Hoje é o último domingo do ano de 2012. É tempo de fazer um balanço.
Devemos olhar para trás com gratidão, para o presente com súplicas e
para o futuro com esperança. O Salmo 126 ajuda-nos nesse exercício.
Em primeiro lugar, devemos olhar para o passado com gratidão (Salmo
126.1-3). Depois de setenta anos de escravidão na Babilônia, Israel
voltou à sua terra. Deus tirou o povo do cativeiro com mão forte e
poderosa. Essa libertação produziu ditosa exultação entre o povo e
impacto entre as nações. Quando olhamos, também, para o passado, notamos
que Deus nos tirou da escravidão para a liberdade, das trevas para a
luz e da morte para a vida. Deus quebrou o nosso jugo e despedaçou
nossas algemas. Jesus Cristo redimiu-nos de um terrível cativeiro.
Éramos escravos do diabo, do mundo e da carne. Vivíamos debaixo de cruel
opressão. Porém, Cristo nos libertou e hoje somos livres. Pertencemos à
família de Deus. Somos herdeiros de Deus e estamos assentados com
Cristo nas regiões celestes, acima de todo principado e potestade. Há um
cântico em nossos lábios e uma festa em nossa alma.
Em segundo lugar, devemos olhar para o presente com súplicas (Salmo
126.4). O salmista voltou os olhos do passado para o presente e percebeu
que as vitórias do ontem não servem para nos manter de pé hoje. O mesmo
salmista que estava exultante com a libertação do cativeiro, agora, ao
contemplar a realidade presente, clama: “Restaura, Senhor, a nossa sorte
com as torrentes do Negueve”. O passado de glória tinha se transformado
num deserto cinzento. As vitórias do passado não eram suficientes para
torná-lo vitorioso no presente. Todo o dia é tempo de andar com Deus.
Todo dia é tempo de ser cheio do Espírito. Não podemos viver do passado
nem morar na saudade. Precisamos depender de Deus a todo tempo, o tempo
todo. Mais do que isso, é preciso saber que não temos forças para
restaurar nossa própria sorte. Só Deus pode restaurar nossa vida. Só
Deus pode aprumar nossos joelhos trôpegos. Só Deus pode nos encher de
entusiasmo, quando nossa alma parece um deserto árido. Aprendemos com
isso, porém, que a crise não é o fim da linha. A sequidão de nossa vida
não deve nos levar ao desespero, mas à súplica ardente. A consciência da
crise espiritual pode nos levar aos pés do Senhor para uma virada
bendita em nossa história. Somente o Senhor tem poder para nos
restaurar. Só dele vem a nossa cura. Essa restauração é uma obra
milagrosa. Assim como os rios invernais rasgam as areias escaldantes do
deserto do Negueve, o maior deserto da Judéia, Deus também, faz nossa
alma florescer em tempos de sequidão. Ele mesmo nos concede um novo
vigor espiritual e transforma nossos vales em mananciais cheios de vida!
Em terceiro lugar, devemos olhar para o futuro com esperança (Salmo
126.5,6). Depois de olhar para o passado com gratidão e para o presente
com súplicas, o salmista, agora, olha para o futuro com esperança. O
amanhã será de semeadura e investimento. A semeadura exige desinstalação
e ação. É preciso sair para semear. A semeadura exige abnegação e
sacrifício, pois além de sair, o semeador anda e chora, regando o solo
duro com suas lágrimas. Se a semeadura é regada de lágrimas, a colheita
certa é feita com júbilo. A recompensa da colheita é maior do que o
sacrifício da semeadura. Fazer a obra de Deus é investir para a
eternidade. É realizar um trabalho de consequências eternas. Não devemos
afrouxar nossos braços nessa bendita peleja. É hora de arregaçarmos as
mangas e trabalharmos com mais fervor. O tempo urge. A noite se
aproxima. Então, não haverá mais tempo de semear. Hoje, Deus nos convoca
para sermos seus cooperadores. Concede-nos a graça de investirmos nosso
tempo, bens, talentos e dons em seu trabalho. Portanto, levantemo-nos,
irmãos, e coloquemo-nos a seu dispor. O Deus da nossa salvação e da
nossa restauração, agora, nos alista em seu trabalho. Mãos à obra, sem
esmorecer. Lança a semente, com a certeza de que o crescimento, Deus
mesmo nos dará.
Por: Hernandes Dias Lopes
www.cristoestanaminhavida.blogspot.com
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