Este Blog vem dizer exatamente o que aconteçe, ou melhor aconteceu com a minha vida, entreguei minha vida ao SENHOR e por isso hoje CRISTO está na minha vida.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Destruidores de gigantes
Referência: I SAMUEL 17
INTRODUÇÃO
- Todo gigante nos mostra quem realmente somos: corajosos ou covardes – Ex. OS ESPIAS DE ISRAEL. OS VERDADEIROS GIGANTES NÃO ERAM AS CIRCUNSTÂNCIAS, MAS A VISÃO DISTORCIDA DELES.
- Pessoas que alcançam posição elevada, derrotam gigantes: “Nenhuma pessoa jamais obteve grandes vitórias, sem que antes, em algum lugar, em algum tempo, tivesse que enfrentar grandes gigantes.”
- Gigantes freqüentemente são os instrumentos que Deus usa para nos moldar para alcançarmos maiores altitudes.
- Lista dos gigantes da sua vida:
1) ALGUMAS PESSOAS;
2) ALGUNS HÁBITOS;
3) ALGUMAS CIRCUNSTÂNCIAS;
4) CRÍTICOS.
CARACTERÍSTICAS DE UM DESTRUIDOR DE GIGANTES:
I. DESTRUIDORES DE GIGANTES NÃO COMEÇAM COMO DESTRUIDORES DI GIGANTES – 17.14-24
1) Primeiro Davi foi fiel no cumprimento de uma pequena tarefa
2) O exército foi inferior numa grande tarefa
3) Muitos líderes surgem no vácuo dos líderes que fracassam
II. DESTRUIDORES DE GIGANTES TÊM OS SEUS OLHOS NA RECOMPENSA – 17.25-27
1) Davi viu primeiro o POTENCIAL, depois o PROBLEMA.
2) O exército viu primeiro o PROBLEMA, depois o POTENCIAL.
3) O exército viu GOLIAS. Davi viu a DEUS.
4) “Os olhos que olham são comuns. Olhos que vêem são raros.” Oswald Sanders
III. DESTRUIDORES DE GIGANTES NÃO DÃO OUVIDOS AOS CRÍTICOS DESTRUTIVOS – 17.28-33,41-44
Para lidar com os críticos à semelhança de Davi, nós temos que fazer três coisas:
1) Nós temos que passar pelos ELIABES – eles estão sobre nós familiarmente – v. 28,30
a) A crítica machuca quando vem de ALGUÉM QUE ESTÁ ACIMA DE NÓS – Eliabe era o irmão mais velho.
b) A crítica machuca quando QUESTIONA AS NOSSAS MOTIVAÇÕES – Eliabe achou que Davi era motivado pela presunção.
c) A crítica machuca quando É CONTÍNUA – AGORA = dá a entender que Eliabe o estava criticando sempre.
d) A crítica machuca quando VEM DE PESSOAS QUE NOS CONHECEM HÁ MUITO TEMPO – Eliabe cresceu com Davi. Era seu irmão.
2) Nós temos que passar pelos SAULS – eles estão sobre nós posicionalmente – 17.31-33
a) Um crítico é aquela pessoa que aponta a imperfeição daquilo que as outras pessoas fazem enquanto que elas mesmas não estão dispostas a fazerem nada.
b) Saul achou que Davi era incapaz e despreparado.
3) Nós temos que passar pelos GOLIAS – eles estão sobre nós em termos de habilidades – 17.34-36
a) Um crítico é aquele que polui toda solução que você encontra.
b) Toda pessoa que nunca matou um gigante irá lhe dizer que isso é impossível.
IV. DESTRUIDORES DE GIGANTES NÃO SE INTIMIDAM PELO DESAFIO – 17.32
Os gigantes têm a habilidade de nos intimidar quando…
1) Os nossos gigantes NOS DESAFIAM
2) Os nossos gigantes TÊM UMA CERTA REPUTAÇÃO
3) Os nossos gigantes INSISTEM CONSTANTEMENTE EM APARECER
4) Os nossos gigantes NOS DERROTAM PSICOLOGICAMENTE
5) Os que estão do nosso lado ESTÃO TOMADOS DE PAVOR
6) Tudo o que fazemos é REUNIR E NÃO ENFRENTAR O GIGANTE
7) Os nossos líderes estão COM MEDO DO GIGANTE
Por que Davi não ficou intimidado?
1) Porque Davi tinha uma paixão em promover a honra de Deus
2) Porque Davi tinha os seus olhos na recompensa
3) Porque Davi tinha confiança em Deus e sabia quem era na força de Deus
V. DESTRUIDORES DE GIGANTES SÃO CONSTRUÍDOS PELOS SUCESSOS DO PASSADO – 17.34-37
Nós precisamos de vitórias não para celebrar, mas para nos elevar – John Maxwell
1) Davi venceu um leão e um urso – ele era experimentado. Nossas armas não são carnais. Elas são poderosas em Deus.
2) Davi tinha experiência da proteção de Deus – FIDELIDADE DE DEUS. O Deus que fez no passado é o mesmo agora. É o Deus do HOJE (Marta – eu creio do Deus do ontem e no Deus do amanhã – eu só não creio do Deus do HOJE, DO AGORA).
VI. DESTRUIDORES DE GIGANTES NÃO TENTAM SER ALGUÉM QUE ELES NÃO SÃO – ELES NÃO LUTAM COM ARMAS ALHEIAS – 17.38-40
1) Em tempos de crise as pessoas irão fazer com que você se torne iguais a elas
2) Você nunca irá derrotar gigantes com armas carnais
3) Você nunca irá derrotar gigantes com armas alheias
4) Deus espera que saibamos usar aquilo que temos
VII. DESTRUIDORES DE GIGANTES SÃO ANSIOSOS PARA GANHAR – 17.48
1) O primeiro passo para resolver qualquer problema é COMEÇAR
2) Davi não ANDOU para a linha de batalha, ele CORREU
3) Por que Davi selecionou cinco pedras? Resposta: Se eu falhar nas primeiras tentativas, eu não vou desistir.
4) Ainda que a batalha seja longa e renhida, a vitória é certa.
VIII. DESTRUIDORES DE GIGANTES LEVAM AQUELES QUE ESTÃO PRÓXIMOS DE SI A UM NÍVEL MAIS ELEVADO – 17.49-52
1) Quando os soldados de Israel viram a coragem e a vitória de Davi se animaram e se puseram a lutar com galhardia.
2) Bastou o povo ver um líder em posição de combate e disposto a vencer, para que um novo ânimo tomasse conta de todos – Exemplo: Ziclague – I Sm 30.6 – Todos estavam amargurados de espírito, porém Davi se reanima no Senhor Deus e novamente todos saem para pelejar e vencer.
3) Você encoraja ou desestimula as pessoas à sua volta?
CONCLUSÃO
1) Davi vence o gigante em nome do Senhor dos Exércitos = Não luta estribado em sua própria força – 17.45
2) Davi depois da vitória, dá toda a glória a Deus = Davi declara que Deus é quem dá a vitória. Tudo vem de Deus e deve ser dedicado a Ele. A Ele toda a glória – 17.47. Amém.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
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domingo, 30 de dezembro de 2012
As razões dos não-dizimistas
Referência: HEBREUS 7.1-10
A doutrina do dízimo é inaceitável para aqueles que ainda não tiveram uma experiência pessoal com Jesus Cristo. Isto porque não foram ainda marcados pela consciência da causa de Deus nem pela prioridade do Seu Reino.
No Novo Testamento a palavra DÍZIMO aparece 9 vezes e ligadas a duas situações:
1) Mt 23.23 = Partindo dos lábios de Jesus em relação aos fariseus. Jesus aqui reafirma a necessidade do dízimo, ao mesmo tempo que denuncia sua prática como demonstração de piedade exterior (Lc 18.12) – “Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” Também Jesus denuncia a prática do dízimo como substituição de valores do Reino tais quais: justiça, misericórdia e fé (Lc 11.42).
2) Hb 7. 1-10 = Eis as lições desse texto: a) O Pai da fé deu dízimo de tudo – v. 2; b) O pai da fé deu o dízimo do melhor – v. 4; c) A entrega dos dízimos se deu não por pressão da lei, uma vez que o povo israelita ainda não existia e, portanto, muito menos a lei judaica – v. 6; d) Hebreus nos faz perceber e reconhecer a superioridade do valor do dízimo que é dado a Cristo (imortal) em relação ao dado aos sacerdotes (mortais) – v. 8; e) O autor destaca que os que administram os dízimos também devem ser dizimistas – v. 9.
Ser ou não ser dizimista é uma questão de acreditarmos na causa que abraçamos, na “pérola que encontramos.”
Hoje muitos crentes não são fiéis a Deus na entrega dos dízimos. Para justificar esta atitude criam vários justificativas e desculpas. Se dependessem deles a igreja fecharia as portas. Não existiria templos, nem pastores, nem missionários, nem bíblias distribuídas, nem assistência social.
Eis as justificativas clássicas dos não-dizimistas:
I. JUSTIFICATIVA TEOLÓGICA
Ah, eu não sou dizimista, porque DÍZIMO é da lei. E eu não estou debaixo da lei, mas sim da graça.
Sim! O dízimo é da lei, é antes da lei e é depois da lei. Ele foi sancionado por Cristo. Se é a graça que domina a nossa vida, porque ficamos sempre aquém da lei? Será que a graça não nos motiva a ir além da lei?
Veja: a lei dizia: Não matarás = EU PORÉM VOS DIGO AQUELE QUE ODIAR É RÉU DE JUÍZO
a lei dizia: Não adulterarás = EU PORÉM VOS DIGO QUALQUER QUE OLHAR COM INTENÇÃO IMPURA…
a lei dizia: Olho por olho, dente por dente = EU PORÉM VOS DIGO: SE ALGUÉM TE FERIR A FACE DIREITA, DÁ-LHE TAMBÉM A ESQUERDA.
A graça vai além da lei: porque só nesta questão do dízimo, ela ficaria aquém da lei? Esta, portanto, é uma justificativa infundada.
Mt 23.23 = justiça, misericórdia e fé também são da lei. Se você está desobrigado em relação ao dízimo por ser da lei, então você também está em relação a estas virtudes.
II. JUSTIFICATIVA SENTIMENTAL
Muitos dizem: A bíblia diz em II Co 9.7 “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” = espontânea e com alegria.
Só que este texto não fala de dízimo e sim de oferta. Dízimo é dívida. Não pagar dízimo é roubar de Deus.
Perguntamos também: O que estará acontecendo em nosso coração que não permite que não tenhamos alegria em dizimar? Em sustentar a Causa que abraçamos e defendemos?
III. JUSTIFICATIVA FINANCEIRA
“O que eu ganho não sobra ou mal dá para o meu sustento.
1) O dízimo não é sobra = Dízimo é primícias. “Honra ao Senhor com as primícias da tua renda.” Deus não é Deus de sobras, de restos. Ele exige o primeiro e o melhor.
2) Contribua conforme a tua renda para que a tua renda não seja conforme a tua contribuição = Deus é fiel. Ele jamais fez uma exigência que não pudéssemos cumprir. Ele disse que abriria as janelas dos céus e nos daria bênçãos sem medidas se fôssemos fiéis. Ele nos ordenou a fazer prova Dele nesta área. Ele promete abrir as janelas do céu! Ele promete repreender o devorador por nossa causa.
3) Se não formos fiéis, Deus não deixa sobrar = Ageu diz que o infiel recebe salário e o coloca num saco furado. Vaza tudo. Foge entre os dedos. Quando somos infiéis fechamos as janelas dos céu com as nossas próprias mãos e espalhamos o devorador sobre os nossos próprios bens.
IV. JUSTIFICATIVA ASSISTENCIAL
“Prefiro dar meu dízimo aos pobres. Prefiro eu mesmo administrar meu dízimo.
“ A Bíblia não nos autoriza a administrar por nossa conta os dízimos que são do Senhor. O dízimo não é nosso. Ele não nos pertence. Não temos o direito nem a permissão nem para retê-lo nem para administrá-lo.
A ordem é: TRAZEI TODOS OS DÍZIMOS À CASA DO TESOURO PARA QUE HAJA MANTIMENTO NA MINHA CASA. A casa do Tesouro é a congregação onde assistimos e somos alimentados.
Mas será que damos realmente os “nossos” dízimos aos pobres? Com que regularidade? Será uma boa atitude fazer caridade com a parte que não nos pertence?
V. JUSTIFICATIVA POLÍTICA
“Eu não entrego mais os meus dízimos, porque eles não estão sendo bem administrados.”
Não cabe a nós determinar e administrar do nosso jeito o dízimo do Senhor que entregamos. Se os dízimos não estão sendo bem administrados, os administradores darão conta a Deus. Não cabe a nós julgá-los mas sim Deus é quem julga. Cabe a nós sermos fiéis.
Não será também que esta atitude seja aquela do menino briguento, dono da bola, que a coloca debaixo do braço sempre que as coisas não ocorrem do seu jeito?
Deus mandou que eu trouxesse os dízimos, mas não me nomeou fiscal do dízimo.
VI. JUSTIFICATIVA MÍOPE
“A igreja é rica e não precisa do meu dízimo.”
Temos conhecimento das necessidades da igreja? Temos visão das possibilidades de investimento em prol do avanço da obra? Estamos com essa visão míope, estrábica, amarrando o avanço da obra de Deus, limitando a expansão do Evangelho?
AINDA, não entregamos o dízimo para a igreja. O dízimo não é da igreja. É DO SENHOR. Entregamo-lo ao Deus que é dono de todo ouro e de toda prata. Ele é rico. Ele não precisa de nada, mas exige fidelidade. Essa desculpa é a máscara da infidelidade.
VII. JUSTIFICATIVA CONTÁBIL
“Não tenho salário fixo e não sei o quanto ganho.”
Será que admitimos que somos maus administradores dos nossos recursos? Como sabemos se o nosso dinheiro dará para cobrir as despesas de casa no final do mês?
Não sabendo o valor exato do salário, será que o nosso dízimo é maior ou menor do que a estimativa? Porque ficamos sempre aquém da estimativa? Será auto-proteção? Será desinteresse?
VIII. JUSTIFICATIVA ECLESIOLÓGICA
“Não sou membro da igreja”
Acreditamos mesmo que os nossos deveres de cristãos iniciam-se com o Batismo e a Profissão de Fé ou com a inclusão do nosso nome num rol de membros?
Não será incoerência defendermos que os privilégios começam quando aceitamos a Cristo: (o perdão, a vida eterna) e os deveres só depois que nos tornamos membros da igreja? Somos menos responsáveis pelo crescimento do Reino de Deus só porque não somos membros da igreja?
CONCLUSÃO
É hora de abandonarmos nossas evasivas. É hora de darmos um basta às nossas desculpas infundadas. É hora de pararmos de tentar enganar a nós mesmos e convencer a Deus com as nossas justificativas.
É hora de sermos fiéis ao Deus fiel. É hora de sabermos que tudo é de Deus: nossa casa, nosso carro, nossas roupas, nossas jóias, nossos bens, nossa vida, nossa saúde, nossa família. TUDO É DELE. Somos apenas mordomos, administradores. Mordomos e não donos. Deus quer de nós obediência e não desculpas. Fidelidade e não evasivas.
Que atitude vamos tomar? Nosso coração está onde está o nosso tesouro. Se buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus, não vamos ter problemas com o dízimo. Amém.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
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sábado, 29 de dezembro de 2012
Uma coisa ainda te falta
Referência: MARCOS 10.17-23
Esse texto tem uma mensagem profunda e um aviso solene para o seu coração nesta hora.
A) PONTOS DE DESTAQUE NA VIDA DESTE HOMEM
I. Era jovem – Mt 19.20 = Tinha saúde, vigor, vida, força, amigos.
II. Era riquíssimo – Lc 18.23 = Possuía tudo que este mundo podia lhe oferecer: Casa, bens, conforto, luxo, fausto, banquetes, festa, jóias, propriedades, diversão, dinheiro.
III. Era proeminente – Lc 18.18 = Era um homem de posição. Possuía status. Fama. Glória. Apesar de ser jovem, já era rico, era um prodígio. Era um fen”6meno. Era líder, famoso, influente. Talvez oficial da sinagoga. Moço de elevada reputação e grande prestígio social.
IV. Era ético – Mc 10.20; Mt 19.20 = Ele era portador de excelentes predicados morais. Bom comportamento. Fina educação. Moço sincero. Sem jaça. Íntegro. Não vivia nas orgias. Não era adúltero nem desonesto. Vivia um vida honrada, pura, dentro dos mais rígidos padrões morais. Possuía um excelente conduta exterior. Era um homem virtuoso.
V. Era insatisfeito com a sua vida – Mt 19.20 = “…Que me falta ainda?” = Tinha tudo para ser feliz. Possuía tudo que o mundo podia lhe oferecer, mas seu coração continuava vazio. “Deus pôs a eternidade no coração do homem…”. Seu dinheiro, sua posição não preenchem o vazio da sua alma. Ele estava cansado daquela vida. Nada satisfazia seus anseios. Sua vida era uma busca constante. Ser correto não basta, ser religioso não é suficiente.
VI. Era sedento de salvação – Mc 10.17 = Aquele moço tinha sede de Deus. Tinha sede de vida eterna. Estava ansioso. Ele sabia que ainda não possuía vida eterna. Ele não queria enganar a si mesmo. Ele queria ser salvo.
VII. Ele foi à fonte certa, à pessoa certa: JESUS – Mc 10.17 = Ele foi a Jesus. Ele buscou o único que pode salvar. Ele já tinha ouvido falar de Jesus. Sabia que Ele já salvara tantas pessoas. Sabia que Jesus era a salvação para a sua vida, a resposta para o seu vazio. Ele não busca atalhos. Ele vai direto a Jesus.
VIII. Ele foi a Jesus com pressa – Mc 10.17 = Muitos querem ser salvos, mas deixam para amanhã. Protelam, adiam. E vão para o inferno. Esse moço corre. Ele tem pressa. Ele não agüenta mais esperar.
IX. Ele foi a Jesus de forma reverente – Mc 10.17 = Ele se humilhou. Se ajoelhou. Se quebrantou. Ele foi com a atitude certa.
X. Ele foi amado por Jesus – Mc 10.21 = Jesus o amou. Jesus viu o conflito do seu coração. Jesus diagnosticou o seu vazio. Jesus viu a sua sede de salvação. Jesus viu o seu desespero existencial. Jesus se importou com ele. Jesus também ama você.
B) ENGANOS FATAIS DESSE HOMEM
I. Ver a Jesus apenas como Mestre e não como Deus – Mc 10.17,18 = Para ser salvo não basta apenas seguir os ensinos de um mestre, é preciso se curvar diante de Deus. É preciso saber que Jesus é Deus.
II. Ver a salvação como mérito e não como presente da graça de Deus – Mc 10.17 = Seu desejo de ter a vida eterna era sincero, mas estava enganado quanto à maneira de alcançá-la: queria obter a salvação através da obediência externa aos mandamentos. Todas as religiões do mundo ensinam que o homem precisa merecer a salvação. Exemplo: Na Índia multidões no desejo de ser salvos deitam sobre camas de prego ao sol escaldante; balançam-se sobre um fogo baixo; sustentam uma mão erguida até se tornar imóvel; fazem longas caminhadas de joelhos.
III. Não tem consciência de que é pecador – Mc 10.20 = a) Não amou a Deus sobre todas as coisas = Era idólatra. Seu deus era o dinheiro. Fez-se escravo dos seus bens. Amava mais seu dinheiro que a vida eterna. Seu pecado não era ser rico, possuir muito dinheiro, mas ser possuído pelo dinheiro; b) Não amou ao próximo como a si mesmo = Vivia egoísticamente para si. Amava mais as coisas do que as pessoas. Ele era um míope espiritual. Tinha um alto conceito de si mesmo. Era respeitável por não fazer coisas erradas.
IV. O jovem rejeita a Jesus, renuncia a vida eterna e sai triste – Mc 10.21,22 = Ele queria a vida eterna, mas amava mais o seu dinheiro. Prefere ir para o inferno que abrir mão do seu dinheiro. Mas que insensatez, ele não pode levar um centavo para o inferno. Ele rejeita Jesus e as suas exigências. Rejeita confiar em Jesus. Rejeita seguir a Jesus. Rejeita a alegria eterna da salvação, sai triste com sua riqueza. Entre o dinheiro e Cristo escolheu o dinheiro e rejeitou Cristo.
CONCLUSÃO
1. Há pessoas que desejam salvar as suas almas e não conseguem.
2. Um ídolo entronizado no coração pode levar você a perder a sua alma para sempre. Você deseja mesmo ser salvo? Já renunciou tudo o que o impede de se render a Cristo?
Rev. Hernandes Dias Lopes.
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
A igreja de Deus, o povo mais rico do mundo
Referência: EFÉSIOS 1:1-14
INTRODUÇÃO
• Paulo estava preso em Roma quando escreveu esta carta aos Efésios. Esta é a carta que trata da igreja e do glorioso propósito de Deus na sua vida.
• Paulo abre esta carta falando sobre três coisas:
1. O Remetente da Carta
• Paulo é apóstolo de Cristo não por inspiração própria, nem por usurpação nem por nenhuma indicação humana, mas por vontade de Deus.
2. Os destinatários da Carta
• A igreja tem duas moradias: ela é cidadã do mundo (em Éfeso) e ela é cidadã no céu (em Cristo).
• Santos não são pessoas mortas canonizadas, mas pessoas vivas separadas por Deus para viverem uma vida diferente.
• Fiéis são todos aqueles que confiam em Cristo. Todo fiel é santo e todo santo é fiel.
3. O objetivo da Carta
3.1. A fonte de nossas bênçãos – Deus, o Pai nos tem feito ricos em Jesus Cristo. Ele é o dono do universo e nós somos seus filhos e seus herdeiros.
3.2. A natureza de nossas bênçãos – Nós temos toda sorte de bênção espiriritual. No Antigo Testamento o povo tinha bênçãos materiais como recompensa de sua obediência (Dt 28:1-13). Mas agora nós temos toda sorte de bênção espiritual. O espiritual é mais importante do que o material.
3.3. A esfera das bênçãos – “Nas regiões celestiais em Cristo” – As pessoas não convertidas estão interessadas primariamente nas coisas terrenas, porque este é o lugar em que vivem. Eles são filhos deste mundo (Lc 16:8). Mas a vida do cristã está centrada no céu. Ele é cidadão do céu. Há uma segunda esfera: “em Cristo”. Todas as bênçãos recebidas são em Cristo.
I. BÊNÇÃOS PROCEDENTES DE DEUS O PAI – V. 4-6
• Esta estrofe (3-6) relaciona-se com o passado, tendo o misericordioso plano do Pai como centro. A segunda estrofe (7-12) relaciona-se com o presente e gira em torno da obra redentora de Cristo. A terceira estrofe (13-14) aponta para a futura consumação da redenção e exalta o ministério do Espírito Santo. Cada estrofe termina com o estribilho “para o louvor da glória de sua graça (v. 6), “para o louvor da sua glória” (v. 12), “em louvor da sua glória” (v. 14).
• Vejamos, portanto, as bênçãos procedentes do Pai:
1. Ele nos escolheu – v. 4
1.1. O autor da eleição – Deus, o Pai é o autor da eleição. Não fomos nós quem escolhemos a Deus, ele é quem nos escolheu (João 15:16). Os pecadores perdidos, entregues a si mesmos não procuram a Deus (Rm 3:10-11); Deus em seu amor é quem procura os pecadores (Lucas 19:10).
1.2. A natureza da eleição – Deus nos escolheu para si, de acordo com o seu beneplácito (v. 5). A eleição é um ato da sua benevolência soberana. Éramos impuros e repreensíveis. Estávemos perdidos e condenados. A causa da escolha está nele mesmo. Deus escolheu Abraão entre os homens de Ur; escolheu Isaque e não Ismael; escolheu Jacó e não Esaú; escolheu Israel e não as nações ao seu redor. Agora, em Cristo, ele escolheu para si um novo povo.
1.3. O objeto da eleição – “Deus nos escolheu”. Isso prova que a salvação não é universalista. Paulo está escrevendo aos crentes (v. 1) e aos santos e irrepreensíveis (v. 3). Este “nos” não pode referir-se a todos os homens sem distinção. Karl Barth erradamente afirma que em conexão com Cristo todos os homens, sem distinção, são eleitos e que a distinção básica não é entre eleitos e não eleitos, e, sim, entre os que têm consciência de sua eleição e os que não a têm.
1.4. O fundamento da eleição – Deus nos elegeu em Cristo. No tempo o Pai nos abençoou em Cristo assim como nos elegeu nele desde toda a eternidade. A eleição é o fundamento de todas as bênçãos subsequentes. A eleição não anula a cruz. Deus não nos escolheu em nós mesmos, por nossos méritos, mas em Cristo.
1.5. O tempo da eleição – Deus nos escolheu em Cristo antes da fundação do mundo. O plano de Deus é eterno. Seu decreto é eterno, portanto, não pode ser frustrado.
1.6. O propósito da eleição – Deus nos escolheu em Cristo para sermos santos e irrepreensíveis. Deus não nos elegeu porque éramos, mas para sermos. Não nos elegeu porque fazíamos boas obras, mas para as boas obras. Não nos elegeu porque previu que iríamos crer, mas cremos porque fomos eleitos. A eleição é a raiz da salvação, não seu fruto! Contudo o propósito final da eleição é o louvor da sua glória.
1.7. As lições básicas sobre a eleição – 1) A doutrina da eleição é uma revelação divina e não uma especulação humana; 2) A doutrina da eleição é um incentivo à santidade e não uma desculpa para o pecado; 3) A doutrina da eleição é um estímulo à humildade e não um motivo para o orgulho.
2. Ele nos adotou – v. 5
• Deus nos predestinou para sermos filhos. A eleição refere-se a pessoas enquanto predestinação refere-se aos propósitos. Os eventos conectados com a crucificação de Cristo foram predestinados (Atos 4:25-26). Deus predestinou nossa adoção (Efésios 1:5). Deus predestinou nossa conformidade com Cristo (Romanos 8:29), assim como a nossa herança (Efésios 1:11). Porém, eu creio que ambos os termos referem-se ao mesmo ato de Deus e têm sentido idêntico.
• Deus nos adotou em sua família. Estávamos perdidos, condenados, mortos, sem Deus e sem esperança no mundo e fomos adotados na família de Deus, fomos feito herança de Deus.
3. Ele nos aceitou – v. 6
• Nós não podemos fazer-nos a nós mesmos aceitáveis para Deus. Nossa justiça é como trapo de imundícia aos seus olhos. Mas, ele por sua graça, fez-nos aceitáveis em Cristo. Quando o Filho Pródigo chegou em casa com vestes rasgadas, sujas da lama do chiqueiro, seu Pai o abraçou e beijou e lhe deu nova roupagem! Ele se tornou aceitável ao Pai.
II. BÊNÇÃOS PROCEDENTES DO FILHO – V. 7-12
1. Ele nos redimiu – v. 7a
• A palavra “redimir” significa comprar e deixar livre mediante pagamento de um preço. Na época de Paulo o Império Romano tinha 60 milhões de escravos e geralmente eles eram vendidos como uma peça de mobília. Mas um homem podia comprar um escravo e dar-lhe liberdade. Foi isso que Cristo fez por nós.
• O preço da nossa redenção foi o seu sangue (v. 7; 1 Pe 1:18ss). Isso significa que estmaos livres da lei (Gl 5:1), da escravidão do pecado (Rm 6:1), do mundo (Gl 1:4) e do poder de Satanás (Col 1:13-14).
2. Ele nos perdoou – v. 7b
• O nosso perdão é baseado no sacrifício expiatório de Cristo (os dois bodes expiatórios – Lv 16).
• O perdão de Cristo é completo. Ele morreu para remover a culpa do nosso pecado. Ele é o Cordeiro que tira o pecado do mundo (João 1:29). Agora já nenhuma acusação pode prosperar contra nós porque Cristo já rasgou o nosso escrito de dívida. Ele nos perdoou e dos nossos pecados jamais se lembra.
3. Ele nos revelou a vontade de Deus – v. 8-10
• O pecado separou o homem de Deus, do próximo, de si e da própria natureza. O homem tentou construir um caminho de volta para Deus através da Torre de Babel, mas Deus os julgou e os dispersou. Deus chamou a Abraão e fez uma diferença entre o seu povo e os gentios, uma diferença que foi mantida até a morte de Cristo. O pecado rasga e separa todas as coisas, mas em Cristo, Deus juntará todas as coisas na consumação dos séculos. Nós somos parte desse grande plano de Deus.
4. Ele nos fez herança – v. 11-12
• Em Cristo nós temos uma linda herança (1 Pe 1:1-4) e em Cristo nós somos uma herança. Nós somos valiosos nele. Pense no preço que Deus pagou por nós para sermos sua herança. Deus, o Filho é o dom de Deus o Pai para nós. E nós somos o dom do amor de Deus para o Filho. Nós somos a herança de Deus, a noiva de Cristo, a menina dos olhos de Deus, a delícia de Deus.
III. BÊNÇÃOS PROCEDENTES DO ESPÍRITO SANTO – V. 13-14
• Nós nos movemos da eternidade passada (Ef 1:4-6), e história passada (Ef 1:7-12), para a imediata experiência dos crentes e a expectativa futura (1:13-14).
1. Ele selou-nos – v. 13
• O processo inteiro da salvação é ensinado neste verso. Ele mostra como um pecador torna-se um santo. 1) Ele ouve o Evangelho da Salvação: como Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou; 2) Ele crê com a fé que traz a salvação. 3) Ele é selado com o Espírito Santo. Você recebe o Espírito Santo imediatamente após você confiar em Cristo.
• Qual é o significado do selo do Espírito?
1.1. Ele fala de uma transação consumada – Jesus consumou a sua obra de redenção na cruz. Ele nos comprou com o seu sangue. Somos propriedade exclusiva dele. Portanto, fomos selados como garantia dessa transação final. Exemplo: Os compradores de madeira em Éfeso colocavam o selo na madeira e depois enviavam seus mercadores para buscá-la.
1.2. Ele fala de um direito de propriedade e posse – Deus colocou o seu selo sobre nós porque ele nos comprou para sermos sua propriedade exclusiva (1 Co 6:19-20; 1 Pe 2:9).
1.3. Ele fala de segurança e proteção – O selo romano sobre a tumba de Jesus era a garantia de que ele não seria violado (Mt 27:62-66). Assim o crente pertence a Deus. O Espírito nos foi dado para estar para sempre conosco. Ele jamais nos deixará.
1.4. Ele fala de autenticidade – Assim como a assinatura do dono, o selo atesta a genuinidade do documento. “Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Romanos 8:9).
2. Ele nos foi dado como penhor – v. 14
• A palavra “penhor” significa a primeira parcela de um pagamento, como garantia de que todo o pagamento integral será efetuado. O Espírito Santo é primeiro pagamento que garante aos filhos de Deus que ele irá terminar a sua obra em nós, levando-nos para a glória (Rm 8:18-23; 1 Jo 3:1-3).
• A redenção tem três estágios: 1) Nós fomos redimidos – justificação (Ef 1:7); 2) Nós estamos sendo redimidos – santificação (Rm 8:1-4); 3) Nós seremos redimidos – glorificação (Ef 1:14) – quando Cristo voltar e então seremos como ele é.
• A palavra “penhor” tem também o significado de anel de noivado. É a garantia de que a promessa de fidelidade será guardada. A nossa relação com Deus é uma relação de amor. Jesus é o noivo e a sua igreja é a noiva.
CONCLUSÃO
• Todos os pontos doutrinários observados até agora nos falam da nossa riqueza em Cristo. Vejamos:
1. As verdadeiras riquezas vêm de Deus – Tanto o Pai, como o Filho e o Espírito Santo estão trabalhando para nos fazer ricos. Deus nos Deus riquezas eternas sem o que todas as outras riquezas não teriam nenhum valor. Nós temos riquezas que o dinheiro não pode comprar. Nós nos alegramos nos dons porque amamos o doador.
2. Todas essas riquezas vêm pela graça de Deus e são para a glória de Deus – Toda a obra do Pai (v. 6), do Filho (v. 12) e do Espírito Santo tem uma fonte (a graça) e um propósito (a glória de Deus). O nosso fim principal é glorificar a Deus e o fim principal de Deus é glorificar-se a si mesmo.
3. Essas riquezas são apenas o começo – Há sempre mais riquezas espirituais para buscar da parte do Senhor enquanto nós andamos com ele. A Bíblia é o nosso mapa. O Espírito é o nosso guia e mestre. Enquanto examinamos as Escrituras vão descobrindo as insondáveis riquezas de Cristo.
4. Essas riquezas devem nos levar a algumas atitudes – Primeiro, adoração; Segundo, devemos nos sentir animados; Terceiro, devemos nos consagrar ao Senhor por tudo o que ele fez por nós!
Rev. Hernandes Dias Lopes.
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
O sofrimento do cordeiro de Deus
Referência: ISAIAS 53
INTRODUÇÃO
Quero hoje falar sobre a vida de Jesus. Ele deixou a glória e a companhia dos querubins para se fazer carne e habitar entre nós. Sendo Deus exaltado se humilhou até a morte de cruz. Sendo Deus transcendente se esvaziou. Sendo rei dos reis se fez servo. Sendo infinito tornou-se um bebê enfaixado na manjedoura.
Veio cumprir o plano do Pai. Veio espontaneamente. Veio por amor. Veio buscar e salvar o perdido. Veio para salvar o pecador. Veio para desfazer as obras do diabo. Veio para vencer o pecado. Veio para triunfar sobre os principados e potestades. Veio para levar cativo o cativeiro. Veio para estabelecer o Reino de Deus. Veio para conquistar seu coração e remir a sua vida.
Não veio para ser servido, mas para servir. Não veio para ser aplaudido, mas para ser desprezado. Não veio para ser colocado num trono, mas para ser pregado numa cruz. Nasceu não para viver, mas para morrer.
Hoje vamos acompanhar seus passos, olhas suas feridas, enxergar seu triunfo e perceber sua recompensa.
I. O SOFRIMENTO DE JESUS
Cresceu diante de Deus como um broto tenro numa terra crestada e esbraseante. A terra lhe era inimiga, seca, árida, negou-lhe a seiva. Torturado e retorcido, planta feia e sem nobreza, não atrai quem passa.
v. 2 “…”
Seu sofrimento é repulsivo = ao vê-lo “os homens escondem o rosto.” (v.3).
Seu sofrimento não causa preocupação = “e dele não fizemos caso…” (v.3).
Tem do sofrimento uma experiência íntima e longa = “Homem de dores e sabe o que é padecer…” (v.3).
1. O sofrimento moral
1.1. Rejeição – v. 3
Jesus foi desprezado, mas diz o texto que foi “O MAIS rejeitado entre os homens.”
a) Ele foi rejeitado pelo seu povo = “Ele veio para os seus, mas os seus não o receberam.”
b) Ele foi rejeitado pelos religiosos da sua época = que lhe chamaram de fanático, mentiroso, blasfemo, pecador, beberrão e até de possesso de belzebu.
c) Ele foi rejeitado pela mesma multidão que o ovaciona = empolgada com seus milagres, agora como uma turba, uma súcia sanguisedenta, perversamene grita diante de Pilatos: “crucifica-o, crucifica-o” – “Caia sobre nós o sangue dele.”
d) Ele foi rejeitado pela multidão de discípulos que não gostaram da sua pregação radical = e por isso o abandonaram e já não mais o seguiam.
e) Ele foi rejeitado pelas autoridades romanas que se sentiram incomodadas com Ele = Herodes, o grande, o quis matar quando infante. Pilatos covardemente o entregou para ser crucificado. Herodes Antipas, o escarneceu quando Cristo não quis fazer nenhum milagre para satisfazer seus caprichos.
f) Ele foi rejeitado pelas autoridades judaicas = o sinédrio forjou testemunhas falsas para acusá-lo. Acusaram-no de blasfemo. Cuspiram-lhe no rosto e o levaram a Pilatos.
g) Ele foi rejeitado pelos apóstolos = que na sua agonia maior todos fugiram e o abandonaram.
h) Ele foi rejeitado por Judas = que o traiu e o vendeu por preço iníquo.
i) Ele foi rejeitado por Pedro = que o negou reincidentemente e covardemente, afirmando, jurando e praguejando que não o conhecia.
j) Ele foi rejeitado por Deus = quando se fez pecado, quando se fez maldição. Quando levou sobre si os nossos pecados. “Deus meu, Deus meu….”
k) Ele ainda tem sido rejeitado por todos aqueles que amam mais o pecado que o levou à cruz do que a Ele.
1.2. Humilhação
- O Sinédrio o humilhou cuspindo nele,
- Os soldados o humilharam colocando na sua cabeça uma coroa de espinhos, dando-lhe pancadas na cabeça.
- Jesus foi humilhado ao ter que carregar uma cruz pelas ruas mais agitadas de Jerusalém em pleno dia de festa, sendo companheiro de dois ladrões, como se fosse da mesma estirpe.
- Ele foi humilhado pelos açoites, pela gritaria infernal de seus algozes, pelo escárnio da multidão tresloucada; foi humilhado quando o despiram na cruz e rasgaram suas vestes. “Ele foi humilhado até a morte e morte de cruz.”
- Ele foi humilhado quando clamou que estava com sede e lhe deram vinagre para aguçar-lhe a tortura
2. O sofrimento físico
2.1. Semblante desfigurado – v.2
- Quando Jesus foi pregado na cruz toda maldade do nosso pecado estava sobre ele. Toda feiúra da nossa iniqüidade estava sobre ele. Toda mentira, todo crime horrendo, todo adultério desonroso, toda maldade vil, toda impureza nojenta estava caindo sobre ele. Seu rosto ficou transfigurado. Ele foi feito pecado. Ele foi feito maldição. Naquela hora não havia beleza nele. Ele estava carregando no seu corpo todos os nossos pecados, todas as nossas mazelas, toda a nossa sujeira e desgraça.
- Sua feiúra era a nossa feiúra nele. Suas feridas eram as nossas feridas nele. Suas chagas eram as nossas chagas nele. Sua morte era a nossa morte nele.
- Toda a tragédia do mundo estava sobre ele. Isso é tremendo!
2.2. Torturas crudelíssimas – v. 4b,5,10
- Na noite em que foi preso, sua alma estava angustiada até à morte. Sendo o libertador foi preso. Sendo santo foi escarnecido como criminoso. Sendo Deus louvado pelos querubins foi cuspido pelos homens. Sendo o criador foi açoitado pela criatura.
- Agora, já devorado pelos chicotes, com seu rosto ensangüentado empreende a longa caminhada para o calvário. Sua fronte ferida pelos espinhos. Seu corpo febril lateja debaixo do suplício brutal. Começa a grande marcha para o monte do juízo. A maior marcha da história, não com a roda dos carros de guerra, nem com o estrupido febril dos cavalos, mas com o ruído dos passos de um homem, andando sob o peso de seu próprio cadafalso.
- Jesus marcha arrastando consigo todas as máscaras da humanidade. Marcha debaixo da zombaria da multidão. Caminha cambaleante sob o peso cruel do madeiro. Seu corpo ferido, surrado, ensangüentado titubeia, perde o equilíbrio e tomba esmagado pelo fardo. A multidão brada: o chicote! O chicote! O cortejo macabro prossegue, avança e Jesus debaixo de inflamadas chicotadas e escárnios chega ao topo do calvário.
- A tortura continua. Jesus é erguido naquele leito vertical da morte. Foram seis horas de vergonha e horror. Suas mãos puras e santas, mãos que curaram os cegos e aleijados, mãos que levantaram os mortos e abraçaram as crianças, agora são rasgadas pelos pregos malditos. Seus pés que sempre andaram para levar as boas novas de salvação, foram dilacerados pelos cravos da tortura.
- Ali sofreu dor, sede, vergonha, humilhação, abandono, a morte. Ali desceu ao inferno por nós e arrancou das mãos do diabo as chaves da morte e do inferno.
- Até o universo entrou em convulsão com as dores de Jesus e as trevas cobriram a terra em pleno meio dia e as pedras se arrebentaram de dor e rolaram para os vales.
- Isaías 53.5: “JESUS FOI FERIDO”. Ferimentos, de acordo com a definição de um cirurgião, podem ser classificados por suas características:
1. Contusão = É uma ferida produzida por um instrumento grosso e cego. Esta ferida resultaria de um golpe com vara, como profetizado em Miquéias 5.1: “Ferirão com a vara a face ao juiz de Israel” e Mt 16.67: “O esbofetearam com varas” e Jo 18.22: “Um dos guardas deu uma bofetada em Jesus com uma vara.”.
2. Laceração = É um ferimento produzido por um instrumento que rasga. A laceração dos tecidos era o resultado dos açoites e estes tinham-se tornado uma fina arte entre os romanos, quando o nosso Senhor foi submetido à tortura. O chicote romano era uma tira de couro com várias extremidades, cada uma com uma ponteira de metal ou de marfim, que, quando usado por um perito, o castigado bem poderia dizer: “Sobre o meu dorso lavraram os aradores; nele abriram longos sulcos” (Sl 129.3). Em Jo 19,1 lemos: “Então, por isso, Pilatos tomou a Jesus e mandou açoitá-lo”. Suas costas além de laceradas, a cruz foi colocada e com ela ele foi até o lugar chamado Calvário.
3. Penetração = Trata-se de um ferimento profundo causado por um instrumento pontiagudo. Este ferimento foi causado pelos espinhos da coroa que colocaram sobre a sua cabeça. Os soldados pressionaram este diadema cruz em sua cabeça (Jo 19.2), ferimentos que se aprofundaram quando batiam em sua cabeça com o caniço (Mt 27.30).
4. Perfuração = Perfurar vem do latim e significa “Passar através de”. Traspassaram-me as mãos e os pés” (Sl 22.16). Os cravos de ferro eram cravados entre os ossos, separando-os sem quebrá-los.
5. Incisão = É um corte produzido por um instrumento pontiagudo e cortante. “Um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança e logo saiu sangue e água” (Jo 19.34). Esta ferida foi tão grande que Tomé poderia ter posto sua mão dentro dela. Que a contemplação desses ferimentos possa aprofundar o nosso amor por aquele que foi ferido pelas nossas iniqüidades.
II. POR QUE JESUS SOFREU?
1. Porque levou sobre si os nossos pecados – v. 5,6,8
- Quem matou Jesus não foram os açoites, nem os soldados, nem a cruz. Quem matou Jesus fomos nós. Foram os nossos pecados.
- Ali na cruz Ele foi moído pelos nossos pecados. Ali Ele foi torturado. Foi traspassado. Ali o negror dos nossos pecados caíram sobre Ele.
- Ali Ele sorveu o cálice amargo do juízo de Deus, da repulsa que Deus tem pelo pecado. Ali a espada da lei exigiu a sua morte porque Ele foi feito pecado por nós.
- Ali Ele sentiu o próprio desamparo de Deus: Ali Deus julgou o nosso pecado na carne do Seu Filho. Ali Deus condenou a nossa condenação no corpo do Seu Filho. Ali Deus derramou a sua ira que devia cair sobre nós, sobre o Seu Filho. Ali Deus satisfez sua justiça violada por nós, na morte do Seu Filho.
- Cristo morreu pelos nossos pecados. Sua morte foi vicária. Foi substitutiva. Ele tomou o nosso lugar. Na cruz Ele foi abandonado e desamparado para que fôssemos aceitos. Ali Ele foi condenado pela lei para que fôssemos libertos da lei. Ali Ele bebeu o amargo fel para que pudéssemos beber a água da vida. Ali Ele morreu para que pudéssemos ter vida eterna
2. Porque tomou sobre si as nossas enfermidades – v. 4,5,20
- Jesus carregou não só nossos pecados sobre a cruz, mas também nossas doenças, nossas enfermidades. Ali no calvário Ele estava abrindo uma fonte de cura. Ali Ele ficou chagado, ferido, moído, enfermado para que hoje pudéssemos receber dele a cura. “Pelas suas pisaduras nós somos sarados.”
- As chagas dele eram as nossas chagas. As feridas dele eram as nossas feridas. A doença dele eram as nossas doenças.
III. A REAÇÃO DE JESUS AO SOFRIMENTO DA CRUZ
1. Sendo justo e puro foi para a cruz como Cordeiro sem abrir a boca – v. 7,9
- Como reagiu Jesus a todo esse sofrimento? Rebelou-se? Não! Ele sofreu como um cordeiro manso, paciente e silencioso. Quando o levaram a morte, ele não lutou, nem bradou por vingança ou por socorro.
- A ovelha não escoiceia os tosquiadores cujas mãos grosseiras a subjugam e a despem da lã. Assim foi Jesus: presa de violência, nem se defendeu, nem agrediu, sofreu em silêncio. Sofreu voluntariamente, sofreu por amor.
2. Intercedeu pelos seus algozes – v. 12
- Em vez de vingar-se, de falar impropérios e despejar libelos acusatórios contra seus algozes bestiais, Jesus intercede por eles, ministrando-lhes seu amor e seu perdão.
- “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.”
IV. A RECOMPENSA DE JESUS – v. 11
- “Ele verá o fruto do seu penoso trabalho e ficará satisfeito.” (v. 11).
- Hb 12.2 “…o qual em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia…”.
- A recompensa de Jesus é VOCÊ! É seu arrependimento. É sua volta para Ele. É sua conversão. Rejeitar Jesus é crucificá-lo de novo. É cuspir em seu rosto outra vez. É zombar e escarnecer dele. Recebê-lo, amá-lo é ministrar alegria a Ele. Cristo suportou tudo para conquistar você e o seu amor! Você é a recompensa de Jesus! Amém.
Por: Hernandes Dias Lopes
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
A igreja de Deus, o povo mais rico do mundo
Referência: EFÉSIOS 1:1-14
INTRODUÇÃO
• Paulo estava preso em Roma quando escreveu esta carta aos Efésios. Esta é a carta que trata da igreja e do glorioso propósito de Deus na sua vida.
• Paulo abre esta carta falando sobre três coisas:
1. O Remetente da Carta
• Paulo é apóstolo de Cristo não por inspiração própria, nem por usurpação nem por nenhuma indicação humana, mas por vontade de Deus.
2. Os destinatários da Carta
• A igreja tem duas moradias: ela é cidadã do mundo (em Éfeso) e ela é cidadã no céu (em Cristo).
• Santos não são pessoas mortas canonizadas, mas pessoas vivas separadas por Deus para viverem uma vida diferente.
• Fiéis são todos aqueles que confiam em Cristo. Todo fiel é santo e todo santo é fiel.
3. O objetivo da Carta
3.1. A fonte de nossas bênçãos – Deus, o Pai nos tem feito ricos em Jesus Cristo. Ele é o dono do universo e nós somos seus filhos e seus herdeiros.
3.2. A natureza de nossas bênçãos – Nós temos toda sorte de bênção espiriritual. No Antigo Testamento o povo tinha bênçãos materiais como recompensa de sua obediência (Dt 28:1-13). Mas agora nós temos toda sorte de bênção espiritual. O espiritual é mais importante do que o material.
3.3. A esfera das bênçãos – “Nas regiões celestiais em Cristo” – As pessoas não convertidas estão interessadas primariamente nas coisas terrenas, porque este é o lugar em que vivem. Eles são filhos deste mundo (Lc 16:8). Mas a vida do cristã está centrada no céu. Ele é cidadão do céu. Há uma segunda esfera: “em Cristo”. Todas as bênçãos recebidas são em Cristo.
I. BÊNÇÃOS PROCEDENTES DE DEUS O PAI – V. 4-6
• Esta estrofe (3-6) relaciona-se com o passado, tendo o misericordioso plano do Pai como centro. A segunda estrofe (7-12) relaciona-se com o presente e gira em torno da obra redentora de Cristo. A terceira estrofe (13-14) aponta para a futura consumação da redenção e exalta o ministério do Espírito Santo. Cada estrofe termina com o estribilho “para o louvor da glória de sua graça (v. 6), “para o louvor da sua glória” (v. 12), “em louvor da sua glória” (v. 14).
• Vejamos, portanto, as bênçãos procedentes do Pai:
1. Ele nos escolheu – v. 4
1.1. O autor da eleição – Deus, o Pai é o autor da eleição. Não fomos nós quem escolhemos a Deus, ele é quem nos escolheu (João 15:16). Os pecadores perdidos, entregues a si mesmos não procuram a Deus (Rm 3:10-11); Deus em seu amor é quem procura os pecadores (Lucas 19:10).
1.2. A natureza da eleição – Deus nos escolheu para si, de acordo com o seu beneplácito (v. 5). A eleição é um ato da sua benevolência soberana. Éramos impuros e repreensíveis. Estávemos perdidos e condenados. A causa da escolha está nele mesmo. Deus escolheu Abraão entre os homens de Ur; escolheu Isaque e não Ismael; escolheu Jacó e não Esaú; escolheu Israel e não as nações ao seu redor. Agora, em Cristo, ele escolheu para si um novo povo.
1.3. O objeto da eleição – “Deus nos escolheu”. Isso prova que a salvação não é universalista. Paulo está escrevendo aos crentes (v. 1) e aos santos e irrepreensíveis (v. 3). Este “nos” não pode referir-se a todos os homens sem distinção. Karl Barth erradamente afirma que em conexão com Cristo todos os homens, sem distinção, são eleitos e que a distinção básica não é entre eleitos e não eleitos, e, sim, entre os que têm consciência de sua eleição e os que não a têm.
1.4. O fundamento da eleição – Deus nos elegeu em Cristo. No tempo o Pai nos abençoou em Cristo assim como nos elegeu nele desde toda a eternidade. A eleição é o fundamento de todas as bênçãos subsequentes. A eleição não anula a cruz. Deus não nos escolheu em nós mesmos, por nossos méritos, mas em Cristo.
1.5. O tempo da eleição – Deus nos escolheu em Cristo antes da fundação do mundo. O plano de Deus é eterno. Seu decreto é eterno, portanto, não pode ser frustrado.
1.6. O propósito da eleição – Deus nos escolheu em Cristo para sermos santos e irrepreensíveis. Deus não nos elegeu porque éramos, mas para sermos. Não nos elegeu porque fazíamos boas obras, mas para as boas obras. Não nos elegeu porque previu que iríamos crer, mas cremos porque fomos eleitos. A eleição é a raiz da salvação, não seu fruto! Contudo o propósito final da eleição é o louvor da sua glória.
1.7. As lições básicas sobre a eleição – 1) A doutrina da eleição é uma revelação divina e não uma especulação humana; 2) A doutrina da eleição é um incentivo à santidade e não uma desculpa para o pecado; 3) A doutrina da eleição é um estímulo à humildade e não um motivo para o orgulho.
2. Ele nos adotou – v. 5
• Deus nos predestinou para sermos filhos. A eleição refere-se a pessoas enquanto predestinação refere-se aos propósitos. Os eventos conectados com a crucificação de Cristo foram predestinados (Atos 4:25-26). Deus predestinou nossa adoção (Efésios 1:5). Deus predestinou nossa conformidade com Cristo (Romanos 8:29), assim como a nossa herança (Efésios 1:11). Porém, eu creio que ambos os termos referem-se ao mesmo ato de Deus e têm sentido idêntico.
• Deus nos adotou em sua família. Estávamos perdidos, condenados, mortos, sem Deus e sem esperança no mundo e fomos adotados na família de Deus, fomos feito herança de Deus.
3. Ele nos aceitou – v. 6
• Nós não podemos fazer-nos a nós mesmos aceitáveis para Deus. Nossa justiça é como trapo de imundícia aos seus olhos. Mas, ele por sua graça, fez-nos aceitáveis em Cristo. Quando o Filho Pródigo chegou em casa com vestes rasgadas, sujas da lama do chiqueiro, seu Pai o abraçou e beijou e lhe deu nova roupagem! Ele se tornou aceitável ao Pai.
II. BÊNÇÃOS PROCEDENTES DO FILHO – V. 7-12
1. Ele nos redimiu – v. 7a
• A palavra “redimir” significa comprar e deixar livre mediante pagamento de um preço. Na época de Paulo o Império Romano tinha 60 milhões de escravos e geralmente eles eram vendidos como uma peça de mobília. Mas um homem podia comprar um escravo e dar-lhe liberdade. Foi isso que Cristo fez por nós.
• O preço da nossa redenção foi o seu sangue (v. 7; 1 Pe 1:18ss). Isso significa que estmaos livres da lei (Gl 5:1), da escravidão do pecado (Rm 6:1), do mundo (Gl 1:4) e do poder de Satanás (Col 1:13-14).
2. Ele nos perdoou – v. 7b
• O nosso perdão é baseado no sacrifício expiatório de Cristo (os dois bodes expiatórios – Lv 16).
• O perdão de Cristo é completo. Ele morreu para remover a culpa do nosso pecado. Ele é o Cordeiro que tira o pecado do mundo (João 1:29). Agora já nenhuma acusação pode prosperar contra nós porque Cristo já rasgou o nosso escrito de dívida. Ele nos perdoou e dos nossos pecados jamais se lembra.
3. Ele nos revelou a vontade de Deus – v. 8-10
• O pecado separou o homem de Deus, do próximo, de si e da própria natureza. O homem tentou construir um caminho de volta para Deus através da Torre de Babel, mas Deus os julgou e os dispersou. Deus chamou a Abraão e fez uma diferença entre o seu povo e os gentios, uma diferença que foi mantida até a morte de Cristo. O pecado rasga e separa todas as coisas, mas em Cristo, Deus juntará todas as coisas na consumação dos séculos. Nós somos parte desse grande plano de Deus.
4. Ele nos fez herança – v. 11-12
• Em Cristo nós temos uma linda herança (1 Pe 1:1-4) e em Cristo nós somos uma herança. Nós somos valiosos nele. Pense no preço que Deus pagou por nós para sermos sua herança. Deus, o Filho é o dom de Deus o Pai para nós. E nós somos o dom do amor de Deus para o Filho. Nós somos a herança de Deus, a noiva de Cristo, a menina dos olhos de Deus, a delícia de Deus.
III. BÊNÇÃOS PROCEDENTES DO ESPÍRITO SANTO – V. 13-14
• Nós nos movemos da eternidade passada (Ef 1:4-6), e história passada (Ef 1:7-12), para a imediata experiência dos crentes e a expectativa futura (1:13-14).
1. Ele selou-nos – v. 13
• O processo inteiro da salvação é ensinado neste verso. Ele mostra como um pecador torna-se um santo. 1) Ele ouve o Evangelho da Salvação: como Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou; 2) Ele crê com a fé que traz a salvação. 3) Ele é selado com o Espírito Santo. Você recebe o Espírito Santo imediatamente após você confiar em Cristo.
• Qual é o significado do selo do Espírito?
1.1. Ele fala de uma transação consumada – Jesus consumou a sua obra de redenção na cruz. Ele nos comprou com o seu sangue. Somos propriedade exclusiva dele. Portanto, fomos selados como garantia dessa transação final. Exemplo: Os compradores de madeira em Éfeso colocavam o selo na madeira e depois enviavam seus mercadores para buscá-la.
1.2. Ele fala de um direito de propriedade e posse – Deus colocou o seu selo sobre nós porque ele nos comprou para sermos sua propriedade exclusiva (1 Co 6:19-20; 1 Pe 2:9).
1.3. Ele fala de segurança e proteção – O selo romano sobre a tumba de Jesus era a garantia de que ele não seria violado (Mt 27:62-66). Assim o crente pertence a Deus. O Espírito nos foi dado para estar para sempre conosco. Ele jamais nos deixará.
1.4. Ele fala de autenticidade – Assim como a assinatura do dono, o selo atesta a genuinidade do documento. “Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Romanos 8:9).
2. Ele nos foi dado como penhor – v. 14
• A palavra “penhor” significa a primeira parcela de um pagamento, como garantia de que todo o pagamento integral será efetuado. O Espírito Santo é primeiro pagamento que garante aos filhos de Deus que ele irá terminar a sua obra em nós, levando-nos para a glória (Rm 8:18-23; 1 Jo 3:1-3).
• A redenção tem três estágios: 1) Nós fomos redimidos – justificação (Ef 1:7); 2) Nós estamos sendo redimidos – santificação (Rm 8:1-4); 3) Nós seremos redimidos – glorificação (Ef 1:14) – quando Cristo voltar e então seremos como ele é.
• A palavra “penhor” tem também o significado de anel de noivado. É a garantia de que a promessa de fidelidade será guardada. A nossa relação com Deus é uma relação de amor. Jesus é o noivo e a sua igreja é a noiva.
CONCLUSÃO
• Todos os pontos doutrinários observados até agora nos falam da nossa riqueza em Cristo. Vejamos:
1. As verdadeiras riquezas vêm de Deus – Tanto o Pai, como o Filho e o Espírito Santo estão trabalhando para nos fazer ricos. Deus nos Deus riquezas eternas sem o que todas as outras riquezas não teriam nenhum valor. Nós temos riquezas que o dinheiro não pode comprar. Nós nos alegramos nos dons porque amamos o doador.
2. Todas essas riquezas vêm pela graça de Deus e são para a glória de Deus – Toda a obra do Pai (v. 6), do Filho (v. 12) e do Espírito Santo tem uma fonte (a graça) e um propósito (a glória de Deus). O nosso fim principal é glorificar a Deus e o fim principal de Deus é glorificar-se a si mesmo.
3. Essas riquezas são apenas o começo – Há sempre mais riquezas espirituais para buscar da parte do Senhor enquanto nós andamos com ele. A Bíblia é o nosso mapa. O Espírito é o nosso guia e mestre. Enquanto examinamos as Escrituras vão descobrindo as insondáveis riquezas de Cristo.
4. Essas riquezas devem nos levar a algumas atitudes – Primeiro, adoração; Segundo, devemos nos sentir animados; Terceiro, devemos nos consagrar ao Senhor por tudo o que ele fez por nós!
Rev. Hernandes Dias Lopes.
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Medo de decidir
Referência: JOÃO 18.28-19.1-16
INTRODUÇÃO
A vida é feita de decisões. Você é um ser livre. Você, paradoxalmente, porém, é um escravo da sua liberdade. Você não pode deixar de decidir. Você é como um homem num barco que desce rio a baixo prestes a cair num abismo.
Hoje, como Pilatos, você está diante de Jesus. Em relação a Ele você não pode ficar neutro, nem em cima do muro. Você precisa tomar uma decisão: até a indecisão é uma decisão, a decisão de não decidir. Você pode aceitar, rejeitar, adiar. Você só não pode é ficar neutro. Jesus disse: “Quem não é por mim é contra mim…”
O rei dos reis estava diante de Pilatos para ser julgado. E Pilatos o condenou. Pilatos o rejeitou. No último dia é Pilatos quem estará diante de Jesus para ser julgado. Naquele dia só uma coisa contará: “O que você fez de Cristo, aceitou-o ou rejeitou-o?”
Hoje quero falar para você sobre quatro coisas importantes: CONFRONTACÃO, INDECISÃO, REJEIÇÃO E ENGANO.
I. A CONFRONTAÇÃO
A) PILATOS É CONFRONTADO COM A REALEZA DE JESUS
O evangelista João diz que Jesus fez a Pilatos a seguinte declaração: “o meu reino não é deste mundo” Atemorizado Pilatos lhe perguntou: “Logo tu és rei.” Ao que Jesus respondeu: “Para isso eu nasci, para isso eu vim ao mundo, para dar testemunho da verdade, mas vós não me credes. Todos aqueles que são da verdade, ouvem a minha Palavra.”
O texto diz que Pilatos ficou atemorizado. Pilatos sentiu que estava diante de alguém que era maior do que Cesar.
Jesus é Rei. Quando Ele morreu, havia na cruz uma inscrição em hebraico, latim e grego: “ESTE JESUS É O REI DOS JUDEUS.” O Habraico = maior poder religioso da época. O Latim = maior poder político. O Grego = maior poder cultural. Todos os homens, de todos os níveis, de todas as camadas, de todos os tempos, de todas as sociedades do mundo precisam saber que Jesus Cristo é Rei.
Você hoje também está sendo confrontado com o Rei do Universo. Ele que altera as moléculas da água e as transforma em moléculas de vinho. Ele que pega os átomos e os multiplica transformando cinco pães e dois peixes em alimento para mais de cinco mil pessoas. Ele apazigua as ondas do mar. Ele vence a lei da gravidade e anda sobre as águas. Ele é Rei dos reinos. Diante dele todo joelho vai se dobrar. É este impacto que o confronta agora! O que você vai fazer de Jesus?
B) PILATOS É CONFRONTADO COM A JUSTIÇA DE JESUS
Pilatos se achava na frente de Jesus quando sua mulher mandou dizer-lhe: “NÃO TE ENVOLVAS COM ESTE JUSTO. PORQUE HOJE EMSONHO, MUITO SOFRI POR SEU RESPEITO.”
Jesus tem uma justiça com a qual você se confronta, querendo ou não. Ele viveu de maneira justa e morreu como justo. E um dia Ele vai julgar a sua vida.
Pilatos por TRÊS VIZES reconhece que Jesus é inocente e mesmo assim o condena (Lc 23.20; Lc 23.22; Jo 19.12). Mas um dia Pilatos como culpado vai estar diante de Jesus para ser julgado. Naquele dia o que você fez em oculto será proclamado dos eirados. Naquele dia será julgado os segredos do seu coração. Os livros serão abertos.
II. A INDECISÃO
1. Pilatos, o indeciso – Jo 19.15
“Hei de crucificar o vosso rei?” = Talvez você saiba que Jesus é rei, é justo, é o Filho de Deus, mas você ainda vive titubeando, coxeando entre dois pensamentos. Sabe da verdade, mas não se decide. Conhece o caminho, mas anda errante. Está certo de que só Jesus pode levá-lo ao céu, mas está indo para o inferno.
2. A decisão é necessária – Mt 27.11
Jesus está diante dele (Mt 27.11). A multidão enlouquecida e sanguisedenta, clama, vocifera e pede a condenação de Jesus. Pilatos não pode deixar de tomar uma decisão. Ele olha para Jesus e ouve: TU DIZES QUE SOU REI. Ele olha para a multidão e esta grita: CRUCIFICA-0. Ele precisa decidir.
3. A decisão é inevitável – Lc 23.4,14,15
Pilatos procura febrilmente uma substituição para a decisão inevitável. Ele se comporta religiosamente. Ele não é CONTRA Jesus. Ele fala a palavra CRISTO, chama-o de Rei e até dá TESTEMUNHO DELE, dizendo três vezes: “EU NÃO ACHO NELE CRIME ALGUM.” Nicodemos sabia que Jesus era mestre, vinha da parte de Deus, fazia milagres e que Deus estava com ele, mas precisava nascer de novo.
Mas todos esses esforços não podem substituir sua decisão. Assim também com você: Não basta dizer: eu freqüento a igreja. eu sou membro da igreja, eu leio a Bíblia, eu faço as minhas orações, eu vivo corretamente. Com tudo isso, se você não se render a Cristo, você está perdido.
4. A decisão é intransferível –
4.1. Envia Jesus a Herodes – Lc 23.7,11 = Agora Pilatos tenta esquivar-se da decisão, enviando Jesus a Herodes. Mas Jesus volta e fica calado diante de Pilatos (Lc 23.7,11).
4.2. Tenta transferir a decisão para os judeus – Jo 18.31; 19.6 = Então, diz aos judeus, “Tomai-o vós outros e crucificai-o” (Jo 19.6). Mas os judeus recusaram tomar esta decisão. Eles não querem tomar a decisão e Jesus permanece calado diante de Pilatos.
4.3. Tenta levar o povo a escolher por ele entre Cristo ou Barrabás – Jo 18.40; Mt 27.15-18,20-21 = Mas o povo grita: “Solta-nos Barrabás e crucifica-º Não Jesus, mas Barrabás. O povo prefere um criminoso, um assassino, um assaltante a Jesus. Você também não pode fugir dessa decisão. Não esconda atrás de seus pais. Eles não podem decidir por você. Nem seu filho, nem sua mulher.Você é responsável.
5. Pilatos tenta agradar a multidão – Jo 19.1; Lc 23.16
Por isso manda açoitar a Cristo. Seu objetivo era agradar a vontade popular. Era ficar bem com o povo. Era satisfazer a vontade da multidão, ainda que sua consciência fosse violentada. Agiu com incoerência. Se Jesus era inocente, porque açoitá-lo?
6. Pilatos se mostra covarde –
Olha para Jesus e para a multidão. Conhece a verdade, está convencido que Jesus é rei, justo, Filho de Deus, inocente, mas se deixa levar pela pressão do meio. Não tem coragem para assumir Jesus. Torna-se covarde.
7. Pilatos reconhece a singularidade de Jesus – Jo 19.5,14
Pilatos sabe que Jesus não um homem qualquer. Ela sabe que Jesus é O HOMEM. O único, singular, incomparável. Sabe que ele não é apenas um rei, mas o supremo rei.
8. Pilatos defende a Jesus, mas não se entrega a Ele – Jo 19.12; Lc 23.20,22
Sabendo Pilatos que Jesus era inocente, o condenando-o e não o recebendo como o Seu salvador, tornou-se duplamente culpado.
9. Pilatos se desespera, mas não se decide por Jesus – Mt 27.22
10. Pilatos lava as mãos, mas não se decide – Mt 27.24
Pilatos está determinado a não se comprometer com Jesus. Ele quer fugir. Ele não quer se decidir. Ele se acovarda.
III. A REJEIÇÃO
1. Por causa da pressão da multidão – Mc 15,4,23-25
1.1. Queria saber a opinião dos outros – Mt 27.23 = “Que mal fez ele?” = O que meu pai vai dizer? O que meu marido vai pensar? O que os meus amigos vão falar se eu assumir um compromisso com Jesus?
1.2. Medo de tumulto – Mt 27.24 = Isso o desestabilizaria politicamente. Ele precisa do apoio dos judeus para governar. Ele ficou com medo que surgisse um tumulto. Isso o comprometeria diante de Cesar. Afogou a sua consciência por isso. Medo que haja um tumulto em sua vida. Que os valores mudem. Que o namoro mude. Quando você entrega a vida a Jesus há um tumulto: o seu coração vai mudar. Seu lar vai mudar. Seu namoro vai mudar. Seus valores vão ser invertidos. Ex. SADU SUNDAR SING
2. Por causa da conveniência e status – Jo 19.12
Os judeus lhe haviam dito: “Se soltas a este não és amigo de Cesar.” (Jo 19.12).
Cuidado para não perder o cargo, o governo, o poder. É a pressão do status.
É pressão de assumir Jesus na Faculdade, na Família incrédula, no trabalho, entre amigos escarnecedores.
3. A despeito das advertências
3.1. Advertência da própria consciência – Mt 27.18 = Pilatos sabe quem é Jesus. Sabe que os judeus o entregaram por inveja. Sabe que Jesus é inocente, justo, a verdade, o Filho de Deus, O Rei. Mas tem medo. Mas afoga a consciência. Anestesia o coração. Enfia a cabeça na areia e rejeita a oportunidade de Deus.
3.2. Advertência da sua mulher – Mt 27.19 = Sua mulher mandou lhe dizer: “Não te envolvas com este justo.” Pilatos não dá atenção a mais esta advertência e procura desculpar-se MANDANDO VIR ÁGUA, LAVOU AS MÃOS PERANTE O POVO… Meu amigo Deus te advertiu? Viste na tua vida o dedo de Deus? Deus está falando contigo através de um acidente, perdas e doenças? Não continue te desculpando.
3.3. Advertência dos inimigos mortais de Jesus – Jo 19.7-9 = Os judeus lhe disseram: Ele deve morrer porque a si mesmo se fez Filho de Deus. Pilatos estava convicto de que Jesus era mesmo o Filho de Deus e por isso ficou atemorizado. Queria soltar a Jesus. Queria conversar com Jesus, mas Jesus ficou em silêncio. Cuidado com a sua atitude de não aceitar advertências de Deus. PROVÉRBIOS 29.1: “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem que haja cura.
3.4. Pilatos entrega Jesus para ser crucificado a despeito de todas as evidências – Mt 27.26 = E você, o que vai fazer? Rejeitar Jesus a despeito de saber que Ele é o salvador, que morreu na cruz pelos seus pecados?
IV. ENGANO
1. “Estou livre do sangue deste inocente” – Mt 27.24 = Pilatos não estava livre. Estava preso. Ele era culpado. Você também é culpado. Não foram os judeus, Pilatos, os soldados romanos apenas que levaram Jesus à cruz. Ele morreu pelos nossos pecados. Não estamos livres do sangue de Cristo. Se permanecermos incrédulos, o sangue de Cristo clamará contra nós.
2. “Fique o caso convosco” – Mt 27.24 = Jesus não é o caso dos outros. É o seu caso. Você vai ter que tomar a sua decisão. Um dia você estará diante dele. Você está diante do seu trono para ser julgado. Você não pode dar procuração para outro. O caso de Jesus pertence a você.
3. “Não te envolvas com este justo” – Mt 27.19 = Você está envolvido. Vai receber ou rejeitar. Este justo vai ser o seu juiz!
CONCLUSÃO
Eis a grande e decisiva questão: QUE FAREI DE JESUS, CHAMADADO O CRISTO?
Pilatos: o que queres agora?
Os judeus sabem o que querem: para a cruz com este Jesus.
Herodes sabe o que quer: para longe com este Jesus.
Diabo sabe o que quer: levar você para o inferno.
Barrabás sabe o que quer: ficar livre!
E você? O que você quer? O que você vai fazer de Jesus?
PILATOS RECUSOU A CRISTO. DEIXOU PASSAR A SUA OPORTUNIDADE E SUICIDOU-SE NO REINADO DE GÁLIO. E você?
Meu amigo e você, agora, o que vai fazer de Jesus?
O DIABO sabe o que quer: ele te quer no inferno.
MAS DEUS quer te dar vida eterna. JESUS quer entrar no seu coração AGORA
Rev. Hernandes Dias Lopes.
www.cristoestanaminhavida.blogspot.com
INTRODUÇÃO
A vida é feita de decisões. Você é um ser livre. Você, paradoxalmente, porém, é um escravo da sua liberdade. Você não pode deixar de decidir. Você é como um homem num barco que desce rio a baixo prestes a cair num abismo.
Hoje, como Pilatos, você está diante de Jesus. Em relação a Ele você não pode ficar neutro, nem em cima do muro. Você precisa tomar uma decisão: até a indecisão é uma decisão, a decisão de não decidir. Você pode aceitar, rejeitar, adiar. Você só não pode é ficar neutro. Jesus disse: “Quem não é por mim é contra mim…”
O rei dos reis estava diante de Pilatos para ser julgado. E Pilatos o condenou. Pilatos o rejeitou. No último dia é Pilatos quem estará diante de Jesus para ser julgado. Naquele dia só uma coisa contará: “O que você fez de Cristo, aceitou-o ou rejeitou-o?”
Hoje quero falar para você sobre quatro coisas importantes: CONFRONTACÃO, INDECISÃO, REJEIÇÃO E ENGANO.
I. A CONFRONTAÇÃO
A) PILATOS É CONFRONTADO COM A REALEZA DE JESUS
O evangelista João diz que Jesus fez a Pilatos a seguinte declaração: “o meu reino não é deste mundo” Atemorizado Pilatos lhe perguntou: “Logo tu és rei.” Ao que Jesus respondeu: “Para isso eu nasci, para isso eu vim ao mundo, para dar testemunho da verdade, mas vós não me credes. Todos aqueles que são da verdade, ouvem a minha Palavra.”
O texto diz que Pilatos ficou atemorizado. Pilatos sentiu que estava diante de alguém que era maior do que Cesar.
Jesus é Rei. Quando Ele morreu, havia na cruz uma inscrição em hebraico, latim e grego: “ESTE JESUS É O REI DOS JUDEUS.” O Habraico = maior poder religioso da época. O Latim = maior poder político. O Grego = maior poder cultural. Todos os homens, de todos os níveis, de todas as camadas, de todos os tempos, de todas as sociedades do mundo precisam saber que Jesus Cristo é Rei.
Você hoje também está sendo confrontado com o Rei do Universo. Ele que altera as moléculas da água e as transforma em moléculas de vinho. Ele que pega os átomos e os multiplica transformando cinco pães e dois peixes em alimento para mais de cinco mil pessoas. Ele apazigua as ondas do mar. Ele vence a lei da gravidade e anda sobre as águas. Ele é Rei dos reinos. Diante dele todo joelho vai se dobrar. É este impacto que o confronta agora! O que você vai fazer de Jesus?
B) PILATOS É CONFRONTADO COM A JUSTIÇA DE JESUS
Pilatos se achava na frente de Jesus quando sua mulher mandou dizer-lhe: “NÃO TE ENVOLVAS COM ESTE JUSTO. PORQUE HOJE EMSONHO, MUITO SOFRI POR SEU RESPEITO.”
Jesus tem uma justiça com a qual você se confronta, querendo ou não. Ele viveu de maneira justa e morreu como justo. E um dia Ele vai julgar a sua vida.
Pilatos por TRÊS VIZES reconhece que Jesus é inocente e mesmo assim o condena (Lc 23.20; Lc 23.22; Jo 19.12). Mas um dia Pilatos como culpado vai estar diante de Jesus para ser julgado. Naquele dia o que você fez em oculto será proclamado dos eirados. Naquele dia será julgado os segredos do seu coração. Os livros serão abertos.
II. A INDECISÃO
1. Pilatos, o indeciso – Jo 19.15
“Hei de crucificar o vosso rei?” = Talvez você saiba que Jesus é rei, é justo, é o Filho de Deus, mas você ainda vive titubeando, coxeando entre dois pensamentos. Sabe da verdade, mas não se decide. Conhece o caminho, mas anda errante. Está certo de que só Jesus pode levá-lo ao céu, mas está indo para o inferno.
2. A decisão é necessária – Mt 27.11
Jesus está diante dele (Mt 27.11). A multidão enlouquecida e sanguisedenta, clama, vocifera e pede a condenação de Jesus. Pilatos não pode deixar de tomar uma decisão. Ele olha para Jesus e ouve: TU DIZES QUE SOU REI. Ele olha para a multidão e esta grita: CRUCIFICA-0. Ele precisa decidir.
3. A decisão é inevitável – Lc 23.4,14,15
Pilatos procura febrilmente uma substituição para a decisão inevitável. Ele se comporta religiosamente. Ele não é CONTRA Jesus. Ele fala a palavra CRISTO, chama-o de Rei e até dá TESTEMUNHO DELE, dizendo três vezes: “EU NÃO ACHO NELE CRIME ALGUM.” Nicodemos sabia que Jesus era mestre, vinha da parte de Deus, fazia milagres e que Deus estava com ele, mas precisava nascer de novo.
Mas todos esses esforços não podem substituir sua decisão. Assim também com você: Não basta dizer: eu freqüento a igreja. eu sou membro da igreja, eu leio a Bíblia, eu faço as minhas orações, eu vivo corretamente. Com tudo isso, se você não se render a Cristo, você está perdido.
4. A decisão é intransferível –
4.1. Envia Jesus a Herodes – Lc 23.7,11 = Agora Pilatos tenta esquivar-se da decisão, enviando Jesus a Herodes. Mas Jesus volta e fica calado diante de Pilatos (Lc 23.7,11).
4.2. Tenta transferir a decisão para os judeus – Jo 18.31; 19.6 = Então, diz aos judeus, “Tomai-o vós outros e crucificai-o” (Jo 19.6). Mas os judeus recusaram tomar esta decisão. Eles não querem tomar a decisão e Jesus permanece calado diante de Pilatos.
4.3. Tenta levar o povo a escolher por ele entre Cristo ou Barrabás – Jo 18.40; Mt 27.15-18,20-21 = Mas o povo grita: “Solta-nos Barrabás e crucifica-º Não Jesus, mas Barrabás. O povo prefere um criminoso, um assassino, um assaltante a Jesus. Você também não pode fugir dessa decisão. Não esconda atrás de seus pais. Eles não podem decidir por você. Nem seu filho, nem sua mulher.Você é responsável.
5. Pilatos tenta agradar a multidão – Jo 19.1; Lc 23.16
Por isso manda açoitar a Cristo. Seu objetivo era agradar a vontade popular. Era ficar bem com o povo. Era satisfazer a vontade da multidão, ainda que sua consciência fosse violentada. Agiu com incoerência. Se Jesus era inocente, porque açoitá-lo?
6. Pilatos se mostra covarde –
Olha para Jesus e para a multidão. Conhece a verdade, está convencido que Jesus é rei, justo, Filho de Deus, inocente, mas se deixa levar pela pressão do meio. Não tem coragem para assumir Jesus. Torna-se covarde.
7. Pilatos reconhece a singularidade de Jesus – Jo 19.5,14
Pilatos sabe que Jesus não um homem qualquer. Ela sabe que Jesus é O HOMEM. O único, singular, incomparável. Sabe que ele não é apenas um rei, mas o supremo rei.
8. Pilatos defende a Jesus, mas não se entrega a Ele – Jo 19.12; Lc 23.20,22
Sabendo Pilatos que Jesus era inocente, o condenando-o e não o recebendo como o Seu salvador, tornou-se duplamente culpado.
9. Pilatos se desespera, mas não se decide por Jesus – Mt 27.22
10. Pilatos lava as mãos, mas não se decide – Mt 27.24
Pilatos está determinado a não se comprometer com Jesus. Ele quer fugir. Ele não quer se decidir. Ele se acovarda.
III. A REJEIÇÃO
1. Por causa da pressão da multidão – Mc 15,4,23-25
1.1. Queria saber a opinião dos outros – Mt 27.23 = “Que mal fez ele?” = O que meu pai vai dizer? O que meu marido vai pensar? O que os meus amigos vão falar se eu assumir um compromisso com Jesus?
1.2. Medo de tumulto – Mt 27.24 = Isso o desestabilizaria politicamente. Ele precisa do apoio dos judeus para governar. Ele ficou com medo que surgisse um tumulto. Isso o comprometeria diante de Cesar. Afogou a sua consciência por isso. Medo que haja um tumulto em sua vida. Que os valores mudem. Que o namoro mude. Quando você entrega a vida a Jesus há um tumulto: o seu coração vai mudar. Seu lar vai mudar. Seu namoro vai mudar. Seus valores vão ser invertidos. Ex. SADU SUNDAR SING
2. Por causa da conveniência e status – Jo 19.12
Os judeus lhe haviam dito: “Se soltas a este não és amigo de Cesar.” (Jo 19.12).
Cuidado para não perder o cargo, o governo, o poder. É a pressão do status.
É pressão de assumir Jesus na Faculdade, na Família incrédula, no trabalho, entre amigos escarnecedores.
3. A despeito das advertências
3.1. Advertência da própria consciência – Mt 27.18 = Pilatos sabe quem é Jesus. Sabe que os judeus o entregaram por inveja. Sabe que Jesus é inocente, justo, a verdade, o Filho de Deus, O Rei. Mas tem medo. Mas afoga a consciência. Anestesia o coração. Enfia a cabeça na areia e rejeita a oportunidade de Deus.
3.2. Advertência da sua mulher – Mt 27.19 = Sua mulher mandou lhe dizer: “Não te envolvas com este justo.” Pilatos não dá atenção a mais esta advertência e procura desculpar-se MANDANDO VIR ÁGUA, LAVOU AS MÃOS PERANTE O POVO… Meu amigo Deus te advertiu? Viste na tua vida o dedo de Deus? Deus está falando contigo através de um acidente, perdas e doenças? Não continue te desculpando.
3.3. Advertência dos inimigos mortais de Jesus – Jo 19.7-9 = Os judeus lhe disseram: Ele deve morrer porque a si mesmo se fez Filho de Deus. Pilatos estava convicto de que Jesus era mesmo o Filho de Deus e por isso ficou atemorizado. Queria soltar a Jesus. Queria conversar com Jesus, mas Jesus ficou em silêncio. Cuidado com a sua atitude de não aceitar advertências de Deus. PROVÉRBIOS 29.1: “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem que haja cura.
3.4. Pilatos entrega Jesus para ser crucificado a despeito de todas as evidências – Mt 27.26 = E você, o que vai fazer? Rejeitar Jesus a despeito de saber que Ele é o salvador, que morreu na cruz pelos seus pecados?
IV. ENGANO
1. “Estou livre do sangue deste inocente” – Mt 27.24 = Pilatos não estava livre. Estava preso. Ele era culpado. Você também é culpado. Não foram os judeus, Pilatos, os soldados romanos apenas que levaram Jesus à cruz. Ele morreu pelos nossos pecados. Não estamos livres do sangue de Cristo. Se permanecermos incrédulos, o sangue de Cristo clamará contra nós.
2. “Fique o caso convosco” – Mt 27.24 = Jesus não é o caso dos outros. É o seu caso. Você vai ter que tomar a sua decisão. Um dia você estará diante dele. Você está diante do seu trono para ser julgado. Você não pode dar procuração para outro. O caso de Jesus pertence a você.
3. “Não te envolvas com este justo” – Mt 27.19 = Você está envolvido. Vai receber ou rejeitar. Este justo vai ser o seu juiz!
CONCLUSÃO
Eis a grande e decisiva questão: QUE FAREI DE JESUS, CHAMADADO O CRISTO?
Pilatos: o que queres agora?
Os judeus sabem o que querem: para a cruz com este Jesus.
Herodes sabe o que quer: para longe com este Jesus.
Diabo sabe o que quer: levar você para o inferno.
Barrabás sabe o que quer: ficar livre!
E você? O que você quer? O que você vai fazer de Jesus?
PILATOS RECUSOU A CRISTO. DEIXOU PASSAR A SUA OPORTUNIDADE E SUICIDOU-SE NO REINADO DE GÁLIO. E você?
Meu amigo e você, agora, o que vai fazer de Jesus?
O DIABO sabe o que quer: ele te quer no inferno.
MAS DEUS quer te dar vida eterna. JESUS quer entrar no seu coração AGORA
Rev. Hernandes Dias Lopes.
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terça-feira, 25 de dezembro de 2012
A comunhão na igreja
Referência: I JOÃO 1.3
Existem pessoas que estão longe de Deus e longe das pessoas. Outras estão perto de Deus e longe das pessoas. Outras estão longe de Deus e perto das pessoas. Devemos estar perto de Deus e perto das pessoas.
I. COMUNHÃO COM DEUS
a) Enoc – Gn 5.24
b) Noé – Gn 6.9
c) Abraão – Gn 17.1
d) Moisés – Ex 33.11-23
e) Robert McKeyne, David Brainerd, Finney
II. COMUNHÃO COM O FILHO
a) Somos um só espírito com o Senhor – I Co 6.17
b) Ele habita em nossos corações – Ef 3.16-19
c) Ele ceia conosco – Ap 3.20
d) Figuras: NOIVO-NOIVA; VIDEIRA-RAMOS; CABEÇA-CORPO
III. COMUNHÃO COM O ESPÍRITO SANTO
a) Fomos batizados no corpo pelo Espírito e bebemos do mesmo Espírito – I Co 12.13
b) Comunhão do Espírito – II Co 13.13
c) Fp 2.1
IV. COMUNHÃO COM OS SANTOS
a) É o modo natural de viver daquele que tem um encontro com Jesus – At 2.42,46
b) Para ter comunhão com os irmãos, é preciso andar na luz – I Jo 1.7
c) Exige esforço conjunto – Ef 4.15,16
d) Exige correção de pecados – Ef 4.25-32
e) Envolve socorro em coisas materiais – I Jo 3.17; Rm 12.13; II Co 8.4; Gl 2.10; At 11.29,30.
V. MUTUALIDADE DA COMUNHÃO
a) Somos membros uns dos outros – Rm 12.5
b) Amai-vos cordialmente (filostorgoi) uns aos outros – Rm 12.10
c) Preferindo-vos em honra uns aos outros – Rm 12.10
d) Tende o mesmo sentimento uns para com os outros – Rm 12.16; 15.5
e) Acolhei-vos uns aos outros como também Cristo nos acolheu – Rm 15.7
f) Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo – Rm 16.16
VI. QUANDO A COMUNHÃO NÃO É RECOMENDADA
a) Quando as amizades são com pessoas ímpias – Sl 1.1-3
b) Quando a outra pessoa se diz crente, mas não vive como tal – I Cor 5.6-11
c) Quando a outra pessoa tem uma vida comprometida com práticas de pecado – Ef 5.5-14; II Co 6.14
d) Quando a outra pessoa não tem cuidado com a língua – I Co 15.33; Pv 20.19
e) Quando a outra pessoa resiste ouvir e obedecer a Palavra de Deus – II Ts 3.14; Pv 13.20
f) Quando a outra pessoa é semeadora de contendas – Pv 6.16-19
CONCLUSÃO
Fp 2.1-5.
Por: Hernandes Dias Lopes
www.cristoestanaminhavida.blogspot.com
Existem pessoas que estão longe de Deus e longe das pessoas. Outras estão perto de Deus e longe das pessoas. Outras estão longe de Deus e perto das pessoas. Devemos estar perto de Deus e perto das pessoas.
I. COMUNHÃO COM DEUS
a) Enoc – Gn 5.24
b) Noé – Gn 6.9
c) Abraão – Gn 17.1
d) Moisés – Ex 33.11-23
e) Robert McKeyne, David Brainerd, Finney
II. COMUNHÃO COM O FILHO
a) Somos um só espírito com o Senhor – I Co 6.17
b) Ele habita em nossos corações – Ef 3.16-19
c) Ele ceia conosco – Ap 3.20
d) Figuras: NOIVO-NOIVA; VIDEIRA-RAMOS; CABEÇA-CORPO
III. COMUNHÃO COM O ESPÍRITO SANTO
a) Fomos batizados no corpo pelo Espírito e bebemos do mesmo Espírito – I Co 12.13
b) Comunhão do Espírito – II Co 13.13
c) Fp 2.1
IV. COMUNHÃO COM OS SANTOS
a) É o modo natural de viver daquele que tem um encontro com Jesus – At 2.42,46
b) Para ter comunhão com os irmãos, é preciso andar na luz – I Jo 1.7
c) Exige esforço conjunto – Ef 4.15,16
d) Exige correção de pecados – Ef 4.25-32
e) Envolve socorro em coisas materiais – I Jo 3.17; Rm 12.13; II Co 8.4; Gl 2.10; At 11.29,30.
V. MUTUALIDADE DA COMUNHÃO
a) Somos membros uns dos outros – Rm 12.5
b) Amai-vos cordialmente (filostorgoi) uns aos outros – Rm 12.10
c) Preferindo-vos em honra uns aos outros – Rm 12.10
d) Tende o mesmo sentimento uns para com os outros – Rm 12.16; 15.5
e) Acolhei-vos uns aos outros como também Cristo nos acolheu – Rm 15.7
f) Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo – Rm 16.16
VI. QUANDO A COMUNHÃO NÃO É RECOMENDADA
a) Quando as amizades são com pessoas ímpias – Sl 1.1-3
b) Quando a outra pessoa se diz crente, mas não vive como tal – I Cor 5.6-11
c) Quando a outra pessoa tem uma vida comprometida com práticas de pecado – Ef 5.5-14; II Co 6.14
d) Quando a outra pessoa não tem cuidado com a língua – I Co 15.33; Pv 20.19
e) Quando a outra pessoa resiste ouvir e obedecer a Palavra de Deus – II Ts 3.14; Pv 13.20
f) Quando a outra pessoa é semeadora de contendas – Pv 6.16-19
CONCLUSÃO
Fp 2.1-5.
Por: Hernandes Dias Lopes
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
A figueira murcha
Referência:
MATEUS 21.17-20
I. Há no
mundo casos de profissão promissora, porém infrutífera
a)
Pessoas As envolvidas neles superam, em muito, tantas outras – Elas nos
impressionam pela conversa, pelos modos . São loquazes na conversa, profundos
na especulação teológica.
b) Tais
pessoas parecem desafiar as estações do ano – A figueira produz os frutos antes
das folhas. Certas pessoas parecem muito adiantadas em comparação com as
pessoas ao seu redor, mas é só fachada, só aparência.
c) Tais
pessoas ultrapassam a regra comum do crescimento – A regra primeiro figo,
depois folha. Essas pessoas professam, proclamam o fruto, mas não o possuem.
d) Tais
pessoas usualmente atraem a atenção dos outros – Segundo Mc 11.14 Nosso Senhor
viu de longe essa árvore. As demais árvores ainda não tinham folha. Essa árvore
era a única que estava em destaque. Essas pessoas não têm nenhuma modéstia,
tocam trombetas e anunciam frutos que não possuem.
e) Tais
pessoas não somente atraem o olhar, como também freqüentemente atraem o
convívio de homens bons – Jesus e os discípulos foram até a figueira. Ela os
atraiu. Existem pessoas que fascinam outras pela sua super-espiritualidade de
trombeteiam. Parecem ser piedosos, fervorosos, mas é só folhas.
II. Essas
pessoas serão inspecionadas pelo Rei Jesus
a) Ele
procurará fruto – Ele perscruta profundamente a nossa vida para ver se tem
fruto, alguma fé genuína, algum amor verdadeiro, algum fervor na oração. Se ele
não ver frutos não ficará satisfeito.
b) Jesus
tem o direito de esperar fruto quando Ele vem procurá-lo – Ele tinha direito de
encontrar fruto porque o fruto aparece primeiro, depois as folhas. Aquela
árvore estava fazendo propagando de algo que ela não possuía. Jesus tem
encontrado fruto em você? Conforme João 15.8 o Pai é glorificado quando
produzimos muito fruto e essa é a prova de que somos discípulos de Jesus.
c) Fruto
e o que o Senhor deseja ardentemente – Jesus teve fome. Ele procurava fruto e
não folhas. Ele não se satisfaz com folhas. Ele sente necessidade de sermos
santos.
d) Quando
Jesus se aproxima de uma alma Ele se aproxima com discernimento agudo – Dele
não se zomba. A Ele não podemos enganar. Já pensei ser figo aquilo que não
passava de folha. Mas Jesus não comete engano. Ele não julga segundo a
aparência.
III. O
Resultado da vinda de Cristo será terrível para quem fez uma profissão
fervente, mas sem fruto
a) Onde
deveria achar fruto, achou somente folhas – Se eu professo a fé sem a possuir
não se trata de uma mentira? Se eu professo arrependimento sem tê-lo não é uma
mentira? Se eu participo de ceia, mas estou em pecado e não amo aos meus irmãos
não é isso uma mentira? A profissão de fé sem a graça divina é a pompa
funerária de uma alma morta.
b) Jesus
condenou a árvore infrutífera – Jesus não apenas a amaldiçoou, ela já era uma
maldição. Ela não servia para o revigoramento de ninguém.
c) Ele
pronunciou a sentença contra ela – A sentença foi fica como está, estéril, sem
fruto. Continue sem a graça. Jesus dirá no dia final APARTAI-VOS para aqueles
que viveram a vida toda apartados. Continue o imundo sendo imundo.
Rev.
Hernandes Dias Lopes
www.cristoestanaminhavida.blogspot.com
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