Referência: JOÃO 11
As crises são inevitáveis = Lázaro mesmo sendo amigo de Jesus, amado por Jesus, ficou doente.
As crises podem aumentar = Lázaro procurou todos os recursos,
inclusive Jesus, mas chegou a morrer. Parece que tem hora que uma
tempestade desaba sobre a nossa cabeça. Nosso lar é fuzilado com
artilharia pesada. Perdas. Prejuízos. Acidentes. Luto. Oramos e nada
acontece. Aliás, piora. Queremos alívio e a dor aumenta. Queremos subir,
e afundamos ainda mais.
Este texto fala-nos de Jesus: sua amizade, onisciência, coragem,
compaixão, ira e seu poder. Este é o retrato de Deus. Este é o nosso
assunto.
I. UMA RECADO PARA JESUS – v. 3,5,11
“Senhor está enfermo aquele a quem amas.”(v. 3).
Marta e Maria nada pediram a Jesus. Só informaram. É impossível amar a
um amigo e abandoná-lo. Concentram não no amor delas por Jesus, mas no
amor de Jesus por Lázaro.
Elas sabiam que Jesus viria. Sabiam que Jesus as atenderia. Sabiam
que bastava este recado para mover e remover Jesus. Bastava este recado
para que Jesus mudasse toda a sua agenda e todo o seu calendário.
Isso era o panlógico. O óbvio. O normal. O previsível. O natural.
Ilustração: ANDREWS FALA DE DOIS AMIGOS QUE LUTARAM JUNTOS NA PRIMEIRA
GUERRA MUNDIAL – “Eu sabia que você viria…”
II. A DEMORA DE JESUS – v. 6
Aos invés de cancelar seus programas e ir logo a Betânia, manda um
recado para Marta e Maria que aquela enfermidade não era para a morte, e
Lázaro morreu!
Como conciliar o amor com a demora? Marta e Maria
introspectivaram-se. Fizeram cavernas na alma. Abriram um poço de
questionamento.
A angústia das irmãs: Lázaro piorando…como harmonizar a Palavra de
Jesus com as condições de Lázaro? Muitos certamente passaram a censurar a
Jesus: Por que ele não veio? Falta de amor! Desinteresse! Descuido!
Muitas vezes Deus parece demorar:
a) Prometeu um filho a Abraão e Sara = Só depois de 25 anos cumpriu a promessa.
b) A tempestade no mar = Só na quarta vigília da noite Jesus vem.
c) Jairo vai pedir a Jesus = Vai para curar sua filha e se atrasa na viagem. Quando chega a jovem já estava morta.
Marta entra em angústia com a situação. Sua fé vacila. Passa por três provas:
d) Ausência de Jesus = Todos podiam ter faltado, menos Jesus. “Senhor, se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido.”
e) A demora de Jesus = Jesus não teve pressa. Adiou a viagem.
f) A morte de Lázaro = Agora não adianta mais. Agora é tarde. Agora não tem mais jeito.
Marta crê que JESUS PODERIA TER SIDO v. 21 = PASSADO
Marta Crê que JESUS SERIA – v. 24 = FUTURO
Marta não crê no Jesus que age AGORA = PRESENTE. Então Jesus lhe diz EU SOU – v. 25
Marta vacila entre a FÉ e a LÓGICA: “Eu sei…” (V. 22,24)
Coré também enfrentou este problema da demora de Deus. “Onde está o
teu Deus?” = Seus inimigos punham o seu Deus no banco dos réus e
perguntavam-lhe: “Onde está Deus que não evitou a tragédia, o acidente, o
prejuízo, a doença, a morte…?”
Talvez essa é a sua angústia = Você tem orado pelo seu casamento e o
vê mais perto da dissolução. Você tem orado pelo seu cônjuge e o vê mais
insensível. Você tem orado pelos seus filhos e eles continuam mais
distantes de Deus. Você tem orado pelo seu emprego e ele ainda não
surgiu. Você tem orado por um namorado(a) crente e ele(a) não aparece.
Você tem orado pela sua igreja e ainda há corações duros como uma pedra
que resistem ao Senhor.
III. A MOTIVAÇÃO DE JESUS – v. 4
Jesus não tem pressa. Ele não chega atrasado. Ele não falha. Ele não é
colhido de surpresa. Ele conhece o fim desde o princípio, o amanhã
desde o ontem. Ele enxerga o futuro desde o passado. Por isso, demorou
mais dois dias, porque sabia o que ia fazer!
Os olhos daquele que vira Adão escondido no Éden; os olhos daquele
que vira a intenção dos construtores de Babel. Os olhos daquele que
sonda os corações estava atento ao seu amigo Lázaro. Nada escapa ao seu
controle. Aquele enfermidade era para a glória de Deus. Ressuscitar um
morto é algo mais estupendo do que curar um enfermo. Ressuscitar um
morto de quatro dias é mais extraordinário do que ressuscitar um que
acabou de morrer. Os discípulos creriam. Marta e Maria seriam
consoladas.
Rm 8.28 = TODAS AS COUSAS COOPERAM PARA O BEM… Ex.: A Vida de José do
Egito = Odiado, vendido, traído, preso, esquecido. 20 anos de
ostracismo. Deus o elevou. Deus está no comando. Em Cristo somos mais
que vencedores.
IV. A CORAGEM DE JESUS – v.
Jesus não age pela pressão, pelo calendário humano. Ele sai da
Galiléia certo de que seria preso, morto, crucificado. Mas nada o detém.
Ele não levou em conta a vergonha da cruz.
No Evangelho de João Jesus manifestou-se sete vezes como o EU SOU:
a) EU SOU O PÃO DA VIDA (6.15) = Mas os homens não tinham apetite espiritual.
b) EU SOU A PORTA (10.9) = Mas os homens não quiseram entrar por Ele para terem salvação, provisão e libertação.
c) EU SOU O BOM PASTOR (10.11) = Mas os homens não quiseram ouvir a sua voz.
d) EU SOU A LUZ DO MUNDO (8.12) = Mas os homens amaram mais as trevas do que a luz.
e) EU SOU A VIDEIRA (15.5) = Mas os homens não eram galhos da videira.
f) EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA = Mas os homens planejaram a sua morte e o levam à cruz.
V. O CHORO DE JESUS – v.
O conceito de Deus hoje é muito desfocado, deslunetado: Ilustração =
Billy Graham – vê uma mãe jogar seu filho no rio Ganges como forma de
sacrifício, para alcamar o ânimo dos deuses + sacrifícios humanos de
Magia Negra.
Jesus não o Deus distante dos DEITAS; nem o Deus impessoal dos
PANTEISTAS; nem o Deus iracundo e caprichoso dos FEITICEIROS; nem o Deus
fatalista dos ESTOICOS; nem o Deus bonachão dos EPICUREUS. Jesus não é o
Deus morto, fixado na madeira, na pedra, no mármore, carregado no ombro
pelos seus fiéis. Jesus não é o Deus legalista, xerife cósmico dos
FARISEUS.
Jesus é o Deus que sofre conosco. Que chora pela nossa dor. Ele é o Deus que vê, que ouve, que sente e que intervém.
Jesus sabe o que é a dor do sem teto = pois ele não tinha onde
reclinar a cabeça. Jesus sabe o que é dor da pobreza. Ele conhecia a
linguagem dolorida do salário mínimo.
Jesus sabe o que é a dor da solidão = Nas horas mais difíceis ele
estava só. No Getsêmani foi deixado só. Para a cruz foi só. Todos o
deixaram.
Jesus sabe o que é a dor da perseguição = Perseguido pelo diabo, pelo sanguinário Herodes, pelos fariseus e pelos escribas.
Jesus sabe o que é a dor da traição = Traído pela multidão que o
aplaudiu. Traído por Judas, seu amigo. Negado por Pedro, seu apóstolo.
Jesus sabe o que é a dor da humilhação = Preso, espancado, cuspido, rasgado, pregado na cruz debaixo de zombaria.
Jesus sabe o que é a dor da enfermidade = Ele tomou sobre si nossas enfermidades e nossas dores.
Jesus sabe o que é a dor da morte = Ele mergulhou a sua alma na morte
para matar a morte com a sua morte e tirar o aguilhão da morte com a
sua ressurreição.
Jesus solidarizou-se com a sua dor. Ele sofre com você. Ele chora com
você. Ele tem compaixão de você. Descem lágrimas dos olhos de Deus. Ele
se sensibiliza com os nossos sofrimentos e traumas. É um Deus
apaixonado. Isso terapeutiza a minha dor.
VI. A IRA DE JESUS – v. 33
“Ele se agitou em espírito” = Jesus se revolta contra as causas que
nos fazem sofrer. Ele sentiu náuseas da morte. Sua ira acendeu-se contra
o pecado, que é a causa primeira da morte. Sentiu indignação contra os
efeitos terríveis do pecado.
Choro por ter chamado Lázaro do descanso do paraíso, para uma realidade terrena, onde está presente o mal e o pecado.
VII. A AÇÃO ONIPOTENTE DE JESUS – v. 39-44
A palavra impossível não tem no dicionário de Jesus. Ele é o Senhor das causas perdidas.
Lázaro já está morto há quatro dias: MORTO = sem vida; GELADO = sem
calor; SEPULTADO = preso entre quatro paredes; JÁ CHEIRA MAL =
decomposição; ATADO = preso e imobilizado.
Marta vacila na fé. Agora não adianta mais. Já cheira mal. É caso perdido.
SE CRERES VERÁS A GLÓRIA DE DEUS = Crer para ver e não ver para crer.
A onipotência divina não anula a responsabilidade humana = TIRAI A
PEDRA (V. 39) + DESATAI-O E DEIXAI-O IR (v. 44). Deus fez o impossível,
mas o homem deve fazer o possível.
A ordem para a morte: “LÁZARO, VEM PARA FORA!” = A morte lhe obedece.
Os mortos ouvem a sua voz. Jesus é especialista em causas perdidas.
Qual é a sua causa perdida? Conversão familiares? Restauração do
casamento? Cura de uma enfermidade? Um novo emprego? Uma igreja mais
santa, amorosa e dinâmica?
CONCLUSÃO
Os resultados da intervenção de Jesus na ressurreição de Lázaro tiveram duas reações:
1) Muitos judeus creram nEle (v. 45).
2) Outros o rejeitaram (v. 46). Qual é a sua reação, qual é a sua decisão? Amém.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
www.cristoestanaminhavida.blogspot.com
Este Blog vem dizer exatamente o que aconteçe, ou melhor aconteceu com a minha vida, entreguei minha vida ao SENHOR e por isso hoje CRISTO está na minha vida.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Uma solene advertência de Deus
Referência: LUCAS 13.6-9
A notícia de duas tragédias (V. 1-5): l) matança dos galileus no templo por Pilatos e 2) o acidente na torre de Siloé.
Havia a noção errada de que a morte violenta estava ligada a um grande pecado.
Jesus refuta e diz que a desgraça dos outros não pode ser motivo nem de gorgulho nem de julgamento cruel. É antes, uma advertência para aqueles que ficam a criticar.
Devemos olhar para os desastres da vida: terremotos, assaltos, seqüestras, assassinatos, falência, enfermidade, desastres, como um constante chamado de Deus ao arrependimento = Amós 4.6-12 = Fome – seca – pragas – doenças – guerra – terremoto = contudo não vos convertestes a mim, diz o Senhor. “…prepara-te ó Israel para te encontrares com o Senhor teu Deus.”
É estranho que estejamos mais interessados no destino dos outros do que na nossa própria condição: l) São poucos os que se salvam? 2) E quanto a este? Perguntou Pedro a Jesus sobre João.
Jesus diz para os judeus: Se vocês não se arrependerem vão perecer igual os galileus esmagados por Pilatos, igual aqueles que foram soterrados no desabamento da torre de Siloé. Há um mal que está trazendo perigo a vocês. Se vocês não mudarem de vida este mal será inevitável.
A parábola é para explicar a necessidade urgente do arrependimento. É para dizer que você ainda tem uma chance de Deus antes de acontecer uma tragédia. Deus ainda está disposto a lhe dar uma oportunidade.
VEJAMOS AS LIÇÕES DESTA PARÁBOLA:
I. PRIVILÉGIOS IMPORTA EM RESPONSABILIDADE
1. A figueira foi plantada – v. 6 = Mt 15.13 = “Toda planta que meu Pai Celestial não plantou será arrancada.” Esta figueira não estava ali por acaso. Você faz parte do plano eterno de Deus. Ele escolheu você. Chamou-o e o salvou.
2. A figueira estava em lugar de destaque – v. 6 = Ela estava no meio da vinha. Deus também nos deu lugar de honra. Somos cabeça e não cauda. Somos filhos. Somos herdeiros. Somos luzeiros do mundo. Somos o povo que dá sentido a existência no mundo. Somos sal. Somos luz. Perfume. Menina dos olhos de Deus.
3. A figueira estava em solo fértil – v. 6 = Temos tudo da parte de Deus para produzir fruto = temos a Palavra, a Oração, o Poder do Espírito Santo. Fomos plantados junto aos ribeiros de águas. Fomos plantados em Cristo.
4. A figueira tinha elevação ensolarada – v. 6 = Ela se elevava bem acima da vinha. O firmamento lhe pertencia todo. Ela se destacava na aparência: Beleza, pompa, folhagem. Temos templos, conforto, pessoas cultas. Desfrutamos de todas as bênçãos dos céu.
5. A figueira tinha maturidade – v. 6,7 = Esta figueira depois de adulta, o dono vai a ela 3 anos consecutivos. Ela teve ampla oportunidade de produzir fruto. A quanto tempo você está na igreja? A quanto tempo você é crente? Quantos frutos você já produziu? Muitos estão sem frutos. Secos. Enterrando os talentos.
6. Deus espera frutos da nossa vida – v. 7 =
a) Ele procura fruto e não folha = Deus não se satisfaz com aparência, faixada, beleza exterior. Ele quer fruto. Doutrina sem vida, fé sem obra, palavra sem prática não agradam a Deus.
b) Ele tem o direito de esperar fruto = Ele nos plantou. Ele cuidou de nós. Ele nos amou. Ele nos deu Seu Filho. Ele mandou-nos o Espírito Santo. Ele nos deu Sua Palavra. Ele coloca o seu poder ao nosso dispor. Ele nos capacitou com dons.
c) o propósito de Deus é encontrar em nós muito fruto – Jo 15.8
II. A INOPERÂNCIA É UM CONVITE AO DESASTRE
1. A esterilidade não é um mal neutro, mas desastroso – v. 7 = A figueira só estava tirando força e substância da terra e em troca não estava produzindo nada. Ela retirava de outras árvores por meio de sombra e absorção, o calor e a seiva. Quando somos estéreis e inoperantes, prejudicamos a obra de Deus. “ou você é benção ou é maldição; ou ajunta ou espalha; ou é por Cristo ou contra Cristo.”
2. A inoperância e esterilidade são uma negação da fé que professamos = Porque sou crente? Porque venho à igreja? O que deus espera de mim?
a) Quando eu não dou fruto, eu ocupo o lugar inutilmente.
b) Quando a figueira não tem fruto, ela mente, porque tem folha sinal de fruto
c) Quando a figueira não tem fruto, ela frustra o dono que fez nela um grande investimento.
d) Quando o figueira não tem fruto, as pessoas passam fome perto dela.
e) Quando a figueira não tem fruto, ela frustra o seu propósito de dar glória a Deus - v. 7
3. A esterilidade crônica enseja uma intervenção radical de Deus = “Pode cortá-la”. Jo 15.2 “Todo ramo que estando em mim não der fruto, Ele o corta.”
III. O EVANGELHO DA GRAÇA NOS OFERECE UMA SEGUNDA OPORTUNIDADE
o Hoje é dia de restauração. De volta. De acerto.
o Se você se sente seco, vazio, afastado, sem fruto, é hora de acertar sua vida com Deus. Exemplo: a) O filho pródigo = um novo começo para os afastados; b) Pedro = restauração depois de caído; c) Éfeso = volta ao primeiro amor, aos que estão trabalhando mas sem intimidade com Deus.
1. A eficácia da intercessão de Jesus – v. 8 = Jesus intercede por você como intercedeu por Pedro. Ele conhece suas frustrações, suas quedas, ele ainda clama em seu favor.
2. O perdão de Deus – v. 7,8 = Suspende o castigo já decretado. Deixe-a este ano = perdão. Jacó = vamos começar tudo outra vez. Deus apaga as suas transgressões. Ele não leva em conta seus pecados. Não menospreze a paciência e a bondade de Deus.
3. O investimento de Deus para sua restauração – v. 8 = Deus oferece não apenas perdão a você. Ele investe em você.
a) Escave ao redor – v. 8 = É preciso abrir sulcos – Isso às vezes dói, fere, mexe, corta raízes, desinstala muita coisa acomodada.
b) Ponha adubo – v. 8 = Como Deus revitaliza nossas raízes? Pela Palavra, oração, jejum, comunhão, testemunho. Não jogue fora estes recursos de Deus.
o Deus está dando à nossa igreja uma nova oportunidade: ser uma igreja viva, santa, alegre, acolhedora, evangelizadora, missionária.
o Deus está lhe dando uma segunda oportunidade no seu casamento – na sua relação com os seus pais, com seus filhos.
o Vamos voltar ao primeiro amor. A porta do arrependimento ainda não se fechou. Este é o grito e o soluço do coração de Deus.
IV. A PACIÊNCIA DE DEUS TEM LIMITES – EXISTE UMA OPORTUNIDADE FINAL – v. 9
1. Deus ainda o julgamento, mas não o anula a não ser que haja arrependimento = Deus sempre deu chances ao homem para se arrepender antes do juízo. Exemplo: DILÚVIO, SODOMA, NÍNIVE, NA SEGUNDA VINDA DE CRISTO.
2. O machado já está posto à raiz das árvores = Se deixarmos passar as oportunidades. Se endurecermos nosso coração à voz de Deus. Se continuarmos omissos, inoperantes e estéreis. Nós mesmos estaremos lavrando nossa sorte e seremos cortados e arrancados da vinha de Deus. Se rejeitarmos a restauração o juízo será inevitável e inapelável.
CONCLUSÃO
A parábola não tem conclusão = você decide!
Se você se sente uma figueira estéril, cortada, seca = o Deus dos milagres pode fazer você frutificar, como fez a vara seca de Arão florescer. Amém!
Rev. Hernandes Dias Lopes
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A notícia de duas tragédias (V. 1-5): l) matança dos galileus no templo por Pilatos e 2) o acidente na torre de Siloé.
Havia a noção errada de que a morte violenta estava ligada a um grande pecado.
Jesus refuta e diz que a desgraça dos outros não pode ser motivo nem de gorgulho nem de julgamento cruel. É antes, uma advertência para aqueles que ficam a criticar.
Devemos olhar para os desastres da vida: terremotos, assaltos, seqüestras, assassinatos, falência, enfermidade, desastres, como um constante chamado de Deus ao arrependimento = Amós 4.6-12 = Fome – seca – pragas – doenças – guerra – terremoto = contudo não vos convertestes a mim, diz o Senhor. “…prepara-te ó Israel para te encontrares com o Senhor teu Deus.”
É estranho que estejamos mais interessados no destino dos outros do que na nossa própria condição: l) São poucos os que se salvam? 2) E quanto a este? Perguntou Pedro a Jesus sobre João.
Jesus diz para os judeus: Se vocês não se arrependerem vão perecer igual os galileus esmagados por Pilatos, igual aqueles que foram soterrados no desabamento da torre de Siloé. Há um mal que está trazendo perigo a vocês. Se vocês não mudarem de vida este mal será inevitável.
A parábola é para explicar a necessidade urgente do arrependimento. É para dizer que você ainda tem uma chance de Deus antes de acontecer uma tragédia. Deus ainda está disposto a lhe dar uma oportunidade.
VEJAMOS AS LIÇÕES DESTA PARÁBOLA:
I. PRIVILÉGIOS IMPORTA EM RESPONSABILIDADE
1. A figueira foi plantada – v. 6 = Mt 15.13 = “Toda planta que meu Pai Celestial não plantou será arrancada.” Esta figueira não estava ali por acaso. Você faz parte do plano eterno de Deus. Ele escolheu você. Chamou-o e o salvou.
2. A figueira estava em lugar de destaque – v. 6 = Ela estava no meio da vinha. Deus também nos deu lugar de honra. Somos cabeça e não cauda. Somos filhos. Somos herdeiros. Somos luzeiros do mundo. Somos o povo que dá sentido a existência no mundo. Somos sal. Somos luz. Perfume. Menina dos olhos de Deus.
3. A figueira estava em solo fértil – v. 6 = Temos tudo da parte de Deus para produzir fruto = temos a Palavra, a Oração, o Poder do Espírito Santo. Fomos plantados junto aos ribeiros de águas. Fomos plantados em Cristo.
4. A figueira tinha elevação ensolarada – v. 6 = Ela se elevava bem acima da vinha. O firmamento lhe pertencia todo. Ela se destacava na aparência: Beleza, pompa, folhagem. Temos templos, conforto, pessoas cultas. Desfrutamos de todas as bênçãos dos céu.
5. A figueira tinha maturidade – v. 6,7 = Esta figueira depois de adulta, o dono vai a ela 3 anos consecutivos. Ela teve ampla oportunidade de produzir fruto. A quanto tempo você está na igreja? A quanto tempo você é crente? Quantos frutos você já produziu? Muitos estão sem frutos. Secos. Enterrando os talentos.
6. Deus espera frutos da nossa vida – v. 7 =
a) Ele procura fruto e não folha = Deus não se satisfaz com aparência, faixada, beleza exterior. Ele quer fruto. Doutrina sem vida, fé sem obra, palavra sem prática não agradam a Deus.
b) Ele tem o direito de esperar fruto = Ele nos plantou. Ele cuidou de nós. Ele nos amou. Ele nos deu Seu Filho. Ele mandou-nos o Espírito Santo. Ele nos deu Sua Palavra. Ele coloca o seu poder ao nosso dispor. Ele nos capacitou com dons.
c) o propósito de Deus é encontrar em nós muito fruto – Jo 15.8
II. A INOPERÂNCIA É UM CONVITE AO DESASTRE
1. A esterilidade não é um mal neutro, mas desastroso – v. 7 = A figueira só estava tirando força e substância da terra e em troca não estava produzindo nada. Ela retirava de outras árvores por meio de sombra e absorção, o calor e a seiva. Quando somos estéreis e inoperantes, prejudicamos a obra de Deus. “ou você é benção ou é maldição; ou ajunta ou espalha; ou é por Cristo ou contra Cristo.”
2. A inoperância e esterilidade são uma negação da fé que professamos = Porque sou crente? Porque venho à igreja? O que deus espera de mim?
a) Quando eu não dou fruto, eu ocupo o lugar inutilmente.
b) Quando a figueira não tem fruto, ela mente, porque tem folha sinal de fruto
c) Quando a figueira não tem fruto, ela frustra o dono que fez nela um grande investimento.
d) Quando o figueira não tem fruto, as pessoas passam fome perto dela.
e) Quando a figueira não tem fruto, ela frustra o seu propósito de dar glória a Deus - v. 7
3. A esterilidade crônica enseja uma intervenção radical de Deus = “Pode cortá-la”. Jo 15.2 “Todo ramo que estando em mim não der fruto, Ele o corta.”
III. O EVANGELHO DA GRAÇA NOS OFERECE UMA SEGUNDA OPORTUNIDADE
o Hoje é dia de restauração. De volta. De acerto.
o Se você se sente seco, vazio, afastado, sem fruto, é hora de acertar sua vida com Deus. Exemplo: a) O filho pródigo = um novo começo para os afastados; b) Pedro = restauração depois de caído; c) Éfeso = volta ao primeiro amor, aos que estão trabalhando mas sem intimidade com Deus.
1. A eficácia da intercessão de Jesus – v. 8 = Jesus intercede por você como intercedeu por Pedro. Ele conhece suas frustrações, suas quedas, ele ainda clama em seu favor.
2. O perdão de Deus – v. 7,8 = Suspende o castigo já decretado. Deixe-a este ano = perdão. Jacó = vamos começar tudo outra vez. Deus apaga as suas transgressões. Ele não leva em conta seus pecados. Não menospreze a paciência e a bondade de Deus.
3. O investimento de Deus para sua restauração – v. 8 = Deus oferece não apenas perdão a você. Ele investe em você.
a) Escave ao redor – v. 8 = É preciso abrir sulcos – Isso às vezes dói, fere, mexe, corta raízes, desinstala muita coisa acomodada.
b) Ponha adubo – v. 8 = Como Deus revitaliza nossas raízes? Pela Palavra, oração, jejum, comunhão, testemunho. Não jogue fora estes recursos de Deus.
o Deus está dando à nossa igreja uma nova oportunidade: ser uma igreja viva, santa, alegre, acolhedora, evangelizadora, missionária.
o Deus está lhe dando uma segunda oportunidade no seu casamento – na sua relação com os seus pais, com seus filhos.
o Vamos voltar ao primeiro amor. A porta do arrependimento ainda não se fechou. Este é o grito e o soluço do coração de Deus.
IV. A PACIÊNCIA DE DEUS TEM LIMITES – EXISTE UMA OPORTUNIDADE FINAL – v. 9
1. Deus ainda o julgamento, mas não o anula a não ser que haja arrependimento = Deus sempre deu chances ao homem para se arrepender antes do juízo. Exemplo: DILÚVIO, SODOMA, NÍNIVE, NA SEGUNDA VINDA DE CRISTO.
2. O machado já está posto à raiz das árvores = Se deixarmos passar as oportunidades. Se endurecermos nosso coração à voz de Deus. Se continuarmos omissos, inoperantes e estéreis. Nós mesmos estaremos lavrando nossa sorte e seremos cortados e arrancados da vinha de Deus. Se rejeitarmos a restauração o juízo será inevitável e inapelável.
CONCLUSÃO
A parábola não tem conclusão = você decide!
Se você se sente uma figueira estéril, cortada, seca = o Deus dos milagres pode fazer você frutificar, como fez a vara seca de Arão florescer. Amém!
Rev. Hernandes Dias Lopes
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terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Deus não desiste de amar você
Referência: Marcos 16.7
INTRODUÇÃO
Deus não abre mão da sua vida. Deus não desiste do direito que tem de ter você. Ele não abdica do seu amor por você. Ele sempre vai ao seu encontro, no seu encalço.
Pedro, melhor do que ninguém nos revela esta verdade. Quem era Pedro? 1) Filho de Jonas (Mc 16.17); 2) Casado (1 Co 9.5); 3) Natural de Betsaida; 4) Residia em Cafarnaum, às margens do Mar da Galiléia; 5) Pescador; 6) Irmão de André; 7) Um dos discípulos que mais tinha intimidade com Jesus; 8) Assumiu a liderança do grupo apostólico antes e depois do Pentescotes; 9) Recebeu poder para realizar grandes milagres (At 5.15); 10) Primeiro apóstolo a pregar aos gentios.
Pedro era um homem de profundas contradições e de grandes ambigüidades na vida:
1) Lucas 5 – Incredulidade e quebrantamento; consciência de pecado e indignidade. Ali Jesus o chama. Deixa tudo: empresa, negócios e segue a Jesus.
2) Mateus 16 – Proclama a messianidade de Cristo e se deixa usar por Satanás em seguida.
3) Mateus 17 – Por falar sem pensar, não deu a Jesus a primazia que ele merece. Ele vê a glória do Rei, mas não exalta o Rei da glória.
4) Mateus 26 – Coragem e covardia.
5) Mateus 26 – Negação e lágrimas de arrependimento.
6) João 21 – Fuga e declaração de amor.
I. AS CAUSAS DA QUEDA DE PEDRO
1. Exagerada confiança em si mesmo
a) Mateus 26.35 – “Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei”.
b) Marcos 14.31 – “Mas ele insistia com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei”.
c) Lucas 22.23 – “Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão, como para a morte”.
Pedro se achava forte. Ele achava que era uma rocha, mas era pó. Ele negou seu nome, seu apostolado, suas convicções, porque confiou exageradamente em si mesmo em vez de ser humilde.
2. Considerou-se melhor do que os outros
a) Marcos 14.29 – “Disse-lhe Pedro: Ainda que todos se escandalizem, eu jamais!”
b) Mateus 26.33 – “…ainda que venhas a ser tropeço para todos, nunca o serás para mim”.
Pedro estava dizendo: Olha Jesus, os teus discípulos não são tão confiáveis, mas eu sou um homem batuta. A corda não rói do meu lado. Eu não vou te decepcionar. Eu aguento a parada. Eu não sou homem de fraquejar. Pode contar comigo para o que der e vier, quando os outros se acovardarem. A Bíblia diz que a soberba precede a ruína.
3. Foi incapaz de orar e vigiar na hora crucial da vida
a) Mateus 26.40,41 – “E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”.
Quando deixamos de vigiar e orar, caímos em ciladas, em tentação e fraquejamos. Quando a igreja deixa de orar, ela se torna fraca e vulnerável.
Alguém já disse que quando o homem trabalha, o homem trabalha, mas quando o homem ora, Deus trabalha.
Aquela era a maior batalha do universo, o destino da humanidade estava sendo decidida, e Pedro estava dormindo (Mt 26.40,43,45). Foi a única vez que Jesus pediu solidariedade e os discípulos fracassaram.
4. Perdeu o controle emocional
a) João 18.10 – “Então Simão Pedro puxou da espada que trazia e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita; e o nome do servo era Malco”.
Pedro perdeu o controle emocional, o equilíbrio e não discerniu a natureza da batalha que estava travando. Não teve domínio próprio. Jesus mostra para Pedro que seu caminho era a cruz (Jo 18.11). Nada de humanismo! Muitas vezes, damos lugar à ira. Agredimos as pessoas com palavras, com gestos, atitudes e fracassamos no testemunho.
5. Seguiu a Jesus de longe
a) Mateus 26.58 – “Mas Pedro o seguia de longe…”.
Pedro vai fraquejando, vai perdendo seus absolutos. Pedro vai se tornando vulnerável, vai se acovardando. O mesmo Pedro autoconfiante, já não cumpre suas palavras. Ele foge na hora que Jesus é preso. Ele não desiste de Jesus, mas o segue de longe. Ele se acovarda e se enche de medo.
Muitos ainda hoje seguem a Jesus de longe. Não querem perder Jesus de vista, vêm à igreja, leem a Bíblia, mas não assumem compromisso com Jesus. Não querem os riscos do discipulado. Outros não chegam a perder suas convicções, mas abandonam a igreja, ficam perto do Egito; ficam na janela.
6. Assentou na roda dos escarnecedores
a) Lucas 22.54,55 – “Então, prendendo-o, o levaram e o introduziram na casa do sumo sacerdote. Pedro seguia de longe. E quando acenderam fogo no meio do pátio, e juntos se assentaram, Pedro tomou lugar entre eles”.
Pedro dá mais um passo na direção da sua queda. Ele vai se assentar na roda dos inimigos de Jesus. Ele vai se associar com aqueles que zombam de Jesus (Sl 1.1).
Muitos estão caindo ainda hoje porque se unem com companhias erradas. Muitos estão deixando a igreja e indo para o mundo porque se associaram com pessoas que não querem saber nada de Jesus.
7. Negou a Jesus três vezes
a) Mateus 26.70,72,74 – “Pedro negou. Negou outra vez com juramento. Negou a terceira vez praguejando e jurando: Não conheço esse homem”.
Ninguém nega Jesus de uma hora para outra. Tem um histórico, um abismo chama outro abismo. Pedro não se lembrou das palavras de Jesus, fez pouco caso delas (Mt 26.75).
Pedro caiu, fraquejou e negou: 1) Seu nome; 2) Sua fé; 3) Seu apostolado; 4) Suas convicções; 5) Suas promessas a Jesus.
II. AS CAUSAS DA RESTAURAÇÃO DE PEDRO
1. O olhar compassivo de Jesus
a) Lucas 22.60-62 – “Mas Pedro insistia: Homem, não compreendo o que dizes. E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. Então, voltando-se o
Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe dissera: Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo. Então, Pedro, saindo dali, chorou amargamente”.
O olhar de Jesus é de ternura e amor. É um olhar que penetra na alma para trazer Pedro ao arrependimento. Jesus não esmaga a cana quebrada nem apaga a torcida que fumega.
Olhar de Jesus nos restaura.
Uma luz brilhou em meu caminho
Quando eu ia triste e sozinho
Foi seu divino olhar, que me ensinou a amar
Foi um minuto só do seu olhar.
Foi um minuto só, um minuto só
Foi um minuto só, do seu olhar
Tudo em mim mudou, tudo em mim cantou
Foi um minuto só do seu olhar.
Jesus mudou a minha vida
Nunca mais eu serei o mesmo
Quando eu olhei pra cruz, nela eu vi Jesus
Foi um minuto só do seu olhar.
Jesus está olhando para você hoje. Ele está vendo suas palavras, sua vida, seu testemunho, os lugares onde você está indo, o que você está fazendo. Mas hoje mesmo Jesus pode ser restaurado pelo divino olhar do Senhor Jesus:
Vivi tão longe do Senhor, assim eu quis andar
Até que eu encontrei a luz no seu divino olhar
Seu maravilhoso olhar, seu maravilhoso olhar
Transformou o meu ser, todo o meu viver
Seu maravilhoso olhar!
2. As lágrimas de arrependimento
a) Marcos 14.72 – “Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera…e caindo em si, desatou a chorar”.
b) Mateus 26.75 – “…e saindo dali, chorou amargamente”.
Pedro considerou que havia negado ao seu Senhor. Naquela noite fatídica, Pedro saiu da casa do sumo sacerdote chutando as pedras por entre os olivais. Ele foi para casa com sua consciência em brasa, arrebentado, quebrado e sem parar de soluçar. Passou a noite sem dormir. Alagou seu leito. Virava de um lado para o outro sem poder conciliar o sono.
Pedro refletiu sobre a excelência do seu Senhor, a quem negara.
Pedro se lembrou do tratamento especial que havia recebido como um dos primeiros com Tiago e João.
Pedro recordou que havia sido solenemente advertido pelo Senhor.
Pedro se recordou dos seus próprios votos de fidelidade (Mc 14.29).
Pensemos em nós: 1) O nosso pequeno progresso na vida espiritual; 2) A nossa negligência com as almas dos outros; 3) A nossa pouca comunhão com o Senhor; 4) A pequena glória que estamos trazendo ao grande nome do Senhor. Tudo isso deveria nos levar às lágrimas de arrependimento.
Pedro chorou amargamente (água podre).
Pedro diferente de Judas, não engoliu o veneno.
3. A procura de Jesus
a) Marcos 16.7 – “Ide, dizei aos meus discípulos e a Pedro”.
Jesus não desiste de Pedro. Pedro desistiu de ser apóstolo. Mas Jesus não desistiu de Pedro.
Pedro disse para os seus colegas: “Eu vou pescar” (Jo 20.3). Eu vou voltar para minha velha vida. Ele exerceu uma liderança negativa. Mas, Jesus não abriu de Pedro. Ele também não desiste de amar você.
4. A pergunta de Jesus
a) João 21.15-17
Em primeiro lugar, Jesus curou Pedro do seu orgulho. Ele perguntou três vezes, pois três vezes Pedro o negou. Da última vez mudou a pergunta.
Em segundo lugar, Jesus curou a memória de Pedro. Montando o mesmo cenário da queda.
A única exigência que Jesus faz a Pedro para ser discípulo e para pastorear o seu rebanho é amá-lo.
5. A restauração de Jesus
a) João 21.17b – “… apascenta as minhas ovelhas”.
Jesus restaurou a mente de Pedro.
Jesus restaurou a memória de Pedro.
Jesus restaurou os sentimentos de Pedro.
Jesus restaurou a vida de Pedro.
Jesus restaurou o ministério de Pedro.
Agora, Pedro volta a ser um grande líder. Agora ele ora. Agora ele aguarda o Pentecostes. Agora ele é cheio do Espírito Santo. Agora ele se torna o grande pregador da igreja apostólica.
Você pode ser restaurado, pois Jesus jamais desistiu de você!
Por: Hernandes Dias Lopes
www.cristoestanaminhavida.blogspot.com
INTRODUÇÃO
Deus não abre mão da sua vida. Deus não desiste do direito que tem de ter você. Ele não abdica do seu amor por você. Ele sempre vai ao seu encontro, no seu encalço.
Pedro, melhor do que ninguém nos revela esta verdade. Quem era Pedro? 1) Filho de Jonas (Mc 16.17); 2) Casado (1 Co 9.5); 3) Natural de Betsaida; 4) Residia em Cafarnaum, às margens do Mar da Galiléia; 5) Pescador; 6) Irmão de André; 7) Um dos discípulos que mais tinha intimidade com Jesus; 8) Assumiu a liderança do grupo apostólico antes e depois do Pentescotes; 9) Recebeu poder para realizar grandes milagres (At 5.15); 10) Primeiro apóstolo a pregar aos gentios.
Pedro era um homem de profundas contradições e de grandes ambigüidades na vida:
1) Lucas 5 – Incredulidade e quebrantamento; consciência de pecado e indignidade. Ali Jesus o chama. Deixa tudo: empresa, negócios e segue a Jesus.
2) Mateus 16 – Proclama a messianidade de Cristo e se deixa usar por Satanás em seguida.
3) Mateus 17 – Por falar sem pensar, não deu a Jesus a primazia que ele merece. Ele vê a glória do Rei, mas não exalta o Rei da glória.
4) Mateus 26 – Coragem e covardia.
5) Mateus 26 – Negação e lágrimas de arrependimento.
6) João 21 – Fuga e declaração de amor.
I. AS CAUSAS DA QUEDA DE PEDRO
1. Exagerada confiança em si mesmo
a) Mateus 26.35 – “Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei”.
b) Marcos 14.31 – “Mas ele insistia com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei”.
c) Lucas 22.23 – “Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão, como para a morte”.
Pedro se achava forte. Ele achava que era uma rocha, mas era pó. Ele negou seu nome, seu apostolado, suas convicções, porque confiou exageradamente em si mesmo em vez de ser humilde.
2. Considerou-se melhor do que os outros
a) Marcos 14.29 – “Disse-lhe Pedro: Ainda que todos se escandalizem, eu jamais!”
b) Mateus 26.33 – “…ainda que venhas a ser tropeço para todos, nunca o serás para mim”.
Pedro estava dizendo: Olha Jesus, os teus discípulos não são tão confiáveis, mas eu sou um homem batuta. A corda não rói do meu lado. Eu não vou te decepcionar. Eu aguento a parada. Eu não sou homem de fraquejar. Pode contar comigo para o que der e vier, quando os outros se acovardarem. A Bíblia diz que a soberba precede a ruína.
3. Foi incapaz de orar e vigiar na hora crucial da vida
a) Mateus 26.40,41 – “E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”.
Quando deixamos de vigiar e orar, caímos em ciladas, em tentação e fraquejamos. Quando a igreja deixa de orar, ela se torna fraca e vulnerável.
Alguém já disse que quando o homem trabalha, o homem trabalha, mas quando o homem ora, Deus trabalha.
Aquela era a maior batalha do universo, o destino da humanidade estava sendo decidida, e Pedro estava dormindo (Mt 26.40,43,45). Foi a única vez que Jesus pediu solidariedade e os discípulos fracassaram.
4. Perdeu o controle emocional
a) João 18.10 – “Então Simão Pedro puxou da espada que trazia e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita; e o nome do servo era Malco”.
Pedro perdeu o controle emocional, o equilíbrio e não discerniu a natureza da batalha que estava travando. Não teve domínio próprio. Jesus mostra para Pedro que seu caminho era a cruz (Jo 18.11). Nada de humanismo! Muitas vezes, damos lugar à ira. Agredimos as pessoas com palavras, com gestos, atitudes e fracassamos no testemunho.
5. Seguiu a Jesus de longe
a) Mateus 26.58 – “Mas Pedro o seguia de longe…”.
Pedro vai fraquejando, vai perdendo seus absolutos. Pedro vai se tornando vulnerável, vai se acovardando. O mesmo Pedro autoconfiante, já não cumpre suas palavras. Ele foge na hora que Jesus é preso. Ele não desiste de Jesus, mas o segue de longe. Ele se acovarda e se enche de medo.
Muitos ainda hoje seguem a Jesus de longe. Não querem perder Jesus de vista, vêm à igreja, leem a Bíblia, mas não assumem compromisso com Jesus. Não querem os riscos do discipulado. Outros não chegam a perder suas convicções, mas abandonam a igreja, ficam perto do Egito; ficam na janela.
6. Assentou na roda dos escarnecedores
a) Lucas 22.54,55 – “Então, prendendo-o, o levaram e o introduziram na casa do sumo sacerdote. Pedro seguia de longe. E quando acenderam fogo no meio do pátio, e juntos se assentaram, Pedro tomou lugar entre eles”.
Pedro dá mais um passo na direção da sua queda. Ele vai se assentar na roda dos inimigos de Jesus. Ele vai se associar com aqueles que zombam de Jesus (Sl 1.1).
Muitos estão caindo ainda hoje porque se unem com companhias erradas. Muitos estão deixando a igreja e indo para o mundo porque se associaram com pessoas que não querem saber nada de Jesus.
7. Negou a Jesus três vezes
a) Mateus 26.70,72,74 – “Pedro negou. Negou outra vez com juramento. Negou a terceira vez praguejando e jurando: Não conheço esse homem”.
Ninguém nega Jesus de uma hora para outra. Tem um histórico, um abismo chama outro abismo. Pedro não se lembrou das palavras de Jesus, fez pouco caso delas (Mt 26.75).
Pedro caiu, fraquejou e negou: 1) Seu nome; 2) Sua fé; 3) Seu apostolado; 4) Suas convicções; 5) Suas promessas a Jesus.
II. AS CAUSAS DA RESTAURAÇÃO DE PEDRO
1. O olhar compassivo de Jesus
a) Lucas 22.60-62 – “Mas Pedro insistia: Homem, não compreendo o que dizes. E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. Então, voltando-se o
Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe dissera: Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo. Então, Pedro, saindo dali, chorou amargamente”.
O olhar de Jesus é de ternura e amor. É um olhar que penetra na alma para trazer Pedro ao arrependimento. Jesus não esmaga a cana quebrada nem apaga a torcida que fumega.
Olhar de Jesus nos restaura.
Uma luz brilhou em meu caminho
Quando eu ia triste e sozinho
Foi seu divino olhar, que me ensinou a amar
Foi um minuto só do seu olhar.
Foi um minuto só, um minuto só
Foi um minuto só, do seu olhar
Tudo em mim mudou, tudo em mim cantou
Foi um minuto só do seu olhar.
Jesus mudou a minha vida
Nunca mais eu serei o mesmo
Quando eu olhei pra cruz, nela eu vi Jesus
Foi um minuto só do seu olhar.
Jesus está olhando para você hoje. Ele está vendo suas palavras, sua vida, seu testemunho, os lugares onde você está indo, o que você está fazendo. Mas hoje mesmo Jesus pode ser restaurado pelo divino olhar do Senhor Jesus:
Vivi tão longe do Senhor, assim eu quis andar
Até que eu encontrei a luz no seu divino olhar
Seu maravilhoso olhar, seu maravilhoso olhar
Transformou o meu ser, todo o meu viver
Seu maravilhoso olhar!
2. As lágrimas de arrependimento
a) Marcos 14.72 – “Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera…e caindo em si, desatou a chorar”.
b) Mateus 26.75 – “…e saindo dali, chorou amargamente”.
Pedro considerou que havia negado ao seu Senhor. Naquela noite fatídica, Pedro saiu da casa do sumo sacerdote chutando as pedras por entre os olivais. Ele foi para casa com sua consciência em brasa, arrebentado, quebrado e sem parar de soluçar. Passou a noite sem dormir. Alagou seu leito. Virava de um lado para o outro sem poder conciliar o sono.
Pedro refletiu sobre a excelência do seu Senhor, a quem negara.
Pedro se lembrou do tratamento especial que havia recebido como um dos primeiros com Tiago e João.
Pedro recordou que havia sido solenemente advertido pelo Senhor.
Pedro se recordou dos seus próprios votos de fidelidade (Mc 14.29).
Pensemos em nós: 1) O nosso pequeno progresso na vida espiritual; 2) A nossa negligência com as almas dos outros; 3) A nossa pouca comunhão com o Senhor; 4) A pequena glória que estamos trazendo ao grande nome do Senhor. Tudo isso deveria nos levar às lágrimas de arrependimento.
Pedro chorou amargamente (água podre).
Pedro diferente de Judas, não engoliu o veneno.
3. A procura de Jesus
a) Marcos 16.7 – “Ide, dizei aos meus discípulos e a Pedro”.
Jesus não desiste de Pedro. Pedro desistiu de ser apóstolo. Mas Jesus não desistiu de Pedro.
Pedro disse para os seus colegas: “Eu vou pescar” (Jo 20.3). Eu vou voltar para minha velha vida. Ele exerceu uma liderança negativa. Mas, Jesus não abriu de Pedro. Ele também não desiste de amar você.
4. A pergunta de Jesus
a) João 21.15-17
Em primeiro lugar, Jesus curou Pedro do seu orgulho. Ele perguntou três vezes, pois três vezes Pedro o negou. Da última vez mudou a pergunta.
Em segundo lugar, Jesus curou a memória de Pedro. Montando o mesmo cenário da queda.
A única exigência que Jesus faz a Pedro para ser discípulo e para pastorear o seu rebanho é amá-lo.
5. A restauração de Jesus
a) João 21.17b – “… apascenta as minhas ovelhas”.
Jesus restaurou a mente de Pedro.
Jesus restaurou a memória de Pedro.
Jesus restaurou os sentimentos de Pedro.
Jesus restaurou a vida de Pedro.
Jesus restaurou o ministério de Pedro.
Agora, Pedro volta a ser um grande líder. Agora ele ora. Agora ele aguarda o Pentecostes. Agora ele é cheio do Espírito Santo. Agora ele se torna o grande pregador da igreja apostólica.
Você pode ser restaurado, pois Jesus jamais desistiu de você!
Por: Hernandes Dias Lopes
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Restaura, Senhor, a nossa sorte
Hoje é o último domingo do ano de 2012. É tempo de fazer um balanço.
Devemos olhar para trás com gratidão, para o presente com súplicas e
para o futuro com esperança. O Salmo 126 ajuda-nos nesse exercício.
Em primeiro lugar, devemos olhar para o passado com gratidão (Salmo 126.1-3). Depois de setenta anos de escravidão na Babilônia, Israel voltou à sua terra. Deus tirou o povo do cativeiro com mão forte e poderosa. Essa libertação produziu ditosa exultação entre o povo e impacto entre as nações. Quando olhamos, também, para o passado, notamos que Deus nos tirou da escravidão para a liberdade, das trevas para a luz e da morte para a vida. Deus quebrou o nosso jugo e despedaçou nossas algemas. Jesus Cristo redimiu-nos de um terrível cativeiro. Éramos escravos do diabo, do mundo e da carne. Vivíamos debaixo de cruel opressão. Porém, Cristo nos libertou e hoje somos livres. Pertencemos à família de Deus. Somos herdeiros de Deus e estamos assentados com Cristo nas regiões celestes, acima de todo principado e potestade. Há um cântico em nossos lábios e uma festa em nossa alma.
Em segundo lugar, devemos olhar para o presente com súplicas (Salmo 126.4). O salmista voltou os olhos do passado para o presente e percebeu que as vitórias do ontem não servem para nos manter de pé hoje. O mesmo salmista que estava exultante com a libertação do cativeiro, agora, ao contemplar a realidade presente, clama: “Restaura, Senhor, a nossa sorte com as torrentes do Negueve”. O passado de glória tinha se transformado num deserto cinzento. As vitórias do passado não eram suficientes para torná-lo vitorioso no presente. Todo o dia é tempo de andar com Deus. Todo dia é tempo de ser cheio do Espírito. Não podemos viver do passado nem morar na saudade. Precisamos depender de Deus a todo tempo, o tempo todo. Mais do que isso, é preciso saber que não temos forças para restaurar nossa própria sorte. Só Deus pode restaurar nossa vida. Só Deus pode aprumar nossos joelhos trôpegos. Só Deus pode nos encher de entusiasmo, quando nossa alma parece um deserto árido. Aprendemos com isso, porém, que a crise não é o fim da linha. A sequidão de nossa vida não deve nos levar ao desespero, mas à súplica ardente. A consciência da crise espiritual pode nos levar aos pés do Senhor para uma virada bendita em nossa história. Somente o Senhor tem poder para nos restaurar. Só dele vem a nossa cura. Essa restauração é uma obra milagrosa. Assim como os rios invernais rasgam as areias escaldantes do deserto do Negueve, o maior deserto da Judéia, Deus também, faz nossa alma florescer em tempos de sequidão. Ele mesmo nos concede um novo vigor espiritual e transforma nossos vales em mananciais cheios de vida!
Em terceiro lugar, devemos olhar para o futuro com esperança (Salmo 126.5,6). Depois de olhar para o passado com gratidão e para o presente com súplicas, o salmista, agora, olha para o futuro com esperança. O amanhã será de semeadura e investimento. A semeadura exige desinstalação e ação. É preciso sair para semear. A semeadura exige abnegação e sacrifício, pois além de sair, o semeador anda e chora, regando o solo duro com suas lágrimas. Se a semeadura é regada de lágrimas, a colheita certa é feita com júbilo. A recompensa da colheita é maior do que o sacrifício da semeadura. Fazer a obra de Deus é investir para a eternidade. É realizar um trabalho de consequências eternas. Não devemos afrouxar nossos braços nessa bendita peleja. É hora de arregaçarmos as mangas e trabalharmos com mais fervor. O tempo urge. A noite se aproxima. Então, não haverá mais tempo de semear. Hoje, Deus nos convoca para sermos seus cooperadores. Concede-nos a graça de investirmos nosso tempo, bens, talentos e dons em seu trabalho. Portanto, levantemo-nos, irmãos, e coloquemo-nos a seu dispor. O Deus da nossa salvação e da nossa restauração, agora, nos alista em seu trabalho. Mãos à obra, sem esmorecer. Lança a semente, com a certeza de que o crescimento, Deus mesmo nos dará.
Por: Hernandes Dias Lopes
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Em primeiro lugar, devemos olhar para o passado com gratidão (Salmo 126.1-3). Depois de setenta anos de escravidão na Babilônia, Israel voltou à sua terra. Deus tirou o povo do cativeiro com mão forte e poderosa. Essa libertação produziu ditosa exultação entre o povo e impacto entre as nações. Quando olhamos, também, para o passado, notamos que Deus nos tirou da escravidão para a liberdade, das trevas para a luz e da morte para a vida. Deus quebrou o nosso jugo e despedaçou nossas algemas. Jesus Cristo redimiu-nos de um terrível cativeiro. Éramos escravos do diabo, do mundo e da carne. Vivíamos debaixo de cruel opressão. Porém, Cristo nos libertou e hoje somos livres. Pertencemos à família de Deus. Somos herdeiros de Deus e estamos assentados com Cristo nas regiões celestes, acima de todo principado e potestade. Há um cântico em nossos lábios e uma festa em nossa alma.
Em segundo lugar, devemos olhar para o presente com súplicas (Salmo 126.4). O salmista voltou os olhos do passado para o presente e percebeu que as vitórias do ontem não servem para nos manter de pé hoje. O mesmo salmista que estava exultante com a libertação do cativeiro, agora, ao contemplar a realidade presente, clama: “Restaura, Senhor, a nossa sorte com as torrentes do Negueve”. O passado de glória tinha se transformado num deserto cinzento. As vitórias do passado não eram suficientes para torná-lo vitorioso no presente. Todo o dia é tempo de andar com Deus. Todo dia é tempo de ser cheio do Espírito. Não podemos viver do passado nem morar na saudade. Precisamos depender de Deus a todo tempo, o tempo todo. Mais do que isso, é preciso saber que não temos forças para restaurar nossa própria sorte. Só Deus pode restaurar nossa vida. Só Deus pode aprumar nossos joelhos trôpegos. Só Deus pode nos encher de entusiasmo, quando nossa alma parece um deserto árido. Aprendemos com isso, porém, que a crise não é o fim da linha. A sequidão de nossa vida não deve nos levar ao desespero, mas à súplica ardente. A consciência da crise espiritual pode nos levar aos pés do Senhor para uma virada bendita em nossa história. Somente o Senhor tem poder para nos restaurar. Só dele vem a nossa cura. Essa restauração é uma obra milagrosa. Assim como os rios invernais rasgam as areias escaldantes do deserto do Negueve, o maior deserto da Judéia, Deus também, faz nossa alma florescer em tempos de sequidão. Ele mesmo nos concede um novo vigor espiritual e transforma nossos vales em mananciais cheios de vida!
Em terceiro lugar, devemos olhar para o futuro com esperança (Salmo 126.5,6). Depois de olhar para o passado com gratidão e para o presente com súplicas, o salmista, agora, olha para o futuro com esperança. O amanhã será de semeadura e investimento. A semeadura exige desinstalação e ação. É preciso sair para semear. A semeadura exige abnegação e sacrifício, pois além de sair, o semeador anda e chora, regando o solo duro com suas lágrimas. Se a semeadura é regada de lágrimas, a colheita certa é feita com júbilo. A recompensa da colheita é maior do que o sacrifício da semeadura. Fazer a obra de Deus é investir para a eternidade. É realizar um trabalho de consequências eternas. Não devemos afrouxar nossos braços nessa bendita peleja. É hora de arregaçarmos as mangas e trabalharmos com mais fervor. O tempo urge. A noite se aproxima. Então, não haverá mais tempo de semear. Hoje, Deus nos convoca para sermos seus cooperadores. Concede-nos a graça de investirmos nosso tempo, bens, talentos e dons em seu trabalho. Portanto, levantemo-nos, irmãos, e coloquemo-nos a seu dispor. O Deus da nossa salvação e da nossa restauração, agora, nos alista em seu trabalho. Mãos à obra, sem esmorecer. Lança a semente, com a certeza de que o crescimento, Deus mesmo nos dará.
Por: Hernandes Dias Lopes
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Como usar sabiamente a mordomia cristã
Referência: 1 CORÍNTIOS 16:1-24
INTRODUÇÃO
• Alguém já perguntou muito apropriadamente se Paulo tomou um cafezinho entre os capítulos 15 e 16. O capítulo 15 nos leva às alturas excelsas da revelação de Deus, falando-nos sobre a ressurreição de Cristo, a segunda vinda de Cristo, a derrota final dos inimigos de Deus, a transformação dos remidos e a consumação de todas as coisas. O capítulo 16, porém, Paulo começa a falar sobre dinheiro. Ele desce do céu para a terra. Parece um anticlimax. É que nós somos cidadãos de dois mundos. Ao mesmo tempo que temos responsabilidade aqui no mundo, cremos que a nossa Pátria está no céu.
• A responsabilidade social da igreja não pode ser dissaciada da sua teologia do mundo porvir.
• Paulo fala neste capítulo sobre três aspectos da mordomia cristã: dinheiro, oportunidades e pessoas.
I. DINHEIRO – A PREOCUPAÇÃO COM OS POBRES – 16:1-4
1. O compromisso de Paulo com a ação social – v. 1-4
• Paulo não está falando aqui de dízimo nem de contribuição para os cofres da igreja, mas está falando de uma oferta para atender as pessoas pobres da igreja de Jerusalém. Não é uma campanha para aumentar o orçamento da igreja, nem para atender as despesas da igreja, mas um socorro a pessoas necessitadas de Jerusalém. O princípio de Paulo é que os cristãos devem dar para outras pessoas.
2. O problema em Jerusalém – v. 1-4
• A região da Judéia, onde estava Jerusalém tinha sofrido uma grande fome (At 11:27-28), que tinha empobrecido muitas pessoas. Além do mais, com o martírio de Estêvão, começou a perseguição aos cristãos, o que fez com que muitos crentes abandonassem a cidade.
• A igreja de Antioquia já havia enviado uma ajuda financeira para os pobres da igreja de Jerusalém (At 11:29-30).
• Oito anos antes de escrever esta carta Paulo tinha se comprometido com os apóstolos Pedro, Tiago e João, os líderes da igreja de Jerusalém, que faria algo pelos pobres (Gl 2:10). Paulo estava comprometido não apenas a pregar o evangelho, mas também a assistir os pobres. Evangelização e ação social precisam andar juntas.
• Paulo entendia que as igrejas gentílicas deviam abençoar financeiramente a igreja de Jerusalém pelos benefícios espirituais recebidos dela (Rm 15:25-27).
• Paulo escreveu 2 Coríntios, mais ou menos um ano depois de 1 Coríntios. Ele dá testemunho de que este projeto de levantamento de ofertas para a igreja pobre de Jerusalém tinha sido um sucesso (2 Co 8:2-4).
• Dois anos depois quando ele fez um apelo à igreja de Roma, ele inclui Corinto (Acaia) como um bom exemplo (Rm 15:26).
3. Os princípios básicos de dar – v. 1-4
3.1. O cristão deve dar para pessoas que não fazem parte da sua igreja – 16:1 – Seja na visão evangelística, seja na visão da ação social, a motivação básica da contribuição deve ser ajudar outros. A igreja não vive só para si mesma. Egoísmo financeiro é um sinal de mundanismo. Uma igreja missionária é uma igreja viva. Quem são os outros aqui? Os irmãos da igreja de Jerusalém. A Bíblia nos mostra as prioridades da contribuição (Gl 6:10; 1 Tm 5:8). Exemplo: O mar morto.
3.2. Divulgue as necessidades – 16:1 – A primeira orientação é que as necessidades devem ser divulgadas de maneira clara e precisa. Paulo não teve receios em contar para os coríntios que ele precisava de dinheiro, e para quê. Paulo não é apenas direto, mas também autoritário “como ordenei às igrejas da Galácia”. Dar para causas cristãs de valor é uma obrigação cristã como ir à igreja, orar ou ser fiel à esposa. Pastores que ficam sem jeito para pedir dinheiro à igreja para causa justas não estão fundamentados na verdade de que é mais bem-aventurado dar do que receber. Uma igreja que tem recursos financeiros tem também responsabilidade de ajudar os pobres.
3.3. Dar é um ato de adoração – 16:2 – Cada membro da igreja deveria vir ao culto no domingo preparado para contribuir para atender à necessidade dos santos pobres. É triste quando os crentes ofertam apenas como dever e não como um sacrifício agradável a Deus (Fp 4:18). Dar é um ato de adoração ao Salvador ressurreto.
3.4. Incentive a contribuição sistemática – 16:2 – Paulo propôs planos funcionais para que a igreja de Corinto pudesse ser mais efetiva na contribuição. “por à parte em casa” significa separar regularmente o dinheiro para a oferta. Se não formos sistemáticos na contribuição nunca vamos contribuir. Se esperarmos sobrar nunca vamos contribuir. Se fôssemos tão sistemáticos na contribuição, como somos nos nossos investimentos a obra de Deus prosperaria muito mais.
3.5. A contribuição deve ser proporcional – 16:2 – “conforme a sua prosperidade” mostra que ninguém está isento de contribuir. A contribuição deve ser justa. Quem gahnha mais deve dar mais. Um cristão de coração aberto não pode manter a mão fechada. A contribuição é uma graça e não um peso. Se nós apreciamos a graça de Deus a nós, teremos alegria em expressar a graça através da oferta aos outros.
3.6. A contribuição deve ser pessoal e individual – 16:2 – “cada um de vós” – Paulo esperava que cada membro da igreja participasse da oferta, os ricos bem como os pobres. Todos os crentes devem participar dessa graça de dar aos pobres.
3.7. O dinheiro deve ser lidado com honestidade – 16:3-4 – Paulo tinha um comitê financeiro para ajudá-lo (16:3-4; 2 Co 8:16-24). Muitos obreiros perdem o seu testemunho pela maneira pouco transparente como lidam com o dinheiro. Paulo recomenda as igreja escolher pessoas específicas para lidar com o dinheiro das ofertas.
II. OPORTUNIDADES – A MORDOMIA DO TEMPO – 16:5-9
1. A necessidade do sábio uso do tempo – 16:5-9
• O apóstolo Paulo recomenda: “Vede prudentemente como andais, não como néscios, e, sim, como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus” (Ef 5:15,16).
• Paulo era tão cuidado no seu uso do tempo como era cuidadoso no uso do dinheiro. Matar o tempo é uma das principais atividades da sociedade moderna. Não podemos usar mal o tempo nem perder as oportunidades.
• Paulo informa a igreja de Corinto sobre seus planos de sua futura viagem para visitar a igreja. Ele faz planos, mas reconhece que eles só se realizarão se Deus o permitir (16:7). Todo o plano está debaixo da direção de Deus. Isso concorda com o que Tiago ensina (Tg 4:13-17).
• Há dois extremos aqui: o primeiro é não fazer planos. O segundo é fazer planos sem submetê-los à direção de Deus.
2. A necessidade de aproveitar as oportunidades, ou seja, as portas que Deus abre – 16:8-9
• Paulo vê as oportunidades “uma porta grande e oportuna para o trabalho se me abriu” e também as dificuldades “e há muitos adversários” (16:9). Embora Paulo estivesse em perigo em Éfeso (1 Co 15:32), ele estava determinado a ficar lá, enquanto essa porta estivesse aberta. Paulo enfrentu três focos de oposição em Éfeso: 1) As forças espirituais do ocultismo da cidade de Éfeso; 2) A associação de ourives liderada por Demétrio; 3) A hierarquia judaica. A lição que Paulo ensina é clara: a presença de oposição não indica que nos desviamos da vontade de Deus.
• Tanto o crente como a igreja deveriam sempre perguntar: Quais são as oportunidades que Deus está nos dando hoje? Em vez de ficar reclamando dos obstáculos, nós deveríamos usar as oportunidades e deixar os resultados com o Senhor.
III. PESSOAS – A MORDOMIA DOS RELACIONAMENTOS – 16:10-24
1. Paulo valoriza pessoas – 16:10-24
• Paulo não era apenas um ganhador de almas, ele era um fazedor de amigos. Paulo era um mobilizador de pessoas para se envolverem na obra de Deus.
• Dinheiro e oportunidades não têm nenhum valor sem as pessoas. O maior patrimônio da igreja não é o seu prédio, mas as pessoas. Jesus investiu todo o seu ministério em pessoas. Se as pesssoas estiverem preparadas, Deus irá suprir ambos: dinheiro e oportunidades e sua obra será realizada – Minha experiência de sustento nos Estados Unidos.
• Paulo valoriza, elogia e destaca o trabalho das pessoas. Você tem o hábito de valorizar o trabalho das pessoas? Tem o hábito de elogiar as pessoas? Tem o hábito de encorajar as pessoas?
2. Paulo nomina pessoas – 16:10,15,17,19
2.1. Timóteo – v. 10-11 – Timóteo tinha três problemas básicos: era jovem, tímido e doente. Paulo recomenda a igreja que o trate com amor e apreço.
2.2. Apolo – v. 12-14 – Apolo era um eloquente pregador. Ele tinha um fã clube em Corinto. Mas Paulo não tem nenhum ciúme nem competição com Apolo e recomenda a sua volta a Corinto (16:12). O sistema que Paulo usava não era a de um bispado. Ele não forçava um obreiro ir para um lugar contra a sua vontade (16:12). Diante das divisões que existiam na igreja, Paulo sua última exortação nos versos 13 e 14.
2.3. Estéfanas e sua casa – v. 15-18 – Os primeiros convertidos de Paulo em Corinto consagraram-se ao serviço dos santos (16:15). Uma família inteira está se consagrando ao trabalho da igreja. Paulo recomenda a igreja a se sujeitar a essa família consagrada e dedicada (16:16). Paulo destaca a bênção de ter crentes que são verdaderias fontes de refrigério para os pastores (16:17-18). Quem são os pastores dos pastores? Quem você é na igreja, fardo ou refrigério? Paulo encoraja a igreja a obedecer aos seus líderes espirituais.
2.4. Aquila e Priscila – v. 19-20 – Este casal tem uma peculiaridade: eles dedicam não apenas suas vidas a Deus, mas também o lar. Na casa deles há uma igreja reunida. Eles abrem a porta do lar para a pregação do evangelho. Esse casal foi grande usado por Deus em três grandes centros: Roma, Éfeso e Corinto.
CONCLUSÃO
• Paulo termina a carta fazendo uma advertência aos falsos crentes (16:22) bem invocando a graça do Senhor Jesus sobre a igreja e reafirmando o seu amor a todos os irmãos, mormente depois de escrever uma carta tão pesada em termos de exortação (16:24). Embora tivesse opositores em Corinto, ele envia o seu amor a todos eles.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
www.cristoestanaminhavida.blogspot.com
INTRODUÇÃO
• Alguém já perguntou muito apropriadamente se Paulo tomou um cafezinho entre os capítulos 15 e 16. O capítulo 15 nos leva às alturas excelsas da revelação de Deus, falando-nos sobre a ressurreição de Cristo, a segunda vinda de Cristo, a derrota final dos inimigos de Deus, a transformação dos remidos e a consumação de todas as coisas. O capítulo 16, porém, Paulo começa a falar sobre dinheiro. Ele desce do céu para a terra. Parece um anticlimax. É que nós somos cidadãos de dois mundos. Ao mesmo tempo que temos responsabilidade aqui no mundo, cremos que a nossa Pátria está no céu.
• A responsabilidade social da igreja não pode ser dissaciada da sua teologia do mundo porvir.
• Paulo fala neste capítulo sobre três aspectos da mordomia cristã: dinheiro, oportunidades e pessoas.
I. DINHEIRO – A PREOCUPAÇÃO COM OS POBRES – 16:1-4
1. O compromisso de Paulo com a ação social – v. 1-4
• Paulo não está falando aqui de dízimo nem de contribuição para os cofres da igreja, mas está falando de uma oferta para atender as pessoas pobres da igreja de Jerusalém. Não é uma campanha para aumentar o orçamento da igreja, nem para atender as despesas da igreja, mas um socorro a pessoas necessitadas de Jerusalém. O princípio de Paulo é que os cristãos devem dar para outras pessoas.
2. O problema em Jerusalém – v. 1-4
• A região da Judéia, onde estava Jerusalém tinha sofrido uma grande fome (At 11:27-28), que tinha empobrecido muitas pessoas. Além do mais, com o martírio de Estêvão, começou a perseguição aos cristãos, o que fez com que muitos crentes abandonassem a cidade.
• A igreja de Antioquia já havia enviado uma ajuda financeira para os pobres da igreja de Jerusalém (At 11:29-30).
• Oito anos antes de escrever esta carta Paulo tinha se comprometido com os apóstolos Pedro, Tiago e João, os líderes da igreja de Jerusalém, que faria algo pelos pobres (Gl 2:10). Paulo estava comprometido não apenas a pregar o evangelho, mas também a assistir os pobres. Evangelização e ação social precisam andar juntas.
• Paulo entendia que as igrejas gentílicas deviam abençoar financeiramente a igreja de Jerusalém pelos benefícios espirituais recebidos dela (Rm 15:25-27).
• Paulo escreveu 2 Coríntios, mais ou menos um ano depois de 1 Coríntios. Ele dá testemunho de que este projeto de levantamento de ofertas para a igreja pobre de Jerusalém tinha sido um sucesso (2 Co 8:2-4).
• Dois anos depois quando ele fez um apelo à igreja de Roma, ele inclui Corinto (Acaia) como um bom exemplo (Rm 15:26).
3. Os princípios básicos de dar – v. 1-4
3.1. O cristão deve dar para pessoas que não fazem parte da sua igreja – 16:1 – Seja na visão evangelística, seja na visão da ação social, a motivação básica da contribuição deve ser ajudar outros. A igreja não vive só para si mesma. Egoísmo financeiro é um sinal de mundanismo. Uma igreja missionária é uma igreja viva. Quem são os outros aqui? Os irmãos da igreja de Jerusalém. A Bíblia nos mostra as prioridades da contribuição (Gl 6:10; 1 Tm 5:8). Exemplo: O mar morto.
3.2. Divulgue as necessidades – 16:1 – A primeira orientação é que as necessidades devem ser divulgadas de maneira clara e precisa. Paulo não teve receios em contar para os coríntios que ele precisava de dinheiro, e para quê. Paulo não é apenas direto, mas também autoritário “como ordenei às igrejas da Galácia”. Dar para causas cristãs de valor é uma obrigação cristã como ir à igreja, orar ou ser fiel à esposa. Pastores que ficam sem jeito para pedir dinheiro à igreja para causa justas não estão fundamentados na verdade de que é mais bem-aventurado dar do que receber. Uma igreja que tem recursos financeiros tem também responsabilidade de ajudar os pobres.
3.3. Dar é um ato de adoração – 16:2 – Cada membro da igreja deveria vir ao culto no domingo preparado para contribuir para atender à necessidade dos santos pobres. É triste quando os crentes ofertam apenas como dever e não como um sacrifício agradável a Deus (Fp 4:18). Dar é um ato de adoração ao Salvador ressurreto.
3.4. Incentive a contribuição sistemática – 16:2 – Paulo propôs planos funcionais para que a igreja de Corinto pudesse ser mais efetiva na contribuição. “por à parte em casa” significa separar regularmente o dinheiro para a oferta. Se não formos sistemáticos na contribuição nunca vamos contribuir. Se esperarmos sobrar nunca vamos contribuir. Se fôssemos tão sistemáticos na contribuição, como somos nos nossos investimentos a obra de Deus prosperaria muito mais.
3.5. A contribuição deve ser proporcional – 16:2 – “conforme a sua prosperidade” mostra que ninguém está isento de contribuir. A contribuição deve ser justa. Quem gahnha mais deve dar mais. Um cristão de coração aberto não pode manter a mão fechada. A contribuição é uma graça e não um peso. Se nós apreciamos a graça de Deus a nós, teremos alegria em expressar a graça através da oferta aos outros.
3.6. A contribuição deve ser pessoal e individual – 16:2 – “cada um de vós” – Paulo esperava que cada membro da igreja participasse da oferta, os ricos bem como os pobres. Todos os crentes devem participar dessa graça de dar aos pobres.
3.7. O dinheiro deve ser lidado com honestidade – 16:3-4 – Paulo tinha um comitê financeiro para ajudá-lo (16:3-4; 2 Co 8:16-24). Muitos obreiros perdem o seu testemunho pela maneira pouco transparente como lidam com o dinheiro. Paulo recomenda as igreja escolher pessoas específicas para lidar com o dinheiro das ofertas.
II. OPORTUNIDADES – A MORDOMIA DO TEMPO – 16:5-9
1. A necessidade do sábio uso do tempo – 16:5-9
• O apóstolo Paulo recomenda: “Vede prudentemente como andais, não como néscios, e, sim, como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus” (Ef 5:15,16).
• Paulo era tão cuidado no seu uso do tempo como era cuidadoso no uso do dinheiro. Matar o tempo é uma das principais atividades da sociedade moderna. Não podemos usar mal o tempo nem perder as oportunidades.
• Paulo informa a igreja de Corinto sobre seus planos de sua futura viagem para visitar a igreja. Ele faz planos, mas reconhece que eles só se realizarão se Deus o permitir (16:7). Todo o plano está debaixo da direção de Deus. Isso concorda com o que Tiago ensina (Tg 4:13-17).
• Há dois extremos aqui: o primeiro é não fazer planos. O segundo é fazer planos sem submetê-los à direção de Deus.
2. A necessidade de aproveitar as oportunidades, ou seja, as portas que Deus abre – 16:8-9
• Paulo vê as oportunidades “uma porta grande e oportuna para o trabalho se me abriu” e também as dificuldades “e há muitos adversários” (16:9). Embora Paulo estivesse em perigo em Éfeso (1 Co 15:32), ele estava determinado a ficar lá, enquanto essa porta estivesse aberta. Paulo enfrentu três focos de oposição em Éfeso: 1) As forças espirituais do ocultismo da cidade de Éfeso; 2) A associação de ourives liderada por Demétrio; 3) A hierarquia judaica. A lição que Paulo ensina é clara: a presença de oposição não indica que nos desviamos da vontade de Deus.
• Tanto o crente como a igreja deveriam sempre perguntar: Quais são as oportunidades que Deus está nos dando hoje? Em vez de ficar reclamando dos obstáculos, nós deveríamos usar as oportunidades e deixar os resultados com o Senhor.
III. PESSOAS – A MORDOMIA DOS RELACIONAMENTOS – 16:10-24
1. Paulo valoriza pessoas – 16:10-24
• Paulo não era apenas um ganhador de almas, ele era um fazedor de amigos. Paulo era um mobilizador de pessoas para se envolverem na obra de Deus.
• Dinheiro e oportunidades não têm nenhum valor sem as pessoas. O maior patrimônio da igreja não é o seu prédio, mas as pessoas. Jesus investiu todo o seu ministério em pessoas. Se as pesssoas estiverem preparadas, Deus irá suprir ambos: dinheiro e oportunidades e sua obra será realizada – Minha experiência de sustento nos Estados Unidos.
• Paulo valoriza, elogia e destaca o trabalho das pessoas. Você tem o hábito de valorizar o trabalho das pessoas? Tem o hábito de elogiar as pessoas? Tem o hábito de encorajar as pessoas?
2. Paulo nomina pessoas – 16:10,15,17,19
2.1. Timóteo – v. 10-11 – Timóteo tinha três problemas básicos: era jovem, tímido e doente. Paulo recomenda a igreja que o trate com amor e apreço.
2.2. Apolo – v. 12-14 – Apolo era um eloquente pregador. Ele tinha um fã clube em Corinto. Mas Paulo não tem nenhum ciúme nem competição com Apolo e recomenda a sua volta a Corinto (16:12). O sistema que Paulo usava não era a de um bispado. Ele não forçava um obreiro ir para um lugar contra a sua vontade (16:12). Diante das divisões que existiam na igreja, Paulo sua última exortação nos versos 13 e 14.
2.3. Estéfanas e sua casa – v. 15-18 – Os primeiros convertidos de Paulo em Corinto consagraram-se ao serviço dos santos (16:15). Uma família inteira está se consagrando ao trabalho da igreja. Paulo recomenda a igreja a se sujeitar a essa família consagrada e dedicada (16:16). Paulo destaca a bênção de ter crentes que são verdaderias fontes de refrigério para os pastores (16:17-18). Quem são os pastores dos pastores? Quem você é na igreja, fardo ou refrigério? Paulo encoraja a igreja a obedecer aos seus líderes espirituais.
2.4. Aquila e Priscila – v. 19-20 – Este casal tem uma peculiaridade: eles dedicam não apenas suas vidas a Deus, mas também o lar. Na casa deles há uma igreja reunida. Eles abrem a porta do lar para a pregação do evangelho. Esse casal foi grande usado por Deus em três grandes centros: Roma, Éfeso e Corinto.
CONCLUSÃO
• Paulo termina a carta fazendo uma advertência aos falsos crentes (16:22) bem invocando a graça do Senhor Jesus sobre a igreja e reafirmando o seu amor a todos os irmãos, mormente depois de escrever uma carta tão pesada em termos de exortação (16:24). Embora tivesse opositores em Corinto, ele envia o seu amor a todos eles.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
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domingo, 27 de janeiro de 2013
Por que creio na bíblia?
Referência: SALMO 119.105
A Bíblia é o livro dos livros. Inspirado por Deus, escrito pelos homens, concebido no céu, nascido na terra, odiado pelo inferno, pregado pela igreja, perseguido pelo mundo e crido pelos fiéis.
A Bíblia é o livro dos paradoxos: é o livro mais lido e o mais desconhecido. É o livro mais amado e o mais odiado. É o livro mais obedecido e o mais escarnecido. É o mais pregado e o mais combatido.
Exemplo: VAOLTAIRE = Combateu implacavelmente a Bíblia e o Cristianismo. Disse que acabaria sozinho com a Bíblia e com o Cristianismo. Morreu louco. Sua casa tornou-se logo numa sede de distribuição da Bíblia.
A Bíblia tem sido o farol de Deus na escuridão da história. Ela é o fanal que orienta o nauta. Ela é o mapa que norteia o caminhante. A Bíblia é o coração de Deus aberto. É o braço de Deus estendido. É a vontade de Deus declarada.
Na Bíblia os céus e a terra se abraçam. O infinito toca o finito. O eterno invade o temporal. O divino e o humano se encontram.
A Bíblia é a espada do Espírito – poderosa arma de combate contra as hostes inimigas que conspiram contra nós, que com sutilezas vis tentam nos arrastar na correnteza do pecado e nas seduções do mundo.
A Bíblia é o bisturi de Deus que corta e amputa os tumores infectos da alma e cirurgia os abcessos do coração.
A Bíblia é fogo que consome os entulhos da nossa vida e queima a pragana que suja a nossa alma.
A Bíblia é martelo que quebra as nossas resistências e a dureza pertinaz do nosso coração.
A Bíblia é o livro de Deus. É o livro do céu. É o livro dos livros. É o livro acorrentado que tem trazido livramento. É o livro queimado nas fogueiras que tem tirado vidas das chamas do inferno. É o livro odiado que tem ensinado o perdão. É o livro que aponta para a salvação!
Por que creio nesse livro?
I – POR CAUSA DA SUA UNIDADE NA DIVERSIDADE
Ela foi escrita durante 1600 anos. De Moisés a João na ilha de Patmos.
Ela foi escrita por cerca de 40 escritores. De lugares diferentes, de culturas diferentes, para destinatários diferentes.
Ela foi escrita em idiomas diferentes
Entretanto, em momento algum sua harmonia foi afetada. Há uma coesão, sintonia, uma concordância absoluta. Hoje a Bíblia é mais atual do que o jornal do dia.
II – POR CAUSA DO CUMPRIMENTO DAS PROFECIAS
Só no Velho Testamento há mais de 2000 profecias que já se cumpriram literalmente.
A Bíblia escreve história antes dela acontecer.
Os vaticinadores atuais são falhos e suas profecias são vagas – NOSTRADAMUS.
a) Profecias acerca de Tiro – capital da Fenícia = Ez 26.19-21; 26.4,5; 26.12-14
b) Profecias acerca da Babilônia = Is 13.19; Jr 51.58,62; Jr 50.13,39
c) Profecias acerca dos nossos dias =
CAOS MORAL = 2 bilhões de litros de cachaça/ano; 4 milhões de aborto/ano; 20 milhões de crianças abandonadas; AIDS; falência do casamento; crimes; injustiça
CAOS SOCIAL = a fome, a injustiça, pessoas catando lixo para comer; assaltos, seqüestras, estupros, violência rural e urbana.
CAOS ESPIRITUAL = Racionalismo – Idealismo – Materialismo – Evolucionismo – Existencialismo – Positivismo – Humanismo.
III – PELA TRANSFORMAÇÃO QUE ELA OPERA
A Inglaterra do século XVIII = Estava num caos. Davi Hume, John Locke e Voltaire era os homens lidos. Os país naufragava. A sabedoria humana sem Deus estava levando o país ao caos. – Wesley e Whitefield se levantaram com a Bíblia na unção do Espírito e o país foi salvo.
Todas as nações que cresceram debaixo da bandeira da Bíblia = Todas as nações que foram colonizadas com o ensino da Bíblia são prósperas, ricas – e se hoje estão se degenerando é porque estão abandonando a Bíblia.
A AIDS = no final do milênio estima-se que cada família terá um aidético. Hoje as autoridades dizem: a questão não é a INFORMAÇÃO, mas a TRANSFORMAÇÃO - (e transformação só com a Bíblia).
A Ilha de Fidji = Há alguns anos, um conde inglês visitou a Ilha de Fidji. Ele sabia que as condições morais ali tinham sido péssimas e admirou-se do que eram por ocasião da sua vida. Esse incrédulo, visitando um velho chefe da tribo, que parecia civilizado disse: “O senhor é um grande chefe. É pena que tenha sido ingênuo bastante para crer na Bíblia. Lá no meu país ninguém mais crê nesse velho livro nem ouve a história de Jesus cristo. O povo hoje está ilustrado e não crê nisso mais. Estou triste porque o senhor crê nessas bobagens.”
Os olhos do velho chefe flamejaram e ele respondeu: “o senhor está vendo aquele forno? Ali é que nós queimávamos os corpos humanos para as nossas grandes festas. Se não fosse esse velho livro, a Bíblia e Jesus Cristo que nos transformou de selvagens em verdadeiros filhos de Deus, o senhor já teria sido morto e assado naquele forno. E nós já lhe teríamos comido a carne.”
Charles Darwin = depois de dar a volta ao mundo e voltar atrás na maioria dos seus postulados evolucionistas afirmou em Londres. “A diferença entre crer na Bíblia ou não é ser convidado para o jantar ou ser o jantar.”
Eu creio na Bíblia porque através dela eu conheci o amor de Deus e recebi a Jesus como meu Salvador e Senhor.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
www.cristoestanaminhavida.blogspot.com
A Bíblia é o livro dos livros. Inspirado por Deus, escrito pelos homens, concebido no céu, nascido na terra, odiado pelo inferno, pregado pela igreja, perseguido pelo mundo e crido pelos fiéis.
A Bíblia é o livro dos paradoxos: é o livro mais lido e o mais desconhecido. É o livro mais amado e o mais odiado. É o livro mais obedecido e o mais escarnecido. É o mais pregado e o mais combatido.
Exemplo: VAOLTAIRE = Combateu implacavelmente a Bíblia e o Cristianismo. Disse que acabaria sozinho com a Bíblia e com o Cristianismo. Morreu louco. Sua casa tornou-se logo numa sede de distribuição da Bíblia.
A Bíblia tem sido o farol de Deus na escuridão da história. Ela é o fanal que orienta o nauta. Ela é o mapa que norteia o caminhante. A Bíblia é o coração de Deus aberto. É o braço de Deus estendido. É a vontade de Deus declarada.
Na Bíblia os céus e a terra se abraçam. O infinito toca o finito. O eterno invade o temporal. O divino e o humano se encontram.
A Bíblia é a espada do Espírito – poderosa arma de combate contra as hostes inimigas que conspiram contra nós, que com sutilezas vis tentam nos arrastar na correnteza do pecado e nas seduções do mundo.
A Bíblia é o bisturi de Deus que corta e amputa os tumores infectos da alma e cirurgia os abcessos do coração.
A Bíblia é fogo que consome os entulhos da nossa vida e queima a pragana que suja a nossa alma.
A Bíblia é martelo que quebra as nossas resistências e a dureza pertinaz do nosso coração.
A Bíblia é o livro de Deus. É o livro do céu. É o livro dos livros. É o livro acorrentado que tem trazido livramento. É o livro queimado nas fogueiras que tem tirado vidas das chamas do inferno. É o livro odiado que tem ensinado o perdão. É o livro que aponta para a salvação!
Por que creio nesse livro?
I – POR CAUSA DA SUA UNIDADE NA DIVERSIDADE
Ela foi escrita durante 1600 anos. De Moisés a João na ilha de Patmos.
Ela foi escrita por cerca de 40 escritores. De lugares diferentes, de culturas diferentes, para destinatários diferentes.
Ela foi escrita em idiomas diferentes
Entretanto, em momento algum sua harmonia foi afetada. Há uma coesão, sintonia, uma concordância absoluta. Hoje a Bíblia é mais atual do que o jornal do dia.
II – POR CAUSA DO CUMPRIMENTO DAS PROFECIAS
Só no Velho Testamento há mais de 2000 profecias que já se cumpriram literalmente.
A Bíblia escreve história antes dela acontecer.
Os vaticinadores atuais são falhos e suas profecias são vagas – NOSTRADAMUS.
a) Profecias acerca de Tiro – capital da Fenícia = Ez 26.19-21; 26.4,5; 26.12-14
b) Profecias acerca da Babilônia = Is 13.19; Jr 51.58,62; Jr 50.13,39
c) Profecias acerca dos nossos dias =
CAOS MORAL = 2 bilhões de litros de cachaça/ano; 4 milhões de aborto/ano; 20 milhões de crianças abandonadas; AIDS; falência do casamento; crimes; injustiça
CAOS SOCIAL = a fome, a injustiça, pessoas catando lixo para comer; assaltos, seqüestras, estupros, violência rural e urbana.
CAOS ESPIRITUAL = Racionalismo – Idealismo – Materialismo – Evolucionismo – Existencialismo – Positivismo – Humanismo.
III – PELA TRANSFORMAÇÃO QUE ELA OPERA
A Inglaterra do século XVIII = Estava num caos. Davi Hume, John Locke e Voltaire era os homens lidos. Os país naufragava. A sabedoria humana sem Deus estava levando o país ao caos. – Wesley e Whitefield se levantaram com a Bíblia na unção do Espírito e o país foi salvo.
Todas as nações que cresceram debaixo da bandeira da Bíblia = Todas as nações que foram colonizadas com o ensino da Bíblia são prósperas, ricas – e se hoje estão se degenerando é porque estão abandonando a Bíblia.
A AIDS = no final do milênio estima-se que cada família terá um aidético. Hoje as autoridades dizem: a questão não é a INFORMAÇÃO, mas a TRANSFORMAÇÃO - (e transformação só com a Bíblia).
A Ilha de Fidji = Há alguns anos, um conde inglês visitou a Ilha de Fidji. Ele sabia que as condições morais ali tinham sido péssimas e admirou-se do que eram por ocasião da sua vida. Esse incrédulo, visitando um velho chefe da tribo, que parecia civilizado disse: “O senhor é um grande chefe. É pena que tenha sido ingênuo bastante para crer na Bíblia. Lá no meu país ninguém mais crê nesse velho livro nem ouve a história de Jesus cristo. O povo hoje está ilustrado e não crê nisso mais. Estou triste porque o senhor crê nessas bobagens.”
Os olhos do velho chefe flamejaram e ele respondeu: “o senhor está vendo aquele forno? Ali é que nós queimávamos os corpos humanos para as nossas grandes festas. Se não fosse esse velho livro, a Bíblia e Jesus Cristo que nos transformou de selvagens em verdadeiros filhos de Deus, o senhor já teria sido morto e assado naquele forno. E nós já lhe teríamos comido a carne.”
Charles Darwin = depois de dar a volta ao mundo e voltar atrás na maioria dos seus postulados evolucionistas afirmou em Londres. “A diferença entre crer na Bíblia ou não é ser convidado para o jantar ou ser o jantar.”
Eu creio na Bíblia porque através dela eu conheci o amor de Deus e recebi a Jesus como meu Salvador e Senhor.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
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sábado, 26 de janeiro de 2013
A graça da contribuição
Referência:
II CORÍNTIOS 8.1-15
- S.
Lewis Jonhson disse que “os filósofos são pessoas que falam sobre coisas que
eles mesmos não entendem, e nos fazem pensar que a culpa é nossa.”
- Existem inúmeras filosofias por aí e a maioria nos deixa mais confusos do que esclarecidos. A maioria delas sempre termina focalizando o indivíduo. Exemplo:
a) Os gregos diziam: Seja sábio, conheça-se a si mesmo.
b) Os romanos diziam: Seja forte, discipline-se
c) Os epicureus diziam: Dê vazão aos sentidos, aproveite a vida.
d) Os educadores dizem: Seja versátil, expanda a sua mente.
e) Os psicólogos dizem: Seja confiante, afirme-se.
f) O materialismo diz: Satisfaça-se, agrade a si mesmo.
g) Os humanistas dizem: Seja capaz, acredite em si mesmo.
- Existem inúmeras filosofias por aí e a maioria nos deixa mais confusos do que esclarecidos. A maioria delas sempre termina focalizando o indivíduo. Exemplo:
a) Os gregos diziam: Seja sábio, conheça-se a si mesmo.
b) Os romanos diziam: Seja forte, discipline-se
c) Os epicureus diziam: Dê vazão aos sentidos, aproveite a vida.
d) Os educadores dizem: Seja versátil, expanda a sua mente.
e) Os psicólogos dizem: Seja confiante, afirme-se.
f) O materialismo diz: Satisfaça-se, agrade a si mesmo.
g) Os humanistas dizem: Seja capaz, acredite em si mesmo.
- Você!
Você mesmo! A si mesmo! Estamos atolados no ego até o pescoço. Faça alguma
coisa para si mesmo ou com você mesmo. É antropocentrismo. É humanismo. É ego
megalomaníaco. É vida emborcada, atrofiada em si mesma.
- Como foram diferentes a mensagem de Jesus e o exemplo que Ele deixou. Ele não disse para nos voltarmos para nós mesmos. Ele faz um apelo à geração do “EU PRIMEIRO.” Jesus diz: “Seja servo; dê de si mesmo aos outros.” Jesus se fez servo sendo Senhor. Sendo rei serviu. Amando-nos deu sua vida. Querendo dar-nos vida eterna, por nós morreu!
- O apóstolo Paulo disse: “Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também o que é dos outros.” – “Compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade.”
- Como foram diferentes a mensagem de Jesus e o exemplo que Ele deixou. Ele não disse para nos voltarmos para nós mesmos. Ele faz um apelo à geração do “EU PRIMEIRO.” Jesus diz: “Seja servo; dê de si mesmo aos outros.” Jesus se fez servo sendo Senhor. Sendo rei serviu. Amando-nos deu sua vida. Querendo dar-nos vida eterna, por nós morreu!
- O apóstolo Paulo disse: “Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também o que é dos outros.” – “Compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade.”
I. A
GRAÇA DA CONTRIBUIÇÃO
- No
texto de II Co 8.1-15 Paulo 6 vezes usa a palavra GRAÇA em relação ao ato de
contribuir. GRAÇA = “é favor divino contrário ao merecimento humano.”
- Paulo ensina reiteradamente que a contribuição é um favor que Deus nos faz, e não um favor que nós lhe fazemos.
- À igreja de Corinto, aparelhada espiritualmente, faltava uma graça desejável. 8.7 “em tudo manifestais superabundância tanto na fé e na palavra, como no saber e em todo cuidado, TAMBÉM ABUNDEIS NESTA GRAÇA.”
- Depois da primeira carta, a igreja melhorou. Passou a ser uma igreja :
a) Ortodoxa – abundava em fé
b) Evangelística – abundava em palavras
c) Estudiosa – abundava em ciência
d) Bem organizada – abundava em cuidado
- Há uma deficiência ainda nessa igreja: Ela não estava absorvendo uma graça. QUE GRAÇA? 8.1 = “também, irmãos, vos fazemos conhecer a GRAÇA DE DEUS concedida às igrejas da Macedônia.”
- Mas qual graça? 8.4 define: “pedindo-nos com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos.” Veja versos 2,3 = a graça da generosidade.
- Tito foi enviado a Corinto para “o que nos levou a recomendar a Tito que, como começou, assim também, complete esta graça entre vós.”
- Às vezes encontramos crentes cheios de fé, hábeis na Palavra, cultos, diligentes. Mas na contribuição são nulos. A contribuição não é imposta, mas é prova da sinceridade do crente – 8.8 “…”
- Crentes que praticam a contribuição sem querer – 8.10 “…” = Quem vem primeiro? A prática ou o querer? É claro que o querer. Mas Paulo colocou aqui a prática primeiro, depois o querer. Há crente que contribui sem querer, só para ver o seu nome na lista.
- Paulo ensina reiteradamente que a contribuição é um favor que Deus nos faz, e não um favor que nós lhe fazemos.
- À igreja de Corinto, aparelhada espiritualmente, faltava uma graça desejável. 8.7 “em tudo manifestais superabundância tanto na fé e na palavra, como no saber e em todo cuidado, TAMBÉM ABUNDEIS NESTA GRAÇA.”
- Depois da primeira carta, a igreja melhorou. Passou a ser uma igreja :
a) Ortodoxa – abundava em fé
b) Evangelística – abundava em palavras
c) Estudiosa – abundava em ciência
d) Bem organizada – abundava em cuidado
- Há uma deficiência ainda nessa igreja: Ela não estava absorvendo uma graça. QUE GRAÇA? 8.1 = “também, irmãos, vos fazemos conhecer a GRAÇA DE DEUS concedida às igrejas da Macedônia.”
- Mas qual graça? 8.4 define: “pedindo-nos com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos.” Veja versos 2,3 = a graça da generosidade.
- Tito foi enviado a Corinto para “o que nos levou a recomendar a Tito que, como começou, assim também, complete esta graça entre vós.”
- Às vezes encontramos crentes cheios de fé, hábeis na Palavra, cultos, diligentes. Mas na contribuição são nulos. A contribuição não é imposta, mas é prova da sinceridade do crente – 8.8 “…”
- Crentes que praticam a contribuição sem querer – 8.10 “…” = Quem vem primeiro? A prática ou o querer? É claro que o querer. Mas Paulo colocou aqui a prática primeiro, depois o querer. Há crente que contribui sem querer, só para ver o seu nome na lista.
II. A
GRAÇA DA CONTRIBUIÇÃO É ESPONTÂNEA
- “Não
vos falo na forma de mandamento.” V. 8. Há religiões que fazem campanhas com
preços estipulados, com sacramentos cobrados. São clubes de serviço. “De graça recebestes,
de graça daí”.
- No v. 8 diz: “Não digo como quem manda.” = Logo adiante, no v. 10 acrescenta: “Dou o meu parecer.” Qual era o parecer de Paulo? Desde o ano anterior que haviam começado a prática e o querer e deveriam continuar a graça da contribuição – v. 11.
- O modelo que se apresenta a Corinto foi o da igreja da Macedônia. Diz o apóstolo: “…mas deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós.” 8.5. Antes da contribuição, o novo nascimento. Só um coração que tem Jesus como Senhor, só a alma que se rendeu totalmente. Só aquele que sabe que tudo é de Deus pode experimentar a graça da contribuição.
- Cristo foi o exemplo maior desta generosidade: “pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico se fez pobre por amor de vós, para que pela sua pobreza vos tornásseis ricos.” 8.9.
- Graça por graça. Damos dinheiro? Cristo deu a sua vida! Damos bens materiais? Ele nos deu a vida eterna!
- Ler 8.3,4 “…se mostraram voluntários…” Um pouco mais adiante 9.7 Paulo aconselha esse espírito de voluntariedade em nossa contribuição: “cada um contribua segundo tiver proposto no coração.”
- No v. 8 diz: “Não digo como quem manda.” = Logo adiante, no v. 10 acrescenta: “Dou o meu parecer.” Qual era o parecer de Paulo? Desde o ano anterior que haviam começado a prática e o querer e deveriam continuar a graça da contribuição – v. 11.
- O modelo que se apresenta a Corinto foi o da igreja da Macedônia. Diz o apóstolo: “…mas deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós.” 8.5. Antes da contribuição, o novo nascimento. Só um coração que tem Jesus como Senhor, só a alma que se rendeu totalmente. Só aquele que sabe que tudo é de Deus pode experimentar a graça da contribuição.
- Cristo foi o exemplo maior desta generosidade: “pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico se fez pobre por amor de vós, para que pela sua pobreza vos tornásseis ricos.” 8.9.
- Graça por graça. Damos dinheiro? Cristo deu a sua vida! Damos bens materiais? Ele nos deu a vida eterna!
- Ler 8.3,4 “…se mostraram voluntários…” Um pouco mais adiante 9.7 Paulo aconselha esse espírito de voluntariedade em nossa contribuição: “cada um contribua segundo tiver proposto no coração.”
III. A
GRAÇA DA CONTRIBUIÇÃO É PROPORCIONAL
- Paulo
declara-nos nos v. 13-15 “…” e em I Co 16.2 “…”
- Propõe-se um privilégio, não um peso. Duas vezes se diz: “para que haja igualdade.” Igualdade de bênçãos; igualdade de responsabilidades. Não seria justo que só a Macedônia suportasse a despesa, como não seria conveniente que só ela gozasse do ensejo de contribuir.
- Eles deveriam contribuir segundo suas posses v. 11c. A proporção é a prova da sinceridade. Não dá com alegria quem não dá proporcionalmente. Uma condição decorre da outra. Deus é o juiz.
- O capítulo 9 é continuação do tema. 9.1-5 “Assim como Paulo se gloriava dos macedônios perante os corintios, gloriava-se dos corintios perante os macedônios.”
- 9.1,2 “…” = que a oferta esteja pronta como “expressão de generosidade e não de avareza.” (v. 5).
- Paulo ilustra agora com a comparação do semeador – v. 6 “…” = o semeador é Deus. Atira a semente dos bens em nossas mãos, para de nós poder colher proporcionalmente – Veja v. 8-11 “…”.
- Por que é que Deus faz essa sementeira? = “toda boa obra”; “toda generosidade”; “dar aos pobres”; “enriquecer em tudo”; “atender as necessidades dos santos”; “liberalidade para com todos”; “graças e glorificações a Deus”; “submissão ao Evangelho de Cristo” eis aí enumerados os propósitos pelos quais DEUS FAZ ABUNDAR EM VÓS TODAS AS GRAÇAS…
- Se não usarmos bem o que Deus nos dá, Ele pode encolher o braço (Ag 1.6,9-11) “…” – Esse é o lado negativo. Eis o lado positivo: Ml 3.10-12.
- Na parábola dos talentos Jesus mostra que Deus conta com nossa CONTRIBUIÇÃO PROPORCIONAL “Foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei.”
- Propõe-se um privilégio, não um peso. Duas vezes se diz: “para que haja igualdade.” Igualdade de bênçãos; igualdade de responsabilidades. Não seria justo que só a Macedônia suportasse a despesa, como não seria conveniente que só ela gozasse do ensejo de contribuir.
- Eles deveriam contribuir segundo suas posses v. 11c. A proporção é a prova da sinceridade. Não dá com alegria quem não dá proporcionalmente. Uma condição decorre da outra. Deus é o juiz.
- O capítulo 9 é continuação do tema. 9.1-5 “Assim como Paulo se gloriava dos macedônios perante os corintios, gloriava-se dos corintios perante os macedônios.”
- 9.1,2 “…” = que a oferta esteja pronta como “expressão de generosidade e não de avareza.” (v. 5).
- Paulo ilustra agora com a comparação do semeador – v. 6 “…” = o semeador é Deus. Atira a semente dos bens em nossas mãos, para de nós poder colher proporcionalmente – Veja v. 8-11 “…”.
- Por que é que Deus faz essa sementeira? = “toda boa obra”; “toda generosidade”; “dar aos pobres”; “enriquecer em tudo”; “atender as necessidades dos santos”; “liberalidade para com todos”; “graças e glorificações a Deus”; “submissão ao Evangelho de Cristo” eis aí enumerados os propósitos pelos quais DEUS FAZ ABUNDAR EM VÓS TODAS AS GRAÇAS…
- Se não usarmos bem o que Deus nos dá, Ele pode encolher o braço (Ag 1.6,9-11) “…” – Esse é o lado negativo. Eis o lado positivo: Ml 3.10-12.
- Na parábola dos talentos Jesus mostra que Deus conta com nossa CONTRIBUIÇÃO PROPORCIONAL “Foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei.”
IV. A
GRAÇA DA CONTRIBUIÇÃO É METÓDICA
- II Co
9.1-5
- I Co 16.1-4 = No primeiro dia da semana (PERIODICAMENTE), cada um de vós (PESSOALMENTE), ponha de parte (PREVIDENTEMENTE), conforme a sua prosperidade (EQUITATIVAMENTE), e vá juntando (FIELMENTE), para que se não façam coletas quando eu for (SEPARADAMENTE).
- Não basta ter apenas boa intenção de contribuir. O caixa do supermercado não quitará seus compromissos só por você dizer: “Pretendia trazer o pagamento, mas tive que gastar o dinheiro em coisa mais urgente.” = seria a igreja a única a poder realizar esse malabarismo econômico?
- Não é dar a sobra, o que resta. Devemos oferecer as primícias. Não um dia e passar um ano sem dar nada.
- I Co 16.1-4 = No primeiro dia da semana (PERIODICAMENTE), cada um de vós (PESSOALMENTE), ponha de parte (PREVIDENTEMENTE), conforme a sua prosperidade (EQUITATIVAMENTE), e vá juntando (FIELMENTE), para que se não façam coletas quando eu for (SEPARADAMENTE).
- Não basta ter apenas boa intenção de contribuir. O caixa do supermercado não quitará seus compromissos só por você dizer: “Pretendia trazer o pagamento, mas tive que gastar o dinheiro em coisa mais urgente.” = seria a igreja a única a poder realizar esse malabarismo econômico?
- Não é dar a sobra, o que resta. Devemos oferecer as primícias. Não um dia e passar um ano sem dar nada.
CONCLUSÃO
- A
semeadura e a colheita: Não devemos fazer barganha com Deus. Mas quem dá recebe
(II Cor 9.6).
- Lc 6.38 “…”
- Qual é o exemplo maior? II Co 8.9 “…”
- Oswald Smith quando começou seu ministério na igreja do Povo em Toronto, no Canadá pegou a igreja endividada. Começou a pregar sobre contribuição missionária. Hoje essa igreja participa do ministério de centenas de missionários em todo o mundo. Quem muito semeia muito colhe. Essa é a lei no Reino de Deus. Colhemos exatamente a mesma qualidade de semente que semeamos. Amém.
- Lc 6.38 “…”
- Qual é o exemplo maior? II Co 8.9 “…”
- Oswald Smith quando começou seu ministério na igreja do Povo em Toronto, no Canadá pegou a igreja endividada. Começou a pregar sobre contribuição missionária. Hoje essa igreja participa do ministério de centenas de missionários em todo o mundo. Quem muito semeia muito colhe. Essa é a lei no Reino de Deus. Colhemos exatamente a mesma qualidade de semente que semeamos. Amém.
Rev.
Hernandes Dias Lopes.
WWW.cristoestanaminhavida.blogspot.com
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Idolatria
Referência:
ÊXODO 20/4
“As
imagens são como a fotografia de uma mãe.”
Querubins sobre o propiciatório = não foram feitos como objetos de culto.
Serpente de bronze = Quando os filhos de Israel começaram a queimar incenso à serpente de bronze, o rei Ezequias a reduziu em pedaços – II Re 18.4.
Querubins sobre o propiciatório = não foram feitos como objetos de culto.
Serpente de bronze = Quando os filhos de Israel começaram a queimar incenso à serpente de bronze, o rei Ezequias a reduziu em pedaços – II Re 18.4.
I. EM QUE
CONSISTE A IDOLATRIA
1. Fazer
imagens = Ex 20. 3
2. Inclinar-se diante das imagens = Ex 20.5
3. Adorar (dulia – hiper-dulia e latria) as imagens = Is 44.17; Dn 3.5,10,15.
4. Oferecer culto a Deus através das imagens = Ex 32.4,5.
5. Fazer procissão com as imagens = Is 42.8.
6. É obra da carne = Gl 5.20.
2. Inclinar-se diante das imagens = Ex 20.5
3. Adorar (dulia – hiper-dulia e latria) as imagens = Is 44.17; Dn 3.5,10,15.
4. Oferecer culto a Deus através das imagens = Ex 32.4,5.
5. Fazer procissão com as imagens = Is 42.8.
6. É obra da carne = Gl 5.20.
II.
CARACTERÍSTICA DOS ÍDOLOS
1.
Insensíveis = Dt 4.28; Hc 2.19
2. Perecíveis = Is 40.20 (Aparecida quebrada pelo iconoclasta e chutada por D. Helder).
3. Impotente = Jr 10.5; Is 45.20; Is 46.1-7
4. Degradantes = Rm 1.22,23
5. Indignos de adoração = At 17.29
6. Eles não são nada = I Co 8.4
2. Perecíveis = Is 40.20 (Aparecida quebrada pelo iconoclasta e chutada por D. Helder).
3. Impotente = Jr 10.5; Is 45.20; Is 46.1-7
4. Degradantes = Rm 1.22,23
5. Indignos de adoração = At 17.29
6. Eles não são nada = I Co 8.4
III.
CONSEQÜÊNCIAS DA IDOLATRIA
1.
Corrompe o coração e acarreta severo juízo divino = Ex 32.7-10; Rm 1.24-32
2. Produz entorpecimento = Sl 115.4-8
3. Embrutece o entendimento = Is 44.9-18
4. Produz ilusão = Is 44.19,20
5. Provoca a ira de Deus = Rm 1.18-23
6. Traz maldição para a família = Dt 17.15; Dt 7.26
7. Produz escravidão aos demônios = I Co 10.19,20
8. Traz condenação eterna = Ap 21.8
2. Produz entorpecimento = Sl 115.4-8
3. Embrutece o entendimento = Is 44.9-18
4. Produz ilusão = Is 44.19,20
5. Provoca a ira de Deus = Rm 1.18-23
6. Traz maldição para a família = Dt 17.15; Dt 7.26
7. Produz escravidão aos demônios = I Co 10.19,20
8. Traz condenação eterna = Ap 21.8
IV. A
POSIÇÃO DO CRENTE ACERCA DA IDOLATRIA
1. Fugir
= I Co 10.14 (ver contexto Corinto)
2. Não ter em casa objetos de idolatria = Dt 7.26
3. Não tomar parte em festa, celebração que se relacione com idolatria – I Co 10.19-22
4. Não ter relações religiosas nem se casar com idólatra – I Co 5.11;Js 23.7;Ex 34.16
2. Não ter em casa objetos de idolatria = Dt 7.26
3. Não tomar parte em festa, celebração que se relacione com idolatria – I Co 10.19-22
4. Não ter relações religiosas nem se casar com idólatra – I Co 5.11;Js 23.7;Ex 34.16
Rev.
Hernandes Dias Lopes.
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