domingo, 16 de dezembro de 2012

Unção do Espírito



A ação do Espírito Santo

   Sem a presença, a obra, o poder e a unção do Espírito Santo a igreja será como um vale de ossos secos. Sem a obra do Espírito Santo não haverá pregação, não haverá pessoas convertidas e também não haverá crescimento saudável da igreja. A obra do Espírito Santo é tão importante quanto a obra da redenção que Cristo realizou na cruz. Somente o Espírito Santo pode aplicar a obra de Deus no coração do homem. Somente o Espírito Santo pode transformar corações e produzir vida espiritual. “Nenhuma eloqüência ou retórica humana poderia convencer homens mortos em seus delitos e pecados acerca da verdade de Deus”. Charles Spurgeon declara:
   “Se eu me esforçasse para ensinar um tigre a respeito das vantagens de uma vida vegetariana, teria mais esperança em meu esforço do que tentar convencer um homem que ainda não nasceu de novo acerca das verdades reveladas de Deus concernentes ao pecado, à justiça e ao juízo vindouro. Essas verdades espirituais são repugnantes aos homens carnais, e uma mente carnal não pode receber as coisas de Deus”.
   Sem a unção do Espírito Santo nossos sermões tornar-se-ão sem vida e sem poder. É o Espírito quem aplica a Palavra e ela não opera á parte do Espírito. Na mesma linha de raciocínio Spurgeon dá o seu conselho aos pregadores: “Nós devemos depender do Espírito em nossa pregação”. Spurgeon sempre subia os quinze degraus do seu púlpito dizendo, “eu creio no Espírito santo”. Jay Adams diz que o Espírito Santo transforma tanto o pregador quanto a sua pregação. Arturo Azudia sabiamente declara:
   “O alvo da pregação é diferente de qualquer outro discurso público. O sermão tem objetivos mais profundos. Ele pode, mediante o poder do Espírito, renovar e purificar os corações. Se ele falhar nesse intento, terá fracassado completamente. E ele sempre falhará se não for acompanhado do poder do alto. A renovação da alma é o que nenhum homem com toda a sua riqueza de aprendizado, erudição e poder de comunicação pode fazer. Essa obra não é feita nem por força, nem por poder, mas pelo Espírito de Deus”.
   Conhecimento é importante, mas não é suficiente. Conhecimento, embora seja vital, nada pode fazer sem a unção do Espírito Santo. Você pode ter conhecimento e pode ser meticuloso em sua preparação, mas se não tiver a unção do Espírito, não terá poder e suas pregação não será eficaz.
   A unção vem através de uma vida de oração. Outras coisas preciosas são dadas ao pregador através da oração e de outras coisas, mas a unção vem somente de uma vida de oração. Nada revela tanto a pobreza das nossas orações em secreto quanto a ausência da unção do Espírito em nossas vidas e pregação. Uma pregação bonita, retoricamente bem elaborada, exegeticamente meticulosa, teologicamente consistente geralmente revela a erudição e a capacidade do pregador. Mas somente a unção do Espírito Santo revela a presença de Deus. À parte da capacitação do Espírito Santo no ato da proclamação, a melhor técnica retórica fracassará totalmente em seu objetivo de transformar aqueles a quem nós pregamos.
   Todas as coisas em seu ministério de pregação dependem da presença, do poder e da plenitude do Espírito. A eloqüência pode ser aprendida, mas a unção precisa ser recebida do alto. Os seminários podem ensinar os estudantes a ser grandes oradores, mas somente o Espírito Santo pode capacitá-los a ser pregadores cheios do poder. Livros de homilética podem ajudar os pregadores a preparar melhor os seus sermões, mas somente o Espírito Santo pode preparar eficazmente os pregadores. “Unção não se aprende através de retórica. Ela não é conseguia através da imitação de outros pregadores. Somente o Espírito Santo pode conceder unção ao pregador”. Unção representa a efusão do Espírito. Isto não é idêntico à mera animação. Toda paixão do pregador não constitui unção. Assim como os santos sentimentos sugerem uma obra interior do Espírito, a unção enfatiza a manifestação externa do revestimento de poder. A unção é o Espírito Santo descendo sobre o pregador de forma especial, capacitando-o com poder, de tal maneira que ele realiza a obra da pregação de forma tão elevada, que ele passa a ser usado pelo Espírito e se transforma em um canal através de quem o Espírito Santo opera.
   Não é bastante apenas pregar sobre o poder, é preciso experimentá-lo. Não é suficiente apenas falar acerca das coisas extraordinárias, é necessário viver uma vida extraordinária. Não é suficiente apenas pregar aos ouvidos, é necessário também pregar aos olhos. Os ouvintes têm ouvido dos pregadores grandes sermões, mas não têm visto grandes obras em suas vidas. Pregar sobre o poder do Espírito Santo é uma coisa, viver poderosamente sob a unção do Espírito é outra completamente diferente. Uma coisa é ter o Espírito como residente, outra é tê-lo como presidente. Uma coisa é possuir o Espírito, outra é ser possuído por Ele. Uma coisa é ser habitado pelo Espírito Santo, outra coisa é ser cheio do Espírito. Quando o Espírito Santo foi derramado no Pentecoste, os discípulos receberam poder para testemunhar (At 1.8). Sem poder não há testemunho. Um poderoso testemunho demonstra evidências. Jesus enviou esta mensagem para João Batista, quando este estava assaltado por dúvidas na prisão:
   “Jesus respondeu: ‘Voltem e anunciem a João o que vocês estão ouvindo e vendo: os cegos vêem, os mancos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e as boas novas são pregadas aos pobres’”  Mateus 11.4-5.
   Deus fez grandes coisas através de Filipe em Samaria. Filipe pregou aos ouvidos e aos olhos também. O povo não apenas ouviu, mas também viu as maravilhas que Deus realizara através de Filipe. O evangelista Lucas relata:
   “Indo Filipe para uma cidade de Samaria, ali lhes anunciava o Cristo. Quando a multidão ouviu Filipe e viu sinais miraculosos que ele realizava, deu unânime atenção ao que ele dizia. Os espíritos imundos saíam de muitos, dando gritos, e muitos paralíticos e mancos foram curados. Assim, houve grande alegria naquela cidade” Atos 8.5-8.
   Semelhantemente, o apostolo Paulo pregou sob a influencia e poder do Espírito Santo. Ele mesmo testemunha, “porque o nosso evangelho não chegou a vocês somente em palavra, mas também em poder, no Espírito Santo e em plena convicção. Vocês sabem como procedemos entre vocês, em seu favor” (I Ts 1.5). À igreja de Corinto, Paulo diz, “minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito” (I Co 2.4).
   Jesus dependeu do Espírito Santo desde a sua concepção e nascimento (Lc 1.35) até a sua morte na cruz (Hb 9.14) e durante todo o seu ministério (At 10.38). Ele admoestou os seus discípulos a não começarem o ministério até que fossem primeiramente revestidos com o poder do alto (Lc 24.49). A igreja de Atos capítulo um é a igreja de portas fechadas. A descrição daquela igreja é bem parecida com a maioria das igrejas é bem parecida com a maioria das igrejas hoje: gostam da comunhão, das orações, do estudo da palavra, da eleição e de oficiais. Mas quando o Espírito Santo desceu sobre os crentes no dia do Pentecoste, as portas foram abertas e a igreja de Deus começou a impactar a cidade e o mundo.
    As escrituras repetidamente revelam a estreita conexão entre a vinda do Espírito Santo e a subseqüente proclamação da Palavra de Deus (Nm 11.29; 2 Sm 23.2; 2 Cr 24.20; Ne 9.30; Ez 11.5). No livro da Atos, Lucas menciona o poder do Espírito Santo em conexão com o testemunho do evangelho pelos discípulos (1.8; 2.1-14; 4.8; 4.31; 6.3,8,10; 8.4-8; 9.17-22; 11.24-26; 13.1-5,9-12).
   Muitos pregadores e igrejas têm perdido a unção do Espírito Santo. Muitas igrejas têm influencia política, riqueza, erudição, boa organização, belos templos, sofisticada tecnologia, eruditos pastores, mas não têm poder. A obra de Deus não é realizada através da força e da inteligência humana, mas através do poder do Espírito Santo (Zc 4.6).
   Os pregadores geralmente recusam-se a admitir que estão vazios do poder de Deus. Contudo, como eles querem impressionar as pessoas, buscam substitutos para esse poder, comprando um novo sistema de som para a igreja, modificando a liturgia do culto para provocar impressões mais fortes no auditório, introduzindo novos programas para substituir a ineficácia da pregação, pregando sermões mais curtos, dando maior ênfase à performance dos grupos musicais. Alex Montoya comenta que essas coisas não substituem a falta da presença e operação do Espírito Santo em nossas vidas. Elementos artificiais não podem dar vida a um sermão morto pregado por um pregador. “Cuidadosa preparação e a unção do Espírito Santo jamais devem ser consideradas como alternativas, mas como duas coisas absolutamente necessárias que se completam uma à outra”.
   O grande evangelista Dwight Moody recebeu uma unção especial para pregar a Palavra de Deus depois de duas humildes mulheres metodistas oraram por ele em Chicago. Elas lhe disseram: “Você precisa do poder do Espírito Santo”. Então ele pediu às mulheres para orarem com ele e não simplesmente por ele. Pouco tempo depois as orações daquelas mulheres foram respondidas, quando Moody estava em Nova York. O próprio Moody relata a sua experiência:
   “Eu estava clamando o tempo todo para que Deus me ungisse com o seu Espírito. Bem, um dia, na cidade de Nova York – oh, que dia! Eu não posso descrevê-lo... Eu posso somente dizer que Deus revelou-se a mim e tive tal experiência do seu amor que precisei pedir-lhe para suspender a sua mão sobre mim. Depois desse dia continuei pregando. Os sermões não eram diferentes; eu não preguei nenhuma nova verdade, mas centenas de pessoas eram convertidas. Se alguém me oferecesse o mundo inteiro para eu voltar a viver do mesmo jeito que vivia antes dessa abençoada experiência, desprezaria essa proposta e a consideraria apenas como pó em uma balança”.
   O que Deus fez na vida de muitos pregadores no passado como Lutero, Calvino, Hugh latimer, John Bradford, George Whitefield, John Wesley, Howel Harris, Daniel Howland, Jonathan Edwardas, Dwight Moddy e outros, ele pode fazer novamente. Martyn Lloyd Jones escreve sobre a urgente necessidade de procurarmos o Espírito Santo e o seu poder. Ele diz:
   “O que faremos diante dessas coisas? Só existe uma conclusão óbvia. Procuremos o Espírito Santo! Procuremo-lo! O que poderíamos fazer sem ele? Procuremo-lo! Procuremo-lo sempre. Mas devemos ir além de procurá-lo; devemos esperá-lo... A unção do Espírito é a nossa suprema necessidade. Procuremo-la até a encontrarmos. Não se contente com nada menos do que a unção do Espírito. Prossiga até você poder dizer, ‘a minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e poder’. Deus é e sempre será poderoso para fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos conforme o seu poder que opera em nós”

Por: Hernandes Dias Lopes

www.cristoestanaminhavida.blogspot.com

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