A ação do Espírito Santo
Sem
a presença, a obra, o poder e a unção do Espírito Santo a igreja será como um
vale de ossos secos. Sem a obra do Espírito Santo não haverá pregação, não
haverá pessoas convertidas e também não haverá crescimento saudável da igreja.
A obra do Espírito Santo é tão importante quanto a obra da redenção que Cristo
realizou na cruz. Somente o Espírito Santo pode aplicar a obra de Deus no
coração do homem. Somente o Espírito Santo pode transformar corações e produzir
vida espiritual. “Nenhuma eloqüência ou retórica humana poderia convencer
homens mortos em seus delitos e pecados acerca da verdade de Deus”. Charles
Spurgeon declara:
“Se eu
me esforçasse para ensinar um tigre a respeito das vantagens de uma vida
vegetariana, teria mais esperança em meu esforço do que tentar convencer um
homem que ainda não nasceu de novo acerca das verdades reveladas de Deus
concernentes ao pecado, à justiça e ao juízo vindouro. Essas verdades
espirituais são repugnantes aos homens carnais, e uma mente carnal não pode
receber as coisas de Deus”.
Sem a unção do Espírito Santo nossos sermões
tornar-se-ão sem vida e sem poder. É o Espírito quem aplica a Palavra e ela não
opera á parte do Espírito. Na mesma linha de raciocínio Spurgeon dá o seu
conselho aos pregadores: “Nós devemos depender do Espírito em nossa pregação”.
Spurgeon sempre subia os quinze degraus do seu púlpito dizendo, “eu creio no
Espírito santo”. Jay Adams diz que o Espírito Santo transforma tanto o pregador
quanto a sua pregação. Arturo Azudia sabiamente declara:
“O
alvo da pregação é diferente de qualquer outro discurso público. O sermão tem
objetivos mais profundos. Ele pode, mediante o poder do Espírito, renovar e
purificar os corações. Se ele falhar nesse intento, terá fracassado
completamente. E ele sempre falhará se não for acompanhado do poder do alto. A
renovação da alma é o que nenhum homem com toda a sua riqueza de aprendizado,
erudição e poder de comunicação pode fazer. Essa obra não é feita nem por
força, nem por poder, mas pelo Espírito de Deus”.
Conhecimento é importante, mas não é
suficiente. Conhecimento, embora seja vital, nada pode fazer sem a unção do
Espírito Santo. Você pode ter conhecimento e pode ser meticuloso em sua
preparação, mas se não tiver a unção do Espírito, não terá poder e suas
pregação não será eficaz.
A unção vem através de uma vida de oração.
Outras coisas preciosas são dadas ao pregador através da oração e de outras
coisas, mas a unção vem somente de uma vida de oração. Nada revela tanto a
pobreza das nossas orações em secreto quanto a ausência da unção do Espírito em
nossas vidas e pregação. Uma pregação bonita, retoricamente bem elaborada,
exegeticamente meticulosa, teologicamente consistente geralmente revela a
erudição e a capacidade do pregador. Mas somente a unção do Espírito Santo
revela a presença de Deus. À parte da capacitação do Espírito Santo no ato da
proclamação, a melhor técnica retórica fracassará totalmente em seu objetivo de
transformar aqueles a quem nós pregamos.
Todas as coisas em seu ministério de
pregação dependem da presença, do poder e da plenitude do Espírito. A
eloqüência pode ser aprendida, mas a unção precisa ser recebida do alto. Os
seminários podem ensinar os estudantes a ser grandes oradores, mas somente o
Espírito Santo pode capacitá-los a ser pregadores cheios do poder. Livros de
homilética podem ajudar os pregadores a preparar melhor os seus sermões, mas
somente o Espírito Santo pode preparar eficazmente os pregadores. “Unção não se
aprende através de retórica. Ela não é conseguia através da imitação de outros
pregadores. Somente o Espírito Santo pode conceder unção ao pregador”. Unção
representa a efusão do Espírito. Isto não é idêntico à mera animação. Toda
paixão do pregador não constitui unção. Assim como os santos sentimentos
sugerem uma obra interior do Espírito, a unção enfatiza a manifestação externa
do revestimento de poder. A unção é o Espírito Santo descendo sobre o pregador
de forma especial, capacitando-o com poder, de tal maneira que ele realiza a
obra da pregação de forma tão elevada, que ele passa a ser usado pelo Espírito
e se transforma em um canal através de quem o Espírito Santo opera.
Não é bastante apenas pregar sobre o poder,
é preciso experimentá-lo. Não é suficiente apenas falar acerca das coisas
extraordinárias, é necessário viver uma vida extraordinária. Não é suficiente
apenas pregar aos ouvidos, é necessário também pregar aos olhos. Os ouvintes
têm ouvido dos pregadores grandes sermões, mas não têm visto grandes obras em
suas vidas. Pregar sobre o poder do Espírito Santo é uma coisa, viver
poderosamente sob a unção do Espírito é outra completamente diferente. Uma coisa
é ter o Espírito como residente, outra é tê-lo como presidente. Uma coisa é
possuir o Espírito, outra é ser possuído por Ele. Uma coisa é ser habitado pelo
Espírito Santo, outra coisa é ser cheio do Espírito. Quando o Espírito Santo
foi derramado no Pentecoste, os discípulos receberam poder para testemunhar (At
1.8). Sem poder não há testemunho. Um poderoso testemunho demonstra evidências.
Jesus enviou esta mensagem para João Batista, quando este estava assaltado por
dúvidas na prisão:
“Jesus
respondeu: ‘Voltem e anunciem a João o que vocês estão ouvindo e vendo: os
cegos vêem, os mancos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os
mortos são ressuscitados, e as boas novas são pregadas aos pobres’” Mateus 11.4-5.
Deus fez grandes coisas através de Filipe em Samaria. Filipe
pregou aos ouvidos e aos olhos também. O povo não apenas ouviu, mas também viu
as maravilhas que Deus realizara através de Filipe. O evangelista Lucas relata:
“Indo Filipe para uma cidade de Samaria, ali lhes anunciava o Cristo.
Quando a multidão ouviu Filipe e viu sinais miraculosos que ele realizava, deu
unânime atenção ao que ele dizia. Os espíritos imundos saíam de muitos, dando
gritos, e muitos paralíticos e mancos foram curados. Assim, houve grande
alegria naquela cidade” Atos 8.5-8.
Semelhantemente, o apostolo Paulo pregou sob
a influencia e poder do Espírito Santo. Ele mesmo testemunha, “porque o nosso
evangelho não chegou a vocês somente em palavra, mas também em poder, no
Espírito Santo e em plena convicção. Vocês sabem como procedemos entre vocês,
em seu favor” (I Ts 1.5). À igreja de Corinto, Paulo diz, “minha mensagem e
minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas
consistiram de demonstração do poder do Espírito” (I Co 2.4).
Jesus
dependeu do Espírito Santo desde a sua concepção e nascimento (Lc 1.35) até a
sua morte na cruz (Hb 9.14) e durante todo o seu ministério (At 10.38). Ele
admoestou os seus discípulos a não começarem o ministério até que fossem
primeiramente revestidos com o poder do alto (Lc 24.49). A igreja de Atos
capítulo um é a igreja de portas fechadas. A descrição daquela igreja é bem
parecida com a maioria das igrejas é bem parecida com a maioria das igrejas
hoje: gostam da comunhão, das orações, do estudo da palavra, da eleição e de
oficiais. Mas quando o Espírito Santo desceu sobre os crentes no dia do
Pentecoste, as portas foram abertas e a igreja de Deus começou a impactar a
cidade e o mundo.
As
escrituras repetidamente revelam a estreita conexão entre a vinda do Espírito
Santo e a subseqüente proclamação da Palavra de Deus (Nm 11.29; 2 Sm 23.2; 2 Cr
24.20; Ne 9.30; Ez 11.5). No livro da Atos, Lucas menciona o poder do Espírito
Santo em conexão com o testemunho do evangelho pelos discípulos (1.8; 2.1-14;
4.8; 4.31; 6.3,8,10; 8.4-8; 9.17-22; 11.24-26; 13.1-5,9-12).
Muitos pregadores e igrejas têm perdido a
unção do Espírito Santo. Muitas igrejas têm influencia política, riqueza,
erudição, boa organização, belos templos, sofisticada tecnologia, eruditos pastores,
mas não têm poder. A obra de Deus não é realizada através da força e da
inteligência humana, mas através do poder do Espírito Santo (Zc 4.6).
Os pregadores geralmente recusam-se a
admitir que estão vazios do poder de Deus. Contudo, como eles querem
impressionar as pessoas, buscam substitutos para esse poder, comprando um novo
sistema de som para a igreja, modificando a liturgia do culto para provocar
impressões mais fortes no auditório, introduzindo novos programas para
substituir a ineficácia da pregação, pregando sermões mais curtos, dando maior
ênfase à performance dos grupos musicais. Alex Montoya comenta que essas coisas
não substituem a falta da presença e operação do Espírito Santo em nossas
vidas. Elementos artificiais não podem dar vida a um sermão morto pregado por
um pregador. “Cuidadosa preparação e a unção do Espírito Santo jamais devem ser
consideradas como alternativas, mas como duas coisas absolutamente necessárias
que se completam uma à outra”.
O grande evangelista Dwight Moody recebeu
uma unção especial para pregar a Palavra de Deus depois de duas humildes
mulheres metodistas oraram por ele em Chicago. Elas lhe disseram: “Você precisa do
poder do Espírito Santo”. Então ele pediu às mulheres para orarem com ele e não
simplesmente por ele. Pouco tempo depois as orações daquelas mulheres foram
respondidas, quando Moody estava em Nova York.
O próprio Moody relata a sua experiência:
“Eu
estava clamando o tempo todo para que Deus me ungisse com o seu Espírito. Bem,
um dia, na cidade de Nova York – oh, que dia! Eu não posso descrevê-lo... Eu
posso somente dizer que Deus revelou-se a mim e tive tal experiência do seu
amor que precisei pedir-lhe para suspender a sua mão sobre mim. Depois desse
dia continuei pregando. Os sermões não eram diferentes; eu não preguei nenhuma
nova verdade, mas centenas de pessoas eram convertidas. Se alguém me oferecesse
o mundo inteiro para eu voltar a viver do mesmo jeito que vivia antes dessa
abençoada experiência, desprezaria essa proposta e a consideraria apenas como
pó em uma balança”.
O que Deus fez na vida de muitos pregadores
no passado como Lutero, Calvino, Hugh latimer, John Bradford, George
Whitefield, John Wesley, Howel Harris, Daniel Howland, Jonathan Edwardas,
Dwight Moddy e outros, ele pode fazer novamente. Martyn Lloyd Jones escreve
sobre a urgente necessidade de procurarmos o Espírito Santo e o seu poder. Ele
diz:
“O que faremos diante dessas coisas? Só
existe uma conclusão óbvia. Procuremos o Espírito Santo! Procuremo-lo! O que
poderíamos fazer sem ele? Procuremo-lo! Procuremo-lo sempre. Mas devemos ir
além de procurá-lo; devemos esperá-lo... A unção do Espírito é a nossa suprema
necessidade. Procuremo-la até a encontrarmos. Não se contente com nada menos do
que a unção do Espírito. Prossiga até você poder dizer, ‘a minha palavra e a
minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em
demonstração do Espírito e poder’. Deus é e sempre será poderoso para fazer
infinitamente mais do que pedimos ou pensamos conforme o seu poder que opera em
nós”Por: Hernandes Dias Lopes
www.cristoestanaminhavida.blogspot.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário