTRODUÇÃO
1. “Se você quer saber por que você está aqui neste planeta, você tem que começar com Deus. Você nasceu por seu propósito e para seu propósito” (Rick Warren). João Calvino começa as suas Institutas mostrando que o conhecimento do homem, sua origem e propósito só pó ser compreendido quando conhecemos primeiro a Deus.
2. Você não descobre o significado da vida, como muitos livros de auto-ajuda dizem, olhando para dentro, mas olhando para o alto. Ilustração: Um homem perdido na floresta. Você não sairá daqui olhando para onde você está, você se dirigir olhando para o outro lado da montanha.
3. O propósito da vida não está na especulação dos milhares de filósofos, mas na revelação divina. Você não é um acidente. Seu nascimento não foi um engano. Seus pais podem não ter planejado você, mas Deus planejou. Deus não ficou surpreso por nascimento, antes o esperou. Antes de ser concebido por seus pais, você foi concebido na mente de Deus.
a) Deus planejou cada detalhe do seu corpo (Salmo 139).
b) Deus determinou os talentos naturais que você possuiria e também sua personalidade única.
c) Deus determinou o tempo da sua vida sobre a terra.
d) Deus determinou onde você nasceria: sua nacionalidade, filiação, temperamento, cultura. Sua nacionalidade não é arbitrária.
e) Deus determinou como você iria nascer. Enquanto há pais ilegítimos, não há filhos ilegítimos. Muitos filhos não foram planejados por seus pais, mas foram planejados por Deus.
f) Deus pensou em você antes de criar o mundo.
g) Deus planejou você para um propósito específico: ser seu mordomo!
I. O QUE É SER UM MORDOMO DE DEUS?
1. Definição:
· É aquele que é incumbido da direção da casa, o administrador. Ele não é dono, mas o dono da casa lhe confia tudo o que tem para ser cuidado e desenvolvido: terras, dinheiro, jóias, esposa, filhos, alimentação da família e administração de suas riquezas.
· Quando o mordomo se sente dono dos bens do seu senhor, ele trai o seu senhor.
· Quando o mordomo deixa de cuidar com zelo e fidelidade dos bens do seu senhor, ele torna-se infiel.
2. Exemplos bíblicos de mordomia
a) Eliezer – Gn 24:2 “Disse Abraão ao seu mais antigo servo da casa, que governava tudo o que possuia…”. Eliezer não apenas cuidava dos bens de Abraão, mas também da família de Abraão. É incumbido de procurar uma esposa para Isaque. Eliezer obedece prontamente e fielmente. Ele depende de Deus para obedecer ao seu Senhor e ora, pedindo a direção de Deus (Gn 24:12-14).
b) José – Gn 39:4,6: “logrou José mercê perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha… Potifar tudo o que tinha confiou às mãos de José, de maneira que, tendo-o por mordomo, de nada sabia, além do pão com que se alimentava”.
c) Paulo – Ele compreendeu que sua vida tinha um propósito definido (At 20:24). Alertou para o fato de que devemos manter sempre viva a verdade de que somos mordomos dos mistérios de Dseus (1 Co 4:1-2).
d) Jesus – Jesus veio ao mundo cumprir o propósito do Pai. Tudo o que o Pai lhe confiou ele executou fielmente. A agenda do Pai era a sua agenda. A vontade do Pai era a sua vontade. Mesmo sofrendo por sua fidelidade ao propósito do Pai, permaneceu firme, deixando-nos o exemplo. “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixnado-vos exemplo para seguirdes os seus passos” (1 Pe 2:21).
II. POR QUE DEVEMOS SER MORDOMOS DE DEUS?
1. Porque Deus como o dono e sustentador do universo nos delegou essa função
a) A função do homem é de mordomo e não de proprietário
· Gn 2:15-17: “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o Senhor lhe deu esta ordem: De toda esta ordem: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. O homem tinha ordens de coisas que permitidas, ordenadas e proibidas.
· Gn 1:28: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céus e sobre todo animal que rasteja pela terra”. Ao homem cabe não apenas encher a terra, mas também sujeitá-la. O crescimento populacional precisa ser responsável. O homem é mordomo!
· Salmo 8:3-9: “… deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste: ovelhas e bois, tudos, e também os animais do campo; as aves do céu, e os peixes do mar, e tudo o que percorre as sendas dos mares”.
· Como mordomo da criação o homem tem cometido dois erros: VENERAÇÃO E DEPREDAÇÃO.
b) Deus é o dono de tudo e não nos passou escritura do que lhe pertence
· Gn 14:22 – Abraão disse para o rei de Sodoma que o “Deus altíssimo possui o céus e a terra”.
· Dt 10:14 – “Eis que os céus e os céus dos céus são do Senhor, teu Deus, a terra e tudo o que nela há”.
· Salmo 24:1 – “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam”. Os animais são de Deus (Sl 50:10-12), a terra é de Deus (Lv 25:23), a prata e o ouro são de Deus (Ag 2:8), o que a terra produz é de Deus (Os 2:8); até mesmo os bens que administramos e empregamos na obra de Deus é de Deus (1 Cr 29:13-16).
· Sempre que granjeamos, adminstramos e gastamos os recursos como se eles fossem nossos, não observando que pertencem a Deus, tornamo-nos mordomos infiéis.
2. Porque nós mesmos não nos pertencemos, mas somos propriedade exclusiva de Deus
a) Por direito de criação (Gn 1:27; 2:7; Is 42:5; 43:1-7)
· O homem não é produto do acaso, de evolução. Deus nos criou, nos formou, nos entreteceu. Ilustração: Marshall Nirenberg – 60 trilhões de célutas com 1,70 cm de fita DNA e a perseguição do período da revolução Francesa.
b) Por direito de preservação (At 14:15-17; 17:22-28)
a. A doutrina da providência é maravilhosa. Ela alcança ímpios e remidos. Deus dá a chuva e o sol ao pai de santo e ao pastor. Ele dá saúde ao salvo e incrédulo. As bênçãos da graça comum, ele as distribui a todos.
b. Nos dá vida, respiração, saúde, proteção, alimento, paladar, livramento. Ilustração: A diferença entre DEISMO E TEISMO.
c) Por direito de redenção (1 Co 6:19-20; 1 Pe 2:9; Ap 5:9)
· Deus nos criou para a sua glória (Is 43:7). O pecado nos afastou de Deus (Is 59:2). Então, Deus nos comprou pelo preço do sangue do seu Filho (At 20:28; 1 Co 6:20).
· Somos de Deus porque ele nos criou, porque ele nos preserva e porque ele nos remiu.
· Ilustração: O menino que fez um barquinho e ao brincar com ele, este escapou de suas mãos, levado pela correnteza. Viu dias depois o seu barquinho na vitrine de uma loja. Insistiu que o barquinho lhe pertencia. Mas o dono disse-lhe que ele precisava comprar. O pai lhe deu o dinheiro e ele foi e comprou o seu próprio barquinho. Com alegria, disse: “Agora você é meu duas vezes. Primeiro, porque o fiz; e segundo, porque eu o comprei.”
III. QUAIS AS IMPLICAÇÕES DE SERMOS MORDOMOS DE DEUS?
1. Passamos a ter um profundo senso do sagrado
· Acaba-se a distinção entre sagrado e prafano, ou atividades seculares e religiosas. Tudo passa ser sagrado e litúrgico. Exemplo: Isaque levanta um altar e cava um poço no mesmo lugar.
· O trabalho é sagrado. Você é um mordomo no comércio e no templo.
· O lar, a escola, o trabalho, a igreja participa da mesma esfera sagrada, porque Deus se importa com tudo o que é dele.
2. Passamos a ter um profundo senso de responsabilidade
· Vamos prestar conta da nossa mordomia (Lc 16:1). Como usamos nossa vida, família, bens, recursos, talentos, oportunidades, tempo, dinheiro.
· O que se requer dos mordomos é que eles sejam encontrados fiéis (1 Co 4:1-2).
3. Passamos a ter um profundo senso de dependência
· 1 Pedro 4:10 “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”.
· 2 Timóteo 2:21 “Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santicado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra”.
· Nenhum mordomo poderá desempenhar o seu sublime papel sem total dependência de Deus, sem o poder do Espírito Santo.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Uma coisa ainda te falta
Referência: MARCOS 10.17-23
Esse texto tem uma mensagem profunda e um aviso solene para o seu coração nesta hora.
A) PONTOS DE DESTAQUE NA VIDA DESTE HOMEM
I. Era jovem – Mt 19.20 = Tinha saúde, vigor, vida, força, amigos.
II. Era riquíssimo – Lc 18.23 = Possuía tudo que este mundo podia lhe oferecer: Casa, bens, conforto, luxo, fausto, banquetes, festa, jóias, propriedades, diversão, dinheiro.
III. Era proeminente – Lc 18.18 = Era um homem de posição. Possuía status. Fama. Glória. Apesar de ser jovem, já era rico, era um prodígio. Era um fen”6meno. Era líder, famoso, influente. Talvez oficial da sinagoga. Moço de elevada reputação e grande prestígio social.
IV. Era ético – Mc 10.20; Mt 19.20 = Ele era portador de excelentes predicados morais. Bom comportamento. Fina educação. Moço sincero. Sem jaça. Íntegro. Não vivia nas orgias. Não era adúltero nem desonesto. Vivia um vida honrada, pura, dentro dos mais rígidos padrões morais. Possuía um excelente conduta exterior. Era um homem virtuoso.
V. Era insatisfeito com a sua vida – Mt 19.20 = “…Que me falta ainda?” = Tinha tudo para ser feliz. Possuía tudo que o mundo podia lhe oferecer, mas seu coração continuava vazio. “Deus pôs a eternidade no coração do homem…”. Seu dinheiro, sua posição não preenchem o vazio da sua alma. Ele estava cansado daquela vida. Nada satisfazia seus anseios. Sua vida era uma busca constante. Ser correto não basta, ser religioso não é suficiente.
VI. Era sedento de salvação – Mc 10.17 = Aquele moço tinha sede de Deus. Tinha sede de vida eterna. Estava ansioso. Ele sabia que ainda não possuía vida eterna. Ele não queria enganar a si mesmo. Ele queria ser salvo.
VII. Ele foi à fonte certa, à pessoa certa: JESUS – Mc 10.17 = Ele foi a Jesus. Ele buscou o único que pode salvar. Ele já tinha ouvido falar de Jesus. Sabia que Ele já salvara tantas pessoas. Sabia que Jesus era a salvação para a sua vida, a resposta para o seu vazio. Ele não busca atalhos. Ele vai direto a Jesus.
VIII. Ele foi a Jesus com pressa – Mc 10.17 = Muitos querem ser salvos, mas deixam para amanhã. Protelam, adiam. E vão para o inferno. Esse moço corre. Ele tem pressa. Ele não agüenta mais esperar.
IX. Ele foi a Jesus de forma reverente – Mc 10.17 = Ele se humilhou. Se ajoelhou. Se quebrantou. Ele foi com a atitude certa.
X. Ele foi amado por Jesus – Mc 10.21 = Jesus o amou. Jesus viu o conflito do seu coração. Jesus diagnosticou o seu vazio. Jesus viu a sua sede de salvação. Jesus viu o seu desespero existencial. Jesus se importou com ele. Jesus também ama você.
B) ENGANOS FATAIS DESSE HOMEM
I. Ver a Jesus apenas como Mestre e não como Deus – Mc 10.17,18 = Para ser salvo não basta apenas seguir os ensinos de um mestre, é preciso se curvar diante de Deus. É preciso saber que Jesus é Deus.
II. Ver a salvação como mérito e não como presente da graça de Deus – Mc 10.17 = Seu desejo de ter a vida eterna era sincero, mas estava enganado quanto à maneira de alcançá-la: queria obter a salvação através da obediência externa aos mandamentos. Todas as religiões do mundo ensinam que o homem precisa merecer a salvação. Exemplo: Na Índia multidões no desejo de ser salvos deitam sobre camas de prego ao sol escaldante; balançam-se sobre um fogo baixo; sustentam uma mão erguida até se tornar imóvel; fazem longas caminhadas de joelhos.
III. Não tem consciência de que é pecador – Mc 10.20 = a) Não amou a Deus sobre todas as coisas = Era idólatra. Seu deus era o dinheiro. Fez-se escravo dos seus bens. Amava mais seu dinheiro que a vida eterna. Seu pecado não era ser rico, possuir muito dinheiro, mas ser possuído pelo dinheiro; b) Não amou ao próximo como a si mesmo = Vivia egoísticamente para si. Amava mais as coisas do que as pessoas. Ele era um míope espiritual. Tinha um alto conceito de si mesmo. Era respeitável por não fazer coisas erradas.
IV. O jovem rejeita a Jesus, renuncia a vida eterna e sai triste – Mc 10.21,22 = Ele queria a vida eterna, mas amava mais o seu dinheiro. Prefere ir para o inferno que abrir mão do seu dinheiro. Mas que insensatez, ele não pode levar um centavo para o inferno. Ele rejeita Jesus e as suas exigências. Rejeita confiar em Jesus. Rejeita seguir a Jesus. Rejeita a alegria eterna da salvação, sai triste com sua riqueza. Entre o dinheiro e Cristo escolheu o dinheiro e rejeitou Cristo.
CONCLUSÃO
1. Há pessoas que desejam salvar as suas almas e não conseguem.
2. Um ídolo entronizado no coração pode levar você a perder a sua alma para sempre. Você deseja mesmo ser salvo? Já renunciou tudo o que o impede de se render a Cristo?
Rev. Hernandes Dias Lopes.
www.cristoestanaminhavida.blogspot.com
Esse texto tem uma mensagem profunda e um aviso solene para o seu coração nesta hora.
A) PONTOS DE DESTAQUE NA VIDA DESTE HOMEM
I. Era jovem – Mt 19.20 = Tinha saúde, vigor, vida, força, amigos.
II. Era riquíssimo – Lc 18.23 = Possuía tudo que este mundo podia lhe oferecer: Casa, bens, conforto, luxo, fausto, banquetes, festa, jóias, propriedades, diversão, dinheiro.
III. Era proeminente – Lc 18.18 = Era um homem de posição. Possuía status. Fama. Glória. Apesar de ser jovem, já era rico, era um prodígio. Era um fen”6meno. Era líder, famoso, influente. Talvez oficial da sinagoga. Moço de elevada reputação e grande prestígio social.
IV. Era ético – Mc 10.20; Mt 19.20 = Ele era portador de excelentes predicados morais. Bom comportamento. Fina educação. Moço sincero. Sem jaça. Íntegro. Não vivia nas orgias. Não era adúltero nem desonesto. Vivia um vida honrada, pura, dentro dos mais rígidos padrões morais. Possuía um excelente conduta exterior. Era um homem virtuoso.
V. Era insatisfeito com a sua vida – Mt 19.20 = “…Que me falta ainda?” = Tinha tudo para ser feliz. Possuía tudo que o mundo podia lhe oferecer, mas seu coração continuava vazio. “Deus pôs a eternidade no coração do homem…”. Seu dinheiro, sua posição não preenchem o vazio da sua alma. Ele estava cansado daquela vida. Nada satisfazia seus anseios. Sua vida era uma busca constante. Ser correto não basta, ser religioso não é suficiente.
VI. Era sedento de salvação – Mc 10.17 = Aquele moço tinha sede de Deus. Tinha sede de vida eterna. Estava ansioso. Ele sabia que ainda não possuía vida eterna. Ele não queria enganar a si mesmo. Ele queria ser salvo.
VII. Ele foi à fonte certa, à pessoa certa: JESUS – Mc 10.17 = Ele foi a Jesus. Ele buscou o único que pode salvar. Ele já tinha ouvido falar de Jesus. Sabia que Ele já salvara tantas pessoas. Sabia que Jesus era a salvação para a sua vida, a resposta para o seu vazio. Ele não busca atalhos. Ele vai direto a Jesus.
VIII. Ele foi a Jesus com pressa – Mc 10.17 = Muitos querem ser salvos, mas deixam para amanhã. Protelam, adiam. E vão para o inferno. Esse moço corre. Ele tem pressa. Ele não agüenta mais esperar.
IX. Ele foi a Jesus de forma reverente – Mc 10.17 = Ele se humilhou. Se ajoelhou. Se quebrantou. Ele foi com a atitude certa.
X. Ele foi amado por Jesus – Mc 10.21 = Jesus o amou. Jesus viu o conflito do seu coração. Jesus diagnosticou o seu vazio. Jesus viu a sua sede de salvação. Jesus viu o seu desespero existencial. Jesus se importou com ele. Jesus também ama você.
B) ENGANOS FATAIS DESSE HOMEM
I. Ver a Jesus apenas como Mestre e não como Deus – Mc 10.17,18 = Para ser salvo não basta apenas seguir os ensinos de um mestre, é preciso se curvar diante de Deus. É preciso saber que Jesus é Deus.
II. Ver a salvação como mérito e não como presente da graça de Deus – Mc 10.17 = Seu desejo de ter a vida eterna era sincero, mas estava enganado quanto à maneira de alcançá-la: queria obter a salvação através da obediência externa aos mandamentos. Todas as religiões do mundo ensinam que o homem precisa merecer a salvação. Exemplo: Na Índia multidões no desejo de ser salvos deitam sobre camas de prego ao sol escaldante; balançam-se sobre um fogo baixo; sustentam uma mão erguida até se tornar imóvel; fazem longas caminhadas de joelhos.
III. Não tem consciência de que é pecador – Mc 10.20 = a) Não amou a Deus sobre todas as coisas = Era idólatra. Seu deus era o dinheiro. Fez-se escravo dos seus bens. Amava mais seu dinheiro que a vida eterna. Seu pecado não era ser rico, possuir muito dinheiro, mas ser possuído pelo dinheiro; b) Não amou ao próximo como a si mesmo = Vivia egoísticamente para si. Amava mais as coisas do que as pessoas. Ele era um míope espiritual. Tinha um alto conceito de si mesmo. Era respeitável por não fazer coisas erradas.
IV. O jovem rejeita a Jesus, renuncia a vida eterna e sai triste – Mc 10.21,22 = Ele queria a vida eterna, mas amava mais o seu dinheiro. Prefere ir para o inferno que abrir mão do seu dinheiro. Mas que insensatez, ele não pode levar um centavo para o inferno. Ele rejeita Jesus e as suas exigências. Rejeita confiar em Jesus. Rejeita seguir a Jesus. Rejeita a alegria eterna da salvação, sai triste com sua riqueza. Entre o dinheiro e Cristo escolheu o dinheiro e rejeitou Cristo.
CONCLUSÃO
1. Há pessoas que desejam salvar as suas almas e não conseguem.
2. Um ídolo entronizado no coração pode levar você a perder a sua alma para sempre. Você deseja mesmo ser salvo? Já renunciou tudo o que o impede de se render a Cristo?
Rev. Hernandes Dias Lopes.
www.cristoestanaminhavida.blogspot.com
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Jesus, o cabeça da Igreja
O mundo inteiro acompanha, surpreso, a renúncia de Bento XVI, como
líder maior do Catolicismo Romano. O alemão Joseph Ratzinger é o 265º
papa e um dos maiores expoentes teólogos da Igreja Romana. Homem culto,
que domina seis idiomas, entre eles o Português. É autor de vários
livros, pianista e membro de várias academias científicas. É
reconhecidamente conservador. Combateu firmemente a teologia da
libertação. Como chefe de Estado e líder de um dos maiores segmentos
religiosos do mundo, é uma das pessoas mais respeitadas de nosso tempo.
Porém, o momento é oportuno para fazermos algumas reflexões sobre a
posição que o papa ocupa. É o papa o cabeça da igreja, a pedra
fundamental sobre a qual a igreja está edificada, o supremo mediador e o
substituto do Filho de Deus, como preceitua a dogmática romana? Vejamos
o que a Palavra de Deus ensina:
Em primeiro lugar, Jesus é o cabeça da igreja. Essa verdade está meridianamente clara em Efésios 5.23. Nenhum homem, por mais culto ou piedoso, poderia ser o comandante da igreja universal. Somente Jesus tem essa honra. Jesus é o dono da igreja, o Senhor da igreja, o cabeça que governa a igreja, o bispo universal da igreja.
Em segundo lugar, Jesus é a pedra sobre a qual a igreja está edificada. O papado está alicerçado na interpretação de que Pedro é a pedra sobre a qual a igreja está edificada e que todo papa é sucessor de Pedro. A grande questão é se essa interpretação tem amparo bíblico. O contexto de Mateus 16.18 está todo voltado para a Pessoa de Cristo. O próprio Pedro deixou claro que Jesus e não ele é a pedra sobre a qual a igreja está edificada. No começo do seu ministério Pedro disse que Jesus é a pedra (Atos 4.11) e no final do seu ministério, quando escreveu sua primeira carta, tornou a enfatizar esse mesmo fato (1 Pedro 2.4-8).
Em terceiro lugar, Jesus é o único mediador entre Deus e os homens. O título concedido aos papas, “Sumo Pontífice”, significa supremo mediador. Essa expressão não cabe em nenhum líder religioso, pois a Bíblia é categórica em afirmar que só existe um Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo (1 Timóteo 2.5). O próprio Jesus disse: “Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida e ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).
Em quarto lugar, Jesus enviou o Espírito Santo como seu substituto. O título atribuído aos papas “Vicarius Fili Dei”, ou seja, substituto do Filho de Deus, também, não pode ser concedido a nenhum homem. O substituto do Filho de Deus não é o papa, nem qualquer outro líder religioso, mas o Espírito Santo (João 14.16). O Espírito Santo, sendo Deus, está para sempre com a igreja e na igreja. O Espírito Santo veio para exaltar a Cristo e nos conduzir à verdade.
Em quinto lugar, Jesus é o dono da igreja. Foi o próprio Jesus quem disse a Pedro que ele mesmo edificaria a sua igreja (Mateus 16.18). A igreja é Deus, pois foi comprada com o sangue de Jesus (Atos 20.28). Jesus nunca passou-nos uma procuração, dando-nos a liberdade para sermos os donos de sua igreja.
Em sexto lugar, Jesus é o edificador da igreja. Nós somos os cooperadores de Deus, mas é Deus mesmo quem edifica a sua igreja. Um planta, outro rega, mas o crescimento vem de Deus (1Coríntios 3.9). Jesus disse: “Eu edificarei a minha igreja” (Mateus 16.18). Não conseguiríamos acrescentar nem um membro ao corpo de Cristo, mesmo que usássemos todos os recursos da terra.
Em sétimo lugar, Jesus é o protetor da igreja. A igreja não caminha vitoriosamente à parte da assistência e proteção de Cristo. Ele disse: “… e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16.18). Os inimigos da igreja são muitos e perigosos, mas Jesus é o nosso escudo e protetor. Ele é o general desse glorioso exército que caminha triunfantemente rumo à glória. Bendito seja seu santo nome!
Hernandes Dias Lopes
www.cristoestanaminhavida.blogspot.com
Em primeiro lugar, Jesus é o cabeça da igreja. Essa verdade está meridianamente clara em Efésios 5.23. Nenhum homem, por mais culto ou piedoso, poderia ser o comandante da igreja universal. Somente Jesus tem essa honra. Jesus é o dono da igreja, o Senhor da igreja, o cabeça que governa a igreja, o bispo universal da igreja.
Em segundo lugar, Jesus é a pedra sobre a qual a igreja está edificada. O papado está alicerçado na interpretação de que Pedro é a pedra sobre a qual a igreja está edificada e que todo papa é sucessor de Pedro. A grande questão é se essa interpretação tem amparo bíblico. O contexto de Mateus 16.18 está todo voltado para a Pessoa de Cristo. O próprio Pedro deixou claro que Jesus e não ele é a pedra sobre a qual a igreja está edificada. No começo do seu ministério Pedro disse que Jesus é a pedra (Atos 4.11) e no final do seu ministério, quando escreveu sua primeira carta, tornou a enfatizar esse mesmo fato (1 Pedro 2.4-8).
Em terceiro lugar, Jesus é o único mediador entre Deus e os homens. O título concedido aos papas, “Sumo Pontífice”, significa supremo mediador. Essa expressão não cabe em nenhum líder religioso, pois a Bíblia é categórica em afirmar que só existe um Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo (1 Timóteo 2.5). O próprio Jesus disse: “Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida e ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).
Em quarto lugar, Jesus enviou o Espírito Santo como seu substituto. O título atribuído aos papas “Vicarius Fili Dei”, ou seja, substituto do Filho de Deus, também, não pode ser concedido a nenhum homem. O substituto do Filho de Deus não é o papa, nem qualquer outro líder religioso, mas o Espírito Santo (João 14.16). O Espírito Santo, sendo Deus, está para sempre com a igreja e na igreja. O Espírito Santo veio para exaltar a Cristo e nos conduzir à verdade.
Em quinto lugar, Jesus é o dono da igreja. Foi o próprio Jesus quem disse a Pedro que ele mesmo edificaria a sua igreja (Mateus 16.18). A igreja é Deus, pois foi comprada com o sangue de Jesus (Atos 20.28). Jesus nunca passou-nos uma procuração, dando-nos a liberdade para sermos os donos de sua igreja.
Em sexto lugar, Jesus é o edificador da igreja. Nós somos os cooperadores de Deus, mas é Deus mesmo quem edifica a sua igreja. Um planta, outro rega, mas o crescimento vem de Deus (1Coríntios 3.9). Jesus disse: “Eu edificarei a minha igreja” (Mateus 16.18). Não conseguiríamos acrescentar nem um membro ao corpo de Cristo, mesmo que usássemos todos os recursos da terra.
Em sétimo lugar, Jesus é o protetor da igreja. A igreja não caminha vitoriosamente à parte da assistência e proteção de Cristo. Ele disse: “… e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16.18). Os inimigos da igreja são muitos e perigosos, mas Jesus é o nosso escudo e protetor. Ele é o general desse glorioso exército que caminha triunfantemente rumo à glória. Bendito seja seu santo nome!
Hernandes Dias Lopes
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Os riscos de se vestir com um lençol
INTRODUÇÃO
1. A cidade de Jerusalém estava vivendo a noite mais dramática da sua história. Nas caladas da noite, as autoridades judaicas e romanas estavam tramando um plano maligno com a ajuda de Judas Iscariotes para prender o Carpinteiro de Nazaré, o meigo Rabi da Galiléia, o Filho de Deus, o Salvador do Mundo.
2. Jesus já estava no Getsêmani travando uma luta de sangrento suor. Ele ora com forte clamor. Ele chora e suas gotas de suor se transformam em sangue. Os discípulos dormem. O inferno lança contra Jesus suas setas mais venenosas. Jesus geme, chora, sua sangue, mas se rende completamente à vontade do Pai e se dispõe ir para a cruz, morrer em lugar da sua igreja.
3. Judas lidera a turba de sacerdotes e soldados que vão prender a Jesus. Ouve-se pelas ruas o tropel dos cascos dos cavalos. Muitas pessoas, movidas pela curiosidade abrem suas janelas. Outras, olham assustadas de dentro de suas casas. Mas um jovem, não se conteve. Do jeito que estava, enrolado em um lençol, pulou de sua cama e infiltrou-se no meio de turba para ver aquele dramático espetáculo da prisão de Jesus. Não se apercebeu que lençol não é roupa. Não se deu conta de que estava indevidamente vestido e que poderia ser desmascarado, denunciado e exposto a um vexame.
4. Viu como Jesus chamou Judas de amigo. Viu quando Pedro sacou da espada e decepou a orelha de Malco e como Jesus a restaurou. Viu como Jesus voluntariamente se entregou dizendo que havia chegado a sua hora. Viu como Jesus estava sereno, apesar do drama e começou a seguir a Jesus.
5. Este jovem é mais do que uma estatística na multidão, ele é um símbolo. Representa os seguidores ocasionais, os discípulos de plantão. Ele decidiu seguir a Jesus sem medir as consequências. Nem se apercebeu que estava apenas enrolado em um lençol, sem roupas próprias. Deu uma amnésia moral naquele moço. Curiosidade, pressa, improvisação e inconsequência foram as misturas que fizeram daquele moço um discípulo sem compromisso.
6. Quantas decepções e tragédias têm acontecido por causa dessa mistura. Quantos casamentos em desgraça. Quantos empreendimentos mal sucedidos. Quantas vidas destruídas. Tudo por causa de uma curiosidade mórbida, torpe e inconsequente.
7. Esse texto nos ensina algumas lições práticas.
I. AQUELES QUE SE COBREM DE UM LENÇOL SÃO UM SÍMBOLO DOS SEGUIDORES DE JESUS, MAS SEM COMPROMISSO
1. Segue a Jesus, mas não tem compromisso – a Bíblia nos mostra que o rapaz seguia a Jesus. Ele se tornou um discípulo casual, mas não era um verdadeiro discípulo. Faltava-lhe o compromisso com Jesus. Ele era um discípulo de improviso. Seguia Jesus movido pela curiosidade, mas não tinha aliança com ele.
2. A geração do “Fica” – Este jovem é um símbolo da nossa geração que “fica” sem compromisso. No namoro, no casamento, nas amizades, no emprego, no endereço, todo mundo está ficando. As coisas e as pessoas estão se tornando descartáveis. Hoje as pessoas estão “ficando” até com Jesus e com a Igreja. Não querem compromisso. Não firmam raízes. Não toleram o princípio da fidelidade. Aquele jovem colocou o lençol só para ver de perto e voltar para a sua cama. Era uma aproximação casual de Jesus. Nada de compromisso. Muitos estão assim hoje: aproximações temerárias, intimidades perigosas, sem nenhuma fidelidade. Muitos estão “ficando” com Jesus apenas numa noite de louvor, mas sem compromisso de fidelidade a ele. Vêm à igreja apenas em ocasiões especiais. Pensam que fazendo isso estão quites com Deus. Mas isso não é seguir a Cristo. Ser discípulo é mais do que ter emoções, estar perto. É fazer a vontade do Pai.
3. A síndrome do controle remoto – O controle remoto é o instrumento da mudança. A decisão de mudar de canal está na ponta dos seus dedos. O controle remoto favorece em muito o descomprometimento. Com o controle remoto não há fidelidade a um canal, há um interesse por tudo e por nada, porque, no final, tudo e nada foi visto. Essa mania do controle remoto acabou por se manifestar nos relacionamentos. As pessoas não conseguem ficar muito tempo com a mesma namorada, com o mesmo namorado, com o mesmo marido, com a mesma esposa, com o mesmo carro, com os mesmos amigos, na mesma igreja. Hoje os crentes dizem que Jesus satisfaz, mas vivem insatisfeitos. Vivem a procura de coisas místicas, ou se deliciar nos banquetes do mundo. Paulo diz que as os lucros do mundo tornaram-se lixo ao comparar com a sublimidade do conhecimento de Cristo. O que mais as pessoas andam buscando é prosperidade, saúde, sucesso e não intimidade com Deus. A maioria das pregações hoje falam sobre dinheiro e saúde e não sobre salvação. Quando suas expectativas não são atendidas, elas abandonam a igreja, a fogem de Jesus como a multidão de João 6 e o jovem rico. O lençol não tinha amarração, costura, nem um cinto sequer. Por isso, ele se viu em “maus lençóis”. Compromisso é amarração, costura, segurança. Vivemos hoje a geração da comodidade, do menor esforço, dos consumidores de Jesus.
II. AQUELES QUE SE COBREM COM UM LENÇOL SÃO UM SÍMBOLO DAQUELES QUE VIVEM A SUPERFICIALIDADE DA VIDA CRISTÃ
1. O lençol era a única cobertura que aquele jovem possuía. Era, portanto, um arranjo, uma proteção superficial. Não havia mais nada além daquilo que era aparente. Quando arrancaram-lhe o lençol, não havia mais nada para lhe proteger a vergonha. Segurança aparente, conforto aparente, discipulado aparente, cristianismo aparente.
2. Lençol não é roupa – A turma do lençol está tentando mostrar que podem ser o que não são. A turma do lençol é light. Tudo lhe interessa, mas de forma superficial. Tudo nela torna-se etéreo, leve, volátil, banal, permissivo. Não tem vida devocional consistente. Não tem vida de oração regular. Não tem deleite nas coisas de Deus. Aproxima-se, olha, segue, mas sem compromisso.
3. Superficialidade que gera permissividade – Nesse estado de vida superficial, as pessoas confundem sexo com amor e se tornam moralmente frágeis e permissivas. Pessoas sem filtros morais têm dificuldade para dizer NÃO, para discernir as coisas, para separar o precioso do vil. O importante para essas pessoas é a aparência.
4. A síndrome do Simão, o mágico – São aqueles que misturam as coisas de Deus com ilusão religiosa. Os samaritanos diziam: “Este homem é o poder de Deus”. Simão iludia o povo. Misturava magia com evangelho. Seu interesse era o lucro. Simão abraçou a fé. Foi batizado. Passou a acompanhar os discípulos na evangelização, mas nunca foi um convertido. Estava vestido de roupa de crente. Parecia um crente, mas não era um crente. A turma do lençol se impressiona com o que vê. Se deixa enredar pelos mágicos porque não está firmada na Palavra.
III. AQUELES QUE SE COBREM COM UM LENÇOL SÃO UM SÍMBOLO DAQUELES QUE PREFEREM O QUE DÁ CERTO EM LUGAR DO QUE É CERTO
1. O moço do lençol fez exatamente isso. Não era certo sair de lençol, mas naquele momento deu certo. Era noite, e como diz o ditado: “à noite, todos os gatos são pardos”. Naquela época, os homens usavam roupas compridas. O lençol enrolado no corpo, à noite, parecia-se com a vestimenta de qualquer homem naquele momento. A escuridão favorecia esse tipo de arranjo e jeitinho. O moço raciocinou: “Como ninguém sabe, nem está vendo, então eu vou fazer”. Nem sempre o que dá certo é certo. Sua ética é ética do momento, da conveniência.
2. A Bíblia diz em 1 Coríntios 10:23 que nem tudo que é lícito é conveniente. A bebida alcoólica é legal, lícita, porém para os filhos de Deus não convém. A pornografia está aí, em bancas de revistas, locadoras de vídeo, na televisão e no cinema. O adultério não é mais crime. O divórcio não é visto mais como algo que Deus odeia. Estamos adaptando demais a algumas coisas que dão certo no mundo. Abraão buscou um filho do seu jeito, pelo seu método e até hoje o mundo sofre as consequências. Nem sempre o que dá certo é certo.
3. A turma do lençol não se baseia nos princípios éticos da Palavra de Deus, mas naquilo que diz a sua intuição espiritual. Cada um cria a sua própria moral. O que orienta a sua vida: o que é certo ou que dá certo? Na família, nos negócios, no trabalho?
4. Há outro equívoco com a turma do lençol: a fé com base em resultados – deu certo com tal pessoa, então vamos fazer igual. A experiência de um não é a outro. Não é porque Deus fez algo em sua vida, que vai fazer igual na minha. Isso gera frustração. Deus permitiu que Tiago fosse morto à espada e livrou Pedro da prisão no mesmo contexto. Paulo foi usado por Deus para curar muitas pessoas, mas ele mesmo não foi curado do espinho na carne. Uns honram a Deus pelo livramento da morte, outros honram-no pelo livramento através da morte. É Deus quem dá a vida e quem a tira.
IV. AQUELES QUE SE COBREM COM UM LENÇOL SÃO UM SÍMBOLO DAQUELES QUE QUEREM SER DIFERENTES, MAS NÃO FAZEM A DIFERENÇA
1. Aquele jovem foi identificado como um seguidor de Jesus. Ele não estava no grupo que prendia a Jesus. Então, pensaram: ele é seguidor de Jesus. Mas quando lançaram mão dele, ele estava se cobrindo com um lençol e saiu correndo nu. Na verdade ele não era um discípulo, era um carona da fé. Assim são muitos hoje. Carregam uma Bíblia, usam camisetas com frases bíblicas, mas na hora de fazer diferença, ser sal e luz, cai o lençol e só o que se vê é uma cena risível e ao mesmo tempo lamentável. Falta à turma do lençol conteúdo interior. Falta o fruto do Espírito. Falta consistência. Faz do evangelho uma piada ou o transforma em cheque sem fundo.
2. O jogador de futebol evangélico que ao fazer um gol, levanta a camisa e mostra uma frase na camiseta: DEUS É FIEL. Depois se dirige à câmera e vocifera um monte de palavrões. Isso leva o evangelho a cair em descrédito.
3. A turma do lençol é como o profeta Jonas. Eles são contraditórios. Eles dizem que temem o Deus do céu, mas estão andando na contra-mão da vontade de Deus. Dizem que crêem em Deus, mas estão fazendo o contrário do que Deus mandou. Hoje somos quase 30% da população, mas fazemos pouca diferença. As pessoas mudam da igreja, mas não mudam da vida. Aprendem a dar glória a Deus na igreja, mas não aprendem a falar a verdade no trabalho.
4. A experiência do pastor Ariosvaldo com o cantor (N.N.) nos Estados Unidos.
V. AQUELES QUE SE COBREM COM UM LENÇOL SÃO UM SÍMBOLO DAQUELES QUE ESTÃO DESPROVIDOS DE PODER QUANDO PRECISAM SE DEFENDER
1. O jovem precisou se defender quando foi atacado. Precisou usar as mãos. Mas eram suas mãos que faziam com que o lençol aderisse ao seu corpo. Ao liberar as mãos, o lençol caiu. Ficou vulnerável, exposto, desprotegido, nu. O inimigo agarrou o lençol, a única coisa que lhe cobria. Ficou nu. Fugiu nu. Que vergonha! Ficamos em situação delicada quando o inimigo nos ataca e agarra nossa máscara. É a única coisa que nos nos protegia.
2. Pedro também usava um lençol. Não o lençol que cobria o seu corpo, mas que cobria a sua alma. Ele prometera a Jesus ir com ele à prisão e até à morte. Julga-se mais fiel e mais corajoso que os demais discípulos. Sua valentia transforma-se em consumada covardia. Agora está seguindo Jesus de longe, e negando a Jesus na casa do sumo sacerdote. Os inimigos arrancaram a máscara de Pedro e revelaram toda a sua fraqueza.
3. As máscaras não são seguras. Elas podem cair nas horas mais impróprias. Vestir-se com um lençol é um perigo. Ele pode ser arrancado pelos próprios inimigos. Ninguém consegue manter uma máscara afivelada o tempo todo. Ninguém pode vestir-se com um lençol sem ser exposto à vergonha na hora da batalha.
VI. AQUELES QUE SE COBREM COM UM LENÇOL SÃO UM SÍMBOLO DAQUELES QUE PARTICIPAM DA GLÓRIA DE DEUS, MAS NÃO CONSEGUEM MANIFESTÁ-LA EM SUAS VIDAS
1. Poucos tiveram a chance que aquele jovem teve. Ele viu Jesus. Ele viu a glória do Filho Unigênito de Deus. Aquele foi um momento decisivo na vida de Jesus. Foi sua entrega, sua renúncia, sua glória. Ele viu Jesus curando a orelha decepada do soldado Malco. Ele viu Jesus enfrentando a soldadesca romana e as autoridades judaicas com serenidade. Mas aquele jovem apesar de ver a glória de Jesus, fugiu nu, sem manifestar a glória de Deus em sua vida.
2. A glória de Deus na Antiga Dispensação encheu o tabernáculo, o templo. Mas depois que o véu do templo foi rasgado, o Espírito Santo e a glória de Deus enchem não um templo, não uma casa, mas pessoas. Outro dia, uma pessoa veio me contar empolgada que os crentes da sua igreja estavam indo para uma mata ver os gravetos pegando fogo. No cenáculo o fogo não estava nos bancos, no chão, ou em outros objetos do ambiente. O fogo estava sobre os crentes. Eles estavam incendiados pela glória de Deus. Dali por diante, eles começaram a espalhar o fogo de Deus pelo mundo. Hoje as pessoas querem ver a glória de Deus se manifestando, estando correndo atrás de um espetáculo religioso, mas não manifestam em suas vidas a glória de Deus.
3. A turma do lençol está apagada porque só quer ver a glória de Deus. Só quer ver espetáculo, mas não reflete a glória de Deus na vida, na conduta. A busca do entretenimento, do espetáculo entrou no campo religioso. As pessoas hoje transformam culto em show, adoração em espetáculo. Elas querem o brilho, não o preço do discipulado.
VII. QUAIS SÃO AS VESTIMENTAS ESPIRITUAIS APROPRIADAS PARA UM SEGUIDOR DE CRISTO?
1. Vestes de louvor (Is 61:3) – Usar vestes de louvor não é apenas caminhar pela vida cantando, mas viver de forma que Deus seja glorificado em nossa vida. Em vez de viver sob o manto da tristeza e do espírito angustiado, exalte ao Senhor, glorifique o seu nome em toda circunstância.
2. Vestes de salvação (Is 61:10) – Você não pode apenas aparentar um seguidor de Cristo. Ver a caravana passar não significa que você está passando com ela. Assistir o espetáculo não significada que você faz parte do enredo. Estar presente no meio da multidão, não significa que você é um discípulo. Não se contente apenas em ser um expectador do Reino, seja um súdito do Reino. Certifique-se de que você já tem as vestes da salvação, pois quem não as tiver será lançado fora no dia do Senhor.
3. Vestiduras brancas (Ap 7; 19) – As vestes brancas dos remidos fala da justiça de Cristo imputada a nós. Nossa justiça aos olhos de Deus não passa de trapos de imundícia. Mas Cristo tira os nossos farrapos imundos e nos veste com a sua justiça. Deus olha para nós e vê toda a justiça do seu Filho nos cobrindo. Por isso não há mais condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus.
CONCLUSÃO
1. “Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha” (Ap 16:15).
2. “Filhinhos, agora, pois, permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e dele não nos afastemos envergonhados na sua vinda” (1 Jo 2:28).
rev: Hernandes Dias Lopes
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1. A cidade de Jerusalém estava vivendo a noite mais dramática da sua história. Nas caladas da noite, as autoridades judaicas e romanas estavam tramando um plano maligno com a ajuda de Judas Iscariotes para prender o Carpinteiro de Nazaré, o meigo Rabi da Galiléia, o Filho de Deus, o Salvador do Mundo.
2. Jesus já estava no Getsêmani travando uma luta de sangrento suor. Ele ora com forte clamor. Ele chora e suas gotas de suor se transformam em sangue. Os discípulos dormem. O inferno lança contra Jesus suas setas mais venenosas. Jesus geme, chora, sua sangue, mas se rende completamente à vontade do Pai e se dispõe ir para a cruz, morrer em lugar da sua igreja.
3. Judas lidera a turba de sacerdotes e soldados que vão prender a Jesus. Ouve-se pelas ruas o tropel dos cascos dos cavalos. Muitas pessoas, movidas pela curiosidade abrem suas janelas. Outras, olham assustadas de dentro de suas casas. Mas um jovem, não se conteve. Do jeito que estava, enrolado em um lençol, pulou de sua cama e infiltrou-se no meio de turba para ver aquele dramático espetáculo da prisão de Jesus. Não se apercebeu que lençol não é roupa. Não se deu conta de que estava indevidamente vestido e que poderia ser desmascarado, denunciado e exposto a um vexame.
4. Viu como Jesus chamou Judas de amigo. Viu quando Pedro sacou da espada e decepou a orelha de Malco e como Jesus a restaurou. Viu como Jesus voluntariamente se entregou dizendo que havia chegado a sua hora. Viu como Jesus estava sereno, apesar do drama e começou a seguir a Jesus.
5. Este jovem é mais do que uma estatística na multidão, ele é um símbolo. Representa os seguidores ocasionais, os discípulos de plantão. Ele decidiu seguir a Jesus sem medir as consequências. Nem se apercebeu que estava apenas enrolado em um lençol, sem roupas próprias. Deu uma amnésia moral naquele moço. Curiosidade, pressa, improvisação e inconsequência foram as misturas que fizeram daquele moço um discípulo sem compromisso.
6. Quantas decepções e tragédias têm acontecido por causa dessa mistura. Quantos casamentos em desgraça. Quantos empreendimentos mal sucedidos. Quantas vidas destruídas. Tudo por causa de uma curiosidade mórbida, torpe e inconsequente.
7. Esse texto nos ensina algumas lições práticas.
I. AQUELES QUE SE COBREM DE UM LENÇOL SÃO UM SÍMBOLO DOS SEGUIDORES DE JESUS, MAS SEM COMPROMISSO
1. Segue a Jesus, mas não tem compromisso – a Bíblia nos mostra que o rapaz seguia a Jesus. Ele se tornou um discípulo casual, mas não era um verdadeiro discípulo. Faltava-lhe o compromisso com Jesus. Ele era um discípulo de improviso. Seguia Jesus movido pela curiosidade, mas não tinha aliança com ele.
2. A geração do “Fica” – Este jovem é um símbolo da nossa geração que “fica” sem compromisso. No namoro, no casamento, nas amizades, no emprego, no endereço, todo mundo está ficando. As coisas e as pessoas estão se tornando descartáveis. Hoje as pessoas estão “ficando” até com Jesus e com a Igreja. Não querem compromisso. Não firmam raízes. Não toleram o princípio da fidelidade. Aquele jovem colocou o lençol só para ver de perto e voltar para a sua cama. Era uma aproximação casual de Jesus. Nada de compromisso. Muitos estão assim hoje: aproximações temerárias, intimidades perigosas, sem nenhuma fidelidade. Muitos estão “ficando” com Jesus apenas numa noite de louvor, mas sem compromisso de fidelidade a ele. Vêm à igreja apenas em ocasiões especiais. Pensam que fazendo isso estão quites com Deus. Mas isso não é seguir a Cristo. Ser discípulo é mais do que ter emoções, estar perto. É fazer a vontade do Pai.
3. A síndrome do controle remoto – O controle remoto é o instrumento da mudança. A decisão de mudar de canal está na ponta dos seus dedos. O controle remoto favorece em muito o descomprometimento. Com o controle remoto não há fidelidade a um canal, há um interesse por tudo e por nada, porque, no final, tudo e nada foi visto. Essa mania do controle remoto acabou por se manifestar nos relacionamentos. As pessoas não conseguem ficar muito tempo com a mesma namorada, com o mesmo namorado, com o mesmo marido, com a mesma esposa, com o mesmo carro, com os mesmos amigos, na mesma igreja. Hoje os crentes dizem que Jesus satisfaz, mas vivem insatisfeitos. Vivem a procura de coisas místicas, ou se deliciar nos banquetes do mundo. Paulo diz que as os lucros do mundo tornaram-se lixo ao comparar com a sublimidade do conhecimento de Cristo. O que mais as pessoas andam buscando é prosperidade, saúde, sucesso e não intimidade com Deus. A maioria das pregações hoje falam sobre dinheiro e saúde e não sobre salvação. Quando suas expectativas não são atendidas, elas abandonam a igreja, a fogem de Jesus como a multidão de João 6 e o jovem rico. O lençol não tinha amarração, costura, nem um cinto sequer. Por isso, ele se viu em “maus lençóis”. Compromisso é amarração, costura, segurança. Vivemos hoje a geração da comodidade, do menor esforço, dos consumidores de Jesus.
II. AQUELES QUE SE COBREM COM UM LENÇOL SÃO UM SÍMBOLO DAQUELES QUE VIVEM A SUPERFICIALIDADE DA VIDA CRISTÃ
1. O lençol era a única cobertura que aquele jovem possuía. Era, portanto, um arranjo, uma proteção superficial. Não havia mais nada além daquilo que era aparente. Quando arrancaram-lhe o lençol, não havia mais nada para lhe proteger a vergonha. Segurança aparente, conforto aparente, discipulado aparente, cristianismo aparente.
2. Lençol não é roupa – A turma do lençol está tentando mostrar que podem ser o que não são. A turma do lençol é light. Tudo lhe interessa, mas de forma superficial. Tudo nela torna-se etéreo, leve, volátil, banal, permissivo. Não tem vida devocional consistente. Não tem vida de oração regular. Não tem deleite nas coisas de Deus. Aproxima-se, olha, segue, mas sem compromisso.
3. Superficialidade que gera permissividade – Nesse estado de vida superficial, as pessoas confundem sexo com amor e se tornam moralmente frágeis e permissivas. Pessoas sem filtros morais têm dificuldade para dizer NÃO, para discernir as coisas, para separar o precioso do vil. O importante para essas pessoas é a aparência.
4. A síndrome do Simão, o mágico – São aqueles que misturam as coisas de Deus com ilusão religiosa. Os samaritanos diziam: “Este homem é o poder de Deus”. Simão iludia o povo. Misturava magia com evangelho. Seu interesse era o lucro. Simão abraçou a fé. Foi batizado. Passou a acompanhar os discípulos na evangelização, mas nunca foi um convertido. Estava vestido de roupa de crente. Parecia um crente, mas não era um crente. A turma do lençol se impressiona com o que vê. Se deixa enredar pelos mágicos porque não está firmada na Palavra.
III. AQUELES QUE SE COBREM COM UM LENÇOL SÃO UM SÍMBOLO DAQUELES QUE PREFEREM O QUE DÁ CERTO EM LUGAR DO QUE É CERTO
1. O moço do lençol fez exatamente isso. Não era certo sair de lençol, mas naquele momento deu certo. Era noite, e como diz o ditado: “à noite, todos os gatos são pardos”. Naquela época, os homens usavam roupas compridas. O lençol enrolado no corpo, à noite, parecia-se com a vestimenta de qualquer homem naquele momento. A escuridão favorecia esse tipo de arranjo e jeitinho. O moço raciocinou: “Como ninguém sabe, nem está vendo, então eu vou fazer”. Nem sempre o que dá certo é certo. Sua ética é ética do momento, da conveniência.
2. A Bíblia diz em 1 Coríntios 10:23 que nem tudo que é lícito é conveniente. A bebida alcoólica é legal, lícita, porém para os filhos de Deus não convém. A pornografia está aí, em bancas de revistas, locadoras de vídeo, na televisão e no cinema. O adultério não é mais crime. O divórcio não é visto mais como algo que Deus odeia. Estamos adaptando demais a algumas coisas que dão certo no mundo. Abraão buscou um filho do seu jeito, pelo seu método e até hoje o mundo sofre as consequências. Nem sempre o que dá certo é certo.
3. A turma do lençol não se baseia nos princípios éticos da Palavra de Deus, mas naquilo que diz a sua intuição espiritual. Cada um cria a sua própria moral. O que orienta a sua vida: o que é certo ou que dá certo? Na família, nos negócios, no trabalho?
4. Há outro equívoco com a turma do lençol: a fé com base em resultados – deu certo com tal pessoa, então vamos fazer igual. A experiência de um não é a outro. Não é porque Deus fez algo em sua vida, que vai fazer igual na minha. Isso gera frustração. Deus permitiu que Tiago fosse morto à espada e livrou Pedro da prisão no mesmo contexto. Paulo foi usado por Deus para curar muitas pessoas, mas ele mesmo não foi curado do espinho na carne. Uns honram a Deus pelo livramento da morte, outros honram-no pelo livramento através da morte. É Deus quem dá a vida e quem a tira.
IV. AQUELES QUE SE COBREM COM UM LENÇOL SÃO UM SÍMBOLO DAQUELES QUE QUEREM SER DIFERENTES, MAS NÃO FAZEM A DIFERENÇA
1. Aquele jovem foi identificado como um seguidor de Jesus. Ele não estava no grupo que prendia a Jesus. Então, pensaram: ele é seguidor de Jesus. Mas quando lançaram mão dele, ele estava se cobrindo com um lençol e saiu correndo nu. Na verdade ele não era um discípulo, era um carona da fé. Assim são muitos hoje. Carregam uma Bíblia, usam camisetas com frases bíblicas, mas na hora de fazer diferença, ser sal e luz, cai o lençol e só o que se vê é uma cena risível e ao mesmo tempo lamentável. Falta à turma do lençol conteúdo interior. Falta o fruto do Espírito. Falta consistência. Faz do evangelho uma piada ou o transforma em cheque sem fundo.
2. O jogador de futebol evangélico que ao fazer um gol, levanta a camisa e mostra uma frase na camiseta: DEUS É FIEL. Depois se dirige à câmera e vocifera um monte de palavrões. Isso leva o evangelho a cair em descrédito.
3. A turma do lençol é como o profeta Jonas. Eles são contraditórios. Eles dizem que temem o Deus do céu, mas estão andando na contra-mão da vontade de Deus. Dizem que crêem em Deus, mas estão fazendo o contrário do que Deus mandou. Hoje somos quase 30% da população, mas fazemos pouca diferença. As pessoas mudam da igreja, mas não mudam da vida. Aprendem a dar glória a Deus na igreja, mas não aprendem a falar a verdade no trabalho.
4. A experiência do pastor Ariosvaldo com o cantor (N.N.) nos Estados Unidos.
V. AQUELES QUE SE COBREM COM UM LENÇOL SÃO UM SÍMBOLO DAQUELES QUE ESTÃO DESPROVIDOS DE PODER QUANDO PRECISAM SE DEFENDER
1. O jovem precisou se defender quando foi atacado. Precisou usar as mãos. Mas eram suas mãos que faziam com que o lençol aderisse ao seu corpo. Ao liberar as mãos, o lençol caiu. Ficou vulnerável, exposto, desprotegido, nu. O inimigo agarrou o lençol, a única coisa que lhe cobria. Ficou nu. Fugiu nu. Que vergonha! Ficamos em situação delicada quando o inimigo nos ataca e agarra nossa máscara. É a única coisa que nos nos protegia.
2. Pedro também usava um lençol. Não o lençol que cobria o seu corpo, mas que cobria a sua alma. Ele prometera a Jesus ir com ele à prisão e até à morte. Julga-se mais fiel e mais corajoso que os demais discípulos. Sua valentia transforma-se em consumada covardia. Agora está seguindo Jesus de longe, e negando a Jesus na casa do sumo sacerdote. Os inimigos arrancaram a máscara de Pedro e revelaram toda a sua fraqueza.
3. As máscaras não são seguras. Elas podem cair nas horas mais impróprias. Vestir-se com um lençol é um perigo. Ele pode ser arrancado pelos próprios inimigos. Ninguém consegue manter uma máscara afivelada o tempo todo. Ninguém pode vestir-se com um lençol sem ser exposto à vergonha na hora da batalha.
VI. AQUELES QUE SE COBREM COM UM LENÇOL SÃO UM SÍMBOLO DAQUELES QUE PARTICIPAM DA GLÓRIA DE DEUS, MAS NÃO CONSEGUEM MANIFESTÁ-LA EM SUAS VIDAS
1. Poucos tiveram a chance que aquele jovem teve. Ele viu Jesus. Ele viu a glória do Filho Unigênito de Deus. Aquele foi um momento decisivo na vida de Jesus. Foi sua entrega, sua renúncia, sua glória. Ele viu Jesus curando a orelha decepada do soldado Malco. Ele viu Jesus enfrentando a soldadesca romana e as autoridades judaicas com serenidade. Mas aquele jovem apesar de ver a glória de Jesus, fugiu nu, sem manifestar a glória de Deus em sua vida.
2. A glória de Deus na Antiga Dispensação encheu o tabernáculo, o templo. Mas depois que o véu do templo foi rasgado, o Espírito Santo e a glória de Deus enchem não um templo, não uma casa, mas pessoas. Outro dia, uma pessoa veio me contar empolgada que os crentes da sua igreja estavam indo para uma mata ver os gravetos pegando fogo. No cenáculo o fogo não estava nos bancos, no chão, ou em outros objetos do ambiente. O fogo estava sobre os crentes. Eles estavam incendiados pela glória de Deus. Dali por diante, eles começaram a espalhar o fogo de Deus pelo mundo. Hoje as pessoas querem ver a glória de Deus se manifestando, estando correndo atrás de um espetáculo religioso, mas não manifestam em suas vidas a glória de Deus.
3. A turma do lençol está apagada porque só quer ver a glória de Deus. Só quer ver espetáculo, mas não reflete a glória de Deus na vida, na conduta. A busca do entretenimento, do espetáculo entrou no campo religioso. As pessoas hoje transformam culto em show, adoração em espetáculo. Elas querem o brilho, não o preço do discipulado.
VII. QUAIS SÃO AS VESTIMENTAS ESPIRITUAIS APROPRIADAS PARA UM SEGUIDOR DE CRISTO?
1. Vestes de louvor (Is 61:3) – Usar vestes de louvor não é apenas caminhar pela vida cantando, mas viver de forma que Deus seja glorificado em nossa vida. Em vez de viver sob o manto da tristeza e do espírito angustiado, exalte ao Senhor, glorifique o seu nome em toda circunstância.
2. Vestes de salvação (Is 61:10) – Você não pode apenas aparentar um seguidor de Cristo. Ver a caravana passar não significa que você está passando com ela. Assistir o espetáculo não significada que você faz parte do enredo. Estar presente no meio da multidão, não significa que você é um discípulo. Não se contente apenas em ser um expectador do Reino, seja um súdito do Reino. Certifique-se de que você já tem as vestes da salvação, pois quem não as tiver será lançado fora no dia do Senhor.
3. Vestiduras brancas (Ap 7; 19) – As vestes brancas dos remidos fala da justiça de Cristo imputada a nós. Nossa justiça aos olhos de Deus não passa de trapos de imundícia. Mas Cristo tira os nossos farrapos imundos e nos veste com a sua justiça. Deus olha para nós e vê toda a justiça do seu Filho nos cobrindo. Por isso não há mais condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus.
CONCLUSÃO
1. “Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha” (Ap 16:15).
2. “Filhinhos, agora, pois, permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e dele não nos afastemos envergonhados na sua vinda” (1 Jo 2:28).
rev: Hernandes Dias Lopes
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sábado, 23 de fevereiro de 2013
A graça de Deus nos capacita a lidar com o sofrimento
A vida não é indolor. Nossa jornada neste mundo não é feita por
caminhos atapetados, mas por estradas juncadas de espinhos. Palmilhamos
desertos tórridos, descemos a vales escuros e atravessamos pinguelas
estreitas, sobre pântanos perigosos. Aqui, muitas vezes, alimentamo-nos
de nossas próprias lágrimas. A dor cruel nos açoita com rigor
desmesurado. A dor das perdas, do luto e da saudade dói mais do que a
dor que fustiga nosso corpo. A dor das lembranças amargas, das doenças
crônicas e do pecado que tenazmente nos assediam, acicatam nossa mente,
nosso corpo e nossa alma.
O sofrimento mostrou sua carranca de forma dolorosa no segundo mais trágico incêndio ocorrido no Brasil. Nos albores do dia 28 de janeiro de 2013, uma tragédia aconteceu em Santa Maria, cidade universitária do próspero estado do Rio Grande do Sul. A boate Kiss pegou fogo e mais de duzentos e trinta jovens e adolescentes pereceram, asfixiados pela fumaça tóxica. Sonhos foram interrompidos. Carreiras brilhantes terminaram abruptamente. Casamentos marcados não puderam se concretizar. Pais que esperavam seus filhos voltar ao lar, acordaram sobressaltados pela amarga notícia, de que seus filhos haviam morrido naquela fatídica noite. O sofrimento foi tão grande que a nação inteira chorou diante dessa tragédia. Ninguém, por mais forte, consegue lidar com esse sofrimento, estribado em suas próprias forças. Somente a graça de Deus pode nos assistir nessas horas. Somente a graça de Deus pode nos dar ânimo para prosseguir.
O apóstolo Paulo, depois de um passado sombrio, quando perseguiu, prendeu e deu seu voto para matar muitos discípulos de Cristo, foi convertido no caminho de Damasco. Tornou-se o maior missionário e plantador de igrejas da história do Cristianismo. Sua vida, porém, foi timbrada pelo sofrimento. Foi perseguido, preso, açoitado, apedrejado e fustigado com varas. Por onde passou, enfrentou pressões e ameaças. O fato de ser um homem cheio do Espírito não o isentou de sofrer. Em sua última carta, despedindo-se de seu filho Timóteo, preso numa masmorra romana, cônscio de que enfrentaria o martírio, abriu seu coração para dizer que estava enfrentando solidão, abandono, privações, traição e ingratidão. Apesar de tão severo sofrimento, sabia que não caminhava para um fim trágico, mas avançava rumo à glória para receber do reto Juiz, sua recompensa. Foi a graça de Deus que o manteve de pé nas renhidas batalhas da vida. Foi a graça de Deus que o capacitou a cantar na prisão. Foi a graça de Deus que o consolou nas amargas provações da vida. Foi a graça de Deus que o revestiu de forças para cumprir cabalmente seu ministério. Foi a graça de Deus que o encheu de doçura e esperança mesmo em face da morte.
Nenhum homem tem capacidade de lidar com o sofrimento à parte da graça de Deus. Somos frágeis vasos de barro. Não podemos ficar de pé escorados no bordão da autoconfiança. Sem a graça a Deus e sem o Deus de toda a graça sucumbimos à dor. Mas, pela graça somos consolados no sofrimento para sermos consoladores. Tornamo-nos receptáculos do conforto divino para sermos canais dessas ternas consolações. Nem sempre, porém, Deus nos poupa do sofrimento. Nem sempre temos alívio da dor. Nem sempre a cura se torna uma realidade. Mas a graça de Deus jamais nos falta. A graça de Deus é melhor do que a vida. A graça de Deus nos basta. Nessas horas, o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza. Como Jó, podemos gritar, mesmo no torvelinho da nossa dor: “Eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará. Vê-lo-ei por mim mesmo”. Podemos dizer como Pedro: “Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar”. Podemos, dizer como Paulo: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação”. Oh, bendita graça! Graça sublime! Graça que nos salva, nos fortalece e nos capacita e lidar vitoriosamente com o sofrimento.
Hernandes Dias lopes
www.cristoestanaminhavida.blogspot.com
O sofrimento mostrou sua carranca de forma dolorosa no segundo mais trágico incêndio ocorrido no Brasil. Nos albores do dia 28 de janeiro de 2013, uma tragédia aconteceu em Santa Maria, cidade universitária do próspero estado do Rio Grande do Sul. A boate Kiss pegou fogo e mais de duzentos e trinta jovens e adolescentes pereceram, asfixiados pela fumaça tóxica. Sonhos foram interrompidos. Carreiras brilhantes terminaram abruptamente. Casamentos marcados não puderam se concretizar. Pais que esperavam seus filhos voltar ao lar, acordaram sobressaltados pela amarga notícia, de que seus filhos haviam morrido naquela fatídica noite. O sofrimento foi tão grande que a nação inteira chorou diante dessa tragédia. Ninguém, por mais forte, consegue lidar com esse sofrimento, estribado em suas próprias forças. Somente a graça de Deus pode nos assistir nessas horas. Somente a graça de Deus pode nos dar ânimo para prosseguir.
O apóstolo Paulo, depois de um passado sombrio, quando perseguiu, prendeu e deu seu voto para matar muitos discípulos de Cristo, foi convertido no caminho de Damasco. Tornou-se o maior missionário e plantador de igrejas da história do Cristianismo. Sua vida, porém, foi timbrada pelo sofrimento. Foi perseguido, preso, açoitado, apedrejado e fustigado com varas. Por onde passou, enfrentou pressões e ameaças. O fato de ser um homem cheio do Espírito não o isentou de sofrer. Em sua última carta, despedindo-se de seu filho Timóteo, preso numa masmorra romana, cônscio de que enfrentaria o martírio, abriu seu coração para dizer que estava enfrentando solidão, abandono, privações, traição e ingratidão. Apesar de tão severo sofrimento, sabia que não caminhava para um fim trágico, mas avançava rumo à glória para receber do reto Juiz, sua recompensa. Foi a graça de Deus que o manteve de pé nas renhidas batalhas da vida. Foi a graça de Deus que o capacitou a cantar na prisão. Foi a graça de Deus que o consolou nas amargas provações da vida. Foi a graça de Deus que o revestiu de forças para cumprir cabalmente seu ministério. Foi a graça de Deus que o encheu de doçura e esperança mesmo em face da morte.
Nenhum homem tem capacidade de lidar com o sofrimento à parte da graça de Deus. Somos frágeis vasos de barro. Não podemos ficar de pé escorados no bordão da autoconfiança. Sem a graça a Deus e sem o Deus de toda a graça sucumbimos à dor. Mas, pela graça somos consolados no sofrimento para sermos consoladores. Tornamo-nos receptáculos do conforto divino para sermos canais dessas ternas consolações. Nem sempre, porém, Deus nos poupa do sofrimento. Nem sempre temos alívio da dor. Nem sempre a cura se torna uma realidade. Mas a graça de Deus jamais nos falta. A graça de Deus é melhor do que a vida. A graça de Deus nos basta. Nessas horas, o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza. Como Jó, podemos gritar, mesmo no torvelinho da nossa dor: “Eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará. Vê-lo-ei por mim mesmo”. Podemos dizer como Pedro: “Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar”. Podemos, dizer como Paulo: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação”. Oh, bendita graça! Graça sublime! Graça que nos salva, nos fortalece e nos capacita e lidar vitoriosamente com o sofrimento.
Hernandes Dias lopes
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O sofrimento do cordeiro de Deus
Referência: ISAIAS 53
INTRODUÇÃO
Quero hoje falar sobre a vida de Jesus. Ele deixou a glória e a companhia dos querubins para se fazer carne e habitar entre nós. Sendo Deus exaltado se humilhou até a morte de cruz. Sendo Deus transcendente se esvaziou. Sendo rei dos reis se fez servo. Sendo infinito tornou-se um bebê enfaixado na manjedoura.
Veio cumprir o plano do Pai. Veio espontaneamente. Veio por amor. Veio buscar e salvar o perdido. Veio para salvar o pecador. Veio para desfazer as obras do diabo. Veio para vencer o pecado. Veio para triunfar sobre os principados e potestades. Veio para levar cativo o cativeiro. Veio para estabelecer o Reino de Deus. Veio para conquistar seu coração e remir a sua vida.
Não veio para ser servido, mas para servir. Não veio para ser aplaudido, mas para ser desprezado. Não veio para ser colocado num trono, mas para ser pregado numa cruz. Nasceu não para viver, mas para morrer.
Hoje vamos acompanhar seus passos, olhas suas feridas, enxergar seu triunfo e perceber sua recompensa.
I. O SOFRIMENTO DE JESUS
Cresceu diante de Deus como um broto tenro numa terra crestada e esbraseante. A terra lhe era inimiga, seca, árida, negou-lhe a seiva. Torturado e retorcido, planta feia e sem nobreza, não atrai quem passa.
v. 2 “…”
Seu sofrimento é repulsivo = ao vê-lo “os homens escondem o rosto.” (v.3).
Seu sofrimento não causa preocupação = “e dele não fizemos caso…” (v.3).
Tem do sofrimento uma experiência íntima e longa = “Homem de dores e sabe o que é padecer…” (v.3).
1. O sofrimento moral
1.1. Rejeição – v. 3
Jesus foi desprezado, mas diz o texto que foi “O MAIS rejeitado entre os homens.”
a) Ele foi rejeitado pelo seu povo = “Ele veio para os seus, mas os seus não o receberam.”
b) Ele foi rejeitado pelos religiosos da sua época = que lhe chamaram de fanático, mentiroso, blasfemo, pecador, beberrão e até de possesso de belzebu.
c) Ele foi rejeitado pela mesma multidão que o ovaciona = empolgada com seus milagres, agora como uma turba, uma súcia sanguisedenta, perversamene grita diante de Pilatos: “crucifica-o, crucifica-o” – “Caia sobre nós o sangue dele.”
d) Ele foi rejeitado pela multidão de discípulos que não gostaram da sua pregação radical = e por isso o abandonaram e já não mais o seguiam.
e) Ele foi rejeitado pelas autoridades romanas que se sentiram incomodadas com Ele = Herodes, o grande, o quis matar quando infante. Pilatos covardemente o entregou para ser crucificado. Herodes Antipas, o escarneceu quando Cristo não quis fazer nenhum milagre para satisfazer seus caprichos.
f) Ele foi rejeitado pelas autoridades judaicas = o sinédrio forjou testemunhas falsas para acusá-lo. Acusaram-no de blasfemo. Cuspiram-lhe no rosto e o levaram a Pilatos.
g) Ele foi rejeitado pelos apóstolos = que na sua agonia maior todos fugiram e o abandonaram.
h) Ele foi rejeitado por Judas = que o traiu e o vendeu por preço iníquo.
i) Ele foi rejeitado por Pedro = que o negou reincidentemente e covardemente, afirmando, jurando e praguejando que não o conhecia.
j) Ele foi rejeitado por Deus = quando se fez pecado, quando se fez maldição. Quando levou sobre si os nossos pecados. “Deus meu, Deus meu….”
k) Ele ainda tem sido rejeitado por todos aqueles que amam mais o pecado que o levou à cruz do que a Ele.
1.2. Humilhação
- O Sinédrio o humilhou cuspindo nele,
- Os soldados o humilharam colocando na sua cabeça uma coroa de espinhos, dando-lhe pancadas na cabeça.
- Jesus foi humilhado ao ter que carregar uma cruz pelas ruas mais agitadas de Jerusalém em pleno dia de festa, sendo companheiro de dois ladrões, como se fosse da mesma estirpe.
- Ele foi humilhado pelos açoites, pela gritaria infernal de seus algozes, pelo escárnio da multidão tresloucada; foi humilhado quando o despiram na cruz e rasgaram suas vestes. “Ele foi humilhado até a morte e morte de cruz.”
- Ele foi humilhado quando clamou que estava com sede e lhe deram vinagre para aguçar-lhe a tortura
2. O sofrimento físico
2.1. Semblante desfigurado – v.2
- Quando Jesus foi pregado na cruz toda maldade do nosso pecado estava sobre ele. Toda feiúra da nossa iniqüidade estava sobre ele. Toda mentira, todo crime horrendo, todo adultério desonroso, toda maldade vil, toda impureza nojenta estava caindo sobre ele. Seu rosto ficou transfigurado. Ele foi feito pecado. Ele foi feito maldição. Naquela hora não havia beleza nele. Ele estava carregando no seu corpo todos os nossos pecados, todas as nossas mazelas, toda a nossa sujeira e desgraça.
- Sua feiúra era a nossa feiúra nele. Suas feridas eram as nossas feridas nele. Suas chagas eram as nossas chagas nele. Sua morte era a nossa morte nele.
- Toda a tragédia do mundo estava sobre ele. Isso é tremendo!
2.2. Torturas crudelíssimas – v. 4b,5,10
- Na noite em que foi preso, sua alma estava angustiada até à morte. Sendo o libertador foi preso. Sendo santo foi escarnecido como criminoso. Sendo Deus louvado pelos querubins foi cuspido pelos homens. Sendo o criador foi açoitado pela criatura.
- Agora, já devorado pelos chicotes, com seu rosto ensangüentado empreende a longa caminhada para o calvário. Sua fronte ferida pelos espinhos. Seu corpo febril lateja debaixo do suplício brutal. Começa a grande marcha para o monte do juízo. A maior marcha da história, não com a roda dos carros de guerra, nem com o estrupido febril dos cavalos, mas com o ruído dos passos de um homem, andando sob o peso de seu próprio cadafalso.
- Jesus marcha arrastando consigo todas as máscaras da humanidade. Marcha debaixo da zombaria da multidão. Caminha cambaleante sob o peso cruel do madeiro. Seu corpo ferido, surrado, ensangüentado titubeia, perde o equilíbrio e tomba esmagado pelo fardo. A multidão brada: o chicote! O chicote! O cortejo macabro prossegue, avança e Jesus debaixo de inflamadas chicotadas e escárnios chega ao topo do calvário.
- A tortura continua. Jesus é erguido naquele leito vertical da morte. Foram seis horas de vergonha e horror. Suas mãos puras e santas, mãos que curaram os cegos e aleijados, mãos que levantaram os mortos e abraçaram as crianças, agora são rasgadas pelos pregos malditos. Seus pés que sempre andaram para levar as boas novas de salvação, foram dilacerados pelos cravos da tortura.
- Ali sofreu dor, sede, vergonha, humilhação, abandono, a morte. Ali desceu ao inferno por nós e arrancou das mãos do diabo as chaves da morte e do inferno.
- Até o universo entrou em convulsão com as dores de Jesus e as trevas cobriram a terra em pleno meio dia e as pedras se arrebentaram de dor e rolaram para os vales.
- Isaías 53.5: “JESUS FOI FERIDO”. Ferimentos, de acordo com a definição de um cirurgião, podem ser classificados por suas características:
1. Contusão = É uma ferida produzida por um instrumento grosso e cego. Esta ferida resultaria de um golpe com vara, como profetizado em Miquéias 5.1: “Ferirão com a vara a face ao juiz de Israel” e Mt 16.67: “O esbofetearam com varas” e Jo 18.22: “Um dos guardas deu uma bofetada em Jesus com uma vara.”.
2. Laceração = É um ferimento produzido por um instrumento que rasga. A laceração dos tecidos era o resultado dos açoites e estes tinham-se tornado uma fina arte entre os romanos, quando o nosso Senhor foi submetido à tortura. O chicote romano era uma tira de couro com várias extremidades, cada uma com uma ponteira de metal ou de marfim, que, quando usado por um perito, o castigado bem poderia dizer: “Sobre o meu dorso lavraram os aradores; nele abriram longos sulcos” (Sl 129.3). Em Jo 19,1 lemos: “Então, por isso, Pilatos tomou a Jesus e mandou açoitá-lo”. Suas costas além de laceradas, a cruz foi colocada e com ela ele foi até o lugar chamado Calvário.
3. Penetração = Trata-se de um ferimento profundo causado por um instrumento pontiagudo. Este ferimento foi causado pelos espinhos da coroa que colocaram sobre a sua cabeça. Os soldados pressionaram este diadema cruz em sua cabeça (Jo 19.2), ferimentos que se aprofundaram quando batiam em sua cabeça com o caniço (Mt 27.30).
4. Perfuração = Perfurar vem do latim e significa “Passar através de”. Traspassaram-me as mãos e os pés” (Sl 22.16). Os cravos de ferro eram cravados entre os ossos, separando-os sem quebrá-los.
5. Incisão = É um corte produzido por um instrumento pontiagudo e cortante. “Um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança e logo saiu sangue e água” (Jo 19.34). Esta ferida foi tão grande que Tomé poderia ter posto sua mão dentro dela. Que a contemplação desses ferimentos possa aprofundar o nosso amor por aquele que foi ferido pelas nossas iniqüidades.
II. POR QUE JESUS SOFREU?
1. Porque levou sobre si os nossos pecados – v. 5,6,8
- Quem matou Jesus não foram os açoites, nem os soldados, nem a cruz. Quem matou Jesus fomos nós. Foram os nossos pecados.
- Ali na cruz Ele foi moído pelos nossos pecados. Ali Ele foi torturado. Foi traspassado. Ali o negror dos nossos pecados caíram sobre Ele.
- Ali Ele sorveu o cálice amargo do juízo de Deus, da repulsa que Deus tem pelo pecado. Ali a espada da lei exigiu a sua morte porque Ele foi feito pecado por nós.
- Ali Ele sentiu o próprio desamparo de Deus: Ali Deus julgou o nosso pecado na carne do Seu Filho. Ali Deus condenou a nossa condenação no corpo do Seu Filho. Ali Deus derramou a sua ira que devia cair sobre nós, sobre o Seu Filho. Ali Deus satisfez sua justiça violada por nós, na morte do Seu Filho.
- Cristo morreu pelos nossos pecados. Sua morte foi vicária. Foi substitutiva. Ele tomou o nosso lugar. Na cruz Ele foi abandonado e desamparado para que fôssemos aceitos. Ali Ele foi condenado pela lei para que fôssemos libertos da lei. Ali Ele bebeu o amargo fel para que pudéssemos beber a água da vida. Ali Ele morreu para que pudéssemos ter vida eterna
2. Porque tomou sobre si as nossas enfermidades – v. 4,5,20
- Jesus carregou não só nossos pecados sobre a cruz, mas também nossas doenças, nossas enfermidades. Ali no calvário Ele estava abrindo uma fonte de cura. Ali Ele ficou chagado, ferido, moído, enfermado para que hoje pudéssemos receber dele a cura. “Pelas suas pisaduras nós somos sarados.”
- As chagas dele eram as nossas chagas. As feridas dele eram as nossas feridas. A doença dele eram as nossas doenças.
III. A REAÇÃO DE JESUS AO SOFRIMENTO DA CRUZ
1. Sendo justo e puro foi para a cruz como Cordeiro sem abrir a boca – v. 7,9
- Como reagiu Jesus a todo esse sofrimento? Rebelou-se? Não! Ele sofreu como um cordeiro manso, paciente e silencioso. Quando o levaram a morte, ele não lutou, nem bradou por vingança ou por socorro.
- A ovelha não escoiceia os tosquiadores cujas mãos grosseiras a subjugam e a despem da lã. Assim foi Jesus: presa de violência, nem se defendeu, nem agrediu, sofreu em silêncio. Sofreu voluntariamente, sofreu por amor.
2. Intercedeu pelos seus algozes – v. 12
- Em vez de vingar-se, de falar impropérios e despejar libelos acusatórios contra seus algozes bestiais, Jesus intercede por eles, ministrando-lhes seu amor e seu perdão.
- “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.”
IV. A RECOMPENSA DE JESUS – v. 11
- “Ele verá o fruto do seu penoso trabalho e ficará satisfeito.” (v. 11).
- Hb 12.2 “…o qual em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia…”.
- A recompensa de Jesus é VOCÊ! É seu arrependimento. É sua volta para Ele. É sua conversão. Rejeitar Jesus é crucificá-lo de novo. É cuspir em seu rosto outra vez. É zombar e escarnecer dele. Recebê-lo, amá-lo é ministrar alegria a Ele. Cristo suportou tudo para conquistar você e o seu amor! Você é a recompensa de Jesus! Amém.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
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INTRODUÇÃO
Quero hoje falar sobre a vida de Jesus. Ele deixou a glória e a companhia dos querubins para se fazer carne e habitar entre nós. Sendo Deus exaltado se humilhou até a morte de cruz. Sendo Deus transcendente se esvaziou. Sendo rei dos reis se fez servo. Sendo infinito tornou-se um bebê enfaixado na manjedoura.
Veio cumprir o plano do Pai. Veio espontaneamente. Veio por amor. Veio buscar e salvar o perdido. Veio para salvar o pecador. Veio para desfazer as obras do diabo. Veio para vencer o pecado. Veio para triunfar sobre os principados e potestades. Veio para levar cativo o cativeiro. Veio para estabelecer o Reino de Deus. Veio para conquistar seu coração e remir a sua vida.
Não veio para ser servido, mas para servir. Não veio para ser aplaudido, mas para ser desprezado. Não veio para ser colocado num trono, mas para ser pregado numa cruz. Nasceu não para viver, mas para morrer.
Hoje vamos acompanhar seus passos, olhas suas feridas, enxergar seu triunfo e perceber sua recompensa.
I. O SOFRIMENTO DE JESUS
Cresceu diante de Deus como um broto tenro numa terra crestada e esbraseante. A terra lhe era inimiga, seca, árida, negou-lhe a seiva. Torturado e retorcido, planta feia e sem nobreza, não atrai quem passa.
v. 2 “…”
Seu sofrimento é repulsivo = ao vê-lo “os homens escondem o rosto.” (v.3).
Seu sofrimento não causa preocupação = “e dele não fizemos caso…” (v.3).
Tem do sofrimento uma experiência íntima e longa = “Homem de dores e sabe o que é padecer…” (v.3).
1. O sofrimento moral
1.1. Rejeição – v. 3
Jesus foi desprezado, mas diz o texto que foi “O MAIS rejeitado entre os homens.”
a) Ele foi rejeitado pelo seu povo = “Ele veio para os seus, mas os seus não o receberam.”
b) Ele foi rejeitado pelos religiosos da sua época = que lhe chamaram de fanático, mentiroso, blasfemo, pecador, beberrão e até de possesso de belzebu.
c) Ele foi rejeitado pela mesma multidão que o ovaciona = empolgada com seus milagres, agora como uma turba, uma súcia sanguisedenta, perversamene grita diante de Pilatos: “crucifica-o, crucifica-o” – “Caia sobre nós o sangue dele.”
d) Ele foi rejeitado pela multidão de discípulos que não gostaram da sua pregação radical = e por isso o abandonaram e já não mais o seguiam.
e) Ele foi rejeitado pelas autoridades romanas que se sentiram incomodadas com Ele = Herodes, o grande, o quis matar quando infante. Pilatos covardemente o entregou para ser crucificado. Herodes Antipas, o escarneceu quando Cristo não quis fazer nenhum milagre para satisfazer seus caprichos.
f) Ele foi rejeitado pelas autoridades judaicas = o sinédrio forjou testemunhas falsas para acusá-lo. Acusaram-no de blasfemo. Cuspiram-lhe no rosto e o levaram a Pilatos.
g) Ele foi rejeitado pelos apóstolos = que na sua agonia maior todos fugiram e o abandonaram.
h) Ele foi rejeitado por Judas = que o traiu e o vendeu por preço iníquo.
i) Ele foi rejeitado por Pedro = que o negou reincidentemente e covardemente, afirmando, jurando e praguejando que não o conhecia.
j) Ele foi rejeitado por Deus = quando se fez pecado, quando se fez maldição. Quando levou sobre si os nossos pecados. “Deus meu, Deus meu….”
k) Ele ainda tem sido rejeitado por todos aqueles que amam mais o pecado que o levou à cruz do que a Ele.
1.2. Humilhação
- O Sinédrio o humilhou cuspindo nele,
- Os soldados o humilharam colocando na sua cabeça uma coroa de espinhos, dando-lhe pancadas na cabeça.
- Jesus foi humilhado ao ter que carregar uma cruz pelas ruas mais agitadas de Jerusalém em pleno dia de festa, sendo companheiro de dois ladrões, como se fosse da mesma estirpe.
- Ele foi humilhado pelos açoites, pela gritaria infernal de seus algozes, pelo escárnio da multidão tresloucada; foi humilhado quando o despiram na cruz e rasgaram suas vestes. “Ele foi humilhado até a morte e morte de cruz.”
- Ele foi humilhado quando clamou que estava com sede e lhe deram vinagre para aguçar-lhe a tortura
2. O sofrimento físico
2.1. Semblante desfigurado – v.2
- Quando Jesus foi pregado na cruz toda maldade do nosso pecado estava sobre ele. Toda feiúra da nossa iniqüidade estava sobre ele. Toda mentira, todo crime horrendo, todo adultério desonroso, toda maldade vil, toda impureza nojenta estava caindo sobre ele. Seu rosto ficou transfigurado. Ele foi feito pecado. Ele foi feito maldição. Naquela hora não havia beleza nele. Ele estava carregando no seu corpo todos os nossos pecados, todas as nossas mazelas, toda a nossa sujeira e desgraça.
- Sua feiúra era a nossa feiúra nele. Suas feridas eram as nossas feridas nele. Suas chagas eram as nossas chagas nele. Sua morte era a nossa morte nele.
- Toda a tragédia do mundo estava sobre ele. Isso é tremendo!
2.2. Torturas crudelíssimas – v. 4b,5,10
- Na noite em que foi preso, sua alma estava angustiada até à morte. Sendo o libertador foi preso. Sendo santo foi escarnecido como criminoso. Sendo Deus louvado pelos querubins foi cuspido pelos homens. Sendo o criador foi açoitado pela criatura.
- Agora, já devorado pelos chicotes, com seu rosto ensangüentado empreende a longa caminhada para o calvário. Sua fronte ferida pelos espinhos. Seu corpo febril lateja debaixo do suplício brutal. Começa a grande marcha para o monte do juízo. A maior marcha da história, não com a roda dos carros de guerra, nem com o estrupido febril dos cavalos, mas com o ruído dos passos de um homem, andando sob o peso de seu próprio cadafalso.
- Jesus marcha arrastando consigo todas as máscaras da humanidade. Marcha debaixo da zombaria da multidão. Caminha cambaleante sob o peso cruel do madeiro. Seu corpo ferido, surrado, ensangüentado titubeia, perde o equilíbrio e tomba esmagado pelo fardo. A multidão brada: o chicote! O chicote! O cortejo macabro prossegue, avança e Jesus debaixo de inflamadas chicotadas e escárnios chega ao topo do calvário.
- A tortura continua. Jesus é erguido naquele leito vertical da morte. Foram seis horas de vergonha e horror. Suas mãos puras e santas, mãos que curaram os cegos e aleijados, mãos que levantaram os mortos e abraçaram as crianças, agora são rasgadas pelos pregos malditos. Seus pés que sempre andaram para levar as boas novas de salvação, foram dilacerados pelos cravos da tortura.
- Ali sofreu dor, sede, vergonha, humilhação, abandono, a morte. Ali desceu ao inferno por nós e arrancou das mãos do diabo as chaves da morte e do inferno.
- Até o universo entrou em convulsão com as dores de Jesus e as trevas cobriram a terra em pleno meio dia e as pedras se arrebentaram de dor e rolaram para os vales.
- Isaías 53.5: “JESUS FOI FERIDO”. Ferimentos, de acordo com a definição de um cirurgião, podem ser classificados por suas características:
1. Contusão = É uma ferida produzida por um instrumento grosso e cego. Esta ferida resultaria de um golpe com vara, como profetizado em Miquéias 5.1: “Ferirão com a vara a face ao juiz de Israel” e Mt 16.67: “O esbofetearam com varas” e Jo 18.22: “Um dos guardas deu uma bofetada em Jesus com uma vara.”.
2. Laceração = É um ferimento produzido por um instrumento que rasga. A laceração dos tecidos era o resultado dos açoites e estes tinham-se tornado uma fina arte entre os romanos, quando o nosso Senhor foi submetido à tortura. O chicote romano era uma tira de couro com várias extremidades, cada uma com uma ponteira de metal ou de marfim, que, quando usado por um perito, o castigado bem poderia dizer: “Sobre o meu dorso lavraram os aradores; nele abriram longos sulcos” (Sl 129.3). Em Jo 19,1 lemos: “Então, por isso, Pilatos tomou a Jesus e mandou açoitá-lo”. Suas costas além de laceradas, a cruz foi colocada e com ela ele foi até o lugar chamado Calvário.
3. Penetração = Trata-se de um ferimento profundo causado por um instrumento pontiagudo. Este ferimento foi causado pelos espinhos da coroa que colocaram sobre a sua cabeça. Os soldados pressionaram este diadema cruz em sua cabeça (Jo 19.2), ferimentos que se aprofundaram quando batiam em sua cabeça com o caniço (Mt 27.30).
4. Perfuração = Perfurar vem do latim e significa “Passar através de”. Traspassaram-me as mãos e os pés” (Sl 22.16). Os cravos de ferro eram cravados entre os ossos, separando-os sem quebrá-los.
5. Incisão = É um corte produzido por um instrumento pontiagudo e cortante. “Um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança e logo saiu sangue e água” (Jo 19.34). Esta ferida foi tão grande que Tomé poderia ter posto sua mão dentro dela. Que a contemplação desses ferimentos possa aprofundar o nosso amor por aquele que foi ferido pelas nossas iniqüidades.
II. POR QUE JESUS SOFREU?
1. Porque levou sobre si os nossos pecados – v. 5,6,8
- Quem matou Jesus não foram os açoites, nem os soldados, nem a cruz. Quem matou Jesus fomos nós. Foram os nossos pecados.
- Ali na cruz Ele foi moído pelos nossos pecados. Ali Ele foi torturado. Foi traspassado. Ali o negror dos nossos pecados caíram sobre Ele.
- Ali Ele sorveu o cálice amargo do juízo de Deus, da repulsa que Deus tem pelo pecado. Ali a espada da lei exigiu a sua morte porque Ele foi feito pecado por nós.
- Ali Ele sentiu o próprio desamparo de Deus: Ali Deus julgou o nosso pecado na carne do Seu Filho. Ali Deus condenou a nossa condenação no corpo do Seu Filho. Ali Deus derramou a sua ira que devia cair sobre nós, sobre o Seu Filho. Ali Deus satisfez sua justiça violada por nós, na morte do Seu Filho.
- Cristo morreu pelos nossos pecados. Sua morte foi vicária. Foi substitutiva. Ele tomou o nosso lugar. Na cruz Ele foi abandonado e desamparado para que fôssemos aceitos. Ali Ele foi condenado pela lei para que fôssemos libertos da lei. Ali Ele bebeu o amargo fel para que pudéssemos beber a água da vida. Ali Ele morreu para que pudéssemos ter vida eterna
2. Porque tomou sobre si as nossas enfermidades – v. 4,5,20
- Jesus carregou não só nossos pecados sobre a cruz, mas também nossas doenças, nossas enfermidades. Ali no calvário Ele estava abrindo uma fonte de cura. Ali Ele ficou chagado, ferido, moído, enfermado para que hoje pudéssemos receber dele a cura. “Pelas suas pisaduras nós somos sarados.”
- As chagas dele eram as nossas chagas. As feridas dele eram as nossas feridas. A doença dele eram as nossas doenças.
III. A REAÇÃO DE JESUS AO SOFRIMENTO DA CRUZ
1. Sendo justo e puro foi para a cruz como Cordeiro sem abrir a boca – v. 7,9
- Como reagiu Jesus a todo esse sofrimento? Rebelou-se? Não! Ele sofreu como um cordeiro manso, paciente e silencioso. Quando o levaram a morte, ele não lutou, nem bradou por vingança ou por socorro.
- A ovelha não escoiceia os tosquiadores cujas mãos grosseiras a subjugam e a despem da lã. Assim foi Jesus: presa de violência, nem se defendeu, nem agrediu, sofreu em silêncio. Sofreu voluntariamente, sofreu por amor.
2. Intercedeu pelos seus algozes – v. 12
- Em vez de vingar-se, de falar impropérios e despejar libelos acusatórios contra seus algozes bestiais, Jesus intercede por eles, ministrando-lhes seu amor e seu perdão.
- “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.”
IV. A RECOMPENSA DE JESUS – v. 11
- “Ele verá o fruto do seu penoso trabalho e ficará satisfeito.” (v. 11).
- Hb 12.2 “…o qual em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia…”.
- A recompensa de Jesus é VOCÊ! É seu arrependimento. É sua volta para Ele. É sua conversão. Rejeitar Jesus é crucificá-lo de novo. É cuspir em seu rosto outra vez. É zombar e escarnecer dele. Recebê-lo, amá-lo é ministrar alegria a Ele. Cristo suportou tudo para conquistar você e o seu amor! Você é a recompensa de Jesus! Amém.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Como viver do modo digno de Deus
Referência: 1 TESSALONICENSES 4:1-12
INTRODUÇÃO
• A vida cristã pode ser comparada a uma caminhada. De fato essa é uma das figuras prediletas do apóstolo Paulo: “Andai do modo digno da vossa vocação” (Ef 4:1). “Andai não como os gentios andam” (Ef 4:17). “Andai em amor” (Ef 5:2). “Andai como filhos da luz” (Ef 5:8).
• “Porque nós andamos por fé e não pelo que vemos” (2 Co 5:7). Andar sugere progresso e nós devemos fazer progresso na vida cristã (Fp 3:13-16). Ao fim da caminhada estaremos com Deus. “Enoque andou com Deus e já não era porque Deus o tomou para si” (Gn 5:24).
• Paulo descreveu três tipos de caminhos para o cristão seguir:
I. ANDAR EM SANTIDADE – V. 1-8
• O clima moral do Império Romano era absolutamente degradante. A imoralidade era algo comum em todas as camadas da sociedade. Dos 15 imperadores, 14 eram homossexuais. A luxúria estava presente nos palácios e nas choupanas. Sêneca dizia que as mulheres casavam-se para divorciar e se divorciavam para casar.
• A sociedade grega estava acostumada com a sexualidade imiscuida com práticas religiosas. Tessalônica era uma cidade grega encharcada de sensualidade. A velha moralidade travestiu-se de nova moralidade. Vivemos numa sociedade decadente moralemente, onde não há valores abslutos. A promulgação do casamento gay, a idéia de que o casamento é união informal que não precisa de papel. O casamento é heterosexual, monogâmico, monossomático e indissolúvel.
• Paulo vai dizer que as intruções que vai passar não são novas e que são dadas através de Jesus (v. 1).
• Paulo deu quatro razões porque devemos viver uma vida santa e abster-nos da impureza:
1. Para agradar a Deus – v. 1
• Todo mundo vive para agradar alguém: 1) Muitas pessoas vivem para agradar a si mesmas – O cristão não pode viver apenas para agradar a si mesmo (Rm 15:1). 2) Nós devemos estar atentos sobre a questão de agradar aos outros – O apóstolo disse: “Se eu fosse agradar a homens eu não seria servo de Cristo” (Gl 1:10; 1 Ts 2:4). 3) Agradar a Deus deve ser o nosso principal objetivo de vida – Jesus viveu para agradar o Pai. 4) Agradar o homem é muito mais do que simplesmente obedecê-lo – É possível obedecer a Deus e não agradá-lo. Jonas obedeceu a Deus e fez o que ele mandou, mas o seu coração não estava naquele projeto. Deus abençoou sua Palavra, mas não pôde abençoar o seu servo.
2. Para obedecer a Deus – v. 2-3
• Quando Paulo esteve com a igreja em Tessalônica, ele deu os mandamentos de Deus concernentes à pureza moral. A palavra “instrução” é um termo militar. Ela se refere à ordens dadas de um superior para um inferior. Nós somos soldados do exército de Deus. Nós devemos aprender a obedecer ordens.
• Em 1 Ts 4:3 Paulo relembrou a esses novos crentes que imoralidade sexual não agrada a Deus. Deus criou o sexo e ele tem autoridade para governar seu uso. Desde o começo Deus estabeleceu o casamento como uma união sagrada entre um homem e uma mulher. Deus criou o sexo tanto para a procriação como para o deleite do casal. Os mandamentos de Deus acerca do sexo não são com o propósito de roubar as pessoas da alegria, mas protegê-las, para que elas não percam a alegria. O mandamento bíblico “Não adulterarás” levanta uma muralha ao redor do casamento, fazendo do casamento não uma prisão, mas um lindo jardim.
• A ordem bíblica é “abstende-vos da prostituição (porneia)”. Nem a teologia liberal, nem a filosofia ou psicologia podem alterar essa ordem. Através de toda a Bíblia Deus traz advertências sobre os pecados sexuais e essas advertências devem ser observadas.
• PORNEIA = abuso geral do sexo. Uso ilícito dos impulsos sexuais. Acabe com a moralidade de um povo e você o exterminará. O Império Romano só caiu nas mãos dos Bárbaros porque já estava minado pela imoralidade. A pornografia é hoje um câncer na sociedade. Estatística de 2001: 75% homens e 63% mulheres são infiéis. A revolução da década de 60 com os Beatles e os Hippies levaram a juventude mundial a uma reviravolta dos valores: rock, drogas e sexo. A virgindade passou a ser um tabu. O homossexualismo uma opção legítima. O adultério uma escapada estratégica.
3. Para glorificar a Deus – v. 4-5
• Este é o lado positivo do mandamento. Os cristãos devem ser diferentes dos não convertidos. Os gentios (não salvos) não conhecem a Deus. Portanto, eles vivem impiamente. Mas nós conhecemos a Deus, e nós somos desafiados a glorificar a Deus nesse mundo.
• “saiba possuir o próprio corpo” – Tem dois significados básicos: 1) controlar o seu corpo – Isso porque os nossos corpos são vasos de Deus (2 Co 4:7; 2 Tm 2:20-21). O nosso corpo é o “naos”, o santo dos santos, a catedral existencial do Espírito Santo. O crente precisa se vestir para a glória de Deus. Ele precisa namorar para a glória de Deus. 2) como obter a esposa – O namoro e o noivado devem ser puros. A esposa é chamada de vaso mais frágil (1 Pe 3:7). Quando um homem age com impureza com uma jovem ou mulher casada, ele defrauda seu pai ou seu marido. Mesmo que a vítima não venha descobrir, Deus é o vingador.
• Eu prefiro a primeira interpretação, visto que Paulo está falando a todos os crentes e não apenas aos casados. O crente que peca que comete pecado sexual está cometendo pecado contra o seu próprio corpo (1 Co 6:19-20).
• “Não com o desejo de lascívia como os gentios que não conhecem a Deus” = Os gentios usam seus corpos com lascívia porque não conhecem a Deus. Eles agem com impureza porque não conhecem a Deus. A imoralidade é o modus operandi dos gentios porque eles não conhecem a Deus. Ou será que também dos cristãos. Tito 1:16: “No tocante a Deus professam conhecê-lo, mas o negam por suas obras”.
• “e com esta matéria ninguém ofenda nem defraude a seu irmão” = Defraudar é despertar um sentimento ou desejo no outro que não pode ser licitamente satisfeito. O perigo de ficar no limite. Muitas pessoas se vestem para se tornar atraentes: roupas provocantes, gestos, etc.
4. Para escapar do julgamento de Deus – v. 6-8
• Um membro de igreja criticou o pastor porque ele estava pregando sobre o pecado na vida dos crentes. O membro dizia que o pecado na vida do crente é diferente do que na vida do ímpio. O pastor, então, respondeu: “Sim é diferente, o pecado na vida do crente é pior”.
• Enquanto é verdade que o cristão não está sob condenação (Jo 5:24; Rm 8:1), é também verdade que há uma farta colheita de sofrimento quando se semeia na carne (Gl 6:6-7). Quando o rei Davi cometeu adultério, ele tentou esconder o seu pecado (Sl 32). Quando Davi confessou o seu pecado, Deus o perdoou, mas Deus não pôde mudar as consequências. Davi colheu o que ele semeou, e isso foi uma dolorosa experiência para ele.
• Eleição não é uma escusa para pecar, mas um encorajamento para a santidade. “Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santificação” (4:7). “Assim como é santo aqueles que vos chamou, sede vós também santos” (1 Pe 1:15).
• Um andar santo envolve um correto relacionamento com Deus Pai que nos chamou, com Deus Filho que morreu por nós e com o Deus Espírito Santo que habita em nós. É a presença do Espírito Santo que faz os nossos corpos o templo de Deus (1 Co 6:10-20). Além do mais é por andarmos no Espírito que triunfamos sobre os desejos da carne (Gl 5:16ss).
• Razões para buscarmos a santidade do sexo: 1) Porque o Senhor contra todas essas coisa é o vingador: Muita gente tem brincado com Deus na área do sexo como Sansão e acabado cego e preso. A Bíblia diz que de Deus não se zomba. Veja 1 Co 6:9; Ef. 5:5-6; Ap 21:8. 2) Porque Deus não nos chamou para a impureza em sim para a santificação: Não podemos inverter o propósito de Deus em nossa vida. Ele nos elegeu antes da fundação do mundo para sermos santos. 3) Quem despreza a santificação, despreza a Deus: Quem se entrega à impureza rechaça a Deus. A situação não é: como eu vou ficar agora diante dos meus irmãos, da minha igreja, da minha família. Mas, como vou ficar diante de Deus. 4) Quem pratica a impureza monospreza o recurso que Deus oferece para uma vida santa: O Espírito Santo nos foi dado como santificador. “Andai no Espírito e jamais satisfareis as obras do carne”. Andar em impureza é entristecer o Espírito Santo, é apagar o Espírito Santo, é ultrajar o Espírito Santo. Deus não apenas nos chama para a santidade, mas nos dá poder para vivermos uma vida santa.
II. ANDAR EM HARMONIA – V. 9-10
1. A transição da santidade para o amor é natural. Assim como o amor de Deus é santo, o nosso amor por Deus e de uns pelos outros deve também ser motivado por um viver santo. Quanto mais nós vivemos com Deus, mais nós vamos amar uns aos outros. Se um cristão realmente ama a seu irmão, ele não vai pecar contra ele (4:6).
2. Deus Pai nos ensinou a amar quando ele nos deu Cristo para morrer por nós. O Filho nos ensinou a amar quando nos deu um novo mandamento (Jo 13:34,35) e o Espírito nos ensinou a amar quando ele derramou o amor de Deus em nossos corações.
3. O amor é o sistema circulatório do corpo de Cristo.
4. O amor fraternal é ordenança de Deus para a igreja (4:9).
5. O amor fraternal é para ser exercido sem fronteiras, a todos, aos de perto e aos de longe (4:10).
6. O amor fraternal pode crescer sempre (4:10).
III. ANDAR EM HONESTIDADE – V. 11-12
1. Agora a ênfase não é o amor entre os irmãos, mas o testemunho para com os de fora. O cristão não apenas tem o compromisso de amar os irmãos, mas também dar um bom testemunho aos de fora da igreja.
2. Os cristãos precisam ter uma vida financeira controlada para não dar mal testemunho aos de fora (4:11-12).
3. Infelizmente algumas pessoas não entenderam a doutrina da segunda vinda de Cristo e abandonaram seus empregos com o propósito de ficar esperando a volta de Cristo. Isso significou que eles precisaram ser assistidos financeiramente por outros crentes. Isso significou que eles não pagaram suas próprias contas e isso gerou um mal testemunho entre os incrédulos (4:11-12).
4. O perigo do consumismo. O perigo do cartão de crédito. O perigo de comprar coisas que não precisamos, com o dinheiro que não temos, para impressionar as pessoas que não conhecemos. Há muitos crentes que defendem a ortodoxia, mas não pagam suas contas. As pessoas procuram a igreja não por causa da sua doutrina, mas por ter ela melhores homens.
5. Crentes que não cuidam de seus próprios negócios acabam se envolvendo na vida dos outros e causando problemas. Quando um crente fica sem trabalho, ele dá trabalho. Quando estamos envolvidos no nosso próprio trabalho, não temos tempo para nos envolvermos nos negócios alheios.
6. Devemos agir com prudência com os que são de fora (Cl 4:5). O cristão deve trabalhar por vários motivos:
1) O trabalho é bênção é não maldição;
2) O trabalho engrandece o caráter e cria divisas;
3) O trabalho provê para nós e nossa família;
4) O trabalho nos capacita a ajudar os outros.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
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INTRODUÇÃO
• A vida cristã pode ser comparada a uma caminhada. De fato essa é uma das figuras prediletas do apóstolo Paulo: “Andai do modo digno da vossa vocação” (Ef 4:1). “Andai não como os gentios andam” (Ef 4:17). “Andai em amor” (Ef 5:2). “Andai como filhos da luz” (Ef 5:8).
• “Porque nós andamos por fé e não pelo que vemos” (2 Co 5:7). Andar sugere progresso e nós devemos fazer progresso na vida cristã (Fp 3:13-16). Ao fim da caminhada estaremos com Deus. “Enoque andou com Deus e já não era porque Deus o tomou para si” (Gn 5:24).
• Paulo descreveu três tipos de caminhos para o cristão seguir:
I. ANDAR EM SANTIDADE – V. 1-8
• O clima moral do Império Romano era absolutamente degradante. A imoralidade era algo comum em todas as camadas da sociedade. Dos 15 imperadores, 14 eram homossexuais. A luxúria estava presente nos palácios e nas choupanas. Sêneca dizia que as mulheres casavam-se para divorciar e se divorciavam para casar.
• A sociedade grega estava acostumada com a sexualidade imiscuida com práticas religiosas. Tessalônica era uma cidade grega encharcada de sensualidade. A velha moralidade travestiu-se de nova moralidade. Vivemos numa sociedade decadente moralemente, onde não há valores abslutos. A promulgação do casamento gay, a idéia de que o casamento é união informal que não precisa de papel. O casamento é heterosexual, monogâmico, monossomático e indissolúvel.
• Paulo vai dizer que as intruções que vai passar não são novas e que são dadas através de Jesus (v. 1).
• Paulo deu quatro razões porque devemos viver uma vida santa e abster-nos da impureza:
1. Para agradar a Deus – v. 1
• Todo mundo vive para agradar alguém: 1) Muitas pessoas vivem para agradar a si mesmas – O cristão não pode viver apenas para agradar a si mesmo (Rm 15:1). 2) Nós devemos estar atentos sobre a questão de agradar aos outros – O apóstolo disse: “Se eu fosse agradar a homens eu não seria servo de Cristo” (Gl 1:10; 1 Ts 2:4). 3) Agradar a Deus deve ser o nosso principal objetivo de vida – Jesus viveu para agradar o Pai. 4) Agradar o homem é muito mais do que simplesmente obedecê-lo – É possível obedecer a Deus e não agradá-lo. Jonas obedeceu a Deus e fez o que ele mandou, mas o seu coração não estava naquele projeto. Deus abençoou sua Palavra, mas não pôde abençoar o seu servo.
2. Para obedecer a Deus – v. 2-3
• Quando Paulo esteve com a igreja em Tessalônica, ele deu os mandamentos de Deus concernentes à pureza moral. A palavra “instrução” é um termo militar. Ela se refere à ordens dadas de um superior para um inferior. Nós somos soldados do exército de Deus. Nós devemos aprender a obedecer ordens.
• Em 1 Ts 4:3 Paulo relembrou a esses novos crentes que imoralidade sexual não agrada a Deus. Deus criou o sexo e ele tem autoridade para governar seu uso. Desde o começo Deus estabeleceu o casamento como uma união sagrada entre um homem e uma mulher. Deus criou o sexo tanto para a procriação como para o deleite do casal. Os mandamentos de Deus acerca do sexo não são com o propósito de roubar as pessoas da alegria, mas protegê-las, para que elas não percam a alegria. O mandamento bíblico “Não adulterarás” levanta uma muralha ao redor do casamento, fazendo do casamento não uma prisão, mas um lindo jardim.
• A ordem bíblica é “abstende-vos da prostituição (porneia)”. Nem a teologia liberal, nem a filosofia ou psicologia podem alterar essa ordem. Através de toda a Bíblia Deus traz advertências sobre os pecados sexuais e essas advertências devem ser observadas.
• PORNEIA = abuso geral do sexo. Uso ilícito dos impulsos sexuais. Acabe com a moralidade de um povo e você o exterminará. O Império Romano só caiu nas mãos dos Bárbaros porque já estava minado pela imoralidade. A pornografia é hoje um câncer na sociedade. Estatística de 2001: 75% homens e 63% mulheres são infiéis. A revolução da década de 60 com os Beatles e os Hippies levaram a juventude mundial a uma reviravolta dos valores: rock, drogas e sexo. A virgindade passou a ser um tabu. O homossexualismo uma opção legítima. O adultério uma escapada estratégica.
3. Para glorificar a Deus – v. 4-5
• Este é o lado positivo do mandamento. Os cristãos devem ser diferentes dos não convertidos. Os gentios (não salvos) não conhecem a Deus. Portanto, eles vivem impiamente. Mas nós conhecemos a Deus, e nós somos desafiados a glorificar a Deus nesse mundo.
• “saiba possuir o próprio corpo” – Tem dois significados básicos: 1) controlar o seu corpo – Isso porque os nossos corpos são vasos de Deus (2 Co 4:7; 2 Tm 2:20-21). O nosso corpo é o “naos”, o santo dos santos, a catedral existencial do Espírito Santo. O crente precisa se vestir para a glória de Deus. Ele precisa namorar para a glória de Deus. 2) como obter a esposa – O namoro e o noivado devem ser puros. A esposa é chamada de vaso mais frágil (1 Pe 3:7). Quando um homem age com impureza com uma jovem ou mulher casada, ele defrauda seu pai ou seu marido. Mesmo que a vítima não venha descobrir, Deus é o vingador.
• Eu prefiro a primeira interpretação, visto que Paulo está falando a todos os crentes e não apenas aos casados. O crente que peca que comete pecado sexual está cometendo pecado contra o seu próprio corpo (1 Co 6:19-20).
• “Não com o desejo de lascívia como os gentios que não conhecem a Deus” = Os gentios usam seus corpos com lascívia porque não conhecem a Deus. Eles agem com impureza porque não conhecem a Deus. A imoralidade é o modus operandi dos gentios porque eles não conhecem a Deus. Ou será que também dos cristãos. Tito 1:16: “No tocante a Deus professam conhecê-lo, mas o negam por suas obras”.
• “e com esta matéria ninguém ofenda nem defraude a seu irmão” = Defraudar é despertar um sentimento ou desejo no outro que não pode ser licitamente satisfeito. O perigo de ficar no limite. Muitas pessoas se vestem para se tornar atraentes: roupas provocantes, gestos, etc.
4. Para escapar do julgamento de Deus – v. 6-8
• Um membro de igreja criticou o pastor porque ele estava pregando sobre o pecado na vida dos crentes. O membro dizia que o pecado na vida do crente é diferente do que na vida do ímpio. O pastor, então, respondeu: “Sim é diferente, o pecado na vida do crente é pior”.
• Enquanto é verdade que o cristão não está sob condenação (Jo 5:24; Rm 8:1), é também verdade que há uma farta colheita de sofrimento quando se semeia na carne (Gl 6:6-7). Quando o rei Davi cometeu adultério, ele tentou esconder o seu pecado (Sl 32). Quando Davi confessou o seu pecado, Deus o perdoou, mas Deus não pôde mudar as consequências. Davi colheu o que ele semeou, e isso foi uma dolorosa experiência para ele.
• Eleição não é uma escusa para pecar, mas um encorajamento para a santidade. “Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santificação” (4:7). “Assim como é santo aqueles que vos chamou, sede vós também santos” (1 Pe 1:15).
• Um andar santo envolve um correto relacionamento com Deus Pai que nos chamou, com Deus Filho que morreu por nós e com o Deus Espírito Santo que habita em nós. É a presença do Espírito Santo que faz os nossos corpos o templo de Deus (1 Co 6:10-20). Além do mais é por andarmos no Espírito que triunfamos sobre os desejos da carne (Gl 5:16ss).
• Razões para buscarmos a santidade do sexo: 1) Porque o Senhor contra todas essas coisa é o vingador: Muita gente tem brincado com Deus na área do sexo como Sansão e acabado cego e preso. A Bíblia diz que de Deus não se zomba. Veja 1 Co 6:9; Ef. 5:5-6; Ap 21:8. 2) Porque Deus não nos chamou para a impureza em sim para a santificação: Não podemos inverter o propósito de Deus em nossa vida. Ele nos elegeu antes da fundação do mundo para sermos santos. 3) Quem despreza a santificação, despreza a Deus: Quem se entrega à impureza rechaça a Deus. A situação não é: como eu vou ficar agora diante dos meus irmãos, da minha igreja, da minha família. Mas, como vou ficar diante de Deus. 4) Quem pratica a impureza monospreza o recurso que Deus oferece para uma vida santa: O Espírito Santo nos foi dado como santificador. “Andai no Espírito e jamais satisfareis as obras do carne”. Andar em impureza é entristecer o Espírito Santo, é apagar o Espírito Santo, é ultrajar o Espírito Santo. Deus não apenas nos chama para a santidade, mas nos dá poder para vivermos uma vida santa.
II. ANDAR EM HARMONIA – V. 9-10
1. A transição da santidade para o amor é natural. Assim como o amor de Deus é santo, o nosso amor por Deus e de uns pelos outros deve também ser motivado por um viver santo. Quanto mais nós vivemos com Deus, mais nós vamos amar uns aos outros. Se um cristão realmente ama a seu irmão, ele não vai pecar contra ele (4:6).
2. Deus Pai nos ensinou a amar quando ele nos deu Cristo para morrer por nós. O Filho nos ensinou a amar quando nos deu um novo mandamento (Jo 13:34,35) e o Espírito nos ensinou a amar quando ele derramou o amor de Deus em nossos corações.
3. O amor é o sistema circulatório do corpo de Cristo.
4. O amor fraternal é ordenança de Deus para a igreja (4:9).
5. O amor fraternal é para ser exercido sem fronteiras, a todos, aos de perto e aos de longe (4:10).
6. O amor fraternal pode crescer sempre (4:10).
III. ANDAR EM HONESTIDADE – V. 11-12
1. Agora a ênfase não é o amor entre os irmãos, mas o testemunho para com os de fora. O cristão não apenas tem o compromisso de amar os irmãos, mas também dar um bom testemunho aos de fora da igreja.
2. Os cristãos precisam ter uma vida financeira controlada para não dar mal testemunho aos de fora (4:11-12).
3. Infelizmente algumas pessoas não entenderam a doutrina da segunda vinda de Cristo e abandonaram seus empregos com o propósito de ficar esperando a volta de Cristo. Isso significou que eles precisaram ser assistidos financeiramente por outros crentes. Isso significou que eles não pagaram suas próprias contas e isso gerou um mal testemunho entre os incrédulos (4:11-12).
4. O perigo do consumismo. O perigo do cartão de crédito. O perigo de comprar coisas que não precisamos, com o dinheiro que não temos, para impressionar as pessoas que não conhecemos. Há muitos crentes que defendem a ortodoxia, mas não pagam suas contas. As pessoas procuram a igreja não por causa da sua doutrina, mas por ter ela melhores homens.
5. Crentes que não cuidam de seus próprios negócios acabam se envolvendo na vida dos outros e causando problemas. Quando um crente fica sem trabalho, ele dá trabalho. Quando estamos envolvidos no nosso próprio trabalho, não temos tempo para nos envolvermos nos negócios alheios.
6. Devemos agir com prudência com os que são de fora (Cl 4:5). O cristão deve trabalhar por vários motivos:
1) O trabalho é bênção é não maldição;
2) O trabalho engrandece o caráter e cria divisas;
3) O trabalho provê para nós e nossa família;
4) O trabalho nos capacita a ajudar os outros.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Variedade de línguas e profecia na igreja
Referência: 1 CORÍNTIOS 14:1-40
INTRODUÇÃO
· John Stott, o maior exegeta do século XX afirma que os dons são atuais, contemporâneos, úteis e necessários, visto que Jesus não mudou. O grande problema é a polarização: carisma sem caráter (dons sem fruto), caráter sem carisma (fruto sem dons), credulidade infantil-racionalismo cético, cessacionismo-confusão.
· Neste capítulo 14 o apóstolo Paulo vai tratar fundamentalmente sobre dois dons espirituais: variedade de línguas e profecia.
I. O DOM DE VARIEDADE DE LÍNGUAS
1. O ensino de Paulo sobre o dom de variedade de línguas
1.1. Quem fala em outra língua fala a Deus e não aos homens – v. 2
1.2. Quem fala em outra língua não é entendido, pois fala em mistério – v. 2
1.3. Quem fala em outra língua edifica-se a si mesmo e não à igreja – v. 4
1.4. Quem fala em outra língua não se torna entendido, por isso não edifica – v. 5-11
1.4.1. O exemplo dos instrumentos musicais – v. 7 (produz harmonia)
1.4.2. O exemplo da trombeta convocando para a guerra – v. 8 (prepara para a batalha)
1.4.3. O exemplo da conversação interpessoal ininteligível – v. 9-11(produz edicação)
1.5. Quem fala em outra língua não entende o que fala – v. 13-15 – A mente é importante e Paulo diz que o crente precisa usar sua mente em cinco áreas: na oração (v.15), nos cânticos (v.15), na ação de graças (v.16-17), na instrução (v.19) e no juízo (v.20).
1.6. Quem fala em outra língua não pode edificar os outros – v. 16-17
1.7. A variedade de línguas não é para pregação – v. 18-19 “Mesmo quando há interpretação, não se muda a natureza das línguas. Continua sendo palavra do homem para Deus e não palavra de Deus para o homem (profecia).
1.8. O uso errado do dom de variedade de línguas escandaliza os incrédulos – v. 23
1.9. O uso do dom no culto público precisa ser com ordem – v. 27-28
1.10. O dom de variedade de línguas não deve ser proibido – v. 39
2. Erros relacionados ao uso do dom de variedade de línguas
2.1. Dar mais valor a este dom do que aos outros – v. 5
2.2. Pensar que este dom é prova de espiritualidade abundante – 1:7; 3:3; 13:1
2.3. Pensasr que este dom é o selo e a evidência do batismo com o Espírito – 12:13
2.4. Pensar que todos os crentes devem ter este dom – 12:30
2.5. Falar todos ao mesmo tempo em culto público – v. 27
2.6. Falar em estado de êxtase – v. 32
2.7. Falar em público sem interpretação – v. 2,5,9,11,13,16,27,28,40.
2.8. Pensar que a oração em línguas é superior à oração no vernáculo – v. 13-15
3. Recomendações do apóstolo sobre o dom de variedade de línguas
3.1. Não proibam que se fale em línguas – v. 39 – Paulo deu o seu testemunho pessoal (14:18). Só porque o dom está sendo mal usasdo, isto não significa que deve ser proibido. Os coríntios abusaram da Ceia do Senhor, mas a solução não foi deixar de celebrá-la. Dito isto, eles precisavam entender que “linguas” não era o melhor dom para edificar a igreja (14:19).
3.2. Em culto público, falar em línguas só com interpretação – v. 27-28 – A igreja de Corinto não tinha ordem no culto. Todos falavam ao mesmo tempo. As pessoas não entendiam e por isso não eram edificadas. Línguas tem três procedências: dom do Espírito; psiquê humana (extático), o diabo (1 Co 12:3).
3.3. Falar em línguas em particular tem o seu valor – v. 2,4,28
II. O DOM DE PROFECIA
1. O que é dom de profecia?
· Temos que fazer uma distinção entre o ofício de profeta no VT e NT com o dom de profecia hoje.
· Hoje não há mais profetas no sentido daqueles profetas primeiros, que se tornaram o fundamento da igreja (Ef 2:20), ou seja, instrumentos da revelação divina. O cânon da Escritura já está fechado.
· Hoje qualquer manifestação subsequente deste dom deve ser submetida à doutrina autorizada aos apóstolos e profetas (1 Co 14:37-38). BillybGraham fala: “Hoje Deus não revela mais verdade nova diretamente; a Bíblia tem uma capa posterior”.
· O dom de profecia é expor a verdade revelada de Deus conforme está registrada nas Sagradas Escrituras (Gl 1:8-9).
· O dom de profecia não está ligado a cargo ou posição. Todo crente pode profetizar (1 Co 14:1,5,31,39). Moisés também fez o mesmo (Nm 11:25-29).
2. O dom de profecia é segundo a proporção da fé
2.1. Esta fé é o conteúdo das Escrituras – Rm 12:6; 1 Pe 4:10-11; Judas 3
2.2. O dom de profecia precisa estar subordinado à autoridade apostólica – v. 37
3. Erros quanto ao exercício do dom de profecia
3.1. O dom de profecia não é extático – v. 29,31-33
3.2. O dom de profecia nunca é dado na primeira pessoa e sim na terceira pessoa. O profeta não fala “meu servo”, mas “assim diz o Senhor”.
3.3. O dom de profecia não está acima de julgamento da congregação – v. 29
4. O dom de profecia precisa ser provado
4.1. Glorifica a Deus? – 1 Pe 4:10,11
4.2. Está de acordo com a Escritura – 1 Pe 4:11
4.3. Edifica a igreja – 1 Co 14:3,4,5,12,17,26
4.4. O profeta se submete ao julgamento dos outros – 1 Co 14:29
4.5. O profeta está no controle de si mesmo – 1 Co 14:32
4.6. O que o profeta fala sucede 100%? – 1 Sm 9:6; Dt 18:22
5. Propósitos do dom de profecia
5.1. Fala aos homens para a edificação da igreja – v. 3-4
5.2. Edificação – ajuda a construir, levantar – não é profecia manipulativa, carnal.
5.3. Exortação – “paraclesis” – palavras que dão força à vida, encorajamento.
5.4. Consolação – acalma as tempestades do medo, ansiedade. Leva refrigério.
5.5. Produz convencimento de pecado – v. 24-25 – Julgado: o efeito da palavra profética é revelar ao homem o seu estado. Todo o seu interior é sondado e exposto. Aquilo que ele escondia no coração, vê reprovado e julgado e ele só pode atribuir isto à atividade de Deus. Reconhece Deus agindo na igreja.
CONCLUSÃO
· A conclusão deste capítulo pode ser sintetizada em três verdades básicas: 1) Edificação – v. 1-5,26b; 2) Entendimento – v. 6-25; 3) Ordem – v. 26-40.
Edificação – v. 1-5 – Paulo corrige os equívocos da igreja de Corinto que dava mais valor ao dom de variedade de línguas do que o de profecia; mais valor à edificação pessoal do que a edificação da igreja, mostrando que a profecia é superior às línguas. Paulo usa dois argumentos: Primeiro, profecia fala aos homens, línguas falam a Deus (1-3). As línguas não são usadas para pregar o evangelho. Uma pessoa não fala em línguas: “meu servo…”. Isso é adulterar o sentido das línguas. Segundo, profecia edifica a igreja, enquanto línguas edifica apenas a pessoa que fala (4-5).
Entendimento – v. 6-25 – Paulo quando fala de entendimento usa três ilustrações (6-11): instrumentos musicais, trombeta que convoca para guerra e conversação interpessoal. Depois Paulo faz algumas aplicações (12-25): 1) Para a própria pessoa que fala – v. 12-15; 2) Para outros crentes na assembléia – v. 16-20; 3) A aplicação final de Paulo é para os descrentes que vinham à assembléia em culto público – v. 21-25 – Aqui Paulo mostra mais uma vez a superioridade da profecia sobre as línguas. As línguas sem interpretação jamais podem trazer convicção de pecado aos pecadores. Em vez disso, se um incrédulo entrar na igreja e ver todos falando em outros línguas pode pensar que todos estão loucos.
Ordem – v. 26-40 – Há duas ordens que devem sempre vir juntas no culto público: 1) Seja tudo feito para edificação – v. 26b; 2) Tudo, porém, seja feito com decência e ordem – v. 40. A igreja de Corinto tinha sérios problemas com a ordem do culto (11:17-23). Eles estavam usando seus dons espirituais para agradar a si mesmos e não para a edificação de toda a igreja. A palavra chave deles não era edificação, mas exibição. Paulo então dá várias orientações de ordem à igreja: Primeiro, tanto o falar quanto o interpretar no culto público precisa ser feito com ordem (27-33). Onde o Espírito de Deus está agindo há auto-controle. Êxtase é evidência de que o culto não está sendo dirigido pelo Espírito Santo. Segundo, as mulheres não podiam quebrar a ordem do culto público (34-35). As mulheres oravam e profetizavam na igreja (11:5), mas no caso aqui as mulheres estavam importando suas atitudes das religiões de mistério e conversando durante o culto ou interrompendo aqueles que falavam com práticas extáticas. Terceiro, os crentes precisam estar alertas sobre o perigo de novas revelações que vão além da Palavra de Deus (36-40). Através destes versículos Paulo estava corrigindo aqueles crentes de Corinto que estavam dizendo: “Nós não precisamos da ajuda de Paulo. Não precisamos estudar a Bíblia. Não precisamos ter pastores formado nos seminários. O Espírito fala direto conosco”. Uma das marcas do verdadeiro profeta é sua obediência ao ensino apostólico.
INTRODUÇÃO
· John Stott, o maior exegeta do século XX afirma que os dons são atuais, contemporâneos, úteis e necessários, visto que Jesus não mudou. O grande problema é a polarização: carisma sem caráter (dons sem fruto), caráter sem carisma (fruto sem dons), credulidade infantil-racionalismo cético, cessacionismo-confusão.
· Neste capítulo 14 o apóstolo Paulo vai tratar fundamentalmente sobre dois dons espirituais: variedade de línguas e profecia.
I. O DOM DE VARIEDADE DE LÍNGUAS
1. O ensino de Paulo sobre o dom de variedade de línguas
1.1. Quem fala em outra língua fala a Deus e não aos homens – v. 2
1.2. Quem fala em outra língua não é entendido, pois fala em mistério – v. 2
1.3. Quem fala em outra língua edifica-se a si mesmo e não à igreja – v. 4
1.4. Quem fala em outra língua não se torna entendido, por isso não edifica – v. 5-11
1.4.1. O exemplo dos instrumentos musicais – v. 7 (produz harmonia)
1.4.2. O exemplo da trombeta convocando para a guerra – v. 8 (prepara para a batalha)
1.4.3. O exemplo da conversação interpessoal ininteligível – v. 9-11(produz edicação)
1.5. Quem fala em outra língua não entende o que fala – v. 13-15 – A mente é importante e Paulo diz que o crente precisa usar sua mente em cinco áreas: na oração (v.15), nos cânticos (v.15), na ação de graças (v.16-17), na instrução (v.19) e no juízo (v.20).
1.6. Quem fala em outra língua não pode edificar os outros – v. 16-17
1.7. A variedade de línguas não é para pregação – v. 18-19 “Mesmo quando há interpretação, não se muda a natureza das línguas. Continua sendo palavra do homem para Deus e não palavra de Deus para o homem (profecia).
1.8. O uso errado do dom de variedade de línguas escandaliza os incrédulos – v. 23
1.9. O uso do dom no culto público precisa ser com ordem – v. 27-28
1.10. O dom de variedade de línguas não deve ser proibido – v. 39
2. Erros relacionados ao uso do dom de variedade de línguas
2.1. Dar mais valor a este dom do que aos outros – v. 5
2.2. Pensar que este dom é prova de espiritualidade abundante – 1:7; 3:3; 13:1
2.3. Pensasr que este dom é o selo e a evidência do batismo com o Espírito – 12:13
2.4. Pensar que todos os crentes devem ter este dom – 12:30
2.5. Falar todos ao mesmo tempo em culto público – v. 27
2.6. Falar em estado de êxtase – v. 32
2.7. Falar em público sem interpretação – v. 2,5,9,11,13,16,27,28,40.
2.8. Pensar que a oração em línguas é superior à oração no vernáculo – v. 13-15
3. Recomendações do apóstolo sobre o dom de variedade de línguas
3.1. Não proibam que se fale em línguas – v. 39 – Paulo deu o seu testemunho pessoal (14:18). Só porque o dom está sendo mal usasdo, isto não significa que deve ser proibido. Os coríntios abusaram da Ceia do Senhor, mas a solução não foi deixar de celebrá-la. Dito isto, eles precisavam entender que “linguas” não era o melhor dom para edificar a igreja (14:19).
3.2. Em culto público, falar em línguas só com interpretação – v. 27-28 – A igreja de Corinto não tinha ordem no culto. Todos falavam ao mesmo tempo. As pessoas não entendiam e por isso não eram edificadas. Línguas tem três procedências: dom do Espírito; psiquê humana (extático), o diabo (1 Co 12:3).
3.3. Falar em línguas em particular tem o seu valor – v. 2,4,28
II. O DOM DE PROFECIA
1. O que é dom de profecia?
· Temos que fazer uma distinção entre o ofício de profeta no VT e NT com o dom de profecia hoje.
· Hoje não há mais profetas no sentido daqueles profetas primeiros, que se tornaram o fundamento da igreja (Ef 2:20), ou seja, instrumentos da revelação divina. O cânon da Escritura já está fechado.
· Hoje qualquer manifestação subsequente deste dom deve ser submetida à doutrina autorizada aos apóstolos e profetas (1 Co 14:37-38). BillybGraham fala: “Hoje Deus não revela mais verdade nova diretamente; a Bíblia tem uma capa posterior”.
· O dom de profecia é expor a verdade revelada de Deus conforme está registrada nas Sagradas Escrituras (Gl 1:8-9).
· O dom de profecia não está ligado a cargo ou posição. Todo crente pode profetizar (1 Co 14:1,5,31,39). Moisés também fez o mesmo (Nm 11:25-29).
2. O dom de profecia é segundo a proporção da fé
2.1. Esta fé é o conteúdo das Escrituras – Rm 12:6; 1 Pe 4:10-11; Judas 3
2.2. O dom de profecia precisa estar subordinado à autoridade apostólica – v. 37
3. Erros quanto ao exercício do dom de profecia
3.1. O dom de profecia não é extático – v. 29,31-33
3.2. O dom de profecia nunca é dado na primeira pessoa e sim na terceira pessoa. O profeta não fala “meu servo”, mas “assim diz o Senhor”.
3.3. O dom de profecia não está acima de julgamento da congregação – v. 29
4. O dom de profecia precisa ser provado
4.1. Glorifica a Deus? – 1 Pe 4:10,11
4.2. Está de acordo com a Escritura – 1 Pe 4:11
4.3. Edifica a igreja – 1 Co 14:3,4,5,12,17,26
4.4. O profeta se submete ao julgamento dos outros – 1 Co 14:29
4.5. O profeta está no controle de si mesmo – 1 Co 14:32
4.6. O que o profeta fala sucede 100%? – 1 Sm 9:6; Dt 18:22
5. Propósitos do dom de profecia
5.1. Fala aos homens para a edificação da igreja – v. 3-4
5.2. Edificação – ajuda a construir, levantar – não é profecia manipulativa, carnal.
5.3. Exortação – “paraclesis” – palavras que dão força à vida, encorajamento.
5.4. Consolação – acalma as tempestades do medo, ansiedade. Leva refrigério.
5.5. Produz convencimento de pecado – v. 24-25 – Julgado: o efeito da palavra profética é revelar ao homem o seu estado. Todo o seu interior é sondado e exposto. Aquilo que ele escondia no coração, vê reprovado e julgado e ele só pode atribuir isto à atividade de Deus. Reconhece Deus agindo na igreja.
CONCLUSÃO
· A conclusão deste capítulo pode ser sintetizada em três verdades básicas: 1) Edificação – v. 1-5,26b; 2) Entendimento – v. 6-25; 3) Ordem – v. 26-40.
Edificação – v. 1-5 – Paulo corrige os equívocos da igreja de Corinto que dava mais valor ao dom de variedade de línguas do que o de profecia; mais valor à edificação pessoal do que a edificação da igreja, mostrando que a profecia é superior às línguas. Paulo usa dois argumentos: Primeiro, profecia fala aos homens, línguas falam a Deus (1-3). As línguas não são usadas para pregar o evangelho. Uma pessoa não fala em línguas: “meu servo…”. Isso é adulterar o sentido das línguas. Segundo, profecia edifica a igreja, enquanto línguas edifica apenas a pessoa que fala (4-5).
Entendimento – v. 6-25 – Paulo quando fala de entendimento usa três ilustrações (6-11): instrumentos musicais, trombeta que convoca para guerra e conversação interpessoal. Depois Paulo faz algumas aplicações (12-25): 1) Para a própria pessoa que fala – v. 12-15; 2) Para outros crentes na assembléia – v. 16-20; 3) A aplicação final de Paulo é para os descrentes que vinham à assembléia em culto público – v. 21-25 – Aqui Paulo mostra mais uma vez a superioridade da profecia sobre as línguas. As línguas sem interpretação jamais podem trazer convicção de pecado aos pecadores. Em vez disso, se um incrédulo entrar na igreja e ver todos falando em outros línguas pode pensar que todos estão loucos.
Ordem – v. 26-40 – Há duas ordens que devem sempre vir juntas no culto público: 1) Seja tudo feito para edificação – v. 26b; 2) Tudo, porém, seja feito com decência e ordem – v. 40. A igreja de Corinto tinha sérios problemas com a ordem do culto (11:17-23). Eles estavam usando seus dons espirituais para agradar a si mesmos e não para a edificação de toda a igreja. A palavra chave deles não era edificação, mas exibição. Paulo então dá várias orientações de ordem à igreja: Primeiro, tanto o falar quanto o interpretar no culto público precisa ser feito com ordem (27-33). Onde o Espírito de Deus está agindo há auto-controle. Êxtase é evidência de que o culto não está sendo dirigido pelo Espírito Santo. Segundo, as mulheres não podiam quebrar a ordem do culto público (34-35). As mulheres oravam e profetizavam na igreja (11:5), mas no caso aqui as mulheres estavam importando suas atitudes das religiões de mistério e conversando durante o culto ou interrompendo aqueles que falavam com práticas extáticas. Terceiro, os crentes precisam estar alertas sobre o perigo de novas revelações que vão além da Palavra de Deus (36-40). Através destes versículos Paulo estava corrigindo aqueles crentes de Corinto que estavam dizendo: “Nós não precisamos da ajuda de Paulo. Não precisamos estudar a Bíblia. Não precisamos ter pastores formado nos seminários. O Espírito fala direto conosco”. Uma das marcas do verdadeiro profeta é sua obediência ao ensino apostólico.
“Não é lícito aos homens, nem mesmo aos anjos, fazerem,
nas Santas Escrituras, qualquer acréscimo, diminuição ou mudança. Por
conseguinte, nem a antiguidade, nem os costumes, nem a multidão, nem a
sabedoria humana, nem os juramentos, nem as sentenças, nem editos, nem
os decretos, nem os concílios, nem as visões, nem os milagres se devem
contrapor as estas Santas Escrituras; mas, ao contrário, por elas é que
todas as coisas se devem examinar, regular e reformar” (Artigo V da
Confissão Reformada da França, adotada em 1559).
Rev. Hernandes Dias Lopes.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
www.cristoestanaminhavida.blogspot.com
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
O poder da palavra de Deus
Referência: LUCAS 8.4-8,12-15
Diz Cristo que saiu o pregador evangélico a semear a Palavra divina. Não só faz menção de semear, mas faz também caso de sair, porque no dia da colheita hão de nos medir a semeadura e hão de nos contar os passos.
Entre os semeadores do Evangelho há uns que saem a semear, há outros que semeiam sem sair. Agora, diz Cristo que o semeador saiu, porém não diz que tornou, pois quem lança mão do arado e olha para traz não é apto para o Reino.
E se esse semeador quando saiu, achasse o campo tomado? Se se armassem contra ele os espinhos? Se se levantasse contra ele as pedras? E se lhe fechassem os caminhos, que havia de fazer?
Todos esses problemas enfrentou o semeador. Começou ele a semear, mas com pouca ventura. Uma parte do trigo caiu entre os espinhos, e afogaram-na os espinhos. Outra parte caiu sobre pedras e secou-se nas pedras por falta de umidade. Outra parte caiu no caminho, e pisaram-no os homens e comeram-no as aves.
Ora, vede como todas as criaturas do mundo se armaram contra esta sementeira. Todas as criaturas quantas há no mundo se reduzem a quatro gêneros: 1) CRIATURAS RACIONAIS = como os homens.
2) CRIATURAS SENSITIVAS = como os animais.
3) CRIATURAS VEGETATIVAS = como as plantas.
4) CRIATURAS INSENSÍVEIS = como as pedras. E não há mais. Faltou alguma dessas que se não armasse contra o semeador? NENHUMA!.
A natureza insensível o perseguiu nas pedras; a vegetativa nos espinhos; a sensitiva nas aves; a racional nos homens. As pedras secaram-na; os espinhos afogaram-na; as aves comeram-na e os homens pisaram-na.
Os pregadores ao semearem a Palavra acham homens homens; homens pedra; homens troncos; homens secos. Houve aqui semente mirrada, semente afogada, semente comida e semente pisada.
Há! Não só a semente, mas muitos semeadores também que sofrem a mesma oposição. Houve semeadores afogados, semeadores comidos, semeadores mirrados e semeadores pisados.
Ah, mas isto é glória para os semeadores, pois são mirrados sim, mas por amor a Deus mirrados; afogados sim, mas por amor de Deus afogados; comidos sim, mas por amor de Deus comidos; pisados sim, mas por amor de Deus perseguidos e pisados.
E o que devia fazer o semeador evangélico, vendo tão mal logrados seus primeiros trabalhos? Desistir da sementeira? Ficar ocioso no campo? Não, ele não desanimou nem na primeira, nem na segunda, nem na terceira perda. A quarta parte caiu em BOA TERRA e se restauraram com vantagem as perdas das demais: NASCEU, CRESCEU, ESPIGOU, AMADURECEU, COLHEU-SE, MEDIU-SE 30, 60, 100 POR UM.
“Os que saem chorando enquanto semeiam voltarão com júbilo trazendo os seus feixes.” O semeador foi perseverante: perdeu a primeira, a segunda, a terceira parte da semente, mas aproveitou a quarta e última e colheu dela muito fruto.
I. O SIGNIFICADO DA PARÁBOLA
A semente que semeou o pregador é a PALAVRA DE DEUS. Os espinhos, as pedras, o caminho e a terra boa, em que a semente caiu, são os diversos corações dos homens.
1) OS ESPINHOS = São os corações embaraçados com cuidados, com riquezas, com prazeres carnais – e nestes afoga-se a Palavra de Deus.
2) AS PEDRAS = São os corações duros e obstinados e nestes seca-se a Palavra de Deus, e se nasce, não cria raízes.
3) OS CAMINHOS = São os corações inquietos e perturbados com a passagem e tropel das coisas do mundo, umas que vão, outras que vêm, outras que atravessam e todas que passam – e nestes é pisada a Palavra de Deus.
4) A TERRA BOA = São os corações que acolhem a Palavra e neles frutifica com tanta fecundidade e abundância que se colhe cento por um.
Se a Palavra de Deus é tão eficaz e tão poderosa, como vemos tão pouco fruto hoje? Se ela frutificou cento por um, porque hoje muitas vezes não frutifica um por cento? Na igreja apostólica, na igreja primitiva, na Reforma, nos Reavivamentos do Século XVIII, XIX e começo do século XX, multidões convertiam-se ao Evangelho. Vidas eram transformadas. Lares eram reerguidos. Cidades eram salvas. Nações restauradas.
Hoje, a despeito de termos tantos pregadores e tantos sermões e tanta semeadura, porque há tão poucos frutos? Porque tão poucos homens se arrependem? Porque tão pequenos resultados se Deus é o mesmo e se a Palavra tem o mesmo poder?
II. DESCOBRINDO AS CAUSAS
Fazer pouco fruto a Palavra de Deus pode proceder de um de três princípios:
1) ou da parte do PREGADOR;
2) ou da parte do OUVINTE;
3) ou da parte de DEUS.
Para uma pessoa se converter por meio da mensagem há de haver três concursos:
1) Há de concorrer o pregador com a DOUTRINA, persuadindo-o;
2) Há de concorrer o ouvinte com o ENTENDIMENTO, percebendo;
3) Há de concorrer Deus com a GRAÇA, alumiando.
Para um homem se ver a si mesmo são necessárias três coisas: OLHOS, ESPELHO E LUZ. Se tem espelho e é cego, não pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos, e é noite, não se pode ver por falta de luz. Logo há mister luz, há mister espelho, e há mister olhos.
O pregador concorre com o espelho, que é a DOUTRINA. Deus concorre com a luz, que a GRAÇA; o homem concorre com os olhos que é o ENTENDIMENTO.
Mas se há pouco fruto de quem é a falta? De Deus, do ouvinte ou do pregador?
1. POR PARTE DE DEUS?
Por parte de Deus não falta e nem pode faltar. A primeira semente perdeu-se porque a afogaram os espinhos. A segunda porque a secaram as pedras. A terceira porque a pisaram os homens e a comeram as aves. Isto é o que Cristo diz, mas notai o que Ele não diz. Não diz que parte alguma daquela semente se perdesse por causa do sol ou da chuva. Porque o sol e a chuva são dádiva do céu e deixar de frutificar a semente da Palavra de Deus nunca é por falta do céu, sempre é por culpa nossa.
2. SERÁ POR PARTE DO OUVINTE?
Se a culpa fosse toda dos ouvintes, não teria a Palavra de Deus feito grandes resultados produzindo cento por um. Na boa terra a semente frutificou em abundância e mesmo nos solos pisados, espinhentos e rochosos a semente não frutificou, mas nasceu. A semente que caiu nos espinhos nasceu, mas afogaram-no; a semente que caiu nas pedras, nasceu, mas secou-se.
A Palavra é tão fecunda que na boa terra produz muito fruto e nos espinheiros e nas pedras faz efeito.
Os piores ouvintes são as pedras e os espinhos = Os espinhos por agudos, as pedras por duras. Ouvintes de entendimentos agudos e de vontades endurecidas são as piores. OS OUVINTES DE ENTENDIMENTO AGUDOS = São mau ouvintes porque vêm só ouvir sutilezas, avaliar pensamentos e às vezes também a picar quem não os pica. A semente não picou os espinhos, estes picaram a semente.
OS OUVINTES DE VONTADE ENDURECIDA = São os piores porque ainda os espinhos agudos se quebram na sua dureza. Estes são fechados, impenetráveis, insensíveis.
Mas a Palavra é tão poderosa que sem cortar nem despontar espinhos nasce entre espinhos – sem arrancar pedras nasce entre as pedras.
ENTÃO, SE A PALAVRA É PODEROSA E PRODUZIU EM UM FRUTOS E NOUTROS EFEITOS, A CULPA NÃO É DOS OUVINTES SÓ, MAS PRINCIPALMENTE DOS PREGADORES.
III. APONTANDO AS CAUSAS
A definição do pregador é a vida e o exemplo. Por isso Cristo não o comparou ao semeador, mas ao que semeia. Não diz Cristo: “Saiu a semear o semeador” MAS SIM “saiu o semeador a semear.”
Entre o semeador e o que semeia há muita diferença. Uma coisa é o soldado e outra coisa é o que peleja. Uma coisa é o governador, e outra o que governa. Uma coisa é o pregador e outra o que prega. O semeador e o pregador é nome; o que semeia e o que prega é ação. E AS AÇÕES SÃO AS QUE DÃO O SER AO PREGADOR.
Ter nome de pregador ou ser pregador de nome, não importa nada; as ações, a vida, o exemplo, a consagração, o enchimento do Espírito, a unção é que dão resultado.
Antigamente convertiam-se multidões porque o povo de Deus pregava com a vida e com o exemplo. Hoje há poucas conversões porque pregam-se palavras e pensamentos e não palavras e obras.
Palavras sem obras são tiro sem bala, ATROAM MAS NÃO FEREM.
A funda de Davi derrubou o gigante, mas não o derrubou com o estalo, senão com a pedra.
O pregar que é falar, faz-se com a boca; o pregar que é semear, faz-se com a mão. Para falar ao vento, bastam palavras; para falar ao coração, é necessário vida, exemplo, obras.
A Palavra de Deus frutificou cento por um = Que quer isto dizer? = Que de uma palavra nasceram cem palavras? Não. De uma palavra nasceram cem vidas transformadas. Mas palavras que frutificam vidas, não são só palavras…
O próprio verbo de Deus, que era Palavra de Deus, quando veio nos salvar, fez-se carne. Agora o verbo encarnado pregava também aos ouvidos e aos olhos. IDE DIZEI A JOÃO O QUE ESTAIS OUVINDO E VENDO: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os mortos ressuscitam e aos pobres é pregado o Evangelho.
Pouco importa que as nossas palavras sejam divinas, se nossa vida não o demonstrar. A razão disto é porque as palavras ouvem-se, as obras vêem-se. As palavras entram pelos ouvidos, as obras entram pelos olhos e a nossa alma rende-se muito mais pelos olhos que pelos ouvidos.
Vissem os ouvintes em nós o que nos ouvem a nós e o abalo e os efeitos da nossa mensagem revolucionariam o mundo como aconteceu com FILIPE EM SAMARIA. A cidade ficou abalada e extasiada de alegria ao ouvir e ver as coisas que ele fazia pelo poder de Deus.
Sabem porque fazem pouco abalo as nossas mensagens? Porque não pregamos aos olhos, pregamos só aos ouvidos = Se quando os ouvintes percebem os nossos conceitos, têm diante dos olhos as nossas manchas, como hão de crer? Se a minha vida é apologia contra a minha doutrina, se as minhas palavras vão já refutadas nas minhas obras, se uma coisa é o semeador e outra o que semeia, como poderemos esperar frutificação na semeadura?
IRMÃOS, QUEREIS SABER A CAUSA PORQUE SE FAZ HOJE TÃO POUCO FRUTO COM TANTAS PREGAÇÕES? É PORQUE AS PALAVRAS DOS PREGADORES SÃO PALAVRAS, MAS NÃO PALAVRAS DE DEUS =
A Palavra de Deus é eficaz e produz fruto, mas palavras dos homens não têm esse poder. Diz A Palavra de Deus: “Quem semeia ventos, colhe tempestade.” Se os pregadores semeiam vento, se o que se prega é tradição humana, conceitos humanos, filosofia humana e não a Palavra de Deus, há de colher tormenta e não frutos.
Mas dizeis: Mas os pregadores não pregam as Sagradas Escrituras? Como não pregam a Palavra de Deus? = Esse é o mal.: Pregam Palavras de Deus, mas não pregam A PALAVRA DE DEUS.
Disse Deus por Jeremias: “o profeta que tem sonho conte-o como apenas sonho; mas aquele em quem está a minha palavra, fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? Diz o Senhor.” (23.28) = As Palavras de Deus pregadas no sentido em que Deus as disse, são palavras de Deus, mas pregadas no sentido que nós queremos, não são palavras de Deus, antes podem ser palavras de demônios.
Exemplo: O diabo tentou a Jesus com as Escrituras. Jesus defendeu-se do diabo com as Escrituras = Todas as Escrituras são Palavra de Deus; pois se Cristo toma a Escritura para se defender do diabo, como toma o diabo a Escritura para tentar Cristo? A razão é porque Cristo tomava as Palavras das Escrituras em seu verdadeiro sentido e o diabo tomava as palavras de forma torcida. E as mesmas palavras, que tomadas em verdadeiro sentido são Palavra de Deus, tomadas em sentido alheio são armas do diabo. AS MESMAS PALAVRAS QUE TOMADAS NO SENTIDO EM QUE DEUS AS DISSE SÃO DEFESA, TOMADAS EM SENTIDO EM QUE DEUS NÃO DISSE SÃO TENTAÇÃO.
Assim como o diabo tentou a Cristo no pináculo do templo com a Palavra mal interpretada, assim hoje ele usa pregadores no púlpito para golpear a Palavra de Deus, torcê-la e adulterá-la, pregando MODERNISMO, LIBERALISMO, MISTICISMO, VISÕES, PROFECIAS, SONHOS E TODA SORTE DE MANIPULAÇÃO HUMANA.
Exemplo: Teologia de prosperidade – forma indecorosa de arrancar dinheiro do povo – exageros da batalha espiritual – profecias carnais que geram escândalo …
CONCLUSÃO
Muitos rejeitam, zombam e não querem ouvir a Palavra de Deus. Mas a doutrina de que eles zombam, essa é a que lhes devemos pregar, porque é a mais proveitosa.
A semente que caiu no caminho comeram-na as aves. Estas aves, como explicou Jesus são demônios que tiram a Palavra de Deus dos corações dos homens. Pois porque não comeu o diabo a semente que caiu entre os espinhos? Ou a semente que caiu nas pedras, senão a semente que caiu no caminho? PORQUE A SEMENTE QUE CAIU NO CAMINHO – PISARAM-NA OS HOMENS – E a doutrina que os homens pisam essa é a que o diabo teme. Desses outros conceitos e pensamentos que os homens aplaudem o diabo não se acautela, porque sabe que não são essas as pregações que hão de lhe tirar as almas das unhas.
Explicando Cristo a parábola diz que as pedras são aqueles que ouvem a pregação com gosto – mas depois viram pedras! Não gostem e abrandem-se; não gostem e quebrem-se; não gostem e frutifiquem. O frutificar não se ajunta com o gostar, senão com o padecer. Se a semente não morrer ela não frutifica. A semente que frutifica não é aquela que dá gosto ao ouvinte, é aquela que lhe dá pena. Quando o ouvinte a cada palavra do pregador treme. Quando o ouvinte vai do sermão para casa atônito, então é a pregação que convém e que dará fruto.
Devemos esperar não que os homens saiam dos nossos sermões e cultos contentes de nós, senão que saiam muito descontentes de si. Não que lhes pareçam bem a Palavra de Deus, mas que lhes pareçam mal os seus pecados, as suas vidas, as suas ambições. Contanto que se descontentem de si; descontentem-se embora de nós. Paulo disse: “Se agradasse ainda a homens não seria servo de Cristo.”
Devemos pregar o que convém à sã doutrina, com poder e unção, com vida e testemunho, com coragem e determinação.
PREGUEMOS E ARMEMO-NOS TODOS CONTRA O PECADO. VEJA O CÉU QUE AINDA TEM NA TERRA QUEM SE PÕE DA SUA PARTE. SAIBA O INFERNO QUE AINDA HÁ NA TERRA QUEM LHE FAÇA GUERRA COM A PALAVRA DE DEUS E SAIBA A MESMA TERRA, QUE AINDA ESTÁ EM ESTADO DE REVERDECER E DAR MUITO FRUTO! Amém!!!
Rev. Hernandes Dias Lopes.
www.crsitoestanaminhavida.blogspot.com
Diz Cristo que saiu o pregador evangélico a semear a Palavra divina. Não só faz menção de semear, mas faz também caso de sair, porque no dia da colheita hão de nos medir a semeadura e hão de nos contar os passos.
Entre os semeadores do Evangelho há uns que saem a semear, há outros que semeiam sem sair. Agora, diz Cristo que o semeador saiu, porém não diz que tornou, pois quem lança mão do arado e olha para traz não é apto para o Reino.
E se esse semeador quando saiu, achasse o campo tomado? Se se armassem contra ele os espinhos? Se se levantasse contra ele as pedras? E se lhe fechassem os caminhos, que havia de fazer?
Todos esses problemas enfrentou o semeador. Começou ele a semear, mas com pouca ventura. Uma parte do trigo caiu entre os espinhos, e afogaram-na os espinhos. Outra parte caiu sobre pedras e secou-se nas pedras por falta de umidade. Outra parte caiu no caminho, e pisaram-no os homens e comeram-no as aves.
Ora, vede como todas as criaturas do mundo se armaram contra esta sementeira. Todas as criaturas quantas há no mundo se reduzem a quatro gêneros: 1) CRIATURAS RACIONAIS = como os homens.
2) CRIATURAS SENSITIVAS = como os animais.
3) CRIATURAS VEGETATIVAS = como as plantas.
4) CRIATURAS INSENSÍVEIS = como as pedras. E não há mais. Faltou alguma dessas que se não armasse contra o semeador? NENHUMA!.
A natureza insensível o perseguiu nas pedras; a vegetativa nos espinhos; a sensitiva nas aves; a racional nos homens. As pedras secaram-na; os espinhos afogaram-na; as aves comeram-na e os homens pisaram-na.
Os pregadores ao semearem a Palavra acham homens homens; homens pedra; homens troncos; homens secos. Houve aqui semente mirrada, semente afogada, semente comida e semente pisada.
Há! Não só a semente, mas muitos semeadores também que sofrem a mesma oposição. Houve semeadores afogados, semeadores comidos, semeadores mirrados e semeadores pisados.
Ah, mas isto é glória para os semeadores, pois são mirrados sim, mas por amor a Deus mirrados; afogados sim, mas por amor de Deus afogados; comidos sim, mas por amor de Deus comidos; pisados sim, mas por amor de Deus perseguidos e pisados.
E o que devia fazer o semeador evangélico, vendo tão mal logrados seus primeiros trabalhos? Desistir da sementeira? Ficar ocioso no campo? Não, ele não desanimou nem na primeira, nem na segunda, nem na terceira perda. A quarta parte caiu em BOA TERRA e se restauraram com vantagem as perdas das demais: NASCEU, CRESCEU, ESPIGOU, AMADURECEU, COLHEU-SE, MEDIU-SE 30, 60, 100 POR UM.
“Os que saem chorando enquanto semeiam voltarão com júbilo trazendo os seus feixes.” O semeador foi perseverante: perdeu a primeira, a segunda, a terceira parte da semente, mas aproveitou a quarta e última e colheu dela muito fruto.
I. O SIGNIFICADO DA PARÁBOLA
A semente que semeou o pregador é a PALAVRA DE DEUS. Os espinhos, as pedras, o caminho e a terra boa, em que a semente caiu, são os diversos corações dos homens.
1) OS ESPINHOS = São os corações embaraçados com cuidados, com riquezas, com prazeres carnais – e nestes afoga-se a Palavra de Deus.
2) AS PEDRAS = São os corações duros e obstinados e nestes seca-se a Palavra de Deus, e se nasce, não cria raízes.
3) OS CAMINHOS = São os corações inquietos e perturbados com a passagem e tropel das coisas do mundo, umas que vão, outras que vêm, outras que atravessam e todas que passam – e nestes é pisada a Palavra de Deus.
4) A TERRA BOA = São os corações que acolhem a Palavra e neles frutifica com tanta fecundidade e abundância que se colhe cento por um.
Se a Palavra de Deus é tão eficaz e tão poderosa, como vemos tão pouco fruto hoje? Se ela frutificou cento por um, porque hoje muitas vezes não frutifica um por cento? Na igreja apostólica, na igreja primitiva, na Reforma, nos Reavivamentos do Século XVIII, XIX e começo do século XX, multidões convertiam-se ao Evangelho. Vidas eram transformadas. Lares eram reerguidos. Cidades eram salvas. Nações restauradas.
Hoje, a despeito de termos tantos pregadores e tantos sermões e tanta semeadura, porque há tão poucos frutos? Porque tão poucos homens se arrependem? Porque tão pequenos resultados se Deus é o mesmo e se a Palavra tem o mesmo poder?
II. DESCOBRINDO AS CAUSAS
Fazer pouco fruto a Palavra de Deus pode proceder de um de três princípios:
1) ou da parte do PREGADOR;
2) ou da parte do OUVINTE;
3) ou da parte de DEUS.
Para uma pessoa se converter por meio da mensagem há de haver três concursos:
1) Há de concorrer o pregador com a DOUTRINA, persuadindo-o;
2) Há de concorrer o ouvinte com o ENTENDIMENTO, percebendo;
3) Há de concorrer Deus com a GRAÇA, alumiando.
Para um homem se ver a si mesmo são necessárias três coisas: OLHOS, ESPELHO E LUZ. Se tem espelho e é cego, não pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos, e é noite, não se pode ver por falta de luz. Logo há mister luz, há mister espelho, e há mister olhos.
O pregador concorre com o espelho, que é a DOUTRINA. Deus concorre com a luz, que a GRAÇA; o homem concorre com os olhos que é o ENTENDIMENTO.
Mas se há pouco fruto de quem é a falta? De Deus, do ouvinte ou do pregador?
1. POR PARTE DE DEUS?
Por parte de Deus não falta e nem pode faltar. A primeira semente perdeu-se porque a afogaram os espinhos. A segunda porque a secaram as pedras. A terceira porque a pisaram os homens e a comeram as aves. Isto é o que Cristo diz, mas notai o que Ele não diz. Não diz que parte alguma daquela semente se perdesse por causa do sol ou da chuva. Porque o sol e a chuva são dádiva do céu e deixar de frutificar a semente da Palavra de Deus nunca é por falta do céu, sempre é por culpa nossa.
2. SERÁ POR PARTE DO OUVINTE?
Se a culpa fosse toda dos ouvintes, não teria a Palavra de Deus feito grandes resultados produzindo cento por um. Na boa terra a semente frutificou em abundância e mesmo nos solos pisados, espinhentos e rochosos a semente não frutificou, mas nasceu. A semente que caiu nos espinhos nasceu, mas afogaram-no; a semente que caiu nas pedras, nasceu, mas secou-se.
A Palavra é tão fecunda que na boa terra produz muito fruto e nos espinheiros e nas pedras faz efeito.
Os piores ouvintes são as pedras e os espinhos = Os espinhos por agudos, as pedras por duras. Ouvintes de entendimentos agudos e de vontades endurecidas são as piores. OS OUVINTES DE ENTENDIMENTO AGUDOS = São mau ouvintes porque vêm só ouvir sutilezas, avaliar pensamentos e às vezes também a picar quem não os pica. A semente não picou os espinhos, estes picaram a semente.
OS OUVINTES DE VONTADE ENDURECIDA = São os piores porque ainda os espinhos agudos se quebram na sua dureza. Estes são fechados, impenetráveis, insensíveis.
Mas a Palavra é tão poderosa que sem cortar nem despontar espinhos nasce entre espinhos – sem arrancar pedras nasce entre as pedras.
ENTÃO, SE A PALAVRA É PODEROSA E PRODUZIU EM UM FRUTOS E NOUTROS EFEITOS, A CULPA NÃO É DOS OUVINTES SÓ, MAS PRINCIPALMENTE DOS PREGADORES.
III. APONTANDO AS CAUSAS
A definição do pregador é a vida e o exemplo. Por isso Cristo não o comparou ao semeador, mas ao que semeia. Não diz Cristo: “Saiu a semear o semeador” MAS SIM “saiu o semeador a semear.”
Entre o semeador e o que semeia há muita diferença. Uma coisa é o soldado e outra coisa é o que peleja. Uma coisa é o governador, e outra o que governa. Uma coisa é o pregador e outra o que prega. O semeador e o pregador é nome; o que semeia e o que prega é ação. E AS AÇÕES SÃO AS QUE DÃO O SER AO PREGADOR.
Ter nome de pregador ou ser pregador de nome, não importa nada; as ações, a vida, o exemplo, a consagração, o enchimento do Espírito, a unção é que dão resultado.
Antigamente convertiam-se multidões porque o povo de Deus pregava com a vida e com o exemplo. Hoje há poucas conversões porque pregam-se palavras e pensamentos e não palavras e obras.
Palavras sem obras são tiro sem bala, ATROAM MAS NÃO FEREM.
A funda de Davi derrubou o gigante, mas não o derrubou com o estalo, senão com a pedra.
O pregar que é falar, faz-se com a boca; o pregar que é semear, faz-se com a mão. Para falar ao vento, bastam palavras; para falar ao coração, é necessário vida, exemplo, obras.
A Palavra de Deus frutificou cento por um = Que quer isto dizer? = Que de uma palavra nasceram cem palavras? Não. De uma palavra nasceram cem vidas transformadas. Mas palavras que frutificam vidas, não são só palavras…
O próprio verbo de Deus, que era Palavra de Deus, quando veio nos salvar, fez-se carne. Agora o verbo encarnado pregava também aos ouvidos e aos olhos. IDE DIZEI A JOÃO O QUE ESTAIS OUVINDO E VENDO: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os mortos ressuscitam e aos pobres é pregado o Evangelho.
Pouco importa que as nossas palavras sejam divinas, se nossa vida não o demonstrar. A razão disto é porque as palavras ouvem-se, as obras vêem-se. As palavras entram pelos ouvidos, as obras entram pelos olhos e a nossa alma rende-se muito mais pelos olhos que pelos ouvidos.
Vissem os ouvintes em nós o que nos ouvem a nós e o abalo e os efeitos da nossa mensagem revolucionariam o mundo como aconteceu com FILIPE EM SAMARIA. A cidade ficou abalada e extasiada de alegria ao ouvir e ver as coisas que ele fazia pelo poder de Deus.
Sabem porque fazem pouco abalo as nossas mensagens? Porque não pregamos aos olhos, pregamos só aos ouvidos = Se quando os ouvintes percebem os nossos conceitos, têm diante dos olhos as nossas manchas, como hão de crer? Se a minha vida é apologia contra a minha doutrina, se as minhas palavras vão já refutadas nas minhas obras, se uma coisa é o semeador e outra o que semeia, como poderemos esperar frutificação na semeadura?
IRMÃOS, QUEREIS SABER A CAUSA PORQUE SE FAZ HOJE TÃO POUCO FRUTO COM TANTAS PREGAÇÕES? É PORQUE AS PALAVRAS DOS PREGADORES SÃO PALAVRAS, MAS NÃO PALAVRAS DE DEUS =
A Palavra de Deus é eficaz e produz fruto, mas palavras dos homens não têm esse poder. Diz A Palavra de Deus: “Quem semeia ventos, colhe tempestade.” Se os pregadores semeiam vento, se o que se prega é tradição humana, conceitos humanos, filosofia humana e não a Palavra de Deus, há de colher tormenta e não frutos.
Mas dizeis: Mas os pregadores não pregam as Sagradas Escrituras? Como não pregam a Palavra de Deus? = Esse é o mal.: Pregam Palavras de Deus, mas não pregam A PALAVRA DE DEUS.
Disse Deus por Jeremias: “o profeta que tem sonho conte-o como apenas sonho; mas aquele em quem está a minha palavra, fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? Diz o Senhor.” (23.28) = As Palavras de Deus pregadas no sentido em que Deus as disse, são palavras de Deus, mas pregadas no sentido que nós queremos, não são palavras de Deus, antes podem ser palavras de demônios.
Exemplo: O diabo tentou a Jesus com as Escrituras. Jesus defendeu-se do diabo com as Escrituras = Todas as Escrituras são Palavra de Deus; pois se Cristo toma a Escritura para se defender do diabo, como toma o diabo a Escritura para tentar Cristo? A razão é porque Cristo tomava as Palavras das Escrituras em seu verdadeiro sentido e o diabo tomava as palavras de forma torcida. E as mesmas palavras, que tomadas em verdadeiro sentido são Palavra de Deus, tomadas em sentido alheio são armas do diabo. AS MESMAS PALAVRAS QUE TOMADAS NO SENTIDO EM QUE DEUS AS DISSE SÃO DEFESA, TOMADAS EM SENTIDO EM QUE DEUS NÃO DISSE SÃO TENTAÇÃO.
Assim como o diabo tentou a Cristo no pináculo do templo com a Palavra mal interpretada, assim hoje ele usa pregadores no púlpito para golpear a Palavra de Deus, torcê-la e adulterá-la, pregando MODERNISMO, LIBERALISMO, MISTICISMO, VISÕES, PROFECIAS, SONHOS E TODA SORTE DE MANIPULAÇÃO HUMANA.
Exemplo: Teologia de prosperidade – forma indecorosa de arrancar dinheiro do povo – exageros da batalha espiritual – profecias carnais que geram escândalo …
CONCLUSÃO
Muitos rejeitam, zombam e não querem ouvir a Palavra de Deus. Mas a doutrina de que eles zombam, essa é a que lhes devemos pregar, porque é a mais proveitosa.
A semente que caiu no caminho comeram-na as aves. Estas aves, como explicou Jesus são demônios que tiram a Palavra de Deus dos corações dos homens. Pois porque não comeu o diabo a semente que caiu entre os espinhos? Ou a semente que caiu nas pedras, senão a semente que caiu no caminho? PORQUE A SEMENTE QUE CAIU NO CAMINHO – PISARAM-NA OS HOMENS – E a doutrina que os homens pisam essa é a que o diabo teme. Desses outros conceitos e pensamentos que os homens aplaudem o diabo não se acautela, porque sabe que não são essas as pregações que hão de lhe tirar as almas das unhas.
Explicando Cristo a parábola diz que as pedras são aqueles que ouvem a pregação com gosto – mas depois viram pedras! Não gostem e abrandem-se; não gostem e quebrem-se; não gostem e frutifiquem. O frutificar não se ajunta com o gostar, senão com o padecer. Se a semente não morrer ela não frutifica. A semente que frutifica não é aquela que dá gosto ao ouvinte, é aquela que lhe dá pena. Quando o ouvinte a cada palavra do pregador treme. Quando o ouvinte vai do sermão para casa atônito, então é a pregação que convém e que dará fruto.
Devemos esperar não que os homens saiam dos nossos sermões e cultos contentes de nós, senão que saiam muito descontentes de si. Não que lhes pareçam bem a Palavra de Deus, mas que lhes pareçam mal os seus pecados, as suas vidas, as suas ambições. Contanto que se descontentem de si; descontentem-se embora de nós. Paulo disse: “Se agradasse ainda a homens não seria servo de Cristo.”
Devemos pregar o que convém à sã doutrina, com poder e unção, com vida e testemunho, com coragem e determinação.
PREGUEMOS E ARMEMO-NOS TODOS CONTRA O PECADO. VEJA O CÉU QUE AINDA TEM NA TERRA QUEM SE PÕE DA SUA PARTE. SAIBA O INFERNO QUE AINDA HÁ NA TERRA QUEM LHE FAÇA GUERRA COM A PALAVRA DE DEUS E SAIBA A MESMA TERRA, QUE AINDA ESTÁ EM ESTADO DE REVERDECER E DAR MUITO FRUTO! Amém!!!
Rev. Hernandes Dias Lopes.
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