Referência: 1 TESSALONICENSES 3:1-13
INTRODUÇÃO
1. Antes de ensinar uma criança a andar, você a ensina a ficar de pé.
Paulo era o pai espiritual daqueles irmãos de Tessalônica, mas ele foi
forçado a sair da cidade por causa da perseguição. Como ele poderia
ajudá-los a ficar firmes em tempos de prova? O que você faz quando
alguém que você ama está precisando de ajuda, mas você não pode estar
com essa pessoa?
2. Nos dois primeiros capítulos Paulo mostrou como a igreja nasceu e
como ele a pastoreou. Agora Paulo vai mostrar como a igreja pode se
manter de pé diante de Deus no meio das provas. A palavra chava é
(firmado 3:2,13). O pensamento chave está em 3:8.
3. Paulo toma três atitudes práticas para ajudar os crentes a se firmarem no Senhor no meio das provações:
I. PAULO ENVIOU A ELES UM AJUDADOR – V. 1-5
• Quando Paulo, Silas e Timóteo saíram de Tessalônica, eles foram
para Beréia, mas com a perseguição, Paulo foi para Atenas sozinho e
enviou Timóteo de volta a Tessalônica para ajudar aquele igreja nova na
fé a triunfar nas tri bulações. Vários fatores foram involvidos nessa
medida:
1. A preocupação de Paulo – v. 1 – O capítulo 2:17-20 descreve o grande
amor de Paulo pela igreja e seu profundo desejo de estar com ela. Agora,
Paulo acrescenta que não aguenta mais ficar sem enviar a eles uma
ajuda. A preocupação com o estado da igreja é como um fardo para Paulo
(v. 1).
• Paulo não era apenas um evangelista, ele era também um pastor. Ele não
apenas gerava filhos, ele cuidava deles. Os novos crentes precisavam
ser ensinados e confirmados na fé.
• Paulo não era um mercenário, mas um pastor de almas. Paulo prefere o
bem dos outros do que o seu próprio. A palavra “sozinho” no v. 1
significa “abandonado”. Em vez de abandonar as ovelhas como um pastor
mercenário, Paulo prefere sofrer a solidão e enviar ajuda à igreja de
Tessalônica. Ele pensa mais na igreja do que em si mesmo (Fp 1:22-26; 2
Co 12:15).
2. O caráter de Timóteo – v. 2
• Timóteo era um obreiro crente – “irmão nosso” – A igreja evangélica
vive hoje uma grande crise de liderança pastoral. Há pastores não
convertidos, não vocacionados, mal resolvidos emocionalmente, doentes
emocionalmente, preguiçosos, avarentos, apáticos e em pecado. Timóteo
tinha um caráter provado (Fp 2:22). Nós não podemos conduzir o povo de
Deus a uma experiência profunda com Deus se nós não somos verdadeiros
cristãos.
• Timóteo tinha mente de servo – “ministro (diáconos) de Deus” – Timóteo
não pensava em si, mas em cuidar dos interesses do povo de Cristo (Fp
2:20-22). O ministério para Timóteo não era uma plataforma de prestígio
pessoal, mas um instrumento para servir ao povo de Deus. Timóteo era um
homem que trabalhava em equipe. Ele estava a serviço de Deus e dos
irmãos. Ele se colocava debaixo da autoridade de Paulo. Ele era
submisso, prestativo, pronto, fiel.
• Timóteo era um pastor de almas – “para em benefício da vossa fé,
confirmar-vos e exortar-vos” – Timóteo era um obreiro que fortalecia e
encorajava os novos crentes a ficarem firmes no meio das tribulações.
Ele cuidava do povo em tempos difíceis. Ele era um consolador. Ele era
um amigo.
3. O conflito da igreja – v. 3-5
• As provações não são acidentes, mas apontamentos de Deus em nossa vida
– v. 3-4 – 1) Nós devemos esperar sofrer por amor a Cristo (Fp 1:29);
2) Não devemos estranhar a perseguição, mas considerá-la como parte
normal da vida cristã (1 Pe 4:12ss); 3) As perseguições visam o nosso
fortalecimento na fé (Jo 16:33; Rm 5:3; 8:35-39; 2 Tm 3:12). Paulo havia
alertado os crentes sobre a inevitabilidade das provações (3:3-4)
• As tribulações podem trazer inquietação – v. 3 – Quando a igreja não
olha para a vida sob a perspectiva da Palavra de Deus, ela ficava
inquieta, perturbada e desanimada quando chega o tempo das tribulações. A
palavra “inquiete” = abanar de cauda de um cachorro. Isso veio a
significar bajulação. Satanás usa meios para persuadir os crentes a
abandonarem a sua fé em Deus nos tempos de provação (3:5-7,10). Devemos
resisti-lo firmes na fé (1 Pe 5:8-9). Quando ele tentou Eva no Éden,
tentou enfraquecer a sua fé em Deus (Gn 3:1). Como uma serpente ele
engana e como leão, ele devora. Ele sempre vai usar o sofrimento, as
tribulações para tentar enfraquecer a nossa fé em Deus. A blandícia do
diabo é pior do que o seu rugido. A vitória que vence o mundo é a nossa
fé (1 Jo 5:4).
• As tribulações se não encaradas na perspectiva de Deus podem trazer
grandes prejuízos espirituais – “Temendo que o Tentador vos provasse, e
se tornasse inútil o nosso labor”. Muitas pessoas abandonam a fé no meio
do espinheiro das provações.
II. PAULO ESCREVEU A ELES UMA CARTA – V. 6-8
1. Notícias que trazem alento – v. 6-8
• Timóteo encontrou Paulo em Corinto e trouxe para ele as boas novas
(evangelho) da igreja de Tessalônica, de como ela estava permanecendo
firme a despeito das perseguições. Isso trouxe alento e alegria ao
coração do apóstolo. Não há maior alegria do que saber que os nossos
filhos andam na verdade. O coração do apóstolo está em chamas pelo
Senhor e transbordando de amor pelos crentes de Tessalônica.
• A resposta de Paulo às notícias trazidas por Timóteo foi enviar à igreja as duas cartas, inspiradas pelo Espírito Santo.
• A notícia de que os irmãos estão firmados na fé traz alento de vida para o apóstolo Paulo (3:7-8).
• A notícia de que o amor dos irmãos pelo pastor está aceso, traz
revigorado ânimo para o apóstolo (3:8). Relacionamentos contam e muito. O
que desgasta um obreiro não são os problemas externos, mas a intriga
interna.
2. A Palavra de Deus é a melhor ferramenta para estabelecer os novos
crentes na fé – 2 Ts 2:15. Paulo demonstra seu grande amor e preocupação
pela igreja enviando duas cartas a ela. A preocupação de Paulo não era
garantir o conforto ou segurança dos crentes, mas mantê-los firmes na fé
através da Palavra. Quando Jesus foi tentado por Satanás, ele usou a
Palavra (Mt 4:4). Paulo admoestou os crentes de Éfeso a usarem a espada
do Espírito (Ef 6:17) na batalha contra Satanás e suas hostes. A Palavra
de Deus é o grande instrumento para a nossa maturidade espiritual e o
nosso fortalecimento na fé. Você tem enviado a Palavra de Deus para as
pessoas que precisam de conforto?
III. PAULO ORA POR ELES – V. 9-13
• Paulo não pode ir a eles, mas pode orar por eles. A oração não está
limitada nem ao tempo nem ao espaço. Você pode fazer mais por uma
pessoa de joelhos, orando por ela, do que trabalhando por ela.
• A oração de Paulo tem 3 marcas distintas: 1) É uma oração encharcada
de profunda gratidão a Deus – v. 9; 2) É uma oração perseverante – v. 10
a; 3) É uma oração intensa – v. 10b.
• A oração de Paulo abrange os problemas ordinários da vida diária
(3:11) – Ele deseja viajar e pede a Deus para abrir o caminho (3:11),
pois sabe que Satanás pode barrar o caminho (2:18). Olhava as coisas
comuns com olhos espirituais. Você ora pelas coisas ordinárias da vida?
• Paulo orou pela igreja por três motivos específicos:
1. Ele orou para que eles pudessem ter uma fé madura – (3:9-10)
• A nossa fé ainda não é perfeita e precisa de reparos continuamente – A
palavra “reparar” é a mesma para consertar as redes. Tapar os buracos.
Precisamos remendar as brechas. Havia deficiências na fé daqueles
irmãos, como por exemplo a doutrina da segunda vinda. Havia membros da
igreja vivendo uma vida desornada e outros desanimados (5:14).
Precisamos ser trabalhados continuamente. A fé é como o músculo só se
fortalece com exercício. Deus nos testa para provar a nossa fé Exemplo:
(Abraão – houve fome e ele falhou ao descer ao Egito. Depois Deus lhe
pediu Isaque e ele lho deu). Uma fé que não é testada não pode ser
confiável. A oração de Paulo foi atendida (2 Ts 1:3).
2. Ele orou para que eles pudessem ter um amor profundo uns pelos outros – (3:12)
• As provações podem destruir ou fortalecer os laços de amor – Podemos
nos tornar egoístas, zangados, amargurados, revoltados ou podemos nos
tornar meigos e ternos no cadinho do sofrimento. O mesmo sol que
endurece o barro, amolece a cera. Paulo está feliz porque no meio do
sofrimento, aqueles irmãos aprenderem a amar mais uns aos outros. (2 Ts
1:3)
• Devemos contruir pontes de amizades e não muralhas de separação na
igreja – A igreja é a comunidade do amor, da aceitação, do perdão, da
restauração. Seremos conhecidos como discípulos quando tivermos amor uns
pelos outros. O amor é a apolética final. Uma igreja sem amor, está nas
trevas. Uma igreja sem amor não tem comunhão com Deus nem com os
irmãos. Precisamos amar uns aos outros de forma prática.
• As maiores lições sobre o amor são aprendidas na escola do sofrimento –
José do Egito sofreu 13 anos as injustiças do ódio de seus irmãos, mas
ele nunca nutriu mágoa no coração. Longe disso, amou-os, perdoou-os e
tratou deles com compaixão. Os judeus perseguiram Paulo de cidade em
cidade, e Paulo continuou amando-os a tal ponto de morrer por eles (Rm
9:1-3). Ilustração: O amor de John Mackay pela esposa que ficou doente
mental na lua de mel.
3. Ele orou para que eles pudessem ser santos na presença de Deus até a volta de Jesus – (3:13)
• A segunda vinda de Cristo motiva os crentes a uma vida de santidade –
Se Cremos que Jesus vai voltar. Se cremos que ele vai julgar os vivos e
os mortos. Se cremos que vamos comparecer perante o seu tribunal. Se
cremos que vamos dar conta da nossa vida a ele, precisamos então viver
em santidade de vida. Quem aguarda a segunda vinda de Cristo purifica-se
a si mesmo (1 Jo 3:3).
• A santidade de vida não é uma formalidade externa, mas uma vida vivida
na presença de Deus – A santidade não é medida por gestos, ritos ou
cerimônios externas. Ela é medida por uma vida sem culpa na presença de
Deus que tudo vê, tudo sonda e tudo conhece. Os fariseus eram
meticulosos em ritos externos, mas viviam na impureza. Muitos religiosos
serão rejeitados no último dia pela prática da iniquidade.
• Precisamos nos preparar para nos encontrarmos com Deus – O povo de
Israel foi confrontado acerca desse preparo (Am 4:12). O Senhor Jesus
voltará do céu com os seus santos em glória. Como vamos nos encontrar
com ele? Estamos preparados? Estamos vivendo em santidade? Aquele dia
será de luz ou de trevas, de alegria ou de pranto, de bem-aventurança
eterna ou perdição eterna? O tempo é hoje de nos preparmos. Entregue-se a
Cristo. Ele agora pode ser seu advogado. Amanhã será o seu juiz.
CONCLUSÃO
1) A condição espiritual dos outros crentes gera peso no seu coração
ao ponto de você fazer sacrifícios pessoais para ajudá-los a crescerem
na fé?
2) Você é um crente como Timóteo que tem a mente de um servo e sempre
está pronto a abençoar os outros, mesmos sofrendo riscos com isso? Você
tem orado pela igreja? Você está preparado para a vinda de Jesus?
Rev. Hernandes Dias Lopes.
www.cristoestanaminhavida.blospot.com
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